Destaque Tudo de Bio

sábado, 28 de novembro de 2009

Prótese com Sensibilidade

Usuário de prótese ganha sensibilidade em dedo artificial


Uma nova prótese para o braço com controle mental, criada na Áustria e testada durante dois anos por um jovem de 22 anos, foi melhorada com uma tecnologia que devolve ao usuário parte da sensibilidade perdida nos dedos. O protótipo da "Mão Sensível", o braço com controle mental criado pela companhia Otto Bock HealthCare Products em colaboração com o Hospital Geral de Viena e a Universidade de Medicina da mesma cidade, foi apresentado nesta sexta pela primeira vez.
Hubert Egger, da Otto Bock HealthCare Products, destacou em entrevista coletiva que a prótese por controle remoto usada há dois anos por Christian Kandlbauer e que inclusive o permite dirigir um carro adaptado, recebeu a instalação de um sistema que devolve ao jovem a sensibilidade de um dedo.
Microssensores no dedo médio da mão artificial assumem a tarefa normalmente cumprida pelos receptores naturais da pele. No lugar das fibras dos nervos, cabos elétricos transmitem digitalmente a informação sobre temperatura, vibração e pressão até o peito, onde Kandlbauer armazena esses estímulos após uma operação cirúrgica.
Por outro lado, para que o cérebro compreenda as mensagens elétricas que recebe, estas são transformadas previamente por um microchip nos estímulos correspondentes.
É desta forma que o paciente volta a experimentar, com seu dedo artificial, as mesmas sensações que tinha com seu dedo natural. "Sinto uma agradável pressão de mão", disse Kandlbauer, que perdeu os dois braços em um acidente elétrico em 2005, ao receber um aperto de mãos.
O jovem também demonstrou como conseguiu reconhecer o tato com seu dedo artificial, ao descrever uma folha de papel como "um objeto liso", e um cubo de gelo como frio. "Quando não se sente nada durante quatro anos e de repente volta a sentir, é uma surpresa", disse Kandlbauer.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

O Polêmico Darwin

Darwin segue polêmico 150 anos após "Origem das espécies"

Mesmo hoje, 150 anos após sua publicação, "A Origem das Espécies", de Charles Darwin, continua a alimentar choques entre cientistas convencidos da veracidade de suas teses e críticos que rejeitam a visão da vida sem um criador.

O atual "Ano de Darwin" ¿ assim chamado porque 12 de fevereiro de 2009 foi o bicentenário do nascimento do naturalista britânico e 24 de novembro, o 150o aniversário de seu livro ¿ foi marcado por uma enxurrada de livros, artigos e conferências debatendo a teoria da evolução, de sua autoria.

Enquanto muitos cobrem terreno que já foi amplamente tratado antes, outros enveredaram por caminhos novos. Mas não há consenso à vista, provavelmente porque a evolução darwiniana é ao mesmo tempo uma teoria científica poderosa que descreve como as formas de vida se desenvolvem através da seleção natural e uma base de filosofias e visões sociais que frequentemente incluem o ateísmo.

"As pessoas estão aceitando e rejeitando a evolução não tanto com base científica, mas como filosofia", disse à Reuters Nick Spencer, diretor do instituto público de estudos sobre teologia Theos, sediado em Londres.

"Hoje os darwinianos mais eloquentes frequentemente associam a evolução ao ateísmo. . à amoralidade e à ideia de que não existe desígnio ou finalidade no universo."

Spencer disse que muitas pessoas aderiram a posições anti-evolucionistas nos EUA e Grã-Bretanha nas últimas décadas "não tanto por rejeitarem a evolução como ciência, embora em muitos casos seja assim que a posição seja apresentada, mas porque a rejeitam como filosofia de vida."

"É perfeitamente possível ser evolucionista e não seguir essa filosofia em relação à vida ¿ ser evolucionista e ainda assim acreditar em Deus, no desígnio e na finalidade da vida", disse.

DÚVIDAS MUÇULMANAS A RESPEITO DE DARWIN

O criacionismo, a ideia de que Deus criou o mundo conforme é descrito na Bíblia, e a visão do "desígnio inteligente", que postula a existência de um criador a quem não é atribuído nome, costumam ser vinculados a grupos protestantes conservadores nos Estados Unidos.

Uma conferência realizada na semana passada em Alexandria, no Egito, tratou da ampla presença de visões anti-evolucionistas também no mundo muçulmano, onde fiéis citam o relato da criação apresentado no Alcorão ¿ que é semelhante ao da Bíblia ¿ para rejeitar o darwinismo como sendo ateu.

O astrofísico argelino Nidhal Guessoum, da Universidade Americana de Sharjah, nos Emirados Árabes Unidos, disse que, segundo pesquisa recente, 62 por cento dos alunos e professores em seu campus disseram que a evolução "não passa de uma teoria não comprovada."

Apenas 10 por cento dos professores universitários não muçulmanos concordaram com essa visão. Guessoum também citou uma pesquisa segundo a qual 80 por cento dos estudantes paquistaneses põem em dúvida a teoria da evolução e muitos professores têm uma visão equivocada da teoria científica.

"Será preciso um esforço longo e sustentado, além de uma abordagem de compaixão" para convencer esses muçulmanos que a evolução não precisa necessariamente desmentir a fé", disse. "''Mais biologia'' não melhora a situação, e ''mais ciência'' não funciona."

Potável?

Cocaína, especiarias e hormônios são achados na água potável

Que tal essa surpresa? Uma equipe de pesquisadores da Universidade Estadual de Washington encontrou traços de especiarias culinárias e condimentos nas águas do estreito de Puget. Richard Keil, professor associado da Universidade de Washington, comanda o programa Sound Citizen, que investiga até que ponto a vida em terra afeta as águas. Keil e sua equipe rastrearam "pulsos" de ingredientes alimentícios que entram nas águas durante os feriados.

Por exemplo, tomilho e sálvia costumam registrar picos durante o Dia de Ação de Graças, a canela durante o inverno, chocolate e baunilha nos finais de semana (provavelmente traços de alimentos consumidos em festas), e ingredientes usados para waffles disparam no feriado de 4 de julho.

O estudo do estreito de Puget é um dos diversos esforços em curso para investigar os ingredientes inesperados que encontram lugar no suprimento mundial de água.

Em todo o mundo, os cientistas vêm encontrando traços de substâncias - de açúcar e especiarias a heroína, passando por combustível para foguetes e anticoncepcionais - que podem ter consequências imprevistas para a vida humana e a fauna.

