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Biodiversidade

Mariposas burlam morcegos

Mariposas-tigre interferem em sonar para enganar morcegos

Na batalha contínua entre morcegos e mariposas-tigre, um ponto para as mariposas: um estudo mostra que uma espécie de mariposa usa um tipo diferente de técnica de defesa para evitar se tornar comida de morcego. Muitos morcegos usam a ecolocalização - um tipo de sonar de pulsos ultrassônicos - para encontrar suas presas.

As mariposas-tigre produzem cliques ultrassônicos próprios, e antigos estudos mostraram que tais sons têm duas funções. No caso de algumas mariposas que são tóxicas para morcegos, os cliques alertam os morcegos para que fiquem longe delas. No caso de outras, os cliques assustam os morcegos, permitindo que as mariposas tenham tempo de escapar.

Aaron J. Corcoran e William E. Conner, da Universidade Wake Forest, e Jesse R. Barber, da Universidade Estadual do Colorado, mostraram que para a espécie Bertholdia trigona, os cliques exercem uma terceira função. Eles mantêm os morcegos do gênero Eptesicus, que normalmente se alimentariam da B. trigona, acuados ao interferirem em seu sonar.

Os pesquisadores montaram experimentos que eliminavam outras possíveis funções. Por exemplo, se os cliques servissem para alertar os morcegos de que as mariposas eram tóxicas, seria esperado que os morcegos capturassem alguns insetos antes de aprenderem a evitá-los. Isso não ocorreu. Se houvesse um efeito de susto, isso desapareceria à medida que os morcegos se acostumassem com os sons. Mas os pesquisadores descobriram que os cliques ultrassônicos das mariposas funcionavam no longo prazo.

Gravações de áudio mostraram que os cliques das mariposas perturbavam o ciclo de ecolocalização dos morcegos, que normalmente aumenta à medida que o morcego se aproxima de seu alvo. Isso, os pesquisadores dizem, sugere que os morcegos ainda estavam tentando capturar a presa, mas foram confundidos pelos cliques das mariposas.

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