Destaque Tudo de Bio

terça-feira, 31 de março de 2009

Imagem da Semana

Tartaruga "pede socorro" em hospital americano


Uma tartaruga marinha que sofre de uma doença no sangue resolveu "pedir socorro" em um hospital que preserva a espécie em Marathon, no Estado americano da Flórida. O animal nadou durante horas nas proximidades de uma piscina - onde ficam os exemplares em reabilitação do centro -, como se estivesse tentando chamar a atenção para o seu problema, de acordo com Ryan Butts, administrador da instituição. As informações são do canal local de televisão CBS4.

Os funcionários do hospital recolheram o exemplar assim que notaram sua estranha movimentação. Segundo Butts, é a "primeira vez em 25 anos de história da clínica que uma tartaruga rasteja até a nossa porta para ser atendida". A nova paciente, que pesa cerca de 36kg, padece de uma infecção bacteriana na corrente sanguínea.

Amostras de sangue do réptil foram enviadas a um laboratório para que os veterinários possam especificar corretamente a doença. Enquanto isso, o animal está sendo tratado com antibióticos. "Ela está muito magra e fraca. Neste momento só precisa de bons cuidados", afirmou Butts ao CBS4.

Segundo o administrador, na clínica de Marathon, as "tartarugas não precisam se preocupar com plano de saúde". O hospital veterinário é o único licenciado no mundo que trata exclusivamente de tartarugas marinhas.

quinta-feira, 26 de março de 2009

E a Diversidade Aumenta...

Expedição identifica 56 novas espécies de animais e vegetais em Papua-Nova Guiné


Uma das maiores áreas selvagens e intocadas de Papua-Nova Guiné acaba de revelar diversos animais e vegetais provavelmente ainda desconhecidos da ciência. Um grupo liderado por cientistas da Organização Não Governamental Conservação Internacional (CI) identificou 56 novas espécies, entre as mais de 600 encontradas durante uma expedição à região central dessa ilha da Oceania.

Das novas espécies, 50 são aranhas saltadoras. Três delas pertencem a gêneros completamente novos, que compreendem linhagens bastante distintas dentro de um grupo já muito diferente na árvore evolutiva das aranhas saltadoras.

“Os novos gêneros apresentam características morfológicas que farão com que os cientistas revejam o modo como essas aranhas evoluíram ao longo do tempo”, diz Bruce Beehler, pesquisador do Centro para Ciência Aplicada à Biodiversidade, da Conservação Internacional, ao site Ciência Hoje.

Os cientistas também registraram pela primeira vez duas espécies de sapos, uma perereca e uma lagartixa, além de dois pequenos arbustos que dão flores. As descobertas foram feitas durante um mês, entre julho e agosto de 2008, na região que abrange as montanhas Kaijende e os vales no seu entorno.

Segundo Beehler, essa área é rica por várias razões: está localizada na região equatorial do planeta, recebe muita chuva e é montanhosa. “Essa combinação produz muitas espécies. É nas montanhas tropicais que a evolução age sem controle!”

O trabalho da equipe não se restringiu à coleta de espécimes da fauna e da flora. Um antropólogo que integrou a expedição documentou a história natural e o conhecimento tradicional de povos tribais que habitam a região. O objetivo é ajudar esses povos a manter a forma de gestão dos recursos naturais que tem sido adotada na área e que permitiu sua conservação.

A área das montanhas Kaijende é usada para caça e coleta de produtos florestais pelas comunidades locais, além de ser fonte importante de água potável para dezenas de milhares de pessoas que vivem em vales próximos. Beehler destaca que atualmente o local é uma grande selva com pouca interferência humana. “O objetivo é nomear a região inteira como área de conservação nacional e a CI já está trabalhando nisso junto com comunidades locais e governos.”

A expedição a Papua-Nova Guiné também contou com a participação de membros das comunidades e cientistas locais e pesquisadores das universidades de British Columbia (Canadá) e Montclair State (EUA). A Conservação Internacional planeja mais três expedições ao país a partir de abril de 2009.

De olhos dourados...

Zôo inglês exibe exemplares de rã de olhos dourados

O zoológico de Chester, na Inglaterra, exibiu nesta quarta-feira dois exemplares de uma rara espécie de anfíbio da Amazônia conhecida pelos cientistas como rã de olhos dourados (Trachycephalus resinifictrix). A instituição informou que obteve a primeira reprodução da espécie em cativeiro desde a chegada dos exemplares em 2006. As informações são da agência Reuters.

Também conhecida como rã leitosa, o anfíbio foi visto pela primeira vez nas margens do rio Maracanã, no Brasil. Ela pode atingir entre 8 e 10cm de comprimento e habita regiões úmidas de florestas tropicais, principalmente, a vegetação de margem dos rios.

Este anfíbio é difícil de ser criado em cativeiro, pois exige uma quantidade significativa de espaço para sobreviver. Além disso, o clima deve ser úmido com temperaturas acima dos 21ºC à noite e perto dos 27ºC de dia.

terça-feira, 24 de março de 2009

A Curiosa Caburé

Artigo apresenta uma das corujas mais comuns no país, que chama a atenção pelos hábitos curiosos



“A coruja não agoura: o que ela faz é saber os segredos da noite”, escreveu João Guimarães Rosa (1908-1967) no romance Grande sertão: veredas, de 1956. O estudo das corujas, que fazem parte do imaginário das pessoas há séculos, vem revelando aspectos importantes de sua biologia e informações valiosas sobre comportamento animal. Essas aves são mais conhecidas por serem caçadoras noturnas de grande habilidade. No entanto, há corujas que caçam durante o dia; nem todos os dias são do caçador.