Mares de baunilha?
Quando as especiarias e condimentos são levados de um lar norte-americano pelo esgoto, vão para um centro de tratamento, e a maior parte de seu volume é removido lá. Na área em torno do estreito de Puget, os pesquisadores da Universidade de Washington descobriram que os resíduos de especiais que não são removidos terminam por se despejar nas vias aquáticas que emanam do estreito e penetram a terra.

De todos os sabores identificados nessas vias, a baunilha artificial predomina, diz Keil. Por exemplo, a equipe encontrou em média seis miligramas de baunilha artificial por litro de água analisado. Os esgotos da região contêm mais de 14 miligramas de baunilha por litro. Isso equivaleria a despejar em uma piscina olímpica cerca de 10 vidrinhos de 120 ml de baunilha artificial.

Por enquanto, não existem indícios de que um estreito mais doce e mais temperado seja um problema. "Os salmões, que são capazes de farejar o aroma desses produtos, talvez estejam aproveitando seu ambiente temperado com baunilha", disse Keil.

No geral, disse ele, o projeto de identificação de especiarias se provou uma boa maneira de educar as pessoas, especialmente as crianças, quanto ao fato de que "tudo que fazem se conectar às águas da região".

Drogas ilegais
A conexão entre banheiro e cozinha e a costa também pode abrir caminho a algumas substâncias menos agradáveis, tais como drogas ilícitas, descobriram os especialistas. Depois que uma pessoa usa drogas como cocaína, heroína, maconha e ecstasy, os subprodutos ativos das substâncias são liberados nas águas do esgoto por meio da urina e fezes dos usuários.

Esses subprodutos, ou metabolitos, muitas vezes não são removidos completamente durante o tratamento de esgoto, ao menos na Europa, diz Sara Castiglioni, do Instituto Mario Negri de Pesquisa Farmacológica, em Milão, Itália.

Isso significa que as águas contaminadas por drogas podem penetrar o lençol freático e as águas de superfície, que servem coletivamente como importantes fontes de água potável para a maioria das pessoas.

Em um novo estudo sobre pesquisas anteriores, Castiglioni e seu colega Ettore Zuccato constataram que as drogas ilícitas têm presença "generalizada" nas águas de superfície de algumas das áreas povoadas europeias.

Por exemplo, em um estudo de 2008, cientistas descobriram um subproduto de cocaína em 22 das 24 amostras de água potável testadas em uma usina espanhola de tratamento, a despeito do rigoroso processo de filtragem. Embora ínfimos, esses resíduos podem ser tóxicos para os animais de água fresca, de acordo com o estudo, que será publicado pela revista Philosophical Transactions of the Royal Society A.

Por isso, "não pode ser excluída a possibilidade de risco para a saúde humana e ambiental", alerta o estudo.

Produtos farmacêuticos
Os cientistas também estão descobrindo mais sobre a presença de produtos como compostos farmacêuticos legais e itens de tratamento pessoal, de antibióticos e morfina a filtro solar, em volume cada vez maior nas nossas águas.

Pesquisas anteriores revelaram, por exemplo, que até 20 quilos de produtos farmacêuticos fluem pelas águas do rio Po, na Itália, a cada dia.

Como no caso das drogas ilícitas, traços desses produtos muitas vezes escapam à filtragem nas usinas de tratamento de esgotos. Os produtos também são encontrados em muitas vias aquáticas dos Estados Unidos, e estudos indicam que certas drogas podem prejudicar o meio ambiente -embora não haja indícios até o momento de que prejudiquem pessoas, de acordo com a Agência de Proteção Ambiental (EPA) norte-americana.

Contaminantes
As atuais normas da EPA dispõem que mais de 90 contaminantes sejam filtrados e eliminados dos sistemas de água potável, diz Cynthia Dougherty, diretora do serviço de água da agência.

Vírus e outros microrganismos são filtrados, e o mesmo se aplica a substâncias inorgânicas como chumbo, cianeto, cobre e mercúrio. Os poluentes gerados pelo uso de fertilizantes, como nitrato e nitrito, são removidos, igualmente.

Além disso, a agência estuda regularmente os novos produtos químicos que podem requerer regulamentação. No momento, há interesse quanto ao perclorato, um produto químico tanto natural quanto artificial usado em fogos de artifício e combustível de foguetes, disse Dougherty.

Annti-Câncer

Cientistas criam implante que elimina tumores em ratos

Cientistas americanos criaram um implante que age como uma vacina e elimina tumores cancerígenos em ratos, revelou um estudo divulgado nesta quarta pela revista Science Translational Medicine. A técnica pode ter vantagens sobre a quimioterapia e a cirurgia e poderia ser aplicada em combinação com outros tratamentos, de acordo com o relatório.

Segundo os cientistas da Universidade de Harvard e do Dana-Farber Cancer Institute, o procedimento que ativa o sistema imunológico também poderia ser usado em outros mamíferos.

O procedimento consiste em implantar sob a pele pequenos discos plásticos impregnados com antígenos específicos que reprogramam o sistema imunológico para atacar os tumores.

Este trabalho mostra o poder de aplicar de forma combinada procedimentos da engenharia genética à imunologia, diz David Mooney, professor de bioengenharia da escola de engenharia e ciências aplicadas da Universidade de Harvard.

"Ao combinar a engenharia com a imunologia, com a colaboração de Glenn Dranoff, do Dana-Farber Cancer Institute, conseguimos um grande avanço no desenvolvimento de vacinas efetivas contra o câncer", acrescentou.

O procedimento dirige o sistema imunológico para lutar contra os tumores e parece ser mais efetivo e complexo do que outras vacinas atualmente em testes clínicos, segundo o relatório. Essas imunizações convencionais extirpam as células imunológicas, as reprogramam para que ataquem os tecidos malignos e as devolvem ao sistema.

No entanto, segundo os cientistas, mais de 90% dessas células morrem muito antes de terem algum efeito. Os implantes de 8,5 mm de diâmetro são permeáveis às células imunológicas e liberam citocinas, que reúnem os mensageiros do sistema imunológico, chamados células dendríticas.

Essas células entram pelos poros do implante, onde ficam expostas aos antígenos específicos do tumor. As dendríticas dirigem as células T, um tipo de linfócitos, do sistema para localizar e matar os tumores, segundo o relatório.

