Destaque Tudo de Bio

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Camuflagem: uma bela estratégia de sobrevivência

Uma das estratégias mais belas de sobrevivência, em minha opinião, é a camuflagem.
Muitos animais tem essa capacidade de se camuflar com o habitat onde vivem, porém os propósitos são diferentes. No caso de um predador, ele se camufla para atacar uma presa sem que ela possa vê-lo, já se o animal camuflado for uma presa, o objetivo é o de escapar aos olhos de seu predador.
Recentemente, o fotógrafo John Cancalosi, fez uma série de fotografias incríveis mostrando animais camuflados. 
As minhas preferidas estão abaixo. A primeira mostra a camuflagem de um caranguejo em um coral mole e a segunda um cavalo marinho camuflado em um coral.
Não tem apenas estas fotos. Veja a galeria completa de John Cancalosi AQUI.


Chip microfluídico é adaptado para tuberculose

Um engenheiro de Uganda, Frederic Balagadé, adaptou o chip microfluídico, tecnologia presente em laboratórios de ponta ao redor do mundo, para auxiliar no combate à tuberculose. O chip microfluídico é capaz de realizar análises bioquímicas muito mais rapidamente (frações de segundos) que as máquinas convencionais (que levariam dias). Dessa forma, a doença é diagnosticada de forma mais rápida, o que é crucial para um tratamento eficaz. Segundo Balagadé, o  pode ajudar ainda no estudo sobre os mecanismos que tornam o microoganismo causador resistente aos antibióticos.
A inovação é tanta que um centro tecnológico de mais ou menos R$ 30 milhões está sendo impantado em Durban, para iniciar a produção dos equipamentos e aprimorar as pesquisas.

A Tuberculose
 
Na África do Sul, a doença que mais mata é a tuberculose, sendo também a principal causa de morte entre a população pobre. Existe um tratamento eficaz e bem estabelecido mas que, no entanto, demora meses para ser concluído, o que leva ao abandono do tratamento pelo paciente quando os sintomas "desaparecem". Entretanto, os sintomas reaparecem semanas depois com o bacilo de Koch, bactéria causadora da tuberculose, já resistente aos antibióticos.

Degelo dificulta abastecimento de bases na Antártida

Mais um efeito do aquecimento global toma evidência.
A pista de pouso de Wilkins, construída em 2008 a um valor de aproximadamente R$96 milhões para que aviões pudessem realizar o abastecimento das três estações de pesquisa que operam na Antártida, não está segura o suficiente para suportar o pouso sobre o gelo.
Acontece que para um avião pousar em segurança sobre o gelo, a temperatura local deve ser de, no mínimo, -5ºC. Na Antártida, no entanto, apenas nos últimos 50 anos a temperatura subiu 2ºC, o que representa um aumento três vezes maior do que aquele observado no restante do planeta.
As estações de pesquisa, no entanto, continuam sendo abastecidas por meio de navios, o que torna o processo mais demorado.

O que achou disso? Comente.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Mudança climática pode tornar parasitas mais fortes

Um estudo que será publicado na próxima segunda na Nature Climate Change mostra que os parasitas tem a possibilidade de serem mais virulentos devido à mudança climática.

Na pesquisa, os cientistas perceberam que rãs sofrem mais infecções fúngicas quando a temperatura oscila inesperadamente. A explicação encontrada pelo grupo é que os parasitas, como fungos, protozoários e platelmintos, por exemplo, uma vez que são menores que seus hospedeiros e crescem mais rapidamente, podem se adaptar mais rapidamente a mudanças na temperatura.

Os pesquisadores utilizaram rãs cubanas em 80 incubadoras submetidas a diferentes temperaturas e a infecções pelo fungo Batrachochytrium dendrobatidis, parasita geralmente mortal para os anfíbios.

Os resultados mostraram que as rãs mantidas na temperatura de 25ºC por quatro semanas sofreram mais infecções ao serem transferidas para incubadoras a 15ºC com o fungo em relação as outras rãs que estavam estavam vivendo apenas na temperatura de 15 ºC.

Em outro teste feito, as rãs cubanas expostas a variações comuns da temperatura, entre 15ºC e 25ºC, como as mudanças naturais entre o período noturno e o diurno, resistiram melhor ao fungo.

Como conclusão, os pesquisadores perceberam que a aclimatação - processo que o ser vivo leva para acostumar-se a mudanças inesperadas na temperatura - das rãs leva 10 vezes mais tempo do que a do fungo.

No entanto, é necessário que sejam realizadas mais pesquisas envolvendo outros parasitas e hospedeiros para uma melhor confirmação, uma vez que o estudo foi feito em apenas uma espécie de rã.

Personalidade: conheça o padre Jesus Santiago Moure, o maior especialista em abelhas neotropicais

De Darwin e Mendel todos já ouviram falar. O Tudo de Bio, brasileiro todo, vai retratar agora a história de um dos articuladores da Sociedade Brasileira de Entomologia (SBE), o padre Jesus Santiago Moure, que estaria completanto cem anos em 2012, caso estivesse vivo.

Este ano, a SBE comemorou 75 anos de fundada, e na ocasião foi lembrado o centenário de nascimento do padre que conciliou muito bem a ciência e a religião. duas áreas aparentemente distantes.

O padre Jesus Santiago Moure é considerado o maior especialista do mundo em abelhas da região neotropical, além de ter participado da criação da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade Federal do Paraná (UFPR), da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), do CNPq e da Capes. Currículo bonito, não é mesmo?!

“A evolução, Deus criou. As leis divinas e as da ciência podem caminhar juntas.” Disse o padre pesquisador certa vez, frase que acabou causando problemas com a Igreja.

Apesar de todas suas pesquisas, o padre era formado em filosofia e teologia, nunca tendo feito um curso na área de biologia. Todo o conhecimento em botânica, entomologia, inglês e espanhol foi fruto de exaustivas horas de estudo.
O estudioso publicou mais de 200 artigos. O primeiro data de 1940, relatando a descoberta da espécie Augochloropsis liopelte. Após aquele ano, o padre descreveu mais de 500 novas espécies de abelhas, além de catalogar outras 12 mil.Link
Quer saber mais? Leia a excelente matéria do Ciência Hoje.


sábado, 11 de agosto de 2012

Enquete TDBio: políticos brasileiros não se preocupam com o Meio Ambiente


Nas últimas semanas, o Tudo de Bio contou com uma enquete no blog e na página do Facebook que perguntou se os políticos brasileiros se preocupam com o Meio Ambiente. Resultados esperados à parte, o que me surpreendeu foi a porcentagem de 100% dos votantes afirmando que os políticos do nosso país NÃO se preocupam com o meio ambiente. Os dados provavelmente refletem o que se vê atualmente na mídia, quanto a aprovação do novo Código Florestal na Câmara dos Deputados, cujas mudanças podem aumentar o desmatamento no Brasil.
Destaca-se o comentário de dois participantes:

"Os políticos brasileiros não tem e nem querem ter responsabilidades com nada. Só com os próprios bolsos." E.F.

