Destaque Tudo de Bio

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Último Post do Ano

Por enquanto é só, pessoal!

Heytor Victor
Oi pessoal, juro que tentei fazer mais posts, colocar mais imagens, fazer o resultado da última enquete e até criar um "Melhores de 2009 Tudo de Bio", mas infelizmente nestes últimos dias, o servidor Blogger saiu do ar e isto não foi possível.

Eu não queria deixar 2009 simplesmente sem agradecer a todos vocês que visitam o Tudo de Bio, coisa que já fiz no post natalino, então resolvi esclarecer o motivo de o blog não poder ter sido acessado nesta última semana e para anunciar as novidades que virão em 2010.
Em 2010 teremos novas seções aqui no blog, que terá o layout alterado. Então matem a saudade lendo e relendo os posts deste ano pois ano que vem o Tudo de Bio vai estar meio diferente, provavelmente na segunda semana de janeiro.
Aproveitem muito este final de ano e renovem-se sempre. Pensem que vocês podem melhorar, bebam com moderação, divirtam-se, brinquem, abracem, beijem e esperem Tudo de Bom no ano novo que se aproxima.
Felicidades para todos!
Um grande abraço!

Psicologia e Reveillon

Estudo mostra como cumprir com sucesso resoluções de ano novo

Um estudo feito por um psicólogo de uma universidade britânica, divulgado no jornal britânico The Guardian, revelou o que as pessoas devem fazer se querem concretizar suas resoluções de ano novo. Segundo a pesquisa, liderada pelo psicólogo Richard Wiseman, da University of Hertfordshire, a maioria das pessoas não consegue cumprir suas resoluções de ano novo por usar estratégias que não funcionam para tentar alcançar seus objetivos.

Mas mudar essas estratégias, optando por exemplo por dividir o objetivo final em uma série de pequenos objetivos e se dar uma recompensa a cada passo, aumenta as chances de sucesso, diz o estudo.

Wiseman disse que as técnicas mais bem-sucedidas tendem a ser aquelas onde a pessoa faz um plano e tenta ajudar a si própria no alcance do seu objetivo.

Auto-ajuda
Os pesquisadores que trabalharam com Wiseman perguntaram a 700 pessoas quais tinham sido suas estratégias para conseguir colocar em prática suas resoluções para o ano seguinte. Os tipos de resolução tomadas variavam entre perder peso, desistir de fumar, conseguir um diploma ou começar um relacionamento melhor.

Entre as pessoas que falharam, 78% dos ouvidos, muitas haviam seguido conselhos de gurus de auto-ajuda. Esse grupo, para tentar alcançar seus objetivos, optou por reprimir desejos, fantasiar sobre o sucesso, adotar um modelo como referência ou simplesmente apostar em sua própria determinação.

Segundo Wiseman, esse tipo de abordagem, frequentemente recomendada em literatura de auto-ajuda, não funciona e pode até ser danoso. "Se você está tentando perder peso, não basta colocar uma foto de uma modelo na porta da geladeira ou fantasiar sobre ser magro", disse o psicólogo ao The Guardian.

"E, muitas vezes, não conseguir realizar suas ambições é prejudicial porque pode privar as pessoas de seu sentido de autocontrole."

Segredo do Sucesso
Aqueles que conseguiram colocar em prática suas resoluções, além de dividir o objetivo final em passos menores e dar a si próprios recompensas, usaram estratégias como compartilhar seus planos com amigos, focar a atenção nos benefícios alcançados e anotar seus progressos em um diário.

As chances de sucesso para os que planejaram uma série de objetivos menores foram de 35%. Já entre os que adotaram as cinco estratégias acima, as probabilidades de sucesso aumentaram para 50%.

Outras estratégias que ajudaram as pessoas a realizar seus planos foram tomar uma única resolução de cada vez e tratar recaídas ocasionais como escorregões momentâneos, concluiu o estudo.

Amídala Cerebral

Amídala cerebral determina ser mais individualista ou solidário

Um grupo de cientistas mostrou que as pessoas são mais individualistas ou solidárias em função da atividade de sua amídala cerebral, o que contradiz outras teorias anteriores que sugeriam que a personalidade está relacionada com a atividade do córtex pré-frontal.

A pesquisa é liderada pelo doutor Masahiko Haruno, do Instituto de Neurologia da Universidade de Tamagawa (Japão), que contrastou as ressonâncias magnéticas funcionais de pessoas com orientações "pró-sociais" e as de pessoas individualistas.

Por indivíduos "pró-sociais", se entende aqueles que "maximizam a soma de recursos para eles mesmos e os outros, o que permite minimizar as diferenças entre os dois", explica o artigo.

O estudo, que foi publicado na revista "Nature", revela que esta tendência pode ser observada verificando a atividade da amídala cerebral.

"Nossa descoberta ressalta o importante papel do processo de intuição automática na interação social", destaca Haruno em seu artigo.

Os indivíduos pró-sociais preferem maximizar os recursos para si mesmos, mas uma vez que os outros tenham os mesmos meios que eles, enquanto os individualistas preferem maximizar seus recursos sem levar em conta a quantidade da qual os outros dispõem.

O modo como as pessoas tomam este tipo de decisão foi objeto de debate, mas uma das teorias mais difundidas é que existe uma resposta automática que só considera o benefício de si mesmo e que é o córtex pré-frontal de onde se envia um sinal para controlar esse impulso.

Haruno e sua equipe comprovaram esta ideia observando como as mentes das pessoas "pró-sociais" e as dos individualistas respondiam ao desejo que lhes despertava a obtenção de dois prêmios, um para eles mesmos e outro para um colega.

O estudo conclui que a escolha dos individualistas não foi influenciada pela capacidade de controlar nenhum impulso, mas se devia a uma maior ou menor atividade na amídala cerebral.

Novas Plantas

Londres: jardim botânico anuncia descoberta de novas espécies
Os biólogos e botânicos do jardim botânico de Londres, o Kew Gardens, anunciaram ter descoberto mais de 290 novas espécies de plantas e fungos no ano de 2009.

Entre as novas espécies, há orquídeas, árvores, fungos minúsculos e até uma nova espécie de maracujá da Amazônia. As espécies classificadas pelos botânicos do Kew Gardens se somam às cerca de 2.000 novas espécies vegetais descobertas e classificadas a cada ano.

As novas espécies vêm de vários países e sua classificação resulta da colaboração entre a equipe do Kew Gardens e biólogos e botânicos locais.

"Essas novas descobertas destacam o fato de que há muito do mundo das plantas a ser descoberto e documentado. Sem saber o que existe e onde ocorre, não temos nenhuma base científica para uma conservação efetiva", disse Stephen Hopper, diretor do Kew Gardens.

"É vital que essas áreas da ciência botânica sejam adequadamente financiadas e apoiadas."

O Pouso da Abelha

Cientistas gravam "pouso perfeito" de abelha

Cientistas gravaram o que chamaram de um "pouso perfeito" realizado por uma abelha. Segundo os pesquisadores da Universidade de Queensland, na Austrália, e da Universidade de Lund, na Suécia, pouco antes de tocar a superfície, o animal muda o seu modo de vôo para um estado em que apenas paira sobre ela.

De acordo com os especialistas, que publicaram suas conclusões na revista científica Journal of Experimental Biology, a mudança confere maior estabilidade ao inseto.

A gravação, em alta velocidade, mostra ainda que a abelha analisa a superfície de pouso usando suas antenas, olhos e pernas. Em questão de milésimos de segundo, o animal toca o local de pouso com as pernas traseiras e, delicadamente, se inclina antes de parar os movimentos.

Cachorrão

Feriado de Natal tem "febre" de animais gigantes

O feriado de Natal passou e alguns personagens muito diferentes do papai-noel e seus duendes marcaram o final de ano. Gigantes da natureza, um cão da raça dogue alemão e um boi charolês chamaram a atenção do mundo esta semana para o tamanho nada comum.

Tucson, no Estado americano do Arizona, é a terra de George, um cão da raça dogue alemão, também conhecida como gigante dinamarquês, que mede nada menos do que 2,1 m da cabeça até o rabo e pesa cerca de 111 kg. O proprietário do animal, David Nasser, parece pequeno ao lado do cão, que come quase 50 kg de comida por mês.

Em breve, George deve ingressar no Guinness Book, o Livro dos Recordes, como o maior cachorro do mundo. O veterinário William Wallace, de uma clínica especializada da cidade, testemunhou a documentação necessária para o registro no livro. "Em meus 45 anos de experiência em trabalho com cães de raças gigantes, sem dúvida, George é o mais alto que já vi", afirmou. O "pequeno" George fez tanto sucesso em pouco tempo que já possui até uma página de fãs no Facebook e uma conta no Twitter.
Atravessando o oceano Atlântico, na ilha britânica do velho continente europeu, um outro "grandão" do reino animal atrai os olhares do mundo: o boi The Marshall Field, de 8 anos. O boi, exemplar da raça charolês, é o maior já encontrado no país e pesa 1,6 t, além de medir pouco mais de 2 m.

The Marshall Field engordou mais de 135 kg nos últimos 12 meses, ultrapassando o recordista anterior, o boi The Colonel, da mesma raça, que media 1,98 m e mais de 1,5 t antes de morrer em 2005. Ele agora é mais pesado do que um automóvel Mini Cooper (1.114 kg) e uma BMW Série 3 (1.384 kg).