"Inseridos em qualquer ponto da pele, como os anticoncepcionais que podem ser implantados no braço de uma mulher, os implantes ativam uma resposta imunológica que mata as células tumorais", afirmou Mooney.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Código de Barras por DNA

Nova ferramenta rastreia o comércio ilegal de animais silvestres

O comércio ilegal de carne e produtos manufaturados de animais silvestres tem crescido terrivelmente nos últimos anos, graças à grande demanda, aos lucros desmedidos, à falta de fiscalização e à pena mínima aplicada a criminosos presos traficando esse tipo material.

Um dos maiores desafios no combate ao tráfico de carne de animais silvestres é identificar a origem da carne e dos demais produtos. Uma vez que o animal é retalhado, sua carne e couro perdem a individualidade e se parecem com carne e couro de outros animais. Fica difícil saber se a carne é de uma espécie protegida por lei nacional ou internacional.

Uma técnica chamada código de barras de DNA pode ser a resposta. De acordo com artigo publicado na edição on-line da Conservation Genetics, esses códigos podem ser usados para distinguir rápida e inequivocamente a origem da carne ou do couro de várias espécies raras e ameaçadas.

Em vez de analisar o perfil genético completo da matéria orgânica, os autores usaram o código de barras de DNA para observar uma região curta do gene mitocondrial da subunidade 1 citocromo C (COX1). O DNA seria então identificado em um laboratório, a um custo baixo, já que apenas o gene COX1 precisa ser processado.

Os pesquisadores, na realidade, não examinaram nenhuma espécie ameaçada, mas sequenciaram a região do código de barras de 25 mamíferos e répteis facilmente comercializáveis, a maioria embargada pela Convenção para Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas da Fauna e Flora Silvestres (CITES, na sigla em inglês).

“Em nosso estudo, as espécies estão dentre as mais procuradas comercialmente na América do Sul e na África”, declarou o autor principal do trabalho, Mitchell Eaton. “Em geral elas são parcialmente preparadas no momento de serem levadas aos mercados urbanos, o que pode tornar sua identificação impossível”.

As espécies examinadas vieram da América do Sul e da África, e incluíam antílopes de pequeno porte, antílopes de chifre curvo, porcos selvagens vermelhos, macacos do velho mundo e crocodilos. As sequências de DNA geradas por esse estudo serão incluídas no Barcode of Life Data Systems, uma base de dados de códigos de barras de acesso livre on-line.

Embora muitas das amostras testadas tenham se degradado durante o processo de curtimento do couro ou por envelhecimento, os pesquisadores descobriram que ainda conseguiam extrair a sequência do COX1 na maioria dos casos. Os autores do estudo concluíram que com pouco esforço e refinamentos simples nos procedimentos de extração de DNA e da reação em cadeia da polimerase (PCR), “dados precisos de sequenciamento do código de barras podem ser obtidos para a maioria dos produtos rastreados por programas de monitoramento de carne silvestre e de investigação de vida selvagem”.

“Há um consenso quanto a usar o mesmo fragmento do DNA, o COX1, para construir uma biblioteca da vida”, informou o coautor da pesquisa, George Amato, diretor do Instituto Sackler de Genômica Comparada, do Museu Nacional de História Natural. “Esse é um exemplo de como a nova tecnologia genética pode transformar a sociedade, usando os códigos de barras para catalogar a diversidade de ecossistemas, monitorar espécies invasoras, procurar agentes patogênicos em alimentos, e fiscalizar o tráfico de animais selvagens vendidos como animais de estimação, entre outras finalidades.”

Essa não é a primeira vez que o DNA é usado para ajudar a identificar produtos ilegais provenientes de animais silvestres. No ano passado, Samuel Wasser, do Centro Americano de Preservação Biológica, introduziu um método genético para rastrear a origem de marfim contrabandeado. No início deste ano, uma pesquisa publicada no Proceedings of the National Academy of Sciences recomendou uma série de normas para os códigos de barras de plantas.

Nova Espécie de Camaleão

Cientistas encontram nova espécie de camaleão na Tanzânia

Uma equipe de cientistas descobriu uma nova espécie de camaleão em uma floresta da Tanzânia ao ver um deles quase sendo engolido por uma cobra. Andrew Marshall, do Departamento de Meio-Ambiente da Universidade de York e chefe da equipe de pesquisadores em campo, disse que a cobra fugiu ao vê-lo, mas antes cuspiu o animal ainda vivo.

Comparando-o com outros dois camaleões semelhantes encontrados depois na mesma região, os cientistas constataram que se tratava de uma espécie até então desconhecida. A confirmação veio após análise genética dos animais.

Em um artigo publicado na revista especializada African Journal of Herpetology, eles batizaram o novo animal de Kynyongia magomberae, em homenagem à floresta de Magombera, onde foi encontrado.

Ameaçado
"As espécies de camaleão tendem a se concentrar em áreas pequenas e, infelizmente, o habitat do qual este novo animal depende - a floresta de Magombera - está ameaçado", afirmou Marshall. "Esperamos que esta descoberta estimule os esforços para dar mais proteção a esta região e a outras próximas."

Essa floresta da Tanzânia abriga ainda os macacos piliocolobus, que estão ameaçados de extinção. Por causa da tática de camuflagem do camaleão, muitas espécies passam despercebidas pelos cientistas. Ainda assim, cerca de duas novas espécies do réptil são descobertas a cada ano no mundo.

"É maravilhoso encontrar uma nova espécie desta maneira", disse Marshall ao jornal britânico The Daily Telegraph. "Eu trabalho na Tanzânia há 11 anos e identifiquei algumas novas espécies de árvores, mas encontrar um ser vertebrado é muito especial."