"Do ponto de vista geral... Não tem! Alguns tem idéias boas, mas que pra a atual situação que estamos, essas idéias isoladas, não mudarão muito. Nós tambem temos que pressioná-los. Não apenas cobrar, sem ter nenhuma ação!" I.B.

O Tudo de Bio agradece a todos os que votaram.

Quer saber mais?

Entenda como o Novo Código Florestal pode aumentar o desmatamento no Brasil.

Aguardem a próxima enquete.

Chega de dúvidas: a Zebra é branca com listras pretas


Essa é uma dúvida comum aos curiosos e amantes do mundo animal. Nas aulas de ciências durante a infância essa é uma das perguntas que sempre aparecem na classe.
Na verdade, a zebra é verdadeiramente branca com listras pretas, não o contrário. Segundo o biólogo Guilherme Domenichelli, autor do livro "Girafa tem torcicolo?", a Eqqus grevyi, conhecida como zebra de grevy possui a barriga completamente branca e o resto do corpo é coberto por estreitas listras pretas.
Assim como as impressões digitais dos seres humanos, que variam de indivíduo para indivíduo, os padrões de distribuição das listras são diferentes em cada zebra, como os padrões de pintas diferem nas girafas e as listras nos tigres.
Além disso, as listras da zebra são um incrível exemplo de adaptação, uma vez que quando andam em grupo podem dificultar a visão do leão, seu principal predador. Para isso, elas correm de um lado para o outro, e os leões, que enxergam em preto e branco, não conseguem determinar a posição da presa, sem saber onde começa e termina uma zebra.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Tudo de Bio lança aplicativo para Android


O Tudo de Bio acaba de disponibilizar para seus visitantes um aplicativo para smartphones Android. O aplicativo Tudo de Bio, mesmo nome do blog, ainda não está disponível no Google Play, no entanto pode ser baixado acessando-se o blog pelo aparelho celular ou no link abaixo (Instalação manual).
O diferencial do aplicativo é que ele carrega mais rapidamente as principais notícias do blog, deixando o usuário sempre atualizado com as matérias, curiosidades e downloads disponíveis aqui.
Então, se seu smartphone tem Android, baixe já e fique sempre por dentro das melhores notícias sobre ciência.
Ah! Aos que possuem iPhone, o app já está sendo desenvolvido também para essa plataforma.

CLIQUE AQUI PARA BAIXAR O APLICATIVO!

Para instalar o app manualmente basta realizar o download no link acima e copiar o arquivo para o seu smartphone. No celular, procure o arquivo e instale normalmente.Link

Recife sediará o WIDEN - Workshop em Imunopatologia do Dengue

O Tudo de Bio vem divulgar um evento que vai reunir diversos pesquisadores em imunopatologia do vírus da dengue.

O WIDEN - Workshop em Imunopatologia do Dengue é um evento organizado pelo Instituto de Ciências Biológicas e Faculdade de Ciências Médicas, ambos da Universidade de Pernambuco, em parceria com o Instituto Oswaldo Cruz - FIOCRUZ do Rio de Janeiro, e acontecerá entre os dias 27 e 29 de agosto, em Recife-PE. Ainda durante o workshop, oito participantes serão selecionados para participar do Curso de Citometria de Fluxo previsto para acontecer nos dias 30 e 31 de agosto.

A inscrição custa apenas R$15,00 a serem pagos na coordenação de pós-graduação do ICB.

Para ver a programação completa, mais informações e realizar a pré-inscrição acesse o blog do evento.

Informações: workshopdengue@gmail.com

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Por que as formigas seguem o mesmo caminho feito pelas outras?

As formigas sempre seguem o mesmo caminho das outras pelo motivo de que as que passam primeiro em um lugar depositam uma susbtância química chamada feromônio.
Essa substância "marca" o caminho que as outras formigas tem que seguir para encontrarem comida e posteriormente retornarem ao formigueiro.
Segundo Lúcia Chaves, professora de Biologia, o feromônio é como uma placa de trânsito orientando as formigas sobre onde ou não ir. Isso porque não se produz apenas um tipo de feromônio: enquanto um indica a trilha correta a ser seguida, outros podem alertar sobre rotas erradas e que não levam a locais com comida.
Por conta dessas mesmas substâncias que quando passamos o dedo na trilha das formigas, as que vem atrás ficam desorientadas, pois acabamos de retirar os feromônios ali depositados.

Tem uma dúvida? Mande para o tudodebio@gmail.com ou comente aqui que buscaremos uma resposta.

Gene da Obesidade em mexicanos é encontrado

Uma pesquisa realizada na Faculdade de Química da Universidade Nacional Autônoma do México (UNAM) demonstrou que mexicanos possuem o gene da obesidade e, por este motivo, tem uma alta predisposição a estar em sobrepeso.

Segundo os pesquisadores, esse gene está relacionado ainda com as possibilidades de mexicanos sofrerem de doenças crônicas e complicações metabólicas em uma razão maior do que a média dos seres humanos.

O estudo, em colaboração com o Instituto Nacional de Ciências Médicas e Nutrição Salvador Zubirán e o Instituto Nacional de Medicina Genômica, foi identificada "uma variante genética de risco metabólico, exclusiva dos mexicanos". Um dos pesquisadores, Samnuel Canizalez, afirmou que o gene é capaz de alterar a função do transportador de colesterol ABCA1, provocando a diminuição dos níveis de HDL, o "bom colesterol", que tem a função de limpar as artérias.

Acontece que se o ABCA1 funcionar bem, os níveis de HDL, que também é antiinflamatório e antioxidante, serão normais ou mais altos.

Apesar de o estudo ter sido aplicado também em grupos da África, Ásia e Europa, o gene foi encontrado apenas nas populações mexicanas com componente indígena ou mestiça americana.