As corujas são aves de rapina presentes na mitologia antiga, nas lendas de muitos povos e nas mais diversas histórias populares. Os antigos gregos consideravam a coruja uma ave sábia, por ser a mascote da deusa da razão e da sabedoria, Athena. Ainda hoje, muitas pessoas têm essa imagem, graças ao ar aristocrático, ao voo silencioso e ao olhar penetrante dessas aves. Infelizmente, elas também são vítimas de superstições: diz-se que seu canto é agourento, ou que a quebra de um ovo por uma coruja é sinal de guerra, além de outras histórias difamantes. O interesse deste artigo, porém, não está nas lendas a respeito dessa ave.

Em sua maioria, as corujas têm hábito crepuscular e noturno. Elas são, em geral, vorazes predadoras, com visão e audição muito aguçadas. Essas curiosas aves também são muito conhecidas por sua capacidade de girar a cabeça em um amplo ângulo (270º) para melhor enxergar presas e predadores.

Uma das corujas mais comuns no Brasil é o caburé, espécie cujo nome científico, Glaucidium brasilianum, significa ‘pequena coruja brasileira’. O caburé, no entanto, ocorre também nos demais países da América do Sul e da América Central, chegando até os Estados Unidos. Essa espécie tem hábitos curiosos. Diferentemente do que acontece com quase todas as corujas, o caburé é visto em atividade durante o dia. De plumagem pouco atrativa, essas aves marrons ou avermelhadas, com pintas brancas nas asas, são facilmente vistas empoleiradas e emitindo fortes piados em plena luz do Sol.

Com apenas 17 cm de comprimento, da ponta do bico à ponta da cauda, o caburé tem pequenos olhos amarelos, encimados por uma faixa branca em forma de ‘v’, como uma ‘sobrancelha’. Um aspecto de sua plumagem chama a atenção dos observadores: em sua nuca há duas grandes manchas negras, circundadas por uma faixa branca. Por ser semelhante a dois grandes olhos, esse desenho recebe o nome de ‘face occipital’.

Ao contrário do que se pensa sobre a maioria das outras espécies de coruja, o piado de um caburé é tido como sinal de sorte pelos caboclos do campo, no interior do Brasil. Essa pequena coruja alimenta-se de pequenos animais e insetos, como as outras, e mostra-se uma excelente caçadora. Outro aspecto do comportamento do caburé que chama a atenção é a reação que seus repetidos assobios, indicando sua presença em um local, provocam em outras aves.

Fonte: Ciência Hoje

quinta-feira, 19 de março de 2009

Chernobyl: Queda de População de Insetos

População de insetos declina perto de Chernobyl

Duas décadas depois do acidente nuclear na usina de Chernobyl, na antiga União Soviética, a radiação ainda provoca um declínio na população de insetos e aranhas da região, segundo estudo publicado na revista especializada Biology Letters.
De acordo com os pesquisadores que trabalham na zona de exclusão estabelecida em torno da usina, há "um forte sinal de declínio associado à contaminação".
Os cientistas concluíram que as populações de espécies de abelhas, borboletas, gafanhotos, libélulas e aranhas foram afetadas.
O estudo foi liderado pelo professor Timothy Mousseau, da Universidade da Carolina do Sul, nos Estados Unidos, e por Andrés Moller, da Université Paris-Sud. Os dois já haviam publicado uma pesquisa mostrando que a radiação da área teve impacto negativo sobre as populações de passarinhos.
"Nós queríamos expandir a cobertura de nosso estudo para incluir insetos, mamíferos e plantas", disse Mousseau. "Este estudo é o próximo da série".
O professor Mousseau trabalha há quase uma década na zona de exclusão - a área contaminada em torno da usina que foi evacuada e onde hoje não há praticamente ninguém morando.
Neste estudo, os cientistas usaram o que Mosseau descreveu como "técnicas ecológicas padrão" - usando "linhas" em áreas selecionadas e contando o número de insetos e teias de aranhas que eles encontram ao longo destas linhas.
Ao mesmo tempo, os pesquisadores usaram unidades manuais de GPS e aparelhos para monitorar os níveis de radiação.
"Usamos as linhas nas áreas contaminadas em Chernobyl, em terra contaminada na Bielorrússia e em áreas livres de contaminação", disse Mousseau.
"Encontramos o mesmo padrão básico nessas áreas - os números de organismos declinam com o aumento da contaminação."
Segundo o pesquisador, esta técnica de contagem de organismos é mais eficiente porque leva em conta as diferenças entre os níveis radiação na zona estudada.
"Nós podemos comparar áreas relativamente limpas às mais contaminadas", explicou ele.
Mas alguns pesquisadores questionaram as conclusões, afirmando que a falta de atividade humana na zona de exclusão beneficiou a vida selvagem.
O pesquisador Sergii Gashchak, do Centro Chernobyl, na Ucrânia, afirmou que sua equipe chegou a "conclusões opostas" com os mesmos dados coletados sobre pássaros.
"A vida selvagem realmente floresce na área de Chernobyl por causa do pequeno nível de influência humana", disse Gashchak à BBC.
Depois do acidente, os organismos vivos não conseguiram suportar a radiação no local, "mas 10 anos depois do acidente, as doses (de radiação) caíram de 100 a mil vezes".
O professor Mousseau respondeu que seu objetivo é usar o local para descobrir os verdadeiros efeitos da contaminação por radiação sobre o ambiente a longo prazo.
"Os estudos de longo prazo no ecossistema de Chernobyl oferecem uma oportunidade única de explorar esses riscos potenciais que não devem ser ignorados."