O animal come cerca de 7,7 kg de alimento diariamente, como aveia, cevada, batata, beterraba e porções de feno. O tamanho do boi impressiona principalmente quando o proprietário, o fazendeiro Arthur Duckett, 80 anos - que mede 1,76 m -, para ao seu lado.

Triquinose

Doença parasitária está relacionada ao consumo de carne de urso

A triquinose, uma doença parasitária, raramente costuma ser associada aos suínos, hoje em dia nos Estados Unidos, mas, no caso da carne de urso, a história é outra, e é bom ter essa informação em mente na próxima vez que alguém lhe oferecer um belo e suculento filé de urso ao jantar.

Ocorrem menos de 10 casos de triquinose por ano, nos Estados Unidos, e nos últimos anos a carne de urso respondeu por quase todos os casos não causados por carne suína, de acordo com um recente relatório do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos. Ursos pretos, especificamente.

Outras infecções foram causadas por carne de morsa, cervo, porcos selvagens - e, em um caso, por carne de onça. Dois pacientes que passaram mal contaram ter comido carne de urso crua enquanto a estavam usando para fazer salsichas. Mas a maioria da carne envolvida nos casos detectados da doença havia sido cozinhada - seja frita, grelhada, assada, preparada em micro-ondas ou em uma fogueira. Em alguns casos, a carne foi tanto grelhada quanto frita.

A triquinose pode ser fatal, mas nenhum dos casos recentes causou morte. A doença provoca dores de estômago, náusea e diarreia, inicialmente, seguidas semanas mais tarde por dores musculares, coceira, febre, calafrios e dores nas articulações.

Ordenar que a carne de urso seja bem passada não serve necessariamente como proteção, disse a Dra. Erin Kennedy, que trabalha na divisão de informações sobre epidemias no centro de prevenção de doenças e é a principal autora do relatório sobre a questão, publicado na edição de 4 de dezembro da revista Morbidity and Mortality Weekly Report.

Congelar a carne tampouco é garantia, porque alguns animais de caça estão infectados com uma forma de triquinela que resiste ao congelamento, ela disse. A solução seria cozinhar a carne a uma temperatura interna de pelo menos 70 graus.

Mas a maioria das pessoas não sabe como usar um termômetro de carne ao cozinhar, ela disse, acrescentando que "isso é uma pena".

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Natal Tudo de Bio

Natal Tudo de Bio

O Tudo de Bio encerra um ano de ciência, diversão e divulgação da biologia muito feliz com os resultados obtidos neste nosso primeiro ano no ar.

Visitantes curiosos e não apenas do curso de ciências biológicas nos agraciaram com suas visitas. Estudantes de medicina veterinária, medicina, odontologia, enfermagem, fisioterapia e vários outros cursos das áreas de saúde mantiveram contato via e-mail e através de nosso mural de recados.

video

O objetivo do nosso blog foi, sem dúvida, alcançado. Divulgar a ciência, ajudar estudantes e trazer um blog curioso e que o visitante possa participar eram nossas metas e hoje podemos postar a felicidade e o agradecimento a todos os visitantes e parceiros na forma de um vídeo que fizemos principalmente para vocês visitantes do Tudo de Bio.

Agradecemos também a todos os visitantes de Portugal, Estados Unidos, Espanha e Argentina que acessaram o blog este ano, não desmerecendo os outros países que também visitaram, embora em menor número.

O vídeo guarda uma surpresa especial para aqueles que pensam que vai ser mais um vídeo com uma mensagem natalina. É bem mais que isso! É um Natal Científico!

Se quiserem ver o vídeo no YouTube os links seguem abaixo na versão legendada e na versão sem legendas!

Vídeo Versão Legendada

Vídeo Versão Sem Legendas

Abraços e Feliz Natal!

Insulina Suína em Humanos


Empresa injeta células suínas produtoras de insulina em humanos diabéticos

A empresa Living Cell Technologies, com base na Nova Zelândia, desenvolveu um tratamento de pacientes diabéticos do tipo I com células suínas, que promete eliminar os sintomas da doença.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 18 milhões de pessoas sofrem de diabetes, caracterizado pela incapacidade do corpo de produzir insulina. Essa falha é provocada pela destruição de células da ilhota – um tipo celular localizado no pâncreas, produtor de insulina −, por meio de um ataque imune inadequado.

A empresa está coletando células da ilhota de suínos recém-nascidos e encapsulando-as em uma goma composta por algas, que evita a rejeição das células suínas pelo sistema imune humano. Atualmente, são realizados estudos com dez indivíduos, na Rússia; e, agora, oito pacientes passarão a receber o produto, denominado Diabecell, nas pesquisas neozelandesas.

“Essa é uma abordagem inteiramente nova para o tratamento do diabetes e está voltada à regulação da glicemia, de forma que os diabéticos possam ter uma vida mais normal possível,” relatou Paul Tan, presidente da Living Cell Technologies, ao Prime News (jornal televisivo neozelandês), conforme mostra um vídeo postado no site da empresa.
Alguns cientistas argumentam que a técnica é perigosa, pois aumenta o potencial de infecções virais (e outras) entre as espécies. Mas a empresa alega que possui uma nova instalação para criação suína, livre de patógenos; desse modo, os animais não entrarão em contato com organismos infecciosos.

Martin Wilkinson, ex-presidente do Conselho de Bioética da Nova Zelândia, comentou a Ray Lilley, jornalista da Associated Press, que o risco dessa contaminação entre as espécies é “mínimo” e “pequeno o bastante para ser administrado pelos receptores humanos”.

Na verdade, os testes clínicos começaram 13 anos atrás, mas o governo neozelandês logo os paralisou, para as investigações do conselho de bioética, que, por fim, deu o “sinal verde” no início deste ano. Michael Heyler, paciente que recebeu as células nessas primeiras tentativas, parece passar bem; as células suínas ainda estão produzindo insulina em seu organismo, de acordo com a entrevista que concedeu ao Prime News.

Até hoje, houve poucos exemplos parecidos de xenoenxertos (transplante de tecidos entre espécies diferentes) bem-sucedidos. Se o Diabecell continuar a apresentar resultados eficazes, a empresa espera introduzi-lo no mercado em três anos, a um custo de U$100 mil por paciente.

Células-Tronco devolvem visão!

Homem recupera visão com cirurgia inovadora de células-tronco

Um homem que ficou parcialmente cego após intervir em uma briga teve sua visão restaurada por uma nova terapia com células-tronco, segundo informações divulgadas nesta terça-feira pelo jornal britânico The Times. Russell Turnbull, 38 anos, se tornou uma das primeiras pessoas a serem beneficiadas com um tratamento desenvolvido em um centro especializado em Newcastle, no norte da Inglaterra, no qual as células-tronco do olho bom foram utilizadas para reparar o olho danificado.
Turnbull perdeu a maior parte da visão do olho direito em 1994, quando foi atingido no rosto por amônia (composto químico que pode causar danos permanentes nos olhos, além de outros riscos ao corpo humano), enquanto tentava separar uma briga dentro de um ônibus durante a madrugada. O produto químico queimou sua córnea, deixando-o com a visão turva, sensibilidade extrema à luz e dor ao piscar.
Em testes iniciais realizados com oito pacientes com cegueira parcial, todos relataram melhora da visão e redução da dor nos olhos. Se os cientistas obtiverem sucesso em um próximo estudo com 25 pacientes, já iniciado com apoio do Medical Research Council, o procedimento poderá ser usado para restaurar a visão de milhares de pessoas com córneas doentes ou danificadas.
As pesquisas foram conduzidas pelos especialistas Francisco Figueiredo e Ahmad Sajjad. Os pacientes tinham problemas causados por queimaduras químicas e infecções associadas à lentes de contato ou doenças hereditárias.
A técnica é realizada da seguinte forma: os cientistas retiram as células-tronco do olho bom dos voluntários para depois multiplicá-las em laboratório. Em seguida, elas são expandidas sobre uma membrana amniótica humana - o mesmo tecido que sustenta o feto no útero, geralmente utilizado como modelo de bioengenharia. O tecido da córnea danificada dos pacientes é removido cirurgicamente para então ser enxertado o tecido com as células-tronco.
Em uma média de 19 meses após a operação, conforme os especialistas, os pacientes relataram a melhora na qualidade de vida.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Psoríase

Nova droga contra psoríase apresenta resultados promissores

A Celgene Corp anunciou na terça-feira que uma droga experimental para tratar a doença cutânea psoríase reduziu significativamente os sintomas no estágio intermediário de um teste.

Resultados do teste com 352 pacientes mostraram que 41% deles tratados com 30 miligramas da droga, chamada Apremilast, duas vezes ao dia, observaram uma redução de 75% nos sintomas, medidos por uma escala conhecida por Índice de Área e Severidade da Psoríase (Pasi-75), após 16 semanas.

Apenas 6% dos pacientes que receberam um placebo chegaram a essa pontuação. As ações da Celgene caíram 0,87% nas transações da manhã para 53,41 dólares, em linha com um declínio de 0,71% da Arc Biotech Index na Bolsa de Valores de Nova York.

"Wall Street, em nosso ponto de vista, nunca prestou muita atenção ao Apremilast, em razão do estágio relativamente inicial do programa e porque os dados sobre eficácia não eram tão impressionantes", disse o analista Geoff Meacham, do J.P. Morgan.

