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Vaca dá à luz bezerra com duas cabeças no interior de São Paulo


A vaca Baixinha, da raça holandesa cruzada, deu à luz duas bezerras na manhã desta sexta feira. O fato, que já não é muito comum, chamou ainda mais a atenção da vizinhança do sítio Laranjeiras, no município de Anhumas (560 km a oeste de São Paulo), pois uma das bezerras nasceu com duas cabeças - parte da coluna também se divide em duas antes da ligação com cada formação craniana.
No entanto, o animal viveu por poucos minutos e morreu antes mesmo da primeira mamada. O proprietário do sítio, Antonio Damasceno, 61 anos, conhecido como "Tora", contou que seus familiares ficaram abismados com o acontecido. "Nós percebemos que a vaca estava com dificuldade para expelir o feto, fomos lá pra ajudar e depois de uns 40 minutos, nasceu a bezerra", disse.
"Quando amparamos o animal, percebemos que tinha duas cabeças. Logo depois, nasceu a outra bezerra. Desta vez, foi um animal normal sem exigir muito esforço da vaca, que ainda mantinha a dilatação do parto da primeira cria", explicou.
O produtor rural afirmou que desde criança trabalha no manejo de gado e que esta foi a primeira vez que viu tal ocorrência. "Já vi isso pela televisão, mas pessoalmente, é a primeira vez. Agora quero ver se algum estudioso se interessa pelo animal para fins de estudos", concluiu. Fato idêntico ocorreu em quatro de julho de 2007 no sítio Caravina, de propriedade de Plínio Caravina, onde uma vaca também teve um bezerro de duas cabeças, mas que morreu pouco depois.
O médico veterinário Luís Carlos Vianna, 42 anos, que também é diretor do curso de medicina veterinária da Unoeste (Universidade do Oeste Paulista) em Presidente Prudente afirmou que o fenômeno é muito raro. "Trata-se de uma anomalia provocada pelo cruzamento de gens que apresentam esta formação de um segundo órgão, no caso o crânio. É um caso raro, mas que pode ocorrer espontaneamente. Também não é comum do bovino em partos de gêmeos. Nesse caso, foi uma gestação dupla, mas de placentas separadas, o que resultou nas duas bezerras", analisou.
O veterinário disse ainda que o museu da anatomia veterinária da Unoeste, possui um bezerro com duas cabeças que nasceu há cerca de 20 anos, depois morreu e foi empalhado.

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