Imagem da Semana

Pesquisadores divulgam foto de raro guepardo africano


Com seus olhos refletindo o flash, um macho extremamente raro de guepardo-do-noroeste-africano fez disparar uma das primeiras imagens dessa subespécie do Saara, provenientes de armadilhas fotográficas na Argélia, no fim do verão de 2008 da região.
Divulgadas em fevereiro, as fotografias representam o primeiro passo para proteger os esquivos guepardos, cujo número estima-se em 250 e que estão listados como criticamente ameaçados de extinção, segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza.
Apesar de suspeitas de que a culpa possa ser de um habitat reduzido e da caça, ninguém sabe realmente por que a subespécie está em perigo tão extremo - por isso a pesquisa com a câmera é tão importante, disse a pesquisadora Sarah Durant, da Sociedade Zoológica de Londres, que co-chefiou o projeto.
"Não se sabia praticamente nada sobre os guepardos na região", disse Durant, "até agora". Mostrado rondando o Saara em 2008, esse felino é o único guepardo-do-noroeste-africano capturado em plena luz do dia durante a primeira pesquisa com armadilhas fotográficas sobre a espécie na Argélia, anunciaram os cientistas em 23 de fevereiro de 2009.
Animais de hábitos tipicamente diurnos, os guepardos provavelmente ficariam fora de circulação com as temperaturas de 38° C, disse a co-líder da pesquisa, Sarah Durant. O calor e o terreno sem estradas também afetaram os pesquisadores, que instalaram 40 armadilhas fotográficas em uma região de 2,8 mil quilômetros quadrados.
O resultado: 16 aparições de quatro guepardos-do-noroeste-africano. Um guepardo-do-noroeste-africano macho espirra urina em uma árvore para marcar território durante a pesquisa com câmera de 2008.
Os cientistas esperam protelar a extinção dos 250 guepardos da subespécie. Mas primeiro eles precisam de dados concretos - e essas fotos são primeiros passos surpreendentes, disse a co-líder da pesquisa, Sarah Durant.
"Não tínhamos certeza se conseguiríamos quaisquer fotos", disse ela. "Conseguir tantas imagens extraordinárias foi simplesmente incrível".

sexta-feira, 13 de março de 2009

Fabricando Ribossomos

Cientistas anunciam criação de ribossomo sintético

Cientistas dos Estados Unidos anunciaram um passo importante na direção de se criar uma forma de vida artificial com o desenvolvimento de um ribossomo - a fábrica da célula. O ribossomo produz as proteínas que executam tarefas essenciais para todas as formas de vida.

O RNA mensageiro leva consigo as instruções genéticas do DNA para o ribossomo de uma célula, que depois fabrica a proteína desejada. Todo organismo vivo - das bactérias aos humanos - usa um ribossomo, e eles são impressionantemente similares. "Não é bem vida artificial, mas um passo importante nessa direção", disse o professor de genética George Church,(Não, o cara da foto acima não é um ator, é o próprio Church) da Harvard Medical School, que coordenou a pesquisa com um único estudante de pós-graduação.

"Se você vai criar uma vida sintética que é igual à vida atual em tudo... é preciso ter essa máquina biológica", disse Church a repórteres em uma entrevista por telefone. E ela pode ter um importante uso industrial, em especial para a fabricação de medicamentos e proteínas não encontradas na natureza.

Church ressaltou que sua pesquisa ainda não foi publicada em revista científica, o caminho normal para a divulgação de um trabalho como esse. Ele apresentou o estudo em um seminário de ex-alunos de Harvard. A equipe de Church não tem como objetivo desenvolver a vida em um tubo de ensaio, mas de produzir proteínas no laboratório.

"Podemos ir direto para a síntese de proteínas", afirmou ele. Church e seu colega de pós-doutorado Mike Jewett já sintetizaram a luciferase de um vagalume - o material que brilha. "Também gostaríamos de produzir um tipo novo de célula... que é uma imagem espelho de um sistema de replicação." A maioria das formas de vida é "destra" ou "canhota", característica chamada de quiralidade.

Sabe-se que a mudança de quiralidade modifica os efeitos das drogas no corpo. Por exemplo, a talidomida, já utilizada para evitar náuseas, causa graves defeitos ao bebê. Ela se apresenta nas versões "destra" e "canhota" e apenas a "canhota" causa os defeitos - a droga comercializada, entretanto, contém os dois tipos.

Talvez seja possível produzir outras proteínas no laboratório sem usar células vivas, disse Church. Entre elas, drogas difíceis de serem produzidas atualmente usando-se um processo chamado design racional de drogas, no qual os medicamentos são construídos molécula por molécula para ter um mecanismo específico de ação.

Os vírus não são considerados organismos vivos pela maioria das definições, afirmou Church. Para fabricar a forma mais simples de vida artificial, seriam necessários 151 genes, calculam o pesquisador e outros especialistas. "Cento e cinquenta e um genes incluiriam genes suficientes para replicar o DNA, produzir RNA, produzir ribossomos e ter uma membrana muito primitiva", afirmou Church.