Mesmo assim, afirmou, os resultados apontam para o potencial de vendas da droga de ao menos 500 milhões de dólares, disse. Se for bem-sucedida, a droga competirá com o Enbrel, da Amgen Inc's, que domina o mercado de psoríase. O Enbrel, que inibe uma proteína conhecida como fator de necrose tumoral (TNF), é injetável; o Apremilast é uma droga tomada via oral.

Outros inibidores de TNF incluem o Humira, fabricado pela Abbott Laboratories Inc, e o Remicade, da Johnson & Johnson. Os agentes reguladores americanos também aprovaram recentemente o Stelara, da J&J, o primeiro de uma nova classe de medicamentos biológicos que têm como alvo as proteínas interleucina (IL)-12 e interleucina (IL)-23.

Mapa Genético

Mapas genéticos vão transformar a luta contra o câncer

Cientistas identificaram todas as mudanças nas células de dois tipos fatais de câncer para produzir os primeiros mapas genéticos inteiros de um tumor. Segundo eles, isso marca um "momento transformador" na compreensão da doença.

Os estudos feitos por uma equipe internacional e pelo Instituto Wellcome Trust Sanger, da Grã-Bretanha, representam as primeiras descrições abrangentes de mutações celulares tumorais, e podem revelar todas as mudanças genéticas por trás do melanoma de pele e do câncer de pulmão.

"O que estamos vendo hoje vai transformar a forma como vemos o câncer", disse a jornalistas em Londres Mike Stratton, do projeto do genoma do câncer do Instituto Sanger. "Nunca vimos o câncer ser revelado dessa forma".

Os cientistas sequenciaram todo o DNA do tecido canceroso e do tecido normal em um paciente com melanoma e de um paciente com câncer de pulmão, usando uma tecnologia chamada sequenciamento paralelo em massa. Comparando as sequências tumorais com as saudáveis, conseguiram localizar todas as mudanças específicas do câncer.

O tumor de pulmão continha mais de 23 mil mutações, e o do melanoma tinha mais de 33 mil.

Peter Campbell, também do Instituto Sanger, disse que o estudo sobre o câncer de pulmão sugere que o fumante desenvolve uma mutação a cada 15 cigarros que consome, e que o dano começa na primeira tragada. O câncer de pulmão mata cerca de 1 milhão de pessoas por ano no mundo, e 90 por cento dos casos são provocados pelo tabagismo.

"Esses catálogos de mutações estão nos dizendo como o câncer se desenvolve - então vão nos informar sobre a prevenção ... e sobre processos que são perturbados na célula cancerosa", disse Stratton.

Mas os cientistas disseram que identificar todas as mutações que causam o câncer exigirá muito mais trabalho, possivelmente ao longo de vários anos, até que surjam novos alvos para o desenvolvimento de medicamentos inéditos.

"Em algum lugar entre as mutações encontramos à espreita aquelas que levam as células a se tornarem cancerosas", disse Andy Futreal, que participou da pesquisa publicada na revista Nature. "Localizá-los será um dos nossos grandes desafios nos próximos anos".

Os cientistas já haviam identificado algumas mutações genéticas ligadas ao câncer - mutações de um gene chamado Braf são encontradas no melanoma, e novas drogas para bloquear essa atividade causadora do câncer estão sendo desenvolvidas. Medicamentos como o Herceptin (Roche) e Iressa (Astra-Zeneca) também atacam células com mutações específicas.

Stratton disse que o objetivo agora é produzir mapas genéticos de todos os tipos de câncer. Há mais de cem tipos de câncer, e cada processo de mapeamento genômico leva vários meses e custa dezenas de milhares de dólares.

Genoma de Tumores

Cientistas desvendam genoma dos tumores de pele e pulmão

Cientistas desvendaram o código genético de dois dos tipos mais comuns de câncer, o de pele e o de pulmão, e dizem que a descoberta significa uma transformação na forma como a doença é entendida.

"O que vemos hoje mudará a forma como enxergamos o câncer", disse Mike Stratton, britânico integrante do Cancer Genome Projetc (Projeto do Gênoma do Câncer), iniciativa que reune cientistas de 10 países que tentam mapear os genomas dos principais tipos de câncer.

"Nunca vimos o câncer revelado desta forma antes", completou. O mapeamento abre caminho para testes sanguíneos capazes de detectar tumores mais cedo do que atualmente e novas drogas para tratamento.

Cigarro
Os cientistas sequenciaram o DNA de tecidos cancerígenos e normais e os compararam. Os com tumores de pulmão apresentavam 23 mil mutações, quase todas causadas pelo fumo. Os especialistas calcularam que um fumante típico adquire uma nova mutação para cada 15 cigarros que fuma.

"É como jogar roleta russa. A grande maioria das mutações não causará câncer, mas algumas podem", diz Peter Campbell, responsável pela pesquisa. Ao largar o cigarro, o risco é reduzido gradualmente até que a possibilidade de câncer de pulmão volta a ser a mesma de alguém que nunca fumou. Suspeita-se que isso ocorra porque as células com mutações são repostas por células saudáveis.

Os cientistas descobriram que para o câncer de pele melanoma, as mutações, quase todas causadas opela exposição ao sol, chegam a 30 mil. Os cientistas dizem que pode ser possível no futuro determinar exatamente quais hábitos e outros fatores causam tumores diferentes.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Terapia Alternativa

Americanos gastam bilhões em terapias alternativas

De acordo com estudo do National Institutes of Health (NIH), no ano passado os americanos gastaram US$ 33,9 bilhões em produtos e serviços de saúde alternativa, variando suplementos antioxidantes a ioga.

Conforme o relatório, cerca de 38% dos adultos utilizam algum tipo de tratamento alternativo (conhecido como “medicina complementar ou alternativa” ou MCA), e suas compras totalizam quase 11% do total gasto nos Estados Unidos com saúde.

“Com tantos americanos usando e gastando dinheiro em terapias MCA, é extremamente importante saber se os produtos e práticas utilizados são seguros e efetivos”, disse Josephine Briggs, diretora do National Center for Complementary and Alternative Medicine do NIH.

Os gastos com produtos naturais (US$14,8 bilhões), como óleos ômega ou St. Johns Wart foi cerca de um terço do que as pessoas gastaram em medicamentos prescritos anualmente, embora sua eficiência ainda não tenha sido comprovada pela Food and Drug Administration (FDA). Além disso, o total de visitas a especialistas em tratamento alternativo tais como quiropráticos ou acupunturistas, foi equivalente a cerca de um quarto do gasto em consultas médicas.

“Isso mostra a importância de conduzir uma rigorosa pesquisa e fornecer informações baseadas em evidências para o MCA”, disse Briggs. “Dessa forma tanto os provedores de saúde quanto o público pode tomar decisões bem informadas.”

Com cerca de US$ 4,1 bilhões destinados anualmente a aulas de ioga, tai chi chuan e chi kung (e US$ 200 milhões em outras técnicas de relaxamento), teriam os americanos mais autocontrole? Um estudo realizado pela American Psychological Association em 2007 (no mesmo ano que os dados do MCA foram coletados) mostrou que cerca de metade dos americanos relataram um aumento no estresse nos últimos cinco anos e mais de dois terços dos americanos descreveram sintomas físicos e/ou psicológicos de estresse.

Se a medicina alternativa ainda parece como uma aposta, tenha em mente que os gastos com esses tratamentos são ligeiramente menores do que os US$ 34 bilhões de perdidos em cassinos americanos não pertencentes a tribos (indígenas) no ano passado.

Nem tão vivo assim

Pesquisadores criam nova raça de peixes robóticos

Há muito tempo os engenheiros têm buscado na natureza pistas que os ajudem a construir robôs que se movam com algo parecido com a graça dos seres vivos. Apesar do uso de metal rígido e partes plásticas geralmente resultar em movimentos duros e mecânicos, uma equipe do Massachusetts Institute of Technology (MIT) está fazendo experiências com o uso de um único pedaço flexível de polímero de silicone e uretano para criar peixes robóticos que deslizem suavemente pela água como os de verdade.

Os peixes se movem por meio da contração dos músculos de cada lado do corpo, gerando uma onda que viaja da cabeça até a cauda. Para imitá-los, os pesquisadores do MIT criaram dois tipos diferentes de peixes-robô.

O primeiro tipo de autômato aquático, que mede cerca de 12,7 cm, imita a técnica carangiforme de nado usada pela tilápia e pela truta. A maior parte do movimento ocorre na parte posterior do corpo, explica Pablo Valdivia y Alvarado, pesquisador afiliado que trabalha no Laboratório de Pesquisa Mecatrônica do MIT e que se juntou a Kamal Youcef-Toumi, professor de engenharia mecânica e diretor do laboratório. Peixes que usam esse tipo de movimento são geralmente nadadores rápidos.

O segundo tipo mede 20 cm de comprimento e foi projetado para se mover como o atum e o tubarão, que nadam mais rápido e por distâncias maiores. O movimento desses peixes, assim como o dos golfinhos, se concentra no rabo e na região em que ele se liga ao corpo.