Fonte: Terra Ciência

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Genoma do milho


Cientistas concluem sequenciamento genético do milho

O sequenciamento completo do genoma do milho, anunciado nesta quinta-feira por pesquisadores americanos, representa um avanço com importantes repercussões no setor agroalimentar e bioenergético, considerando o aumento demográfico e o aquecimento global.
Em um contexto de crescimento da população mundial e de mudanças climáticas, o milho - terceiro produto mais cultivado no mundo, atrás do arroz e do sorgo - é a base de uma grande variedade de produtos, que vão desde os cereais para o café-da-manhã até a pasta de dentes e o etanol.
Os 150 especialistas em genética de diferentes centros de pesquisa que participaram da iniciativa, coordenada pela Universidade de Washington, em St-Louis (Missouri, centro), identificaram os 32 mil genes dos dez cromossomos que formam o genoma do milho, que é o mais conhecido entre as plantas.
Como base de comparação, o genoma humano tem 20 mil genes divididos em 23 cromossomos, que são os suportes da informação genética. O código genético do milho é colossal: com 2,3 bilhões de bases de DNA, seu tamanho se aproxima do código humano, que tem 2,9 bilhões.
Cerca de 85% dos segmentos de DNA se repetem sem que os cientistas saibam ainda por quê, e o número de genes semelhantes em diferentes lugares do genoma complica o sequenciamento, destacam os pesquisadores, cujo trabalho será publicado nas revistas científicas americanas Science, Anais da Academia de Ciências (PNAS) e PloS Genetics.
Como costuma acontecer no caso das plantas, o milho tem dois genomas separados e misturados, que refletem uma evolução de milhares de anos. Conhecido pelo homem há pelo menos 10 mil anos, o milho descende do teosinto, planta originária da América Central.
Além disso, o milho tem 1,6 mil genes únicos e inexistentes nas outras plantas conhecidas. "As empresas produtoras de grãos e os especialistas em genética do milho vão se debruçar sobre estes dados para encontrar seus genes favoritos", destaca Richard Wilson, diretor do Centro de Genoma da Faculdade de Medicina da Universidade de Washington, que coordenou o estudo financiado pela Fundação Nacional das Ciências e os departamentos de Agricultura e Energia americanos.
"Ter o genoma completo do milho vai facilitar o desenvolvimento de novas variedades, com um rendimento superior ou mais resistentes ao calor extremo ou à seca", acredita.
Fusheng Wei e Jianwei Zhang, pesquisadores do Arizona Genomics Institute (sudoeste) e co-autores do trabalho, destacam que "o mundo enfrenta uma demanda alimentar crescente e uma demanda de biocombustíveis para combater o aquecimento global".
Segundo dados da ONU, a produção alimentar precisará aumentar 70% ao longo dos próximos 40 anos para alimentar uma população mundial que alcançará os 9,3 bilhões de pessoas em 2050.
Avanços como o sequenciamento do genoma do milho "são a única maneira de alcançar estes objetivos de produção alimentícia", ressalta Colin Kaltenbach, da Universidade do Arizona.

Imagem da Semana

Cientistas encontram rinocerontes de Java no Vietnã

Um grupo de cientistas encontrou, com a ajuda de cães adestrados, sete rinocerontes de Java em uma selva do Vietnã, uma espécie que era considerada extinta desde 1998, quando um caçador matou o que seria o último exemplar nesse país, informou hoje o Fundo Mundial para a Natureza (WWF).
A responsável de imprensa do WWF no Vietnã, Julianne Becker, explicou que em colaboração com as autoridades começaram a usar os cães dia 10 de novembro para recensear a população de rinocerontes no parque nacional, cujo nome preferiu não revelar para proteger a esta espécie.
Becker informou que até o momento localizaram e marcaram sete exemplares.

A WWF trabalha na proteção do rinoceronte de Java no Vietnã desde que se descobriu sua presença e adverte que o principal perigo que afrontam provém dos caçadores furtivos e da agricultura que transforma seus habitats naturais em campos de cultivo.
Trata-se de animais muito sensíveis à atividade dos humanos, se alimentam de plantas e vivem em lugares lamacentos e no Vietnã ficam em estado selvagem entre uma e duas dezenas, segundo os cientistas.
Hoje sobrevivem cinco classes de rinocerontes e todos eles em perigo de extinção: o branco e o negro - ambos naturais da África -, o indiano de um só chifre, o de Sumatra de dois chifres e o de Java.

Fonte: Terra Ciência

Selvageria no Zoo

Leões matam tigresa branca rara em zoológico tcheco


Um casal de leões de um zoológico no norte da República Tcheca matou uma rara tigresa branca depois de entrar em sua jaula, na quinta-feira.
Funcionários do zoológico Liberac - o único no país a abrigar tigres brancos - foram alertados pelos rugidos da tigresa, mas não conseguiram impedir que ela fosse morta.
O leão Sultan, de 14 anos, e a leoa Elsa, de 11, conseguiram abrir uma portinhola que levava a uma área a céu aberto ocupada pela tigresa Isabella, de 17 anos.
O zoológico faz um rodízio dos animais nessas áreas durante o dia, e os funcionários acreditam que os leões tentavam ir para a parte da jaula onde haviam passado o dia anterior.
"O atual sistema de segurança existe há 12 anos e nunca havíamos tido acidentes como este", disse o diretor do parque, David Nejedlo.
Fundado em 1919, o Liberac é o zoológico mais antigo da República Tcheca.
Com a morte de Isabella, o local passa a abrigar três tigres brancos, inclusive uma filhote da tigresa.
Os trigres brancos são resultado de um gene recessivo.

Novos Moluscos

Descobertas cinco novas espécies de molusco


Pesquisadores espanhóis e cubanos localizaram no mar da cidade de Santa Cruz de Tenerife, na Espanha, cinco novas espécies do moluscos. As novas descobertas se caracterizam por emitir flashes de luz quando são ameaçadas.
Segundo os estudiosos, uma das espécies encontradas pode ser considerada um verdadeiro fóssil vivo.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Hipopótamo: O Animal Mais Agressivo

Crocodilo morre ao tentar fugir sobre manada de hipopótamos





Um jovem crocodilo teve morte violenta ao tentar fugir pisando sobre as cabeças de uma manada de 50 hipopótamos parcialmente submersos no rio Nilo, no Parque Nacional do Serengeti, na Tanzânia. Ao aproximar-se de filhotes do grupo, o réptil foi cercado pelos pais e então tomou a decisão errada: escapar sobre os enfurecidos mamíferos. As informações são do jornal britânico Daily Mail.
Com medo, uma das mães hipopótamo atacou o crocodilo, cravando seus dentes afiados no pescoço do réptil e matando-o em questão de segundos. A cena rara - captada pelo fotógrafo checo Vaclav Silha - mostra que até mesmo um grande crocodilo não é páreo para um hipopótamo irritado, menos ainda para mais de um exemplar da espécie.
Rapidamente, a manada esmagou o corpo do jovem réptil aparentemente pelo temor de que ele ainda pudesse atacar os filhotes. "Podemos ver este tipo de acontecimento quando hipopótamos pensam que seus filhotes estão em ameaça. É exatamente o que aconteceu", explicou o fotógrafo ao diário britânico. O especialista contou que existe respeito mútuo entre as duas espécies, mas isso é deixado de lado quando as crias de qualquer uma das partes estão em perigo.
Quando irritados, os hipopótamos são considerados os mais agressivos do reino animal, podendo aplicar várias toneladas de pressão em uma única mordida.