Adaptado de: Terra Ciência

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Vírus da gripe aviária está matando filhotes de focas nos EUA

Diversos filhotes de focas da costa nordeste americana estão morrendo por uma epidemia causada por um novo tipo de vírus da gripe aviária, o H3N8, assim denominado pela Sociedade Americana de Microbiologia em seu periódico "mBio".
Segundo o jornal científico, apenas no ano passado, o H3N8 foi responsável pela morte de 162 focas ao longo da costa dos EUA, a maioria com menos de seis meses.
O que preocupa os pesquisadores da Universidade de Columbia, em Nova York, é que esse vírus pode representar um risco para humanos, pois apesar de não ter sido registrado nenhum caso em humanos, a gripe aviária já evoluiu a ponto de gerar formas capazes de infectar pessoas, como o H5N1.

Além disso, sabe-se que vírus como o HIV, Sars (Síndrome respiratória aguda grave, na sigla em inglês) e o Influenza são exemplos dos causadores de doenças infecciosas que tiveram origem em animais, contaminando, posteriormente, os humanos;

"Nossas descobertas reforçam a importância de vigiar a vida selvagem na previsão e prevenção de pandemias", disse W. Ian Lipkin, professor de epidemiologia da Escola de Saúde Pública Mailman, da Universidade de Columbia.

Cupins-bomba são descobertos na Guiana Francesa

Uma nova espécie de cupim com uma característica nunca documentada foi encontrada por cientistas belgas.

A característica em questão é que os cupins mais velhos dessa espécie são capazes de cometer suicídio coletivo, a fim de proteger sua colônia.

O suicído nos cupins já era conhecido antes, onde algumas espécies explodiam liberando diversos produtos químicos sobre o predador.

A diferença é que quando os indivíduos dessa espécie estão envelhecendo e ficando incapacitados, eles passam a armazenar cristais sólidos que, se misturados com outras secreções do inseto, produzem uma reação química. Pois bem, desta forma o poder de defesa desses cupins aumenta e acaba sendo bem útil para o grupo, onde os indivíduos mais velhos cometem suicido coletivo como verdadeiros kamikazes para proteger a colônia..
Em matéria para a BBC, o professor Yves Roisin, da Universidade Livre de Bruxelas, disse que um graduano de seu laboratório, Thomas Bourguignon estava pesquisando a ecologia de comunidades desses cupins e se deparou com o fenômeno enquanto coletava amostras.
Na defesa da colônia, os cupins da espécie Neocapritermes taracua liberam substâncias tóxicas sobre os invasores, corroendo seus corpos.

"As secreções tóxicas para a defesa são normalmente armazenados nas glândulas salivares, mas esta espécie transporta uma 'mochila' com dois tipos de cristais sólidos do lado de fora do corpo. Quando o cupim 'explode', os dois são misturados para produzir uma substância tóxica mais potente", afirmou o professor.

O pesquisador afirmou que ainda não se descobriu como esses cupins produzem os cristais.

O estudo do professor foi publicado na revista científica "Science".

Dieta do Futuro

Quando você vai fazer a feira já está percebendo o aumento dos preços dos alimentos. Associe isto ao aumento populacional e aosLink recursos limitados. Pronto, já dá para perceber que no futuro a alimentação humana vai sofrer mudanças.

Segundo matéria publicada no site G1, analistas tem calculado que o preço dos alimentos pode dobrar dentro de cinco ou sete anos, fazendo com que itens que hoje são comuns (à maioria das mesas, claro!), como a carne, se tornem luxo.

A matéria citada listou alguns possíveis candidatos que provavelmente possam aumentar a disponibilidade do alimento. Veja abaixo a lista do site:

Insetos

O governo holandês já investiu um milhão de euros em pesquisa sobre como inserir carne de insetos nas dietas de seus cidadãos e preparar leis para regulamentar sua criação.

Insetos fornecem tanto valor nutricional quanto carne de mamíferos, mas custam e poluem muito menos. Cerca de 1,4 mil espécies poderiam ser consumidas pelo homem, compondo salsichas ou hambúrgueres.

Boa parte da humanidade já come insetos, especialmente na Ásia e África. Mas os mercados ocidentais devem resistir à ideia e vão ser necessárias grandes campanha de marketing para tornar aceitável ideia de incluir insetos como gafanhotos, formigas e lagartas no cardápio.

Uso de som

Já é bem conhecida a influência que aparência e cheiro podem ter sobre o que comemos, mas uma área em expansão que pode render descobertas interessantes é a dos estudos sobre o efeito do som sobre o paladar.

Um estudo da Universidade de Oxford descobriu que é possível ajustar o gosto der determinados alimentos através da música que se ouve ao fundo. A música pode, por exemplo, fazer uma comida parecer mais doce do que ela é. Esse recurso pode ajudar a reduzir o consumo de açúcar.

Outro exemplo: Sons graves de instrumentos de sopro de metal (como saxofones ou tubas) acentuariam o gosto amargo de alimentos. Empresas podem passar a recomendar listas de músicas para melhorar a 'experiência' do consumo de seus produtos.

Carne de laboratório
Cientistas holandeses criaram carne em laboratório usando células-tronco de vaca e esperam desenvolver o primeiro "hambúrguer de proveta" até o fim de 2012.

A produção de carne artificial poderia trazer grandes benefícios ao meio ambiente, pela redução no número de cabeças de gado - grandes emissores de CO2 - e nas áreas de floresta desmatada para a criação de pastos. A carne de laboratório poderia ser manipulada para ter níveis bem mais saudáveis de gordura e nutrientes.

Os pesquisadores holandeses dizem que a meta é fazer a carne in vitro ter o mesmo gosto que a tradicional - coisa que ainda está longe de ter.

Algas
Elas podem alimentar homens e animais, oferecer uma alternativa em graves crises alimentícias e ainda abrem mão do gasto de terra ou água potável para seu cultivo. Cientistas ainda apontam para o potencial de algas como fontes de biocombustíveis - o que reduziria a dependência dos combustíveis fósseis.

Alguns especialistas preveem que fazendas de algas poderiam se tornar a mais promissora forma de agricultura intensiva. Elas já existem em países asiáticos como o Japão.

Como os insetos, elas poderiam ser introduzidas em nossas dietas sem que soubéssemos. Cientistas na Grã-Bretanha estudam a substituição de sal marinho por algas em pães e outros alimentos industrializados. Grãos têm um forte sabor, mas com baixo índice de sal, sendo portanto, mais saudáveis.

