Essas estruturas circulares são os lipossomas e dentro deles dá pra ver bem direitinho as formas flageladas da Leishmania amazonensis, aquela que causa a Leishmaniose Tegumentar Americana (LTA), responsável pelas formas cutânea, mucocutânea ou cutânea difusa da Leishmaniose. Nesses casos, os pacientes podem apresentar ulcerações na pele (forma cutânea) e até ulcerações que comprometem mucosas e cartilagens (forma cutânea difusa).

Essas formas do parasito então são fagocitadas por macrófagos. Só que esses fagócitos não conseguem destruir o parasito e, dentro deles a Leishmania muda sua forma para amastigota e começa a se replicar dentro do vacúolo parasitóforo.
Esse método criado pelos pesquisadores, como se pode ver no vídeo, abre caminho para a identificação de moléculas secretadas pelo parasito e muitos outros campos de pesquisa.
Além da febre, outros sintomas como hepatoesplenomegalia (aumento do fígado e baço), perda de peso, força muscular reduzida, anemia e fraqueza também estão presentes.
É Importante dizer que, quanto antes a doença for identificada, mais precoce pode ser o tratamento (antimoniato de N-metil glucamina, anfotericina B lipossomal e desoxicolato de anfotericina)até para evitar os casos fatais.
Vale ressaltar que os medicamentos utilizados no tratamento da LV não eliminam o parasito nos cachorros. Eles vão ter a cura clínica, mas não a cura parasitológica e, por isso, eles vão funcionar como reservatórios do parasito, e em alguns locais precisam ser eutanasiados, já que o tratamento é muito caro. Assim, o tratamento da leishmaniose visceral canina acaba trazendo riscos para a saúde pública.
Dá uma lida no artigo! (Referência)
GUEDES, CES et al. Encapsulation of Living Leishmania Promastigotes in Artificial Lipid Vacuoles. PLoS ONE, v.10, n.8, 2015: e0134925. doi:10.1371/journal.pone.0134925
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