Imagem da Semana

De cara com o perigo: Fotógrafo tira foto de grande predador da Antártida


Um biólogo e fotógrafo da revista National Geographic que, há 20 anos registra imagens nas regiões polares da Terra, ficou frente a frente com uma foca-leopardo, grande predador da Antártida que pode atingir mais de 3,6 m de comprimento e até 600 kg. Apesar de ser longe de um animal dócil - a espécie se alimenta de pinguins e outras focas, tendo apenas a orca acima na cadeia alimentar -, Paul Nicklen conseguiu obter uma série de fotografias a poucos centímetros do exemplar enquanto ele devorava um pequeno pinguim.
A cabeça do animal tinha o dobro do tamanho da cabeça de um urso cinzento e deixou o alimento de lado no momento em que notou a aproximação do fotógrafo. "Então uma coisa fantástica aconteceu: ela saiu, pegou um pinguim vivo, retornou e começou a dar o animal para eu comer. Ela soltava esses pinguins vivos, o pinguim disparava para longe, e ela olhava aborrecida enquanto passava por mim. Fez isso várias e várias vezes", contou surpreso o especialista.
"Fui à Antártida para fotografar um animal potencialmente selvagem e, no final, conheci um grande predador, tentando me alimentar. Foi a experiência mais incrível que eu já tive", explicou Nicklen. As aventuras do biólogo também estão registradas no livro "Polar Obsession" ("Obsessão Polar", na tradução do inglês).
Fonte: Terra

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Evolução Humana

Heytor Victor

Pessoal, estou trazendo pra vocês uma matéria bem interessante retirada do Terra Ciência sobre a evolução humana. É uma ótima leitura, e o melhor é que as questões são respondidas com mais perguntas.
Filosofem à vontade!

Os 10 Maiores Mistérios da Evolução Humana

A vida humana predomina no planeta Terra, mas as razões que envolvem a evolução do homem ainda continuam um mistério. Os cientistas se perguntam até hoje sobre o que originou o primeiro passo para o progresso do ser humano, por que ele evoluiu e para qual sentido. Por que existe apenas uma única espécie humana e quais caminhos evolutivos a humanidade poderia ter tomado? De olho no futuro e no que pode acontecer daqui em diante, o site científico Live Science escolheu os 10 maiores mistérios dos humanos primitivos.

10 - De onde os seres humanos modernos vieram?
A pergunta mais debatida sobre a evolução humana possui a resposta mais provável. A hipótese mais aceita sustenta que o homem moderno evoluiu na África, há relativamente pouco tempo, e depois se espalhou pelo mundo, substituindo as populações de humanos arcaicos.

Uma hipótese multirregional diz que os humanos modernos estiveram em uma área ampla com os arcaicos, onde acasalaram com os vizinhos, resultando na evolução da raça mais atual. Apesar da primeira hipótese ser mais aceita, a multirregional também permanece forte.

9 - Quem foi o primeiro hominídeo?
Os cientistas estão descobrindo mais e mais hominídeos antigos o tempo todo - significado para os bípedes, incluindo os seres humanos, seus ancestrais diretos e parentes mais próximos. Em cada achado novo, os pesquisadores se esforçam para responder a questão mais fundamental na evolução humana: quais as adaptações provocadas no homem e em qual ordem aconteceram?

8 - Será que tivemos relações sexuais com neandertais?
Será que houve cruzamento? Será que nossa espécie possui alguma sobra de genes de nossos primos extintos? Os cientistas sugerem que talvez o homem de Neandertal não tenha morrido, e sim, absorvido pela humanidade moderna.

7 - Por que os humanos modernos se expandiram da África há 50 mil anos?
Cerca de 50 mil anos atrás, a humanidade atual surgiu na África e se espalhou rapidamente nos diversos cantos do mundo, colonizando todos os continentes - exceto a Antártida - e atingindo até mesmo as mais remotas ilhas do Pacífico. Um grupo de cientistas acredita que esta migração só ocorreu graças a uma mutação que evoluiu o cérebro do homem, trazendo o domínio da linguagem, a construção de ferramentas mais sofisticadas, a arte e as sociedades.

A visão mais popular sugere que o comportamento moderno existia muito antes disso e que a humanidade atingiu um limite em termos de tamanho populacional na África, o que gerou uma nova mudança.

6 - O que é o hobbit?
O hobbit - apelido dado aos esqueletos de um tipo de humanos anão encontrados na ilha indonésia de Flores, em 2003 - na verdade, seria uma espécie extinta de seres humanos, chamada Homo floresiensis?

Esses esqueletos seriam apenas alguns exemplos deformados do Homo sapiens? É uma espécie diferente do humano moderno, mas talvez não seja uma espécie extinta do homem? Como separá-la dos chimpanzés? Resolver esses mistérios poderia ajudar os cientistas a entender os caminhos radicais que a evolução humana teria tomado.

5 - Evolução humana em aceleração?
Evidências recentes sugerem que a humanidade não está apenas em evolução como também acelerando até 100 vezes acima dos níveis históricos depois da disseminação da agricultura. Alguns cientistas desafiam esta ideia com ímpeto, afirmando que continua sendo difícil saber se certos genes estão ou não em proeminência ao oferecer alguma vantagem de adaptação.

Ainda assim, se a evolução humana está realmente em aceleração, a pergunta é porquê? Dieta e doenças podem ser alguns dos fatores que pressionam essa mudança.

4 - Por que nossos parentes mais próximos estão extintos?
Há 24 mil anos, a espécie atual (Homo sapiens) não estava sozinha no mundo - os neandertais (Homo neanderthalensis) ainda estavam vivos. O hobbit encontrado na Indonésia também pode ter sido um gênero Homo e, provavelmente, pode ter sobrevivido até recentes 12 mil anos atrás.

Por que eles morreram e o Homo sapiens sobreviveu? Infecções ou mudanças radicais em seus ambientes teriam sido as causas da extinção deles? Ou será que a espécie atual eliminou-os? Algumas evidências existem para ambas as perguntas, mas nenhuma conclusão teve um consenso mundial.

