
“A coruja não agoura: o que ela faz é saber os segredos da noite”, escreveu João Guimarães Rosa (1908-1967) no romance Grande sertão: veredas, de 1956. O estudo das corujas, que fazem parte do imaginário das pessoas há séculos, vem revelando aspectos importantes de sua biologia e informações valiosas sobre comportamento animal. Essas aves são mais conhecidas por serem caçadoras noturnas de grande habilidade. No entanto, há corujas que caçam durante o dia; nem todos os dias são do caçador.
As corujas são aves de rapina presentes na mitologia antiga, nas lendas de muitos povos e nas mais diversas histórias populares. Os antigos gregos consideravam a coruja uma ave sábia, por ser a mascote da deusa da razão e da sabedoria, Athena. Ainda hoje, muitas pessoas têm essa imagem, graças ao ar aristocrático, ao voo silencioso e ao olhar penetrante dessas aves. Infelizmente, elas também são vítimas de superstições: diz-se que seu canto é agourento, ou que a quebra de um ovo por uma coruja é sinal de guerra, além de outras histórias difamantes. O interesse deste artigo, porém, não está nas lendas a respeito dessa ave.
Em sua maioria, as corujas têm hábito crepuscular e noturno. Elas são, em geral, vorazes predadoras, com visão e audição muito aguçadas. Essas curiosas aves também são muito conhecidas por sua capacidade de girar a cabeça em um amplo ângulo (270º) para melhor enxergar presas e predadores.
Uma das corujas mais comuns no Brasil é o caburé, espécie cujo nome científico, Glaucidium brasilianum, significa ‘pequena coruja brasileira’. O caburé, no entanto, ocorre também nos demais países da América do Sul e da América Central, chegando até os Estados Unidos. Essa espécie tem hábitos curiosos. Diferentemente do que acontece com quase todas as corujas, o caburé é visto em atividade durante o dia. De plumagem pouco atrativa, essas aves marrons ou avermelhadas, com pintas brancas nas asas, são facilmente vistas empoleiradas e emitindo fortes piados em plena luz do Sol.
Com apenas 17 cm de comprimento, da ponta do bico à ponta da cauda, o caburé tem pequenos olhos amarelos, encimados por uma faixa branca em forma de ‘v’, como uma ‘sobrancelha’. Um aspecto de sua plumagem chama a atenção dos observadores: em sua nuca há duas grandes manchas negras, circundadas por uma faixa branca. Por ser semelhante a dois grandes olhos, esse desenho recebe o nome de ‘face occipital’.
Ao contrário do que se pensa sobre a maioria das outras espécies de coruja, o piado de um caburé é tido como sinal de sorte pelos caboclos do campo, no interior do Brasil. Essa pequena coruja alimenta-se de pequenos animais e insetos, como as outras, e mostra-se uma excelente caçadora. Outro aspecto do comportamento do caburé que chama a atenção é a reação que seus repetidos assobios, indicando sua presença em um local, provocam em outras aves.
Fonte: Ciência Hoje
As corujas são aves de rapina presentes na mitologia antiga, nas lendas de muitos povos e nas mais diversas histórias populares. Os antigos gregos consideravam a coruja uma ave sábia, por ser a mascote da deusa da razão e da sabedoria, Athena. Ainda hoje, muitas pessoas têm essa imagem, graças ao ar aristocrático, ao voo silencioso e ao olhar penetrante dessas aves. Infelizmente, elas também são vítimas de superstições: diz-se que seu canto é agourento, ou que a quebra de um ovo por uma coruja é sinal de guerra, além de outras histórias difamantes. O interesse deste artigo, porém, não está nas lendas a respeito dessa ave.
Em sua maioria, as corujas têm hábito crepuscular e noturno. Elas são, em geral, vorazes predadoras, com visão e audição muito aguçadas. Essas curiosas aves também são muito conhecidas por sua capacidade de girar a cabeça em um amplo ângulo (270º) para melhor enxergar presas e predadores.
Uma das corujas mais comuns no Brasil é o caburé, espécie cujo nome científico, Glaucidium brasilianum, significa ‘pequena coruja brasileira’. O caburé, no entanto, ocorre também nos demais países da América do Sul e da América Central, chegando até os Estados Unidos. Essa espécie tem hábitos curiosos. Diferentemente do que acontece com quase todas as corujas, o caburé é visto em atividade durante o dia. De plumagem pouco atrativa, essas aves marrons ou avermelhadas, com pintas brancas nas asas, são facilmente vistas empoleiradas e emitindo fortes piados em plena luz do Sol.
Com apenas 17 cm de comprimento, da ponta do bico à ponta da cauda, o caburé tem pequenos olhos amarelos, encimados por uma faixa branca em forma de ‘v’, como uma ‘sobrancelha’. Um aspecto de sua plumagem chama a atenção dos observadores: em sua nuca há duas grandes manchas negras, circundadas por uma faixa branca. Por ser semelhante a dois grandes olhos, esse desenho recebe o nome de ‘face occipital’.
Ao contrário do que se pensa sobre a maioria das outras espécies de coruja, o piado de um caburé é tido como sinal de sorte pelos caboclos do campo, no interior do Brasil. Essa pequena coruja alimenta-se de pequenos animais e insetos, como as outras, e mostra-se uma excelente caçadora. Outro aspecto do comportamento do caburé que chama a atenção é a reação que seus repetidos assobios, indicando sua presença em um local, provocam em outras aves.
Fonte: Ciência Hoje
Muito interessante admiro as aves brasileiras gosto de saber seus habitos e ouvir deus cantos...
ResponderExcluirQue curioso!
ResponderExcluirAqui na minha cidade ainda podemos ouvir os cantos dos caburés, principalmente no princípio da noite e ou noite a dentro. Uma das lendas que a Minh a bisavó contava-nos era que quando o caburé canta na porta da frente da casa é indicando mulher grávida. O canto dos pássaros me encantam com sua singularidade.
ResponderExcluirEu estava criando uma solta aqui em casa, hoje ela fugiu, tô chorando muito, eu cuidava muito bem dela. :( Queria que ela voltasse, mas não vejo nenhuma publicação que diz que volte depois que voou.
ResponderExcluirApareceu esses dia aqui minha cidade meu pai diz que quando canta e sinal que um conhecido faleceu
ResponderExcluir