O pioneiro do genoma Craig Venter está tentando desenvolver uma vida artificial, usando uma empresa chamada Synthetic Genomics Inc. Eles trabalham em vários projetos, incluindo um de um óleo vegetal sintético que poderia ser usado como biocombustível limpo.

Seleção Cosmética 2

"Clínica que oferece escolha de cor de olhos de bebês nos EUA..."

Heytor Victor

Não! Não é Déjà vu, você provavelmente já leu esta manchete aqui no Tudo de Bio, a única diferença é o pronome "que" da mesma. Pois é, a Fertility Institutes que citamos numa postagem do dia 3 de março (http://tudodebio.blogspot.com/2009/03/faca-seu-filho-selecao-cosmetica.html) suspendeu o serviço de "bebê à la carte", os bebês selecionados geneticamente com características como a cor dos olhos e dos cabelos escolhidas. Leia a matéria logo abaixo:

Clínica que oferece escolha de cor de olhos de bebês nos EUA suspende serviço de "bebê à la carte"

A Fertility Institutes, a clínica americana de fertilidade que provocou polêmica mundial após anunciar que ofereceria, em breve, "bebês à la carte", informou que o serviço foi suspenso temporariamente. Em comunicado publicado em seu site e citado nesta terça-feira por veículos de comunicação americanos, a clínica assegurou que "permanece atenta à opinião pública" e acredita que os benefícios do serviço não superam "o aparentemente negativo impacto social" que provoca.

A clínica continuará oferecendo o diagnóstico para pais com albinismo ou outros problemas genéticos de pigmentação da pele, mas não para os que simplesmente desejarem um bebê com determinadas características estéticas.

Em dezembro, o centro tinha anunciado aos clientes a opção de escolher embriões livres não só de genes associados com determinadas doenças, mas também com traços como a cor dos olhos ou de pele preferidos dos pais. Jeff Steinberg (foto), fundador da clínica e pioneiro da fecundação in vitro nos anos 70, assegurou não estar preocupado com a polêmica.

"Outros estão assustados com as críticas, mas nós não temos problema algum com isso", ressaltou. Alguns especialistas do setor denunciaram também que se tratava de uma mera estratégia propagandista e que ainda não é tecnicamente viável garantir a seleção de embriões com traços estéticos determinados, como cor dos olhos ou do cabelo.

Peixe Grande

Arraia gigante pode ser maior peixe de água doce do mundo

Uma arraia gigante capturada na Tailândia durante uma expedição internacional pode ser o maior peixe de água doce do mundo, segundo informações divulgadas nesta quarta-feira pelo site científico Live Science. O animal - que mede aproximadamente 2m de comprimento e pode pesar entre 249kg e 349kg - foi descoberto durante uma excursão científica organizada pela National Geographic, que tem o objetivo de proteger as grandes espécies de peixes de rios e lagos.

Segundo o biólogo e líder da equipe de pesquisadores Zeb Hogan, da Universidade de Nevada, nos Estados Unidos, estes gigantes de água doce (Himantura chaophraya) são os maiores entre as 200 espécies de arraias existentes. As arraias gigantes podem ser vistas no sudeste da Ásia e norte da Austrália.

O animal foi capturado no rio Maeklong há um mês pelo voluntário britânico Ian Welch, utilizando uma vara de pescar e molinete. Foram necessários mais de dez homens para erguê-lo com uma rede. Depois, o exemplar foi devolvido às águas. "Esta espécie tem potencial para ser o maior peixe de água doce do mundo", afirmou Hogan. O atual recorde mundial pertence a um peixe-gato de 293kg, fisgado em 2005 no rio Mekong, também na Tailândia.

A expedição busca conservar as arraias gigantes porque a espécie corre sério risco de extinção, de acordo com a União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN). Os pesquisadores monitoraram 18 exemplares da Himantura chaophraya durante as atividades.

Salvação Genética

Bebê selecionado geneticamente salva irmão doente

Médicos espanhóis fizeram o primeiro transplante de sangue de cordão umbilical de um doador nascido após seleção genética com este fim. Com o transplante, o bebê Javier (na foto ao lado, com seus pais) salvou seu irmão Andrés, de 7 anos, que conseguiu superar a anemia congênita da qual sofria, até então considerada incurável.

Javier, que nasceu em outubro do ano passado, foi tratado geneticamente na Espanha para curar Andrés, explicaram os médicos. Com o transplante de Javier - o "bebê remédio" como foi apelidado na Espanha -, Andrés conseguiu superar a talassemia beta maior (anemia severa hereditária), que o obrigava a receber seguidas transfusões de sangue.

Isso aconteceu graças ao diagnóstico genético pré-implantacional, uma técnica que permite analisar embriões fecundados in vitro para eliminar os que contêm alterações genéticas que transmitem doenças e implantar no útero apenas aqueles que não contêm essas patologias congênitas. Este método só pode ser utilizado na Espanha quando se confirma que se trata do último recurso e única via possível para salvar a vida de um irmão doente.

O avanço médico permite ter "certeza razoável" de que Andrés já está "curado para toda a vida", segundo os médicos. O processo começou em janeiro, quando Andrés foi submetido a uma intensa quimioterapia durante uma semana para esvaziar sua medula óssea do tecido afetado pela anemia de que sofria. Após se comprovar que não restavam elementos patogênicos (que podem provocar uma doença), em 23 de janeiro, o sangue do cordão umbilical de Javier foi transplantado para Andrés por um processo convencional.