3 - O que aconteceu com nosso cabelo?
Os seres humanos são os que possuem menos pelos em comparação com os primos macacos. Por que a nudez evoluiu? Uma sugestão é que nossos antepassados tinham uma grande quantidade de pelos para manter a calma enquanto se aventuravam através das savanas africanas.

Outra é que essa perda ajudou os homens a se libertar de parasitas e outras doenças que podiam se espalhar. Uma ideia pouco convencional indica que a nudez humana se desenvolveu após os antepassados sofrerem uma adaptação para a vida na água, embora a maioria dos mamíferos aquáticos com tamanho aproximado ao do homem possua pelagem densa.

2 - Por que os seres humanos andam sobre duas pernas ?
Nossos ancestrais evoluíram para uma postura ereta e cérebros mais desenvolvidos. A questão é: Por que andar sobre duas pernas se os macacos utilizam os quatro membros? Os bípedes utilizam menos energia para se movimentarem sobre duas pernas.

Ter os braços livres também possibilitou que nossos antepassados transportassem mais alimentos. Estar na posição vertical pode ainda ter ajudado a controlar a temperatura, reduzindo a quantidade de pele diretamente exposta ao Sol.

1 - Por que nosso cérebro cresceu?
Não há dúvidas: os cérebros grandes dos seres humanos são uma vantagem extraordinária no mundo. Ainda assim, ele é um órgão incrivelmente caro, ocupando cerca de 2% da massa corporal e utilizando mais de um quinto da energia do corpo. O que motivou o desenvolvimento de um cérebro maior?

Uma possibilidade é que isso ajudou os ancestrais do homem a construírem ferramentas melhores. Outra é que os cérebros maiores ajudaram o ser humano a interagir melhor dentro do grupo. Talvez as mudanças radicais no ambiente também tenham exigido que os ancestrais pudessem encarar um mundo em mudança.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Ovócito Rejuvenescido

Criada técnica que 'rejuvenesce' ovócitos de mulheres maduras

Cientistas japoneses desenvolveram uma técnica para rejuvenescer ovócito de mulheres mais velhas usando materiais de ovócito de mulheres mais jovens, produzindo bebês com duas mães e um pai biológicos. A equipe do pesquisador Atsushi Tanaka conseguiu criar ovócitos viáveis injetando o núcleo de um ovócito saudável em um ovócito cujo núcleo havia sido retirado.
Segundo os resultados da pesquisa apresentados em um encontro da Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva no mês passado, em Atlanta, e relatados na última edição da revista New Scientist, a técnica deve aumentar as chances de sucesso de tratamentos para fertilização in vitro em mulheres mais velhas.
Os cientistas do St. Mother Hospital, de Kitakyushu, retiraram os núcleos de 31 ovócitos de mulheres que passavam por tratamentos de fertilidade e os injetaram com os núcleos de ovócitos doados por mulheres com menos de 35 anos.
Dos 25 ovócitos que se mostraram viáveis e foram injetados com esperma, 7 geraram embriões em estágio inicial, chamados blastocistos. A taxa de fertilização, de 28%, foi significativamente superior aos 3% conseguidos com ovócitos que não haviam passado pela técnica de troca de núcleo.
Tanaka disse que o próximo passo da pesquisa será transferir esses blastocistos para o útero. "Se conseguirmos transferir esses novos embriões, acredito que a chance de sucesso (em produzir uma gravidez) seria alta", disse o cientista.
Doenças genéticasA técnica de troca de material do ovócito já havia sido tentada anteriormente em pesquisas que visavam evitar doenças genéticas raras. Em 2001, uma pesquisa gerou polêmica ao tentar injetar citoplasma (conteúdo da célula à parte do núcleo) de ovócitos de mulheres mais jovens em ovócitos de mulheres mais velhas.
As principais objeções à técnica se referiam ao potencial para a geração de embriões com material genético de três pessoas diferentes, criados a partir de ovócitos de duas mulheres, e à possibilidade de que crianças geradas com ovócitos contendo mitocôndrias de mais de uma mulher pudessem desenvolver doenças relacionadas a falhas nessa organela celular.
Tanaka argumenta que sua técnica reduziria esse risco, já que o citoplasma, onde está a mitocôndria, viria de apenas uma mulher. Ele afirma ainda que 98% do DNA da célula está no núcleo, o que poderia aplacar os questionamentos morais sobre a técnica.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

DNA Rápido e Barato

Código de barras genético pode ajudar na proteção de espécies

Uma nova técnica que permite analisar de forma rápida e barata o DNA de plantas e animais, denominada "código de barras genético", vai representar um papel fundamental na luta contra várias doenças e o contrabando de espécies, disse nesta sexta um grupo de cientistas internacionais.

Cerca de 350 especialistas de 50 países de todo o mundo iniciarão amanhã no México a III Conferência Internacional do Código de Barras da Vida durante a qual se tentará finalizar um histórico acordo que abrirá o caminho para lutar de forma efetiva contra o comércio ilegal de madeira.

O secretário-executivo do Consórcio do Código de Barras da Vida (CBOL, na sigla em inglês), David Schindle, explicou que em pouco tempo, a técnica iniciada na Universidade Guelph do Canadá, vai se transformar em uma ferramenta fundamental para as agências governamentais.

A tecnologia do código de barras DNA se baseia na análise de uma mínima parte de um gene da mitocôndria de uma célula animal e que permite diferenciar as espécies.

Para isso, só é preciso uma pequena amostra de tecido (um miligrama é suficiente), o custo de sua análise é muito inferior (entre US$ 2 e US$ 3) ao de outras partes do genoma e pode ser realizado em apenas duas ou três horas.

Schindle assinalou que uma das principais tarefas da reunião do México será determinar que quantidade de matéria genética é necessária para identificar de forma segura diferentes espécies vegetais.

Uma vez estabelecida a norma, se abrirá a porta para mecanismos de análise que permitam assinalar, por exemplo, se uma carga de madeira exportada de um país a outro é legal ou se pertence a uma espécie protegida.

Na África, a tecnologia do código de barras genético está permitindo lutar contra a venda ilegal de carne de animais protegidos. Nos Estados Unidos, um dos usos desta técnica será determinar com exatidão as espécies de produtos da pesca importados pelo país.