Os protótipos do MIT se deslocam na água a uma taxa próxima a um corpo por segundo – rápido para um peixe-robô, mas sem comparação com os verdadeiros, que podem chegar à velocidade de 10 vezes seu comprimento por segundo, de acordo com os pesquisadores.

O projeto é uma extensão da tese de doutorado de Valdivia y Alvarado no MIT, que procura criar “uma metodologia para construir robôs móveis pela exploração da vibração natural de corpos obedientes”. Quando as pessoas constroem robôs, sejam humanóides, quadrúpedes ou pisciformes, tendem a criar mecanismos complexos, e essa complexidade geralmente se volta contra elas, criando múltiplos pontos de falhas potenciais, diz o doutorando. Como o robô que ele e Youcef-Toumi criaram é feito de um único pedaço de polímero, é mais fácil fazê-lo à prova d’água que as gerações anteriores de peixes robóticos.

Valdivia y Alvarado e Youcef-Toumi se beneficiaram da riqueza de dados produzida por pesquisas anteriores. Em 1994, engenheiros oceânicos do MIT demonstraram o Robo-tuna (atum-robô), um peixe robótico de 1,2 metros de comprimento com 2.843 partes controladas por seis motores. Os modelos de Valdivia y Alvarado usam apenas um motor e são feitos de menos de 10 partes, incluindo o corpo e a fiação. Outros experimentos com peixes-robôs foram conduzidos pela University of Essex na Inglaterra, pelo California Institute of Technology e muitas outras instituições.

Se o atum-robô e vários dos que o seguiram foram feitos para ajudar os pesquisadores a estudar a dinâmica dos fluidos e o nado dos peixes, Valdivia y Alvarado espera que sua nova geração de peixes-robô leve a aparatos autônomos que possam desempenhar diversas funções como inspecionar embarcações submersas e dutos de óleo e gás, patrulhar cursos d’água e detectar poluentes ambientais. Seus protótipos iniciais são ligados a uma fonte externa de energia, mas os próximos incluirão modelos movidos a bateria.

E peixes básicos são apenas o primeiro passo. Até dezembro, Valdivia y Alvarado e Youcef-Toumi planejam construir protótipos de arraia e salamandra, que precisarão de movimentos mais complexos que o peixe-robô original.

Pergunta da Vez


Mudanças climáticas levarão a uma menor formação de nuvens?

Não é tão fácil encontrar vestígios passados de nuvens quanto de dióxido de carbono. Mas, assim como o CO2, as nuvens desempenham um papel importante na mudança climática: podem tanto reter calor na atmosfera, aumentado o efeito estufa, quanto refletir a luz solar de volta para o espaço, resfriando o planeta.

Então, as nuvens contribuirão para a mudança climática ou ajudarão a atenuá-la? “Neste momento, não entendemos qual é essa relação,” explica Anthony Del Genio, cientista atmosférico da Nasa, que trabalha no Instituto Goddard de Estudos Espaciais, na cidade de Nova York.

Mas um novo estudo, publicado na revista Science, dá mais um passo adiante para a compreensão dessa complicada dinâmica, que será vital para se entender detalhadamente como nosso planeta será daqui décadas e séculos.

Quando se trata de prever as mudanças climáticas, nem todas as nuvens são formadas igualmente, ressalta a principal autora da pesquisa, Amy Clement, da Escola Rosentiel de Ciência Marinha e Atmosférica, da University of Miami. Segundo a cientista, as nuvens mais altas, como as cumulonimbus, produzem um efeito estufa (gerando umidade e re-emitindo radiação para a superfície), ao passo que as mais baixas agem de forma semelhante a um guarda-chuva, protegendo a Terra dos quentes raios solares.

Clement e sua equipe examinaram as nuvens estratiformes de baixa altitude sobre o nordeste do Oceano Pacífico. Pela comparação de conjuntos independentes de dados observacionais, acumulados durante os últimos 50 anos por navegantes e satélites, eles esperam entender como os relatos de cobertura de nuvens se relacionam com a temperatura e circulação do vento – e vice-versa. Para a surpresa desses pesquisadores, as observações marinhas e espaciais eram incrivelmente semelhantes, o que contribuiu para o crédito dessas fontes de dados, tachadas por muitos como não confiáveis.

A equipe sistematizou um modelo de clima (no Centro Hadley de Mudanças Climáticas, localizado no Reino Unido) que complementou muito bem seus dados. Esse modelo mostrou que o aquecimento das temperaturas da superfície e a diminuição da circulação de ar – tendências que devem ser mantidas num clima em mudanças – levam a uma menor quantidade de nuvens de baixas altitudes. E isto quer dizer temperaturas ainda mais altas na superfície terrestre.

Mas há ainda muito mais trabalho ainda a ser feito. “Acho que é um fragmento muito impressionante de análise observacional”, afirma Del Genio, que não integrou o estudo. “É a primeira vez que se demonstram essas mudanças através das décadas.” No entanto, complementa, o único modo de sustentar essas conclusões experimentais é a identificação de mais modelos.

É difícil estabelecer um modelo para as nuvens de baixa altitude, admite Clement. “São formadas em uma escala microfísica.” Segundo a pesquisadora, o modelo do Hadley provavelmente foi o mais bem-sucedido, pois continha o maior número de informações sobre os complexos processos ocorridos na atmosfera inferior, onde há contato com a superfície terrestre (uma região, explica Clement, para a qual é muito mais difícil de se construir um modelo do que para a circulação em larga escala presente na atmosfera superior).

E, como sempre, há a questão de como relacionar os eventos climáticos cotidianos às tendências climáticas a longo prazo. Como Clement ressaltou, “ao observar hora a hora os processos que acontecem nas nuvens, obtém-se um quadro muito complexo”. Porém, “os dados, ao serem analisados em uma escala de tempo de décadas, parecem resultar neste quadro muito simples: quando a superfície oceânica está quente e a circulação, pouca, a cobertura de nuvens é reduzida”.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

O Telômero e a Juventude


Pílula antienvelhecimento é produzida com erva chinesa

Na Terra do Nunca, Peter Pan ficou jovem para sempre. Na vida real, pesquisadores estudam os telômeros, ou regiões de DNA repetitivo nas extremidades dos nossos cromossomos, para tentar chegar a algo como uma versão real dessa história.

Os telômeros consistem de até 3.300 repetições da sequência TTAGGG do DNA. Elas protegem as extremidades dos cromossomos de serem confundidos com pedaços partidos de DNA que de outra forma seriam consertadas pelo mecanismo de reparo celular. Entretanto, cada vez que nossas células se dividem, os telômeros se encurtam. Quando ficam curtos demais, nossas células não conseguem mais se dividir e o organismo para de produzi-las. Com o tempo, esse processo leva ao envelhecimento e à morte.

A T.A. Sciences, com sede em Nova York, alega ser a única companhia no mundo a produzir um suplemento, em forma de pílulas, testado em laboratório e que demonstrou impedir o encurtamento dos telômeros, dessa forma suspendendo o processo de envelhecimento. O produto, TA-65, é feito com extratos da erva chinesa astrágalo, usada com propósitos medicinais por mais de mil anos, segundo Noel Patton, diretor-executivo da companhia.

O TA-65 é produzido na planta em níveis muito baixos, mas a empresa purifica e concentra a substância, que se imagina “ligue” a enzima telomerase (hTERT), que age mantendo ou alongando os telômeros. A hTERT normalmente está “desligada” nas células adultas, exceto nas células imunes, óvulos, espermatozoides e em células formadoras de câncer maligno.

As pílulas de TA-65 não necessitam de aprovação da Agência de Controle de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos porque está classificada como suplemento e não medicamento. Nesse caso, portanto, a T.A. Sciences não pode fazer nenhuma afirmação acerca da eficácia da droga na cura de doenças. Entretanto, Patton e Calvin Harley, diretor de ciências da Geron – empresa que descobriu o TA-65 – observa que pesquisadores encontraram uma correlação entre o comprimento dos telômeros e a suscetibilidade a certas doenças relacionadas com o envelhecimento.

A T.A. Sciences realizou a partir de 2002 testes com o TA-65 durante cinco anos. Os resultados do experimento antienvelhecimento podem ser encontrados no website da empresa. Patton afirma que vem tomando o suplemento há dois anos e que todos acima dos 40 na T.A. Sciences tomam o produto.

William Andrews trabalhou com biologia dos telômeros nos últimos 15 anos e é o diretor executivo da Sierra Sciences Ltda., empresa rival que busca substâncias que ativem a telomerase, mas também tem sido cliente da T.A. Sciences nos últimos dois anos e meio. Ele acredita que “tomar um indutor de telomerase é mais seguro que dirigir para o trabalho”, mas reconhece que existem alguns riscos desconhecidos na ingestão do produto. Por exemplo, a telomerase é a mesma enzima que faz com que células cancerosas parem de envelhecer ou se tornem imortais, portanto existe uma chance de que o TA-65 mantenha vivas células cancerosas que de outra forma morreriam, observa Andrews.

No entanto, segundo ele, a ativação da telomerase deve, primeiramente, manter os telômeros mais longos e na verdade, reduzir as chances das células se tornarem cancerosas. Ele também afirma que a enzima deve manter vivas por mais tempo as células do sistema imunológico, que lutam contra a maior parte das células cancerosas.