Durante três semanas, o menino ficou internado em uma unidade de ambiente protegido para evitar qualquer contágio, sob observação para garantir que ele não rejeitaria o material transplantado e gerava seu novo sangue, já livre da doença. Ele recebeu alta em 18 de fevereiro e, após alguns meses de medicação, será um menino saudável, que não precisará mais passar pelas centenas de transfusões de sangue às quais estava condenado antes do transplante.

Salve a Evolução da Ciência!

Vídeo da Semana


Tempo de Crescimento em Fungos

Contribuição de nossa amiga Marina , este vídeo mostra de maneira rápida e interessante o tempo de cresimento de diversos fungos, entre eles os Slime molds e os Stinkhorn mushroom. Merece ser visto por quem está pagando cadeiras de micologia,por aqueles que querem relembrar as aulas de protoctistas ou também por quem tem curiosidade acerca do tema. Para ver o vídeo, basta clicar no link abaixo.

CLIQUE AQUI PARA VER O VÍDEO!

Obrigado pela contribuição, Marina!


Bio-Enquete : Resultado

Resultado da Enquete

Heytor Victor

No último domingo (08/03/2009), saiu o esperado resultado de nossa enquete, que embora com apenas 32 votos(em média 1,06 por dia), conseguiu revelar o que nossos visitantes pensam a respeito da pesquisa com células-tronco embrionárias.
A grande parte dos internautas, que representou 90% dos votos (29 votos), escolheram a alternativa "SIM", que são a favor de pesquisas com células-tronco embrionárias, estas que causam polêmica nos mais diversos meios e até mesmo entre biólogos. Uma minoria, representada por 9% dos votos (3 votos) votou contra tais pesquisas.
Como a maioria dos votos foram a favor, leiam alguns argumentos de especialistas e político que podem lhe ajudar a entender mais esta aceitação:

John Sulston,
O Coordenador do Reino Unido no Projeto Genoma Humano, ganhador do prêmio Nobel de medicina e fisiologia de 2002, declarou que o Brasil, a exemplo da Grã-Betanha, deveria permitir a realização de pesquisas relacionadas à clonagem terapêutica.

" É preciso união, pensar sobre ideais humanos, para que haja uma saída universal. É preciso uma organização internacional, com o apoio da Organização das Nações Unidas (ONU), para regular a questão ".


Radovan Borojevic
Para o Biólogo e diretor do programa avançado de Biologia Celular Aplicada a medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a legislação para este tema não deve proibir os avanços da Ciência,mas ao mesmo tempo deve definir uma eficiente forma de fiscalização para evitar excessos:

"É preciso evitar experiências de "fundo de quintal" e fornecer infra-estrutura para o trabalho dos cientistas".


Sergio Rego
Na opinião de Sergio Rego, médico sanitarista, membro da Comissão de Bioética do Cremerj (Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro) e diretor da Sociedade de Bioética do Rio de Janeiro, existe muita falácia nos discursos contrários a utilização de células-tronco embrionárias :

"Apesar de considerar que toda opinião deva ser respeitada, alguns segmentos da sociedade utilizam argumentos falaciosos para condenar a utilização das células-tronco embrionárias(...) As pesquisas com células-tronco têm que continuar, bem como as com células germinais".



Eduardo Campos
O governador de Pernambuco, declarou seu apoio às pesquisas com células-tronco
embrionárias no
Primeiro dia de conferências do 56º Reunião Anual da Sociedade
Brasileira Para o Progresso da
Ciência(SBPC)

"Há resistências localizadas contra a liberação dessas pesquisas, essenciais para o desenvolvimento da ciência brasileira. ", disse o governador.preciso encontrar uma redação que contente a todo mundo", afirmou.


Agradecemos a todos que participaram e pedimos que continuem participando votando na nossa nova enquete sobre o polêmico caso da garota pernambucana de nove anos de idade que abusada pelo padrasto, acabou grávida de gêmeos e teve o pedido de aborto concedido pela justiça. A enquete localiza-se na coluna da direita! Seu voto e comentário são sempre bem vindos.

domingo, 8 de março de 2009

Recompondo a Floresta

Floresta vai demorar 50 anos para se recompor após seca, calcula cientista
Estiagem causou emissão de 5
bilhões de toneladas de CO2, diz estudo. Coautora relata que muitas árvores morreram na Amazônia em 2005.

A seca enfrentada em 2005 pela floresta amazônica causou uma mortandade de árvores que demorará cerca de 50 anos para ser compensada, aponta Ieda Amaral, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).

Ela é coautora do estudo divulgado nesta quinta-feira (5) pela revista "Science", que diz que as florestas tropicais da África e da América Latina podem acelerar o aquecimento global se o clima se tornar mais seco neste século. As plantas absorvem o dióxido de carbono (CO2) quando crescem, e o liberam quando morrem e apodrecem.

"A floresta amazônica foi surpreendentemente sensível à seca", disse Oliver Phillips, professor de ecologia tropical da Universidade Leeds (Inglaterra), responsável pelo estudo, que envolveu 68 cientistas.

Ieda Amaral produziu informações para o estudo na região de Manaus, bem no centro da Amazônia. Naquela região, conta, os efeitos da seca foram sentidos claramente. “Tivemos muitos casos de árvores mortas em pé”, conta. Mesmo as grandes árvores – algumas com 1,80 metro de diâmetro – apresentaram sintomas da estiagem. “Nesses exemplares de maior diâmetro notamos diminuição de até 2 centímetros no tronco”, relata Ieda.

