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Expedição identifica 56 novas espécies de animais e vegetais em Papua-Nova Guiné


Uma das maiores áreas selvagens e intocadas de Papua-Nova Guiné acaba de revelar diversos animais e vegetais provavelmente ainda desconhecidos da ciência. Um grupo liderado por cientistas da Organização Não Governamental Conservação Internacional (CI) identificou 56 novas espécies, entre as mais de 600 encontradas durante uma expedição à região central dessa ilha da Oceania.

Das novas espécies, 50 são aranhas saltadoras. Três delas pertencem a gêneros completamente novos, que compreendem linhagens bastante distintas dentro de um grupo já muito diferente na árvore evolutiva das aranhas saltadoras.

“Os novos gêneros apresentam características morfológicas que farão com que os cientistas revejam o modo como essas aranhas evoluíram ao longo do tempo”, diz Bruce Beehler, pesquisador do Centro para Ciência Aplicada à Biodiversidade, da Conservação Internacional, ao site Ciência Hoje.

Os cientistas também registraram pela primeira vez duas espécies de sapos, uma perereca e uma lagartixa, além de dois pequenos arbustos que dão flores. As descobertas foram feitas durante um mês, entre julho e agosto de 2008, na região que abrange as montanhas Kaijende e os vales no seu entorno.

Segundo Beehler, essa área é rica por várias razões: está localizada na região equatorial do planeta, recebe muita chuva e é montanhosa. “Essa combinação produz muitas espécies. É nas montanhas tropicais que a evolução age sem controle!”

O trabalho da equipe não se restringiu à coleta de espécimes da fauna e da flora. Um antropólogo que integrou a expedição documentou a história natural e o conhecimento tradicional de povos tribais que habitam a região. O objetivo é ajudar esses povos a manter a forma de gestão dos recursos naturais que tem sido adotada na área e que permitiu sua conservação.

A área das montanhas Kaijende é usada para caça e coleta de produtos florestais pelas comunidades locais, além de ser fonte importante de água potável para dezenas de milhares de pessoas que vivem em vales próximos. Beehler destaca que atualmente o local é uma grande selva com pouca interferência humana. “O objetivo é nomear a região inteira como área de conservação nacional e a CI já está trabalhando nisso junto com comunidades locais e governos.”

A expedição a Papua-Nova Guiné também contou com a participação de membros das comunidades e cientistas locais e pesquisadores das universidades de British Columbia (Canadá) e Montclair State (EUA). A Conservação Internacional planeja mais três expedições ao país a partir de abril de 2009.

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1 comentários:

Jader disse...

A aranha verde é a melhor parece coisa de filme!! OO

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