Outro problema com a ciência dos telômeros é que não existe um organismo modelo adequado para testes. Animais não envelhecem através do encurtamento dos telômeros, como ocorre com os humanos, observa Harley, acrescentando que “nem mesmo ratos ou macacos têm o mesmo sistema de envelhecimento por telômero. A melhor cobaia para os testes será o ser humano, no fim das contas”.

Para pacientes como Andrews, os benefícios em potencial do suplemento parecem suplantar os riscos. “Pessoas como eu, que decidem tomar o TA-65 e desejam tomar indutores de telomerase mais fortes no futuro, devem agir de acordo com a intuição”, observa.

Para os menos audaciosos, outros pesquisadores identificaram estilos de vida que ajudam a obter uma atividade da telomerase mais eficaz, sem o gasto de US$ 14 mil por ano de um tratamento com o TA-65.

Rapidinha: Lontras Resgatadas


Filhotes de lontras são resgatados na Grã-Bretanha

Uma entidade britânica de proteção de animais resgatou um número recorde de filhotes de lontras este ano. Nos últimos meses, seis filhotes foram resgatados.
Os ativistas acreditam que os níveis dos rios estão acima do normal devido às chuvas, o que fez com que muitos animais se perdessem das suas mães.
Os filhotes de lontra que ainda não sabem nadar estão sendo tratados por funcionários da entidade Secret World, no sul da Inglaterra. Eles serão cuidados e depois liberados na natureza selvagem.

domingo, 6 de dezembro de 2009

Efeito Estufa

Saiba o que é e como ocorre o efeito estufa

O efeito estufa é um fenômeno natural que faz com que a Terra seja habitável, já que, se nosso planeta não estivesse protegido por um "envoltório" de gases causadores deste efeito, sua temperatura média seria de -18°C.
Esses gases são comparáveis aos painéis de vidro de uma estufa, à medida que isolam a Terra e impedem que escape dela o calor produzido pelos raios infravermelhos. O problema é que a atividade humana provocou um aumento da concentração na atmosfera desses gases desde a Revolução Industrial, o que intensifica o efeito estufa e, portanto, produz um aumento das temperaturas da Terra.
Desde o fim do século XIX e início da era industrial, as emissões de gases causadores de efeito estufa aumentaram 35% e a temperatura média, um grau. Os principais gases com efeito estufa são o gás carbônico ou dióxido de carbono (CO2, 60% das emissões), o metano (CH4), o protóxido de nitrogênio (N20), os hidrofluorocarbonos (HFC), o perfluorocarbono (PFC) e o hexafluoreto de enxofre (SF6).
Segundo os cientistas, a concentração de CO2 na atmosfera alcançou níveis nunca vistos em 420 mil anos e esta situação vai perdurar por 200 anos.

Tubarão com Visão Humana

Tubarões-martelo têm visão "humana", dizem pesquisadores

A cabeça em forma de T que distingue os tubarões-martelo lhes propicia uma visão semelhante à humana, de acordo com um novo estudo. "Sempre houve ideias sobre os motivos para que os tubarões-martelo tenham aquela cabeça esquisita, mas ninguém havia avaliado essas hipóteses de forma sistemática, até recentemente", disse Stephen Kajiura, biólogo sensório da Universidade Florida Atlantic, um dos participantes do estudo.

Com base na atividade elétrica dos olhos dos tubarões, os cientistas acreditam que a forma da cabeça lhes propicie excelente visão estéreo e percepção de profundidade, como a dos seres humanos. Esses traços podem ajudar animais marinhos a caçar presas velozes.
Kajiura e sua equipe testaram os campos visuais de pelo menos seis tubarões, pertencentes a três espécies distintas de tubarão-martelo - uma da Flórida, uma australiana e uma do Havaí. Nove espécies de tubarões - martelo são conhecidas no mundo.
Todos os animais usados no estudo foram capturados em suas águas nativas e conduzidos a laboratórios de universidades locais para estudos, antes de serem devolvidos ao mar.
Os cientistas usaram luzes fortes e fracas em movimento horizontal e vertical em torno dos dois olhos de cada tubarão, e registraram a atividade elétrica gerada, por meio de eletrodos implantados logo abaixo das córneas dos tubarões.
A equipe constatou que a sobreposição entre aquilo que os tubarões-martelo podiam ver com o olho esquerdo e o direito era três vezes maior que registrada em tubarões com outras conformações oculares.
Em animais com olhos voltados para frente, é essa sobreposição de campo visual que cria a visão estéreo e a percepção de profundidade. No entanto, os tubarões-martelo pagam um preço por seu campo de visão mais amplo, diz Michelle McComb, diretora do estudo, também da Florida Atlantic.
Porque seus olhos ficam tão distantes um do outro, eles têm pontos cegos maiores diante da cabeça do que é o caso em outros tubarões. "Há relatos de mergulhadores que dizem ter visto pequenos peixes nadando bem diante da cabeça de um tubarão-martelo", diz McComb. "É como se eles estivessem provocando, dizendo que o tubarão não conseguia vê-los ali".

Fonte: Terra Ciência

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Sinais do Aquecimento

Dez sinais de alerta do aquecimento global

Os sinais de alerta do aquecimento climático estão se multiplicando. Segue uma lista de dez fenômenos já observáveis e que devem se agravar nos próximos anos:

Derretimento ártico
O derrtimento das geleiras do Ártico, que cobrem 15 milhões de km2, começou. Isso ameaça a sobrevivência das espécies, como os ursos polares. Menos os raios solares são refletidos pelo gelo e mais o seu calor é absorvido pela água, o que acelera o derretimento. Pela primeira vez em 2008, a passagem do Noroeste - ao longo da América - e a passagem do Nordeste - ao longo da Rússia- ficaram sem gelo durante algumas semanas durante o verão.

Derretimento polar
O derretimento das calotas polares, principalmente na Groenlândia e no continente antártico, contribui para o aumento do nível dos oceanos. A diminuição da calota antártica, antes limitada à parte ocidental deste continente, atinge agora as regiões costeiras de sua parte leste. O derretimento completo das geleiras da Groenlândia elevaria o nível dos mares em 7 m, a da calota antártica a mais de 70 m.

Derretimento nas alturas
O derretimento das geleiras de altitude, principalmente as do Himalaia, ameaça o abastecimento de água em inúmeras regiões (norte da Índia, China). As geleiras dos Andes tropicais perderam entre 30% e 100% de sua superfície em 30 anos, a dos Pirineus podem todos desaparecer até 2050. 85% da calota polar que recobriam o Kilimandjaro em 1912 já haviam desaparecido em 2007.

Elevação dos mares
A elevação do nível dos mares é mais rápida que o previsto porque o derretimento das calotas polares não foi levado em conta no último relatório do IPCC. Os especialistas da ONU haviam então calculado que a alta atingiria de 18 a 59 cm até o fim do século. A elevação pode ultrapassar 1 m, afirmam ainda os especialistas em clima. Estados insulares, como as Maldivas, serão engolidos. Regiões costeiras muito densamente povoadas (Bangladesh, Vietnã, Holanda) e inúmeras megalópoles estão ameaçadas.

Recifes de corais
Os recifes de corais, que abrigam um terço das espécies marinhas do planeta, além de meio bilhão de pessoas, e protegem as costas dos maremotos, estão ameaçados pela acidificação dos oceanos: uma leve queda do PH da água provoca também uma menor fixação do cálcio pelas conchas, que estão fragilizados.

Fenômenos meteorológicos
Os fenômenos meteorológicos extremos são mais numerosos que antes. Haverá, sem dúvida, nos próximos anos e décadas mais ondas de calor extremo, inundações e secas nas zonas áridas.

Desmatamento de florestas tropicais
O desmatamento de florestas tropicais, em primeiro lugar da Amazônia, pode tirar sua capacidade de estocar carbono. Atualmente, a Amazônia recicla a cada ano 66 bilhões de t de CO2, ou seja, quase três vezes o que liberam os combustíveis fósseis do mundo.

Desertificação
A desertificação se intensifica, principalmente no Sahel ou no norte da China. O lago Tchad perdeu 90% de sua superfície em 40 anos, passando de 25 mil km2 a 2,5 mil km2. A seca de zonas úmidas já provocou um aumento de 20% do CO2 que libera na atmosfera, segundo a ONG Wetlands International. Os principais países emissores são Indonésia, Rússia e China. A emissão do metano contida nos solos antes gelados em permanência do Grande Norte e nos fundos marinhos (hidratos de metano) começou. O metano é um gás de efeito estufa 25 vezes mais forte que o CO2.

Xô Carbono do Solo!

Plantação de árvores nem sempre estimula a liberação do carbono contido no solo

Como florestas acumulam carbono em seus troncos, plantar vastas áreas de árvores em terras estéreis pode fornecer meios para os países reduzirem suas emissões de carbono. Mas uma ampla e recente análise adverte que plantações de pinheiro podem rapidamente depletar o solo de seus nutrientes – e de carbono – reduzindo assim os benefícios.


“É um ato de equilíbrio difícil”, avalia o ecólogo Sean Berthrong, da Duke University. “As plantações são ferramentas utilizáveis, porém imperfeitas, para o seqüestro de carbono.”Desde 2005, 140 milhões de hectares de terra foram convertidos em florestas ao redor do globo, e uma média de 2 milhões de novos hectares de florestas são adicionados a cada ano.