O estudo, que utiliza medições feitas em campo em todos os países da Amazônia, estima que a floresta tenha absorvido em média 2 bilhões de toneladas de dióxido de carbono por ano desde a década de 1980, mas perdido 3 bilhões na seca de 2005, que matou árvores e retardou o crescimento das plantas.

"O impacto total foi de 5 bilhões de toneladas adicionais de dióxido de carbono na atmosfera. É mais do que as emissões anuais da Europa e do Japão combinadas", afirma Phillips.

A pesquisadora do Inpa diz que, por enquanto, ainda não se sabe exatamente as conseqüências dessas emissões e como fazer para evitar que se repitam, mas que a repercussão da pesquisa vai servir para que este campo do conhecimento se desenvolva mais rapidamente.

“É possível que a seca de 2005 seja parte de um ciclo natural. Neste caso, o melhor que o homem pode fazer é evitar outras emissões de gases de efeito estufa para que as da Amazônia tenham menor impacto”, explica Amaral.

Novas Espécies de Coral


Cientistas identificam sete novas espécies de coral

Cientistas americanos identificaram sete novas espécies do chamado coral-bambu em uma missão no Monumento Nacional Marinho Papahãnaumokuãkea, a maior área marinha protegida do mundo, localizada no noroeste do Havai.

Segundo Richard Spinrad, gerente do Centro de Pesquisas Oceânicas e Atmosféricas dos Estados Unidos, as descobertas são importantes porque os corais que vivem em altas profundidades servem de apoio a diversos ecossistemas e são os primeiros organismos marinhos que podem ser afetado pela acidificação nos oceanos.

O aumento da acidez dos oceanos é decorrente da poluição das águas com dióxido de carbono e pode, segundo cientistas, trazer consequências catastróficas à vida marinha. O cientista Rob Dunbar, da Universidade de Stanford, que fez parte da equipe que descobriu as novas espécies, estava estudando os corais mais antigos para avaliar o impacto do clima na vida dessas criaturas marinhas.

De acordo com ele, foram encontrados corais vivos de até quatro mil anos no Monumento. "Estudar esses corais pode nos ajudar a compreender como eles sobreviveram por tanto tempo e como podem reagir à mudança climática no futuro", disse Dunbar.

Os cientistas encontraram uma árvore de corais amarela de quase dois metros, uma esponja gigante, duas espécies de esponja ainda não registradas, além de um "cemitério de corais". O "cemitério" cobre uma área de mais de três mil metros e fica localizado a cerca de 500m de profundidade.

Os cientistas estimam que os corais tenham morrido a milhares de anos e as espécies não haviam sido registradas nos Estados Unidos. Segundo os cientistas, o potencial de descobertas de outras novas espécies na região ainda é alto. O Monumento Nacional Marinho Papahãnaumokuãkea possui as águas mais profundas das áreas marinhas protegidas nos Estados Unidos.

quinta-feira, 5 de março de 2009

Curiosidade Animal

Lagarto simula ser fêmea para não brigar com animais da mesma espécie


A Universidade de Witwatersrand, na África do Sul, divulgou foto de um pequeno lagarto macho que consegue simular as cores e o comportamento de uma fêmea para enganar lagartos mais velhos, e evitar, assim, confrontos que valem território ou disputas por outras fêmeas.

(Foto: AFP Photo)

Nova Espécie de Água-Viva É Descoberta

Pesquisadores descobrem nova espécie de água-viva

Um grupo de pesquisadores da USP (Universidade de São Paulo) descobriu uma nova espécie de água-viva, a Hydrocoryne iemanja - nome dado em homenagem a Iemanjá, orixá do candomblé. A descoberta deu origem a um trabalho científico publicado este ano no Reino Unido.

A espécie foi observada pela primeira vez em agosto de 2005. A água-viva crescia dentro de um aquário, afixada a uma alga retirada da orla marítima de Guarapari (ES).

Segundo o pesquisador Sérgio Stampar, um dos autores do estudo, o que diferencia a Hydrocoryne iemanja de outras águas-vivas é seu modo atípico de reprodução assexuada, pela divisão longitudinal - quando um corpo se divide em duas partes.

"A singularidade deste processo mostra que a descoberta pode ajudar no entendimento do caminho evolutivo destes seres aquáticos", explicou Stampar.

O estudo, também desenvolvido pelos pesquisadores André Morandini, Álvaro Migotto e Antonio Marques, foi publicado pelo Journal of the Marine Biological Association of the United Kingdom.

Células-Tronco Fazem Menina Enxergar

Menina vê pela 1ª vez após tratamento com células-tronco

Uma menina britânica de dois anos de idade que nasceu cega teve sua visão reparada graças a um tratamento com células-tronco. A britânica Dakota Clarke, 2 anos, da cidade de Newtownabbey, na Irlanda do Norte, nasceu com displasia septo óptica, uma deficiência rara no nervo ótico que provoca cegueira.

Ela foi submetida a um tratamento no hospital de Qingdao, na China. Segundo a família, que arrecadou dinheiro por meio de doações para a operação na China, o tratamento e a cirurgia não são realizados na Grã-Bretanha.

O tratamento, que custa mais de US$ 40 mil, utiliza células-tronco retiradas do cordão umbilical da criança e injetadas na corrente sangüínea e corrigem as células danificadas. Após o tratamento, Dakota Clarke conseguiu ver contornos e cores dos objetos e distinguir luzes à sua volta.