Lista retirada de matéria do site G1

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Pernambuco terá a 1ª indústria brasileira de combustível produzido com algas marinhas

O Nordeste, mais especificamente, o estado de Pernambuco, ganhará a partir do último trimestre de 2013, uma fazenda vertical de algas geneticamente alteradas.

O objetivo do projeto, parceria do grupo JB, produtor de etanol no Nordeste, junto com a empresa austríaca See Algae Technology (SAT) é contribuir na redução de Dióxido de Carbono (CO2) à atmosfera.

O investimento de 8 milhões de euros, equivalentes a R$19,8 milhões, e a fazenda vertical, na qual as algas vão crescer com a ajuda da luz solar e das emissões de CO2, será construído no município de Vitória de Santo Antão.

Nessa fazenda, o biocombustível vai ser produzido com a ajuda do carbono proveniente da produção de etanol, evitando que o CO2 seja liberado na atmosfera, assim, reduzindo os efeitos da mudança climática.

Esse tipo de tecnologia hoje só é desenvolvida com propósitos científicos por laboratórios americanos e até brasileiros. Dessa forma, o Brasil será o primeiro país a fabricar e comercializar combustíveis com essa tecnologia.

“É uma reciclagem [do CO2 emitido] e transformação em combustível. Um hectare de algas consome 5 mil toneladas de dióxido de carbono ao ano. O CO2, que é o vilão do clima, passa a ser matéria-prima valorizada”, fala Rafael Bianchini, diretor da SAT no Brasil.

Mas calma, o biocombustível de algas ainda precisa passar pela aprovação e validação da ANP - Agência Nacional do Petróleo.

Dica da leitora Mirthes Ferreira

Adaptado de G1 Natureza

terça-feira, 17 de julho de 2012

Bactérias transgênicas podem evitar que o Anopheles transmita a Malária

A Malária é uma doença que causa a morte de mais de 800 mil pessoas por ano, incluindo crianças.

Recentemente, um estudo publicado na revista "Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS)" afirma que cientistas americanos demonstraram que bactérias geneticamente modificadas são capazes de evitar que o Anopheles, mosquito transmissor da malária perpetue a doença.

Os pesquisadores do Instituto de Pesquisa de Malária da Universidade Johns Hopkins, em Maryland, alteraram genes de bactérias da espécie Pantoea agglomerans, que é encontrada no intestino do mosquito Anopheles.

O estudo ressalta que o microorganismo secretou substâncias tóxicas aos protozoários Plasmodium falciparum (parasita no homem) e Plasmodium berghei (parasita em roedores), parasitas da Malária, sem prejudicar o mosquito ou o ser humano, que é infectado pela picada da fêmea do inseto.

Os autores do estudo afirmam que o índice de redução de parasitas no Anopheles chegou a 98%. E a prevalência de mosquitos portadores desses protozoários diminuiu até 84%.

Adaptado de G1 Ciência

Por que as baratas viram a barriga para cima quando estão morrendo?

Eu queria muito dizer que já existem pesquisas específicas comprovando o motivo de as baratas virarem de barriga para cima ao morrer, mas na verdade, existem possíveis explicações.
Segundo o departamento técnico da Reckitt Benckiser, as baratas fazem isso para respirar e, possivelmente, para se recuperar da ação do inseticida.
De acordo com o professor de Zoologia, José Willibaldo Thomé, da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), é provável que isso aconteça porque todos os insetos têm a abertura dos órgãos respiratórios na face abdominal.
No entanto, essa explicação é para as baratas que morrem na horizontal. Aquelas que morrem na vertical, quando tomam uma chinelada, provavelmente caem de barriga para cima, não fazendo diferença entre a chinelada e o envenenamento.

Adaptado do Terra Educação

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Por que a aranha não fica presa na teia que ela faz?


Essa é uma das perguntas mais frequentes quando estudamos os aracnídeos ou apenas observamos um em casa, no trabalho e ficamos intrigados.

Na verdade, existem duas possibilidades para aranha não ficar presa em sua teia.

Alguns pesquisadores afirmam que a "cola", uma substância formada por glicoproteínas, que prende as presas da aranha está presente apenas em alguns fios e, de alguma forma, a aranha teria a capacidade de diferenciar os fios com e sem "cola", andando apenas nos fios sem a substância.

Outros pesquisadores justificam que esses aracnídeos são capazes de produzir uma secreção que parece óleo, permitindo-os andar nos fios de seda.

Falando em aranha e suas teias, mais uma curiosidade: cientistas descobriram que essa "cola" atua de forma diferente de acordo com a força e a velocidade da presa tentando escapar. Se a presa tentar fugir de forma lenta, a substância se comporta de forma mais resistente, como uma borracha, dando tempo a aranha de capturar sua presa. Quando a tentativa de fuga for mais intensa, as propriedades adesivas tornam-se mais fortes, fazendo com que animais rápidos como os insetos voadores não consigam fugir da teia.

Pílula 4 em 1: Pacientes portadores de HIV com tratamento mais seguro e eficaz

Quem conhece pessoas portadoras do vírus HIV, ou até já leu sobre o tratamento dessa síndrome, sabe que os pacientes muitas vezes se confundem sobre qual pílula tomar.

Essa dúvida de muitos pacientes parece estar com os dias contados. De acordo com um estudo publicado na Revista Lancet, nos Estados Unidos, um único comprimido diário que combina quatro drogas anti-retrovirais (anti-HIV) em apenas uma pílula, pode facilitar aos pacientes manter o medicamento e melhorar os efeitos do tratamento.

Para quem ainda não entendeu, a AIDS, causada pelo retrovírus HIV, é uma síndrome incurável, e seu tratamento requer uma terapia com diversas drogas que combatem o vírus, sendo necessário tomar diversos comprimidos em diferentes horários.

A “pílula quatro em um”, que é a primeira combinada a possuir inibidor da integrase, interrompendo a replicação viral, pode ser a solução para os pacientes que muitas vezes esquecem de tomar um comprimido em determinado horário, levando o HIV, em alguns casos, a desenvolver resistência contra um medicamento.

A Última Tartaruga Gigante de Galápagos

É lamentável a extinção de mais uma espécie.

Como muitos já devem saber, o “George Solitário” (Lonesome George), como era conhecida a última tartaruga gigante de Galápagos, morreu semana passada.

Fausto Llerena, 71 anos, guarda do Parque Nacional Galápagos (PNG), encontrou o amigo que cuidava desde 1983, morto em local do Centro de Reprodução e Ciração de Tartarugas.

Não se sabe ao certo, mas estima-se que George, que era o último exemplar da espécie Chelonoidis abingdoni, tinha mais de cem anos de idade.