Essas áreas aflorestadas respondem por apenas 4% das florestas da Terra, mas já fornecem 35% da dos produtos de madeira mundiais, de acordo com a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação.


A equipe de Berthrong analisou os dados de 153 plantações de árvores – a maioria de eucalipto e pinheiro – para entender como influenciavam os nutrientes e o carbono do solo. Em média, as novas florestas reduziram o carbono do solo em 6,7% e o nitrogênio em 15%. As plantações de pinheiro, as mais comuns, são também as piores, causando uma redução de 15% no carbono do solo e de 20% no nitrogênio.


Essas plantações também causam outros problemas ao solo, por como torná-lo mais ácido.Para minimizar a perda de carbono e de nutrientes, Berthrong recomenda que os florestadores deixem os resíduos de madeira no local após a colheita, e também que reduzam a aragem, o que aumenta a erosão e decomposição da matéria orgânica que está enterrada. Ele também afirma que qualquer programa que dê créditos de carbono aos projetos de aflorestamento, deve levar em conta o carbono do solo.

Terapia Efetiva

Terapia genética se mostra efetiva

A terapia genética tem sido alvo de entusiasmo e difamação em suas quase duas décadas de testes em humanos, ajudando alguns e agravando casos de outros. Um novo experimento clínico de 12 meses tem mostrado que, ao menos no tratamento de uma doença ocular, ela parece segura e – talvez ainda mais impressionante – efetiva.

A pesquisa, parte da fase I dos ensaios clínicos para avaliar a segurança do tratamento, foi publicada em uma carta ao editor do The New England Journal of Medicine (dezenas de pesquisadores foram co-autores da publicação, dois dos quais têm direito de propriedade em uma empresa que poderia lucrar com uma versão comercial desse tratamento).
Os pesquisadores declararam que três adultos jovens com deficiência visual severa causada por doenças hereditárias mantiveram suas vistas aprimoradas um ano após a administração da terapia genética – e não sofreram nenhum efeito colateral de saúde durante o período. A terapia genética, que frequentemente emprega vírus para levar o gene saudável até células-alvo do corpo, é conhecida por provocar respostas imunes severas e foi responsável pela morte de um jovem de 18 anos em 1999, que recebia terapia genética para uma disfunção metabólica hereditária. Os voluntários do teste sofrem de neuropatia óptica hereditária de Leber (LHON), uma forma de degeneração da retina que ocorre em recém-nascidos e crianças jovens, e é relativamente rara.
A maior parte das pessoas que perde a visão por degeneração hereditária da retina ou não tem fotorreceptores para interpretar a luz ou tem fotorreceptores que não funcionam. “Essa doença tem um pouco desses dois aspectos”, explica o principal autor do estudo, Artur Cideciyan, pesquisador associado e professor do Scheie Eye Institute, na University of Pennsylvania. “É uma doença complexa”.
Todos os voluntários, com idade entre 22 e 25 anos, tiveram uma mutação no gene RPE65, característico da LHON. Os médicos administraram o RPE65 normal, transportado por meio de um vetor rAAV2, até o local em uma das retinas que ainda tinha a maior parte dos fotorreceptores. Cideciyan afirma que “dentro de semanas após a operação houve uma melhora substancial e bastante significativa na sensibilidade para enxergar luzes fracas”.
Os voluntários do estudo não eram apresentavam deficiência visual plena antes da terapia. De fato, Cideciyan destaca, “alguns deles podem ler”, mas com isso ele quer dizer que eles podem ver um “E” na parte superior de um quadro de teste de acuidade visual. “Isso não representa a incapacidade visual que eles apresentam, porque eles também têm uma grande perda de sensibilidade da luz... Então podem ser capazes de ler em quadros com alto contraste, mas são mais incapazes em ambientes com menos luz”.
O que mais tem surpreendido os pesquisadores não é que os avanços se mantiveram por um ano – isso já havia sido documentado em estudos com animais. A surpresa maior é que, em ao menos um dos pacientes, a terapia ajudou a educar o olho a enxergar melhor. “Isso pode ultrapassar completamente a disfunção e, portanto, dar tanta visão quanto sejam os receptores retidos”. Uma paciente relatou que recentemente podia ver, após quase um ano de tratamento, o relógio digital do carro da família. Cideciyan atribui isso não à contínua melhora dos fotorreceptores, mas à reeducação do sistema visual de modo a aproveitar as áreas tratadas da retina.
Apesar de no passado ter sido questionada, a terapia genética parece uma opção promissora para muitos pacientes com essa doença. Havia mais voluntários do que poderiam ser encaixados nesse teste, notou Cideciyan. O tratamento, no entanto, ainda não está fora de perigo. A equipe de pesquisas continuará o estudo por três anos inteiros, conforme requisitado pelo U.S. Food and Drug Administration (FDA) para a fase I de ensaio clínico. Além disso, os participantes serão monitorados durante 15 anos para que impactos em suas saúdes sejam detectados, conforme requisitado pelo FDA para qualquer experimento de terapia genética. Após o final do primeiro experimento, outros dois ocorrerão – para testar a eficácia do tratamento – antes que ele possa ser aprovado para uso. Cideciyan admite que os resultados animadores são apenas para uma doença rara, mas ele espera que, com pesquisas continuadas, eles tenham “um grande potencial para muitas outras doenças comuns”.

sábado, 28 de novembro de 2009

Prótese com Sensibilidade

Usuário de prótese ganha sensibilidade em dedo artificial


Uma nova prótese para o braço com controle mental, criada na Áustria e testada durante dois anos por um jovem de 22 anos, foi melhorada com uma tecnologia que devolve ao usuário parte da sensibilidade perdida nos dedos. O protótipo da "Mão Sensível", o braço com controle mental criado pela companhia Otto Bock HealthCare Products em colaboração com o Hospital Geral de Viena e a Universidade de Medicina da mesma cidade, foi apresentado nesta sexta pela primeira vez.
Hubert Egger, da Otto Bock HealthCare Products, destacou em entrevista coletiva que a prótese por controle remoto usada há dois anos por Christian Kandlbauer e que inclusive o permite dirigir um carro adaptado, recebeu a instalação de um sistema que devolve ao jovem a sensibilidade de um dedo.
Microssensores no dedo médio da mão artificial assumem a tarefa normalmente cumprida pelos receptores naturais da pele. No lugar das fibras dos nervos, cabos elétricos transmitem digitalmente a informação sobre temperatura, vibração e pressão até o peito, onde Kandlbauer armazena esses estímulos após uma operação cirúrgica.
Por outro lado, para que o cérebro compreenda as mensagens elétricas que recebe, estas são transformadas previamente por um microchip nos estímulos correspondentes.
É desta forma que o paciente volta a experimentar, com seu dedo artificial, as mesmas sensações que tinha com seu dedo natural. "Sinto uma agradável pressão de mão", disse Kandlbauer, que perdeu os dois braços em um acidente elétrico em 2005, ao receber um aperto de mãos.
O jovem também demonstrou como conseguiu reconhecer o tato com seu dedo artificial, ao descrever uma folha de papel como "um objeto liso", e um cubo de gelo como frio. "Quando não se sente nada durante quatro anos e de repente volta a sentir, é uma surpresa", disse Kandlbauer.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

O Polêmico Darwin

Darwin segue polêmico 150 anos após "Origem das espécies"

Mesmo hoje, 150 anos após sua publicação, "A Origem das Espécies", de Charles Darwin, continua a alimentar choques entre cientistas convencidos da veracidade de suas teses e críticos que rejeitam a visão da vida sem um criador.

O atual "Ano de Darwin" ¿ assim chamado porque 12 de fevereiro de 2009 foi o bicentenário do nascimento do naturalista britânico e 24 de novembro, o 150o aniversário de seu livro ¿ foi marcado por uma enxurrada de livros, artigos e conferências debatendo a teoria da evolução, de sua autoria.

Enquanto muitos cobrem terreno que já foi amplamente tratado antes, outros enveredaram por caminhos novos. Mas não há consenso à vista, provavelmente porque a evolução darwiniana é ao mesmo tempo uma teoria científica poderosa que descreve como as formas de vida se desenvolvem através da seleção natural e uma base de filosofias e visões sociais que frequentemente incluem o ateísmo.

"As pessoas estão aceitando e rejeitando a evolução não tanto com base científica, mas como filosofia", disse à Reuters Nick Spencer, diretor do instituto público de estudos sobre teologia Theos, sediado em Londres.

"Hoje os darwinianos mais eloquentes frequentemente associam a evolução ao ateísmo. . à amoralidade e à ideia de que não existe desígnio ou finalidade no universo."

Spencer disse que muitas pessoas aderiram a posições anti-evolucionistas nos EUA e Grã-Bretanha nas últimas décadas "não tanto por rejeitarem a evolução como ciência, embora em muitos casos seja assim que a posição seja apresentada, mas porque a rejeitam como filosofia de vida."

"É perfeitamente possível ser evolucionista e não seguir essa filosofia em relação à vida ¿ ser evolucionista e ainda assim acreditar em Deus, no desígnio e na finalidade da vida", disse.

DÚVIDAS MUÇULMANAS A RESPEITO DE DARWIN

O criacionismo, a ideia de que Deus criou o mundo conforme é descrito na Bíblia, e a visão do "desígnio inteligente", que postula a existência de um criador a quem não é atribuído nome, costumam ser vinculados a grupos protestantes conservadores nos Estados Unidos.