O método, conhecido como IV, foi desenvolvido pela empresa americana de biotecnologia Beike Biotech, que realiza tratamentos em 24 hospitais na China. "Nós não achávamos que o método IV sozinho seria capaz de realizar tantos benefícios. Mas a experiência no caso de Dakota está nos fazendo repensar completamente o uso do IV", disse o diretor de comunicação da Beike Biotech, Jon Hakim, ao jornal britânico Daily Telegraph.

Os pais de Dakota, Darren e Wilma, disseram no blog que mantêm sobre a filha, que o tratamento tem funcionado como um "milagre". Segundo o Daily Telegraph, apenas cerca de 15 pessoas passaram por este tipo de tratamento, que ainda é considerado experimental. O jornal afirma que na Grã-Bretanha muitos médicos criticam o método, por não se saber se os efeitos do tratamento são duradouros.

terça-feira, 3 de março de 2009

Encontrado Peixe Transparente

Pesquisadores encontram peixe transparente na Califórnia

Richard Lovett

Com uma cabeça semelhante à cabine de um avião de combate, esse peixe do Pacífico possui olhos similares a barris, com lentes orbitais verdes no topo.

O peixe, descoberto vivo nas águas profundas da Califórnia pelo MBARI (Instituto de Pesquisa do Aquário da Baía de Monterey), é o primeiro espécime do tipo a ser descoberto com seu domo transparente e macio intacto.

O peixe de 15 centímetros da espécie Macropinna mircostoma é conhecido desde 1939 - mas apenas através de espécimes mutilados por redes de pesca que vinham à superfície.

Os dois orifícios pequenos e esféricos na frente do peixe não são olhos, mas órgãos olfativos. Os olhos tubulares e acinzentados ficam abaixo dos domos verdes, que filtram luz. Nesta imagem, os olhos estão direcionados para cima - de modo a enxergar suas presas nas profundezas de seu lar nas águas profundas do Pacífico.

Como seus olhos são tubos levantados, "parecia que eles só enxergavam para cima", disse o técnico marinho do MBARI Kim Reisenbichler. Mas ao observar os peixes vivos de um veículo de operação remota e ao trazer um espécime ao aquário para estudos, os cientistas descobriram que os olhos podiam girar, como um observador de pássaros apontando seus binóculos.

Esses peixes de cabeça transparente podem roubar peixes de sifonóforos - criaturas gelatinosas que podem chegar a 10 metros, segundo os pesquisadores que divulgaram as novas descobertas e imagens do estranho peixe.

Suas barbatanas achatadas e horizontais lhe permitem nadar de forma precisa entre os tentáculos aferroados dos sifonóforos - e, em caso de erro, seu escudo claro protege seus olhos como um capacete, de acordo com cientistas do MBARI.

O M. mircostoma vive mais de 600 metros abaixo da superfície oceânica, onde a água é quase preta.

O peixe de olhos de barril passa boa parte de seu tempo sem se mover, olhando para cima, descobriram os cientistas do instituto enquanto observavam o espécime de um veículo operado remotamente.

As lentes verdes no topo de cada olho filtram a pouca luz solar que consegue chegar da superfície, permitindo ao peixe se concentrar na bioluminescência de criaturas gelatinosas pequenas ou de outras presas que passam acima dele.

É quando os olhos giram para frente acompanhando a presa, permitindo que o peixe mire em sua refeição.

Brasil: Desmatamento Reduzido

Brasil reduz 70,2% do desmatamento da Amazônia

A Amazônia perdeu entre novembro e janeiro 754 quilômetros quadrados de cobertura vegetal, uma área 70,2% inferior à devastada no mesmo período do ano anterior, segundo dados divulgados hoje pelo Governo.

O desmatamento entre novembro de 2007 e janeiro de 2008 chegou a 2.527 quilômetros quadrados, um significativo aumento que forçou o Governo a anunciar várias medidas para deter a devastação da maior floresta tropical do mundo.

A forte queda do desmatamento foi constatada pelas imagens de satélite do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), que esclareceu que os números são relativos, porque no período havia um grande céu encoberto sobre a Amazônia que dificulta os cálculos.

Os dados foram calculados também pelo Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), uma metodologia do INPE que permite conhecer o avanço do desmatamento mensalmente e com apenas um mês de atraso, mas que não é tão precisa como a normalmente utilizada.

Além de ter caído 70,2% em comparação com o mesmo período do ano passado, a devastação entre novembro de 2008 e janeiro de 2009 foi 60% inferior à medida entre agosto e outubro de 2008 (1.884 quilômetros quadrados).

Segundo o INPE, apesar da queda do desmatamento, os 754 quilômetros devastados por madeireiros, colonos e agricultores no período correspondem a uma área equivalente à metade da cidade de São Paulo.

De acordo com o organismo, a Amazônia perdeu 355 quilômetros de cobertura vegetal em novembro, outros 177 quilômetros quadrados em dezembro e 222 quilômetros quadrados em janeiro deste ano.

Esses números podem ser maiores, porque o intenso céu encoberto sobre a Amazônia entre novembro e abril geralmente dificulta a visibilidade desde satélites.

Em novembro, 63% da Amazônia estava encoberta por nuvens, em dezembro 86%, e em janeiro 76%, detalhou o INPE.

Retirado Tumor de 15 Kg

Saudita de 14 anos retira tumor de 15 kg do ovário

Um tumor que pesava mais de 15 kg foi extirpado do ovário de uma menina de 14 anos por uma equipe de especialistas de um hospital do norte da Arábia Saudita, informou nesta terça-feira um comunicado médico.