Fique com uma bela imagem do animal.


quarta-feira, 27 de junho de 2012

Toxicologia Forense

O cabelo é um dos melhores Bioindicadores da presença de venenos no organismo.

Um fio de cabelo é constituído por milhões de microfibras presas a um folículo capilar. Uma substancia venenosa presente no sangue, é transferida para o folículo, uma vez que este é irrigado pela corrente sanguínea, ficando assim armazenada essas pequenas quantidades num fio de cabelo (que cresce 1 a 1,5 cm por mês).

terça-feira, 26 de junho de 2012

Santo-do-pau-oco: papa-léguas

Sem dúvida você lembra daquele desenho animado em que o papa-léguas foge do coiote, aprontando mil e umas com o lobo faminto. Pois bem, você sempre pensou que o papa-léguas era um animal bonzinho perseguido injustamente por um coiote faminto? Se pensou assim, está bem enganado. O papa-léguas existe e é uma ave típica do deserto dos Estados Unidos, vivendo lá na onde o desenho se passa mesmo, na Califórnia. O nome científico dessa ave é Geococcyx californianus, e ela pertence a família Cuculidae, a família das aves conhecidas como cucos ou corredores.
No entanto, existem algumas diferenças entre o real roadrunner ("corredor das estradas", como é conhecida pelos americanos) com o visto no desenho. Umas das principais diferenças são o tamanho e as cores, medindo cerca de 50 centímetros com plumagem marrom-oliva e branca. As pernas longas são verdadeiras e, quando ela mantém a cabeça e a cauda alinhadas ao corpo e paralelas ao chão, pode atingir até 30 km/h. Assim como no desenho, também é capaz de voar, mas fica a maior parte do tempo no chão, pois o seu vôo, além de ser um pouco desengonçado, é pouco funcional.
Outro aspecto semelhante é que um dos principais predadores desse animal é o coiote, um lobo americano encontrado desde o Alasca a América Central.
Agora você deve estar se perguntando o porquê desse post se chamar "Santodo-pau-oco: papa-léguas". Bem! Pouca gente sabe, mas esse animal bonitinho é quase completamente carnívoro e ele se alimenta de diversos animais, desde insetos a répteis e roedores, tudo isso com seu pequeno tamanho.
E aí? Essa carinha linda engana ou não?
Veja alguns vídeos dele clicando AQUI!

Ficha completa (Wikipédia):

Papa-léguas
Geococcyx californianus.jpg
Estado de conservação
Classificação científica
Domínio: Eukaryota
Reino: Animalia
Subreino: Metazoa
Filo: Chordata
Subfilo: Vertebrata
Infrafilo: Gnathostomata
Superclasse: Tetrapoda
Classe: Aves
Subclasse: Neognathae
Ordem: Cuculiformes
Família: Cuculidae
Subfamília: Neomorphinae
Género: Geococcyx
Espécie: G. californianus
Nome binomial
Geococcyx californianus
(R.Lesson, 1829)


Resumo "A Genética é Massa: criando animações stop motion"


Hoje trago um outro trabalho que foi apresentado no XIX Encontro de Genética do Nordeste - ENGENE, de autoria de Neco e Rocha. É um resumo interessante que pode ser utilizado como referência de trabalhos que envolvam educação e arte, atividades de simulação e novas ferramentas pedagógicas.


Confira o texto na íntegra:






A genética é massa: criando animações stop motion
NECO, H.V.P.C.; ROCHA, M.F.
Heytor Victor Pereira da Costa Neco (Universidade de Pernambuco - Instituto de Ciências Biológicas); Marília
de França Rocha (Universidade de Pernambuco - Instituto de Ciências Biológicas) ;
Palavras-Chave/Keywords: Ensino de genética, Stop motion, Vídeo de animação

Apesar dos esforços dos professores de Genética em tornar as aulas mais próximas do cotidiano, compreender este tema continua sendo difícil para boa parte dos estudantes. No entanto, a popularização das tecnologias digitais possibilitou que vídeos antes produzidos comercialmente passassem a ser desenvolvidos por professores e estudantes. Este trabalho objetivou a produção de micro-metragens de animação a partir da leitura de artigos da Revista Genética na Escola. Os vídeos foram produzidos pelas participantes da oficina "A Genética é Massa", durante a XI Semana Universitária da Universidade de Pernambuco, em outubro de 2011. Participaram da oficina quatro estudantes do Curso de Bacharelado em Ciências Biológicas e uma do Mestrado em Biologia Celular e Molecular Aplicada, todas do Instituto de Ciências Biológicas da Universidade de Pernambuco. Na oficina, de três dias, as estudantes aprenderam sobre a técnica Stop Motion e leram artigos da Revista Genética na Escola, escolhendo um destes para realizar um vídeo. Foi aplicada a Stop Motion, uma das técnicas utilizadas para produzir um filme de animação, na qual utiliza-se a disposição sequencial de diferentes fotografias de um mesmo objeto inanimado para simular o seu movimento. Foram produzidos, com a utilização de massa de modelar e outros materiais, dois vídeos: "Mitose" e "Metamorfose", ambos de aproximadamente 50 segundos. O resultado obtido demonstrou que a técnica pode ter um impacto muito maior na educação quando o próprio estudante a realiza. Uma vez que se trata de uma atividade de simulação, os estudantes conseguem entender as etapas dos processos e, com imagens que eles mesmos criam, animando peça por peça, compreendem que muitos processos não ocorrem de forma independente, mas simultaneamente.

Os vídeos produzidos na oficina citada no texto podem ser conferidos clicando AQUI.

Gostou? Baixe o .PDF clicando na imagem abaixo.
É só clicar na imagem e depois em " Click here to start download from sendspace ".


Resumo sobre o Tudo de Bio é apresentado em evento científico

Oi pessoal! Lembram que eu postei aqui dizendo que estaria apresentando um trabalho sobre o Tudo de Bio no XIX ENGENE? Então, a apresentação do trabalho "Tudo de Bio: divulgando genética a partir de um blog" aconteceu no último dia 19.


Na elaboração do pôster utilizei o antigo layout do blog e achei o resultado bem bacana (Vejam a foto abaixo).


Foi bem gratificante apresentar esse trabalho. Fico feliz em ressaltar o interesse das pessoas por métodos inovadores de divulgação científica, como o Tudo de Bio se propõe a fazer. O trabalho na íntegra é apresentado abaixo, mas se quiser o arquivo em .pdf é só clicar em "Download" logo depois do texto.