Uma conferência realizada na semana passada em Alexandria, no Egito, tratou da ampla presença de visões anti-evolucionistas também no mundo muçulmano, onde fiéis citam o relato da criação apresentado no Alcorão ¿ que é semelhante ao da Bíblia ¿ para rejeitar o darwinismo como sendo ateu.

O astrofísico argelino Nidhal Guessoum, da Universidade Americana de Sharjah, nos Emirados Árabes Unidos, disse que, segundo pesquisa recente, 62 por cento dos alunos e professores em seu campus disseram que a evolução "não passa de uma teoria não comprovada."

Apenas 10 por cento dos professores universitários não muçulmanos concordaram com essa visão. Guessoum também citou uma pesquisa segundo a qual 80 por cento dos estudantes paquistaneses põem em dúvida a teoria da evolução e muitos professores têm uma visão equivocada da teoria científica.

"Será preciso um esforço longo e sustentado, além de uma abordagem de compaixão" para convencer esses muçulmanos que a evolução não precisa necessariamente desmentir a fé", disse. "''Mais biologia'' não melhora a situação, e ''mais ciência'' não funciona."

Potável?

Cocaína, especiarias e hormônios são achados na água potável

Que tal essa surpresa? Uma equipe de pesquisadores da Universidade Estadual de Washington encontrou traços de especiarias culinárias e condimentos nas águas do estreito de Puget. Richard Keil, professor associado da Universidade de Washington, comanda o programa Sound Citizen, que investiga até que ponto a vida em terra afeta as águas. Keil e sua equipe rastrearam "pulsos" de ingredientes alimentícios que entram nas águas durante os feriados.

Por exemplo, tomilho e sálvia costumam registrar picos durante o Dia de Ação de Graças, a canela durante o inverno, chocolate e baunilha nos finais de semana (provavelmente traços de alimentos consumidos em festas), e ingredientes usados para waffles disparam no feriado de 4 de julho.

O estudo do estreito de Puget é um dos diversos esforços em curso para investigar os ingredientes inesperados que encontram lugar no suprimento mundial de água.

Em todo o mundo, os cientistas vêm encontrando traços de substâncias - de açúcar e especiarias a heroína, passando por combustível para foguetes e anticoncepcionais - que podem ter consequências imprevistas para a vida humana e a fauna.

Mares de baunilha?
Quando as especiarias e condimentos são levados de um lar norte-americano pelo esgoto, vão para um centro de tratamento, e a maior parte de seu volume é removido lá. Na área em torno do estreito de Puget, os pesquisadores da Universidade de Washington descobriram que os resíduos de especiais que não são removidos terminam por se despejar nas vias aquáticas que emanam do estreito e penetram a terra.

De todos os sabores identificados nessas vias, a baunilha artificial predomina, diz Keil. Por exemplo, a equipe encontrou em média seis miligramas de baunilha artificial por litro de água analisado. Os esgotos da região contêm mais de 14 miligramas de baunilha por litro. Isso equivaleria a despejar em uma piscina olímpica cerca de 10 vidrinhos de 120 ml de baunilha artificial.

Por enquanto, não existem indícios de que um estreito mais doce e mais temperado seja um problema. "Os salmões, que são capazes de farejar o aroma desses produtos, talvez estejam aproveitando seu ambiente temperado com baunilha", disse Keil.

No geral, disse ele, o projeto de identificação de especiarias se provou uma boa maneira de educar as pessoas, especialmente as crianças, quanto ao fato de que "tudo que fazem se conectar às águas da região".

Drogas ilegais
A conexão entre banheiro e cozinha e a costa também pode abrir caminho a algumas substâncias menos agradáveis, tais como drogas ilícitas, descobriram os especialistas. Depois que uma pessoa usa drogas como cocaína, heroína, maconha e ecstasy, os subprodutos ativos das substâncias são liberados nas águas do esgoto por meio da urina e fezes dos usuários.

Esses subprodutos, ou metabolitos, muitas vezes não são removidos completamente durante o tratamento de esgoto, ao menos na Europa, diz Sara Castiglioni, do Instituto Mario Negri de Pesquisa Farmacológica, em Milão, Itália.

Isso significa que as águas contaminadas por drogas podem penetrar o lençol freático e as águas de superfície, que servem coletivamente como importantes fontes de água potável para a maioria das pessoas.

Em um novo estudo sobre pesquisas anteriores, Castiglioni e seu colega Ettore Zuccato constataram que as drogas ilícitas têm presença "generalizada" nas águas de superfície de algumas das áreas povoadas europeias.

Por exemplo, em um estudo de 2008, cientistas descobriram um subproduto de cocaína em 22 das 24 amostras de água potável testadas em uma usina espanhola de tratamento, a despeito do rigoroso processo de filtragem. Embora ínfimos, esses resíduos podem ser tóxicos para os animais de água fresca, de acordo com o estudo, que será publicado pela revista Philosophical Transactions of the Royal Society A.

Por isso, "não pode ser excluída a possibilidade de risco para a saúde humana e ambiental", alerta o estudo.

Produtos farmacêuticos
Os cientistas também estão descobrindo mais sobre a presença de produtos como compostos farmacêuticos legais e itens de tratamento pessoal, de antibióticos e morfina a filtro solar, em volume cada vez maior nas nossas águas.

Pesquisas anteriores revelaram, por exemplo, que até 20 quilos de produtos farmacêuticos fluem pelas águas do rio Po, na Itália, a cada dia.

Como no caso das drogas ilícitas, traços desses produtos muitas vezes escapam à filtragem nas usinas de tratamento de esgotos. Os produtos também são encontrados em muitas vias aquáticas dos Estados Unidos, e estudos indicam que certas drogas podem prejudicar o meio ambiente -embora não haja indícios até o momento de que prejudiquem pessoas, de acordo com a Agência de Proteção Ambiental (EPA) norte-americana.

Contaminantes
As atuais normas da EPA dispõem que mais de 90 contaminantes sejam filtrados e eliminados dos sistemas de água potável, diz Cynthia Dougherty, diretora do serviço de água da agência.

Vírus e outros microrganismos são filtrados, e o mesmo se aplica a substâncias inorgânicas como chumbo, cianeto, cobre e mercúrio. Os poluentes gerados pelo uso de fertilizantes, como nitrato e nitrito, são removidos, igualmente.

Além disso, a agência estuda regularmente os novos produtos químicos que podem requerer regulamentação. No momento, há interesse quanto ao perclorato, um produto químico tanto natural quanto artificial usado em fogos de artifício e combustível de foguetes, disse Dougherty.

Annti-Câncer

Cientistas criam implante que elimina tumores em ratos

Cientistas americanos criaram um implante que age como uma vacina e elimina tumores cancerígenos em ratos, revelou um estudo divulgado nesta quarta pela revista Science Translational Medicine. A técnica pode ter vantagens sobre a quimioterapia e a cirurgia e poderia ser aplicada em combinação com outros tratamentos, de acordo com o relatório.

Segundo os cientistas da Universidade de Harvard e do Dana-Farber Cancer Institute, o procedimento que ativa o sistema imunológico também poderia ser usado em outros mamíferos.

O procedimento consiste em implantar sob a pele pequenos discos plásticos impregnados com antígenos específicos que reprogramam o sistema imunológico para atacar os tumores.

Este trabalho mostra o poder de aplicar de forma combinada procedimentos da engenharia genética à imunologia, diz David Mooney, professor de bioengenharia da escola de engenharia e ciências aplicadas da Universidade de Harvard.

"Ao combinar a engenharia com a imunologia, com a colaboração de Glenn Dranoff, do Dana-Farber Cancer Institute, conseguimos um grande avanço no desenvolvimento de vacinas efetivas contra o câncer", acrescentou.

O procedimento dirige o sistema imunológico para lutar contra os tumores e parece ser mais efetivo e complexo do que outras vacinas atualmente em testes clínicos, segundo o relatório. Essas imunizações convencionais extirpam as células imunológicas, as reprogramam para que ataquem os tecidos malignos e as devolvem ao sistema.

No entanto, segundo os cientistas, mais de 90% dessas células morrem muito antes de terem algum efeito. Os implantes de 8,5 mm de diâmetro são permeáveis às células imunológicas e liberam citocinas, que reúnem os mensageiros do sistema imunológico, chamados células dendríticas.

Essas células entram pelos poros do implante, onde ficam expostas aos antígenos específicos do tumor. As dendríticas dirigem as células T, um tipo de linfócitos, do sistema para localizar e matar os tumores, segundo o relatório.

"Inseridos em qualquer ponto da pele, como os anticoncepcionais que podem ser implantados no braço de uma mulher, os implantes ativam uma resposta imunológica que mata as células tumorais", afirmou Mooney.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Código de Barras por DNA

Nova ferramenta rastreia o comércio ilegal de animais silvestres

O comércio ilegal de carne e produtos manufaturados de animais silvestres tem crescido terrivelmente nos últimos anos, graças à grande demanda, aos lucros desmedidos, à falta de fiscalização e à pena mínima aplicada a criminosos presos traficando esse tipo material.

Um dos maiores desafios no combate ao tráfico de carne de animais silvestres é identificar a origem da carne e dos demais produtos. Uma vez que o animal é retalhado, sua carne e couro perdem a individualidade e se parecem com carne e couro de outros animais. Fica difícil saber se a carne é de uma espécie protegida por lei nacional ou internacional.