O tumor tinha se propagado gradualmente nos últimos 12 meses do ovário até ocupar todo o abdômen, afirma a nota, que indica que a operação foi realizada pelo chefe de cirurgia do hospital da zona de Hael, Mohsen Mustafa Habib.

O médico afirmou que a operação concluiu com sucesso, já que a menina está fora de perigo e com sua capacidade reprodutiva intacta. A paciente, cuja identidade o comunicado preserva em sigilo, tinha recorrido a várias clínicas em busca de tratamento, mas só eram receitados remédios para a má digestão, conclui a nota.

Imunidade Imediata

Vacina que dá imunidade imediata contra doenças é criada

Cientistas americanos afirmaram terem desenvolvido uma vacina que fornece imunidade imediata contra vírus, bactérias, alguns tipos de câncer e até toxinas.

Em artigo divulgado hoje pela revista Proceedings of the National Academy of Sciences, os pesquisadores explicaram que o novo remédio resolveria o problema do tempo que leva para as atuais vacinas criarem imunidade contra um patógeno.

O grupo, liderado por Carlos Barbas, professor do Instituto Scripps de Pesquisas, explicou que o novo tipo de inoculação, chamado imunização covalente, já foi testado em ratos com melanoma ou câncer de cólon.

Os cientistas injetaram nos roedores substâncias especificamente criadas para desencadear uma reação imunológica "universal".

Também desenvolveram outras substâncias, chamadas "moléculas de adaptação", que reconheceram as células específicas do câncer.

Uma vez injetadas no animal, as moléculas de adaptação se uniram aos anticorpos para criar "complexos covalentes de adaptação anticorpos", segundo o estudo.

Só os roedores que receberam a vacina e as "moléculas de adaptação" geraram um ataque imunológico imediato contra as células cancerígenas, o que levou a uma redução considerável no crescimento do tumor, ainda de acordo com o estudo.

"Os anticorpos em nossa vacina foram elaborados para circular de forma inerte até que recebam pequenas moléculas desenhadas especialmente, as atuais entram em atividade contra um alvo específico", explicou Barbas no relatório sobre o estudo.

"A vantagem deste método é que abre a possibilidade de ter anticorpos desenhados e prontos para entrar em ação no momento em que se recebe uma injeção ou se administra uma pílula", acrescentou.

Faça Seu Filho : Seleção Cosmética!

Clínica oferece escolha de cor de olhos de bebês nos EUA

Uma clínica dos Estados Unidos iniciou uma polêmica ao oferecer a casais que querem ter filhos a chance de escolher características como cor do cabelo ou dos olhos do bebê. A clínica Fertility Institutes, de Los Angeles, dirigida por um dos pioneiros dos tratamentos de fertilização artificial na década de 70, Jeff Steinberg, espera para 2010 o nascimento do primeiro bebê com características escolhidas pelos pais. A clínica de Steinberg também oferece a escolha do sexo dos bebês.

Especialistas britânicos criticam a clínica americana e afirmam que o serviço vai desviar a atenção das pessoas de como a mesma tecnologia pode proteger crianças de doenças herdadas dos pais. A ciência que envolve as escolhas nos bebês é baseada em uma técnica de laboratório chamada de pré-implantação de diagnóstico genético (PGD, na sigla em inglês). A técnica envolve a retirada de uma célula de um embrião muito novo, antes que ele seja implantado no ventre da mãe.

Os médicos então selecionam um embrião que seja livre de genes indesejáveis - ou, neste caso, um embrião com os traços físicos desejados como cabelo loiro e olhos azuis - para continuar com a gravidez e descartar outros embriões.

Um casal pode querer um bebê com a pele mais escura para ajudar na prevenção de câncer de pele, se já tiver um filho que tenha desenvolvido o melanoma. Mas outros pais podem simplesmente querer um menino com cabelos loiros.

A clínica de Steinberg oferece a seleção cosmética para pacientes que já passaram por exames genéticos para problemas gerados por cromossomos anormais em seus embriões. "Nem todos os pacientes serão qualificados para esses exames e não damos garantias de uma 'previsão perfeita' de coisas como cor do cabelo ou dos olhos", afirma o site da cínica.

Steinberg, por sua vez, diz que a capacidade de oferecer este tipo de serviço para casais que querem ter filhos já existe há anos, mas foi ignorada pela comunidade médica. "É hora de todos tirarem a cabeça da areia", afirmou o médico. "Eu não diria que é um caminho perigoso. É um caminho desconhecido."

Dilema moral

Gillian Lockwood, especialista britânica em fertilidade e integrante do comitê ético do Royal College of Obstetricians and Gynaecologists, questiona se é moralmente correto usar a ciência desta forma. "Se chegarmos ao ponto de decidirmos qual gene ou combinação de genes são responsáveis pelos olhos azuis ou cabelo loiro, o que você vai fazer com todos aqueles outros embriões que são ruivos ou têm olhos verdes?"

A pesquisadora alerta ainda para a possibilidade de "transformar bebês em produtos que as pessoas escolhem em uma prateleira". "Este é inevitavelmente um caminho escorregadio do processo de fertilização, que cria muito mais embriões do que os que podem ser implantados", diz Josephine Quintavalle, fundadora da organização Comment on Reproductive Ethics. "Escolhas sempre serão necessárias", acrescenta. "Você escolhe ter oito bebês ou aqueles que têm o nariz mais bonito?"

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