Confira o resumo:

Tudo de bio: divulgando genética a partir de um blog
NECO, H.V.P.C.
Heytor Victor Pereira da Costa Neco (Universidade de Pernambuco - Instituto de Ciências Biológicas);
Palavras-Chave/Keywords: Popularização da genética, Blog, Divulgação científica

Por muito tempo, a genética foi vista como uma ciência distante do cotidiano. Contudo, a partir da divulgação científica contida em novelas, filmes e noticiários, o interesse por assuntos relacionados a esta ciência pareceu aumentar. Além disso, com o advento da internet, usuários passaram a pesquisar por termos específicos (palavras-chave), o que antes nem sempre era possível em uma pesquisa a partir do sumário ou índice remissivo de um livro. Este trabalho objetivou verificar o interesse por assuntos relacionados à genética no blog Tudo de Bio (www.tudodebio.blogspot.com), um blog criado por estudantes do curso de Bacharelado em Ciências Biológicas da Universidade de Pernambuco que reúne matérias sobre biologia dos principais sites de ciência do mundo. Para a realização deste, analisamos as estatísticas presentes na página do administrador quanto as matérias mais acessadas e palavras mais buscadas. Os resultados obtidos foram satisfatórios, pois de aproximadamente 151 mil visualizações desde sua criação, em 2009, a matéria mais acessada do blog até abril de 2012 trata de Evolução Humana, com 6.105 visualizações. Em quarta colocação, a postagem sobre o sequenciamento do genoma do milho marcou 2.964 visualizações. Quanto as palavras-chave mais pesquisadas, observou-se também que, numa visão geral (desde a criação do blog), "evolução humana" e "células-tronco" estão entre os termos mais buscados. Considerando-se apenas o mês de abril, entre estes termos estiveram "mutação" e "albinismo". Além desses resultados, o Tudo de Bio foi considerado pelo InfoEnem, como um dos dez melhores blogs para se estudar biologia. Desta forma, observa-se a importância do blog na divulgação científica, proporcionando um ambiente educativo e capaz de tornar a sociedade mais crítica.

Gostou? Baixe o .PDF clicando na imagem abaixo.
É só clicar na imagem e depois em " Click here to start download from sendspace ".

Abraços!

terça-feira, 12 de junho de 2012

A Genética é Massa

Heytor Neco

Oi pessoal!
Ano passado, eu e Marília Rocha coordenamos uma oficina durante a Semana Universitária da Universidade de Pernambuco.
A oficina "A Genética é Massa" constou da leitura de artigos da revista "Genética na Escola" e posterior elaboração de um micro-metragem de animação baseado em um dos artigos, utilizando-se a técnica conhecida como Stop Motion.
Os vídeos produzidos pelos participantes foram os seguintes: Metamorfose e Mitose.
Em breve traremos um resumo sobre a oficina, que foi recentemente aceito em um evento.
Esperamos que gostem e deixem comentários.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Ciência e São João

Heytor Neco

Saudações juninas, cientistas forrozeiros de plantão. O mês de junho chegou e temos uma surpresa agradável a nossos visitantes. Desta vez, o Tudo de Bio sai mais uma vez na frente e inova o ambiente virtual. Durante este mês, nossos colunistas estarão viajando pelas melhores festa de São João de Pernambuco para dar corpo ao quadro especial do blog, o Ciência e São João. Nesta página, traremos entrevistas, fotografias e diversas informações de como se divertir no calor da fogueira, contaremos um pouco da história do forró, e falaremos, claro, de Luiz Gonzaga e a influência de suas canções nos diversos campos, inclusive na ciência. Já estamos entrando em contato com algumas prefeituras para verificar a possibilidade de credenciamento para trazermos a vocês uma inédita cobertura científica de uma das festas mais amadas pelo povo nordestino.

Fiquem no aguardo!
Abraços!

terça-feira, 15 de maio de 2012

Eventos: XIX ENGENE

"Tudo de Bio" será tema de resumo em evento científico

por Heytor Neco


Oi pessoal!
O próximo evento em que marcarei presença será no XIX Encontro de Genética do Nordeste que, este ano, acontecerá em Petrolina-PE e Juazeiro-BA, entre os dias 17 e 21 de junho.
A boa notícia é que estarei indo divulgar nosso blog através de um resumo sobre a influência deste na divulgação científica. Irei apresentar este e mais outro trabalho na forma de pôster.
As inscrições ainda estão sendo realizadas, mas infelizmente o prazo de envio dos resumos já encerrou.
Claro que ainda há minicursos e palestras muito interessantes para quem quiser participar sem apresentação de trabalhos.
Para saber mais sobre o evento acesse o site do ENGENE.

Aguardem mais novidades!
Abraços!