Uma técnica chamada código de barras de DNA pode ser a resposta. De acordo com artigo publicado na edição on-line da Conservation Genetics, esses códigos podem ser usados para distinguir rápida e inequivocamente a origem da carne ou do couro de várias espécies raras e ameaçadas.

Em vez de analisar o perfil genético completo da matéria orgânica, os autores usaram o código de barras de DNA para observar uma região curta do gene mitocondrial da subunidade 1 citocromo C (COX1). O DNA seria então identificado em um laboratório, a um custo baixo, já que apenas o gene COX1 precisa ser processado.

Os pesquisadores, na realidade, não examinaram nenhuma espécie ameaçada, mas sequenciaram a região do código de barras de 25 mamíferos e répteis facilmente comercializáveis, a maioria embargada pela Convenção para Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas da Fauna e Flora Silvestres (CITES, na sigla em inglês).

“Em nosso estudo, as espécies estão dentre as mais procuradas comercialmente na América do Sul e na África”, declarou o autor principal do trabalho, Mitchell Eaton. “Em geral elas são parcialmente preparadas no momento de serem levadas aos mercados urbanos, o que pode tornar sua identificação impossível”.

As espécies examinadas vieram da América do Sul e da África, e incluíam antílopes de pequeno porte, antílopes de chifre curvo, porcos selvagens vermelhos, macacos do velho mundo e crocodilos. As sequências de DNA geradas por esse estudo serão incluídas no Barcode of Life Data Systems, uma base de dados de códigos de barras de acesso livre on-line.

Embora muitas das amostras testadas tenham se degradado durante o processo de curtimento do couro ou por envelhecimento, os pesquisadores descobriram que ainda conseguiam extrair a sequência do COX1 na maioria dos casos. Os autores do estudo concluíram que com pouco esforço e refinamentos simples nos procedimentos de extração de DNA e da reação em cadeia da polimerase (PCR), “dados precisos de sequenciamento do código de barras podem ser obtidos para a maioria dos produtos rastreados por programas de monitoramento de carne silvestre e de investigação de vida selvagem”.

“Há um consenso quanto a usar o mesmo fragmento do DNA, o COX1, para construir uma biblioteca da vida”, informou o coautor da pesquisa, George Amato, diretor do Instituto Sackler de Genômica Comparada, do Museu Nacional de História Natural. “Esse é um exemplo de como a nova tecnologia genética pode transformar a sociedade, usando os códigos de barras para catalogar a diversidade de ecossistemas, monitorar espécies invasoras, procurar agentes patogênicos em alimentos, e fiscalizar o tráfico de animais selvagens vendidos como animais de estimação, entre outras finalidades.”

Essa não é a primeira vez que o DNA é usado para ajudar a identificar produtos ilegais provenientes de animais silvestres. No ano passado, Samuel Wasser, do Centro Americano de Preservação Biológica, introduziu um método genético para rastrear a origem de marfim contrabandeado. No início deste ano, uma pesquisa publicada no Proceedings of the National Academy of Sciences recomendou uma série de normas para os códigos de barras de plantas.

Nova Espécie de Camaleão

Cientistas encontram nova espécie de camaleão na Tanzânia

Uma equipe de cientistas descobriu uma nova espécie de camaleão em uma floresta da Tanzânia ao ver um deles quase sendo engolido por uma cobra. Andrew Marshall, do Departamento de Meio-Ambiente da Universidade de York e chefe da equipe de pesquisadores em campo, disse que a cobra fugiu ao vê-lo, mas antes cuspiu o animal ainda vivo.

Comparando-o com outros dois camaleões semelhantes encontrados depois na mesma região, os cientistas constataram que se tratava de uma espécie até então desconhecida. A confirmação veio após análise genética dos animais.

Em um artigo publicado na revista especializada African Journal of Herpetology, eles batizaram o novo animal de Kynyongia magomberae, em homenagem à floresta de Magombera, onde foi encontrado.

Ameaçado
"As espécies de camaleão tendem a se concentrar em áreas pequenas e, infelizmente, o habitat do qual este novo animal depende - a floresta de Magombera - está ameaçado", afirmou Marshall. "Esperamos que esta descoberta estimule os esforços para dar mais proteção a esta região e a outras próximas."

Essa floresta da Tanzânia abriga ainda os macacos piliocolobus, que estão ameaçados de extinção. Por causa da tática de camuflagem do camaleão, muitas espécies passam despercebidas pelos cientistas. Ainda assim, cerca de duas novas espécies do réptil são descobertas a cada ano no mundo.

"É maravilhoso encontrar uma nova espécie desta maneira", disse Marshall ao jornal britânico The Daily Telegraph. "Eu trabalho na Tanzânia há 11 anos e identifiquei algumas novas espécies de árvores, mas encontrar um ser vertebrado é muito especial."

Fonte: Terra Ciência

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Genoma do milho


Cientistas concluem sequenciamento genético do milho

O sequenciamento completo do genoma do milho, anunciado nesta quinta-feira por pesquisadores americanos, representa um avanço com importantes repercussões no setor agroalimentar e bioenergético, considerando o aumento demográfico e o aquecimento global.
Em um contexto de crescimento da população mundial e de mudanças climáticas, o milho - terceiro produto mais cultivado no mundo, atrás do arroz e do sorgo - é a base de uma grande variedade de produtos, que vão desde os cereais para o café-da-manhã até a pasta de dentes e o etanol.
Os 150 especialistas em genética de diferentes centros de pesquisa que participaram da iniciativa, coordenada pela Universidade de Washington, em St-Louis (Missouri, centro), identificaram os 32 mil genes dos dez cromossomos que formam o genoma do milho, que é o mais conhecido entre as plantas.
Como base de comparação, o genoma humano tem 20 mil genes divididos em 23 cromossomos, que são os suportes da informação genética. O código genético do milho é colossal: com 2,3 bilhões de bases de DNA, seu tamanho se aproxima do código humano, que tem 2,9 bilhões.
Cerca de 85% dos segmentos de DNA se repetem sem que os cientistas saibam ainda por quê, e o número de genes semelhantes em diferentes lugares do genoma complica o sequenciamento, destacam os pesquisadores, cujo trabalho será publicado nas revistas científicas americanas Science, Anais da Academia de Ciências (PNAS) e PloS Genetics.
Como costuma acontecer no caso das plantas, o milho tem dois genomas separados e misturados, que refletem uma evolução de milhares de anos. Conhecido pelo homem há pelo menos 10 mil anos, o milho descende do teosinto, planta originária da América Central.
Além disso, o milho tem 1,6 mil genes únicos e inexistentes nas outras plantas conhecidas. "As empresas produtoras de grãos e os especialistas em genética do milho vão se debruçar sobre estes dados para encontrar seus genes favoritos", destaca Richard Wilson, diretor do Centro de Genoma da Faculdade de Medicina da Universidade de Washington, que coordenou o estudo financiado pela Fundação Nacional das Ciências e os departamentos de Agricultura e Energia americanos.
"Ter o genoma completo do milho vai facilitar o desenvolvimento de novas variedades, com um rendimento superior ou mais resistentes ao calor extremo ou à seca", acredita.
Fusheng Wei e Jianwei Zhang, pesquisadores do Arizona Genomics Institute (sudoeste) e co-autores do trabalho, destacam que "o mundo enfrenta uma demanda alimentar crescente e uma demanda de biocombustíveis para combater o aquecimento global".
Segundo dados da ONU, a produção alimentar precisará aumentar 70% ao longo dos próximos 40 anos para alimentar uma população mundial que alcançará os 9,3 bilhões de pessoas em 2050.
Avanços como o sequenciamento do genoma do milho "são a única maneira de alcançar estes objetivos de produção alimentícia", ressalta Colin Kaltenbach, da Universidade do Arizona.

Imagem da Semana

Cientistas encontram rinocerontes de Java no Vietnã

Um grupo de cientistas encontrou, com a ajuda de cães adestrados, sete rinocerontes de Java em uma selva do Vietnã, uma espécie que era considerada extinta desde 1998, quando um caçador matou o que seria o último exemplar nesse país, informou hoje o Fundo Mundial para a Natureza (WWF).
A responsável de imprensa do WWF no Vietnã, Julianne Becker, explicou que em colaboração com as autoridades começaram a usar os cães dia 10 de novembro para recensear a população de rinocerontes no parque nacional, cujo nome preferiu não revelar para proteger a esta espécie.
Becker informou que até o momento localizaram e marcaram sete exemplares.

A WWF trabalha na proteção do rinoceronte de Java no Vietnã desde que se descobriu sua presença e adverte que o principal perigo que afrontam provém dos caçadores furtivos e da agricultura que transforma seus habitats naturais em campos de cultivo.
Trata-se de animais muito sensíveis à atividade dos humanos, se alimentam de plantas e vivem em lugares lamacentos e no Vietnã ficam em estado selvagem entre uma e duas dezenas, segundo os cientistas.
Hoje sobrevivem cinco classes de rinocerontes e todos eles em perigo de extinção: o branco e o negro - ambos naturais da África -, o indiano de um só chifre, o de Sumatra de dois chifres e o de Java.

Fonte: Terra Ciência

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