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Cientistas apontam diferenças entre genomas de homem e chimpanzés

As diferenças entre o genoma humano e o dos chimpanzés são dez vezes maiores do que se achava, segundo um estudo de uma equipe internacional de pesquisadores que permitirá avaliar melhor a separação entre espécies e estabelecer o momento no qual ocorreu a evolução.
O estudo será publicado pela revista "Nature" esta semana em uma edição dedicada ao bicentenário do aniversário do nascimento do naturalista britânico Charles Darwin.
Os autores explicaram que, na última década, tinha-se aceitado que as sequências de DNA de homens e chimpanzés, os parentes vivos mais próximos dos humanos, só diferiam em 1,24%.
A pesquisa demonstra que o percentual é incorreto e que pode ser até dez vezes superior.
O pesquisador Arcadi Navarro explicou à Agência Efe que as diferenças detectadas agora não são pontuais, e sim "elementos funcionais, genes completos que algumas espécies têm e outras não".
A chave da descoberta foi o estudo das chamadas duplicações de segmentos, fragmentos de DNA repetidos ao longo do genoma, que, até pouco tempo atrás, eram difíceis de distinguir e, por isso, não eram levados em conta, e se optava por estudar os genomas mais fáceis de individualizar.Foi o estudo das duplicações de todo o genoma de quatro espécies de primatas -macacos, orangotangos, chimpanzés e humanos- o que permitiu este avanço com o qual foi elaborado o primeiro catálogo específico das regiões do genoma.As duplicações de segmentos são fragmentos do genoma que, devido a mecanismos moleculares muito complexos, em determinados momentos da evolução fizeram múltiplas cópias de si, que foram sendo inseridas em diversos lugares do genoma.
Entre oito e doze milhões de anos foi a época de maior número de duplicação de genes, justamente antes da separação das linhagens de humanos e chimpanzés, ocorrida há seis milhões de anos.
Desde então, estes novos genes adquiriram características próprias que separam evolutivamente o homem do chimpanzé, e, graças a esta mutação, os humanos conseguiram se adaptar a seu entorno, um "oceano de diferenças" onde é preciso buscar os "genes de humanidade" que provocam também suas próprias doenças.

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