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Genes e Carnívoros

Aversão às carnes pode ter explicação genética

  O motivo pelo qual algumas pessoas têm, e outras não, aversão à carne pode ser genético, de acordo com um novo estudo feito na Universidade Norueguesa de Ciências da Vida. Segundo os pesquisadores, a presença de um gene que permite que um indivíduo sinta um odor típico de carnes como a de porco pode determinar a repulsa pelo alimento. "Para essas pessoas, o cheiro da carne é repugnante e lembra odor de urina”, explica um dos pesquisadores responsáveis pela pesquisa.
O trabalho, publicado nesta quarta-feira no periódico PLoS One, é um dos primeiros a mostrar como os genes podem influenciar os nossos hábitos alimentares.
Como explicam os autores do estudo, a capacidade de as pessoas detectarem odores se deve a receptores químicos presentes nas células nervosas do nariz. No total, um indivíduo possui genes ligados a aproximadamente 400 receptores de odor diferentes, capazes de detectar algo em torno de 10.000 cheiros variados. Alguns desses receptores são capazes de detectar a androsterona, um hormônio esteroide encontrado em grandes concentrações nos porcos machos. Estudos anteriores mostraram que cerca de 70% da população mundial possui genes que permitem que uma pessoa sinta a androsterona, o que provoca reações diferentes em cada indivíduo.
De acordo com um dos autores do estudo, Hiroaki Matsunami, os indivíduos mais sensíveis ao odor da androsterona são aqueles que possuem as duas cópias do gene OR7D4, que é justamente o gene ligado aos receptores capazes de detectar o hormônio. Ou seja, devem herdar o gene tanto do pai quanto da mãe. “Para essas pessoas, o cheiro da carne realmente é repugnante, e lembra suor ou odor de urina”, explica o pesquisador. No entanto, como o autor indica, há pessoas com somente uma cópia do gene (e uma variante) que, mesmo sentindo o odor do hormônio, não se incomodam tanto com ele. “Esses indivíduos não acham o cheiro da carne tão desagradável, e muitas vezes o odor é tão fraco que chega perto de se tornar imperceptível”, diz.
A pesquisa — Para chegar a essa conclusão, Matsunami e sua equipe selecionaram 23 adultos saudáveis. O trabalho foi feito em três etapas: primeiro, os autores do estudo adicionaram androsterona em dois de três copos de água e pediram que os participantes cheirassem cada copo e identificassem qual deles tinha um odor diferente. Assim, a equipe concluiu que os que estavam certos eram os indivíduos sensíveis ao odor do hormônio. Em seguida, os participantes tiveram que comer carne de porco moída e cozida com níveis variados de androsterona que era acrescentada à carne e, depois, avaliaram sabor e cheiro do alimento. Por fim, os autores realizaram testes genéticos nos indivíduos.
Os pesquisadores descobriram que todas as pessoas que conseguiram identificar o cheiro da androsterona nos copos de água tinham duas cópias do gene relacionado aos receptores do odor do hormônio. Além disso, esses indivíduos foram mais propensos a classificar o sabor da carne como ruim. Por outro lado, aqueles que possuíam somente uma cópia do gene não identificaram o odor da androsterona e tenderam a considerar o sabor da carne bom.
Segundo os autores, o estudo mostrou que os genes certamente influenciam a capacidade de uma pessoa identificar odores e, consequentemente, interferem nas preferencias por determinados alimentos. Porém, eles lembram que a experiência é outro fator que deve ser levado em consideração, já que, segundo a pesquisa, parte das pessoas que inicialmente não conseguem identificar determinado odor podem passar a senti-lo se entrarem em contato com o cheiro repetidamente.

 Fonte: Veja

DNA Humano x Vírus Pré-histórico

DNA humano carrega 'herança' de vírus pre-histórico, aponta estudo

Traços de vírus antigos que infectaram nossos ancestrais há milhões de anos são mais comuns e disseminados em nós do que se pensava anteriormente, aponta um estudo de cientistas americanos e europeus. A pesquisa, publicada no jornal Proceedings of the National Academy of Sciences, mostra que ainda conservamos material genético da era dos dinossauros e abre novos caminhos para os estudos do DNA humano. 

Os cientistas estudaram os genomas de 38 mamíferos, incluindo humanos, roedores, elefantes e golfinhos. Um dos vírus "invasores do DNA" foi encontrado no genoma de um ancestral que viveu há cerca de 100 milhões de anos, e resquícios desse microrganismo foram achados em praticamente todos os mamíferos estudados. Um outro vírus infectou um primata, e assim foi encontrado em macacos, humanos e outros primatas.
O trabalho concluiu que muito desses vírus perderam a habilidade de se transferir de uma célula para a outra. Em vez disso, evoluíram e desenvolveram a habilidade de permanecer na mesma célula, ficando toda sua vida no mesmo local.
Os pesquisadores encontraram evidências de vírus se proliferando tão intensivamente entre os genomas dos mamíferos que compararam com uma doença epidêmica. De acordo com Robert Belshaw, do Departamento de Zoologia da Universidade de Oxford, uma das instituições que conduziram o estudo, disse que se trata de "uma epidemia dentro do genoma dos animais que continua até hoje".
"Suspeitamos que esses vírus são forçados a fazer uma escolha - ou mantêm sua 'essência viral' e se espalham pelos animais e outras espécies, ou se comprometem com um genoma e se disseminam dentro dele", explicou.
O estudo mostra que os vírus envolvidos perderam o gene Env, responsável pela capacidade de se transferir entre células. Conhecidos como retrovírus endógenos, esses microrganismos tornaram-se 30 vezes mais abundantes que suas células hospedeiras.
Segundo Belshaw, essa espécie de vírus não tem efeitos óbvios ou diretos sobre a saúde, mas ele prefere não tirar conclusões precipitadas. "Pode haver efeitos que não estamos enxergando ou coisas das quais poderíamos até tirar vantagem se detectássemos retrovírus em atividade como resultado de uma infecção cancerígena", conclui.

Fonte: BBC/Estadão

 

Teste Genético para Câncer de Mama

Teste genético poderia ajudar a prever câncer de mama, diz pesquisa

Um teste genético poderia ajudar a prever o câncer de mama anos antes de a doença ser diagnosticada, segundo uma nova pesquisa. 

O teste analisa como os genes são alterados por fatores externos, como álcool e hormônios, um processo conhecido como epigenética.
Os cientistas acreditam que uma em cada cinco mulheres possui um tipo de "interruptor genético", ou seja, um elemento que "liga e desliga" genes, que duplica o risco de câncer de mama.
A partir das descobertas, eles esperam desenvolver um exame de sangue simples que possa ajudar a indicar quais mulheres têm maior tendência de desenvolver a doença.

Glóbulos brancos

No trabalho publicado na revista científica Cancer Research, os cientistas do Imperial College London analisaram amostras de sangue de 1.380 mulheres de diversas idades, 640 das quais desenvolveram câncer de mama.
Eles encontraram uma forte ligação entre o risco de ter a doença e a modificação molecular de um único gene, chamado ATM, que pode ser encontrado nos glóbulos brancos.
Os pesquisadores tentaram, então, descobrir o que estava causando esta alteração e procuraram especificamente por um efeito químico chamado metilação, que atua como um "interruptor genético".
As mulheres que apresentaran os maiores níveis de metilação afetando o gene ATM tinham duas vezes mais chance de desenvolver câncer de mama na comparação com aquelas que apresentaram os níveis mais baixos.
Em alguns casos, as alterações eram evidentes até 11 anos antes de a doença ser diagnosticada.

Epigenética

"Sabemos que a variação genética contribui para o risco de uma pessoa ter determinadas doenças", disse James Flanagan, que liderou o novo estudo.
"Com esta nova pesquisa, agora também podemos dizer que a variação epigenética, ou diferenças na maneira como os genes são modificados, também tem um papel."
Flanagan espera que nos próximos anos seja possível descobrir outros genes que afetam o risco de uma mulher apresentar câncer de mama.
"O desafio agora é como incorporar toda esta nova informação aos modelos de computador que são usados atualmente para prever riscos individuais."
Ainda não se sabe exatamente por que o risco de câncer de mama pode estar ligado a mudanças em um gene de glóbulos brancos, mas a equipe prevê que um exame de sangue pode ser usado em conjunto com outras informações, como histórico familiar e presença de outros genes conhecidos de câncer de mama, para ajudar a identificar as mulheres com maior risco de desenvolver a doença.

