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Bebendo na Faculdade

Jovens que não fazem curso superior bebem menos, diz estudo

Um novo estudo constatou que uma elevação na idade mínima para o consumo de álcool resulta em queda no número de bebedeiras nos Estados Unidos - excetuados os estudantes universitários. Em artigo publicado pela revista Journal of the American Academy of Child and Adolescent Psychiatry, os pesquisadores afirmam que as bebedeiras entre homens de 18 a 20 anos de idade que não estão fazendo um curso superior haviam se reduzido em mais de 30%.

Mas o número se mantém firme e significativo, entre os universitários homens e está em alta entre as universitárias. Em 1984, o governo federal dos EUA decidiu que suspenderia suas transferências de verbas para conservação de rodovias a qualquer Estado que não adotasse a idade mínima de 21 anos para o consumo de álcool e, com o tempo, todos os 50 Estados do país terminaram por se enquadrar à norma.

Como resultado, os especialistas em saúde pública apontam que o número de acidentes fatais em rodovias caiu consideravelmente, entre outros benefícios de saúde. Mas alguns dirigentes de universidades vêm questionando a possibilidade de que a adoção de um limite de idade mais alto para o consumo legal de álcool tenha conduzido o uso de álcool à clandestinidade e encorajado seu uso excessivo. E alguns legisladores estaduais decidiram que a questão merecia ser reconsiderada.

Para o estudo, os pesquisadores estudaram informações recolhidas entre 1979 e 2006, pela Pesquisa Nacional sobre o Uso de Drogas e Saúde. Os números se referem a episódios de consumo excessivo de álcool, definido para fins do estudo como mais de cinco doses.

No geral, os pesquisadores, comandados pelo Dr. Richard Grucza, da escola de medicina da Universidade Washington, constataram que houve uma queda no número de episódios de bebedeira - mudança que atribuíram ao menos em parte à adoção de uma idade legal mais alta para o consumo de álcool.

Mas ainda que essa mudança possa ter dificultado a obtenção de álcool pelos estudantes de segundo grau, ela não fez o mesmo pelos universitários. O fato de que muitos deles coabitam com pessoas que têm o direito legal de adquirir álcool faz com que o produto se torne muito mais acessível, para esse grupo, de acordo com o Dr. Grucza.

O estudo constatou que quase metade dos universitários homens pesquisados e que quase 40% das universitárias reportaram se ter envolvido em bebedeiras.

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