No Brasil, o código de barras permitiu identificar como pertencentes a espécies protegidas os 58 ovos que um contrabandista tentou tirar do país em 2003.

A doutora Patricia Escalante, diretora do Departamento de Zoologia do Instituto de Biologia da Universidade Nacional Autônoma do México (Unam) disse à Efe que o código de barras será uma ferramenta fundamental para preservar a biodiversidade mexicana e lutar contra doenças. "O México é um dos cinco países do mundo com mais biodiversidade, é muito importante ter estoques de sua flora e fauna e melhores ferramentas para seu controle e regulação. Vimos neste projeto muitíssimas promessas" afirmou.

"Um aspecto importante é o das doenças transmitidas por vetores. Com a mudança climática estão aumentando doenças como o dengue, a malária e o mal de chagas. Temos que identificar mais rápido tanto o vetor, o patogênico, como o hospedeiro. Esta é uma aplicação que vai ser muito rapidamente adotada.

Por sua parte, Schindel acrescentou que "os cientistas da biodiversidade estão utilizando a tecnologia do DNA para decifrar mistérios da mesma forma como os detetives o utilizam para resolver crimes. Está tendo um profundo impacto em nosso entendimento de organismo e como interagem no meio ambiente".

Fonte: Terra Ciência

Selvageria No Zoo

Veado salta em jaula e é atacado por leões em zoo dos EUA

Visitantes do Zoológico Nacional de Washington, nos Estados Unidos, foram surpreendidos no domingo quando assistiram uma fêmea de veado ser atacada fatalmente por duas leoas.

O animal havia entrado por acidente na jaula das felinas, provavelmente vindo de um parque vizinho, fora dos limites do zoológico. Uma testemunha disse ao jornal The Washington Post que o ataque durou cerca de 20 minutos, e que a multidão que se juntou para ver o incidente torcia para que a cerva se salvasse.

"Ela apareceu correndo pela cerca da jaula (que fica em um terreno rebaixado) e saltou para dentro, caindo em um fosso com água. Uma das leoas foi correndo até o veado e salto para cima dele", disse a testemunha.

Incomum
Outro visitante do parque afirmou que muitos dos presentes gritavam e choravam durante o ataque, enquanto outros tiraram as crianças do local.

Apenas após vários minutos, funcionários do zoológico conseguiram afastar os visitantes e prender as leoas. A fêmea de veado, no entanto, tinha ferimentos tão graves na barriga, cabeça e pescoço que teve de ser sacrificada, segundo informou a assessoria de imprensa do parque.

A assessoria disse também que, apesar de vários veados já terem sido vistos à solta no terreno do zoológico, é "altamente incomum" que um deles entre em uma jaula.

Fonte: Terra Ciência

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Próstata e Obesidade

Câncer de próstata em obesos é mais agressivo

O urologista americano Stephen Freedland, da Duke Prostate Center, um dos maiores pesquisadores da relação da obesidade com o câncer de próstata apresentou neste domingo, dia 8, no 32º Congresso Brasileiro de Urologia, em Goiânia, suas últimas descobertas sobre o tema. De acordo com ele, quatro aspectos fundamentais fazem o câncer nesse grupo ser mais agressivo e também dobra as chances de reincidência após a retirada do tumor: a diluição do PSA, o aumento do hormônio feminino no corpo (estrogênio), o aumento da próstata no obeso e a dificuldade de se fazer biopsia do órgão e a produção de IGF1 (substancia que aumenta a incidência dos tumores).

Para Freedland, a obesidade leva à queda de alguns hormônios, como a testosterona, e ao aumento de outros, como o estrogênio, e isso poderia influenciar no aumento da incidência de tumores. "Nos EUA a obesidade é um problema de saúde pública. Cerca de 30% dos adultos são obesos. Sabemos que a obesidade está ligada a cardiopatias, diabetes e outros problemas e agora estamos estudando sua relação com o câncer", disse.

De acordo com ele, os obesos também têm resistência à insulina que é um fator influente para o aumento do risco de câncer de próstata. "Diabéticos têm mais tendência a desenvolver tumores devido a produção do IGF1", complementa Marcos Tobias, professor da Faculdade do ABC e chefe do Serviço de Urologia do Instituto Brasileiro de Controle do Câncer.

Segundo os estudos de Freedland, nos obesos o câncer de próstata tem mais chances de ser mais agressivo e o dobro de chances de haver reincidência após a retirada o tumor.

"Já percebemos também que quanto mais obesa a pessoa é, menor é o seu índice de PSA. Pois conforme o IMC aumenta, os níveis de PSA diminuem. O obeso tem um volume sanguíneo maior e produz a mesma quantidade de PSA de uma pessoa normal, então, a conclusão a que chegamos é que nos obesos há mais volume de sangue e o PSA fica mais diluído por isso esse resultado mais baixo", afirmou.

Para Freedland, é preciso criar um índice de PSA ajustável ao IMC (índice de massa corpórea). Segundo Tobias, os médicos hoje em dia já têm indicado biópsia em obesos com PSA de 2ng/ml. Em pessoas normais, a indicação vale a partir de 2,5ng/ml.

Outro dado apresentado pelo renomado urologista americano foi que os homens obesos têm a próstata maior, então é mais difícil diagnosticar um câncer por meio de biópsia. O médico finalizou explicando que tem dedicado grandes esforços nesses estudos para encontrar respostas para essa relação entre a obesidade com os cânceres de próstata mais agressivos e ajudar nos diagnósticos precoces.

"O câncer de próstata em obesos é mais agressivo e sua evolução é mais rápida. Por isso, a incidência de mortes entre obesos para câncer de próstata é alta", disse Tobias.

Fonte: Terra Ciência

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Imagem da Semana

Ursas "peladas" chamam atenção em zoo da Alemanha

Fêmeas de urso de óculos, também conhecido como urso andino, chamaram a atenção no
zoológico de Leipzig, na Alemanha, por causa da falta de pelos no corpo que lhe renderam uma aparência bizarra. A instituição informou que os animais sofrem de uma estranha enfermidade que pode ter sido provocada por problemas genéticos. As informações são da agência EFE.

A ursa Dolores, que mais atraiu visitantes em sua jaula, ficou parecida com os gatos da raça Sphynx, conhecida pelo corpo "careca". Segundo o zoo, os ursos não demonstraram sintomas além do que a perda de pelos e comichão na pele.