Fonte: BBC/Estadão

segunda-feira, 19 de março de 2012

Recife Verde

Pessoal, em visita ao site do Jornal do Commercio dei de cara com uma excelente série de matérias que se iniciaram ontem, a respeito do verde urbano da cidade do Recife.

Leiam a excelente matéria abaixo.

A CIDADE DO AMANHÃ

O mapa verde do Recife

Por Ciara Carvalho

Uns com tanto. Muitos com tão pouco. Quase nada. Um mapeamento minucioso feito pela Prefeitura do Recife mostra que o verde resiste na capital. Mas é muito mal distribuído. O levantamento vasculha com imagens aéreas cada um dos 94 bairros da cidade para pintar a mancha vegetal que sobrevive em cada um deles. Fotografa extremos.

A Guabiraba, na Zona Norte, aparece como o grande pulmão do município, com quase 75% de toda a sua extensa área coberta por árvores. É o maior e mais arborizado bairro da cidade. No ranking oposto, Brasília Teimosa, na Zona Sul, desponta como o local menos verde, com escassos 1,89% de seu território ocupado por vegetação.

A conclusão do estudo lança desafios urgentes. Os bairros com muito verde precisam se manter protegidos dos efeitos indesejados da urbanização e da especulação imobiliária. Os com pouco carecem de leis e políticas públicas que estimulem e garantam a multiplicação de suas árvores.

Quando se tem uma visão panorâmica da cidade, o retrato traçado pelo mapa desenha números até promissores. Quase 45% dos 222,93 km² do Recife são tomados por áreas verdes. São, mais precisamente, 99,61 km² de árvores, gramas, arbustos e todo o tipo de cobertura vegetal. Fazendo uma conta simples, que leva em consideração a população de 1,5 milhão de pessoas (contabilizada em 2010 pelo IBGE), a densidade de verde para cada morador do Recife é alta: quase 65 mil m² de vegetação por habitante.

O problema é quando se aproxima a lente e se comparam as distintas realidades. Quase metade de toda a cobertura verde da capital concentra-se numa única região, na parte Norte, formada por bairros como Casa Forte, Apipucos, Dois Irmãos, Sítio dos Pintos, Casa Amarela, Guabiraba e o vizinho Pau-Ferro, esses dois últimos os principais responsáveis pela alta taxa de arborização.

A área, chamada pela prefeitura de Região Política-Administrativa 3 (RPA-3), abriga alguns dos mais importantes maciços verdes da cidade. Os outros 50% de cobertura vegetal do Recife são (mal) divididos entre as outras cinco RPAs da capital.

A professora aposentada Maria José Dutra, 69 anos, e a auxiliar-administrativa Bruna Rafaela da Silva, 21, vivem essas diferenças extremas no dia a dia. A primeira mora em Pau-Ferro, numa rua de barro, com uma mata na frente de casa e fruteiras no quintal. A segunda, em Brasília Teimosa, numa residência colada à dos vizinhos, praticamente sem nenhuma ventilação e com duas árvores mortas na frente de casa.

O bairro de Maria José tem o maior percentual de verde por habitante do Recife. Nada menos que 17,5 mil m² para cada morador. O de Bruna, o pior índice. São menos de 2 m² por pessoa.

A imensa distorção não se explica apenas pela extensão da cobertura vegetal, mas pela densidade populacional de cada área. Pau-Ferro tem muito verde para pouco morador. Desde que se mudou, há quatro anos, para o bairro, Maria José se sente morando no mato.

"No começo, eu estranhei. Mas o silêncio e o vento o dia inteiro compensam. É outra qualidade de vida", garante a aposentada. Brasília Teimosa é o contrário. Pouquíssimo verde para muitos habitantes. "Aqui deve ser o lugar mais quente da cidade. Pior do que o calor é o mormaço. Fico com dor de cabeça e o médico disse que meu filho tem a bactéria do calor, vive com o corpo cheio de brotoejas", conta Bruna.

Apesar de morar a cerca de 200 metros do mar, ela não sabe o que é uma brisa. "O paredão de casas impede a passagem do vento", lamenta.

O estudo do verde urbano foi realizado pelo Instituto Pelópidas Silveira, órgão vinculado à prefeitura e responsável por planejar o crescimento e a mobilidade da cidade. O mapeamento utiliza imagens de 2007 e foi apresentado em setembro do ano passado no Conselho de Desenvolvimento Urbano (CDU).

"O levantamento mostra que, apesar das diferentes realidades, a cidade tem uma boa média de cobertura vegetal. Nossa preocupação é orientar o crescimento urbano de forma que possamos garantir que as áreas com menor índice de arborização ganhem mais espaços verdes. E que essa cobertura não seja consolidada apenas nas áreas públicas, mas também nos espaços privados", afirma o coordenador-geral do instituto, o arquiteto Milton Botler.

Fonte: JC Online

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Material Genético Envelhecendo

Estudo com gêmeos idênticos vê envelhecimento de material genético

Um estudo feito com gêmeos idênticos mostra como o envelhecimento altera o material genético. Os resultados foram publicados nesta quinta-feira (2) da revista especializada “Journal of Human Genetics”.

Os gêmeos idênticos – ou monozigóticos – são gerados a partir da mesma célula e, por isso, compartilham o DNA. Na experiência, a equipe liderada por Jan Dumanski, da Universidade de Uppsala, na Suécia, comparou o material genético pares de gêmeos nas células brancas do sangue.

Os resultados mostraram que, nos indivíduos com mais de 60 anos, houve grandes mudanças no DNA – o chamado rearranjo de genes. Nos mais jovens, essas mudanças foram menores e mais simples. Isso indica que esses rearranjos estão relacionados à idade.

“Os rearranjos recorrentes descobertos aqui são candidatos para defeitos comuns relacionados à idade nas células sanguíneas humanas”, escreveram os autores no artigo. Segundo eles, será possível em breve determinar a idade genética de uma célula, em contraposição à idade cronológica.

O texto afirma ainda que a pesquisa pode contribuir para entender como a idade faz com que o corpo – por meio da medula óssea – perca gradualmente sua capacidade de produzir as células do sangue.

Fonte: G1 Ciência e Saúde

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