Fonte: Terra Ciência

Benditas Bactérias

Cianobactérias garantem o oxigênio da Terra

É difícil manter as moléculas de oxigênio livres, apesar de ele ser o terceiro elemento mais abundante do Universo, formado nas fornalhas densas no interior das estrelas. Isso porque o oxigênio é extremamente reagente e pode formar compostos com quase todos os elementos da tabela periódica. Então como a Terra acabou com uma atmosfera composta por praticamente 21% desse gás?

A resposta está nos minúsculos organismos conhecidos como cianobactérias ou algas azuis. Esses micro-organismos realizam a fotossíntese utilizando luz solar, água e dióxido de carbono para produzir carboidratos e, também, oxigênio. Na verdade, até hoje, todas as plantas da Terra contêm cianobactérias ─ conhecidas como cloroplastos ─ que participam da fotossíntese.

Por muitos éons antes da evolução das cianobactérias, durante o éon Arqueano, micro-organismos mais primitivos viviam realmente, à moda antiga: anaerobicamente. Esses organismos antigos ─ e seus descendentes, os extremófilos atuais ─ dependiam do enxofre para sobreviver e não do oxigênio.

Entretanto, há aproximadamente 2,5 bilhões de anos, a relação isotópica do enxofre se alterou, indicando pela primeira vez que o oxigênio havia se tornado um componente significativo da atmosfera da Terra, de acordo com um trabalho publicado na Science, de 2000. Mais ou menos na mesma ocasião (e por éons desde então), o ferro oxidado começou a aparecer nos solos antigos e camadas de ferro foram depositadas no leito marinho, como resultado de reações com o oxigênio da água do mar.

“Tudo indica que o oxigênio começou a ser produzido entre 2,7 e 2,8 bilhões de anos atrás, tendo se estabelecido na atmosfera somente há cerca de 2,45 bilhões de anos”, observa o geoquímico Dick Holland, professor visitante da University of Pennsylvania. “Parece haver um intervalo significativo entre o aparecimento dos organismos produtores de oxigênio e a real oxigenação da atmosfera”.

Portanto, temos uma data e um responsável pelo evento que os cientistas chamam de a Grande Oxidação, mas ainda há mistérios a resolver. O que aconteceu há 2,45 bilhões de anos que permitiu às cianobactérias assumirem o controle? Quais eram os níveis de oxigênio nessa época? Por que demorou outro bilhão de anos ─ chamado de “bilhão do tédio” pelos cientistas ─ para que os níveis de oxigênio aumentassem o suficiente para que os animais pudessem evoluir?

E o mais importante, como o oxigênio atmosférico chegou aos níveis atuais? “Não é assim tão simples explicar porque atingiu um equilíbrio 21% em vez de 10% ou 40%”, observa o geocientista James Kasting, da Pennsylvania State University. “Ainda não compreendemos muito bem o sistema moderno de controle de oxigênio”.

Clima, vulcanismo, tectônica de placas, tudo isso influenciou significativamente a regulação dos níveis de oxigênio durante vários períodos. No entanto, até hoje não existe um teste consistente para determinar o conteúdo exato de oxigênio na atmosfera em qualquer período do registro geológico. Porém uma coisa é certa ─ o oxigênio da Terra é fruto da vida.

Vestígios de Utilidade

Apêndice é desnecessário, mas útil


Muitas pessoas acreditam que ele só serve para manter os cirurgiões ocupados. Leonardo da Vinci acreditava que ele seria uma saída para “excesso de vento”, evitando que o intestino explodisse. A ideia do grande artista e anatomista pode não ser tão absurda, pois o apêndice humano parece ter se originado numa época em que os primatas eram completamente vegetarianos, com dificuldades de digerir tanta fibra.

A parte do intestino, formalmente conhecida como apêndice vermiforme, é uma cavidade oca, alongada e estreita, com uma extremidade fechada. Deriva do ceco, uma bolsa no início do intestino grosso, que recebe alimentos parcialmente digeridos despejados do intestino fino. Quando os alimentos param no beco sem saída ─ o ceco ─, microrganismos benéficos ao intestino ajudam a triturá-los ainda mais. Alguns animais herbívoros como coelhos e coalas têm um apêndice maior, onde vivem bactérias especializadas em digerir celulose que executam a mesma função.

No entanto, vários animais que se alimentam de plantas, incluindo os macacos, não têm apêndice, e precisam de um ceco mais longo para triturar os vegetais. Como o apêndice parece ser opcional, mesmo entre primatas, os biólogos não podem simplesmente inferir que o nosso seja uma herança regredida de um ancestral comum com os coelhos. Ao contrário, o apêndice de primatas e os apêndices de outros mamíferos herbívoros parecem ter evoluído independentemente como extensões do ceco – talvez com as mesmas finalidades digestivas – mas o apêndice humano perdeu sua função há muito tempo.

Servir de depósito de alimentos e de microrganismos digestivos benignos, no entanto, pode ter sido um papel secundário do apêndice, pelo menos no início da evolução. Seu revestimento interno é rico em células imunes que monitoram o ambiente intestinal. Nas primeiras semanas de vida, o intestino dos bebês é povoado pelos habituais micro-organismos saudáveis e complementares simbióticos, o apêndice pode ser um centro de treinamento para ajudar células imunes a aprender a identificar patógenos e tolerar microrganismos prejudiciais. Se o apêndice ainda não tiver sido removido até a idade adulta, a abertura da cavidade se fecha completamente em algum momento na meia-idade. Mas nessa época sua finalidade já foi cumprida.

Água da Chuva é Potável

Água da chuva é potável e faz bem ao homem, diz estudo

Um estudo realizado na Austrália sugere que a água da chuva recolhida em recipientes é potável e não agride a saúde dos seres humanos, segundo informações divulgadas pela agência EFE nesta quarta-feira. Um comunicado da Universidade de Monash, em Melbourne, pesquisou 300 casas na cidade de Adelaida cujos proprietários utilizam a chuva como principal fonte de consumo de água.

Os autores do estudo distribuíram filtros para evitar a entrada de qualquer tipo de parasita capaz de causar gastroenterite, mas metade destes dispositivos demonstraram ser inúteis neste sentido.

Durante 12 meses, os casos de gastroenterite registrados entre os habitantes dos 300 domicílios analisados foram semelhantes aos do resto da comunidade, que consumiu água tratada. A investigação identificou ainda diferença entre os habitantes das casas que contavam com um filtro funcional e o resto.

Fonte: Terra Ciência

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