Destaque Tudo de Bio

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Imagem da Semana

Criaturas das profundezas são destaque em mostra em Londres

Uma exposição aberta na sexta-feira pelo Museu de História Natural de Londres mostra ao público as pouco conhecidas criaturas das profundezas dos oceanos, que vivem em um ambiente menos explorados pelo homem do que a superfície da Lua.

As criaturas bizarras da exposição The Deep se adaptaram à vida a até 11 mil m de profundidade, na escuridão, com temperaturas abaixo de zero e com uma pressão até mil vezes superior à pressão atmosférica. Acredita-se que, apesar de todas essas dificuldades, a biodiversidade existente no fundo dos oceanos possa ser tão rica quanto a existente nas florestas tropicais ou nos recifes de coral.

Para viver nas profundezas, algumas das criaturas mostradas na exposição desenvolveram habilidades incomuns - como a de produzir a própria luz ou mesmo aparentar invisibilidade. Um dos destaques da exposição são uma carcaça e uma maquete de uma baleia cachalote. Os restos de uma baleia morta no fundo do oceano podem servir para alimentar outras criaturas por até 50 anos.

A exposição The Deep, que fica em cartaz até setembro em Londres, faz parte das comemorações do Ano Internacional da Biodiversidade e tem a intenção de destacar as ameaças à sobrevivência das criaturas do fundo do mar e a necessidade de preservá-las.

Fonte: Terra Ciência

Hominídeo ou não?

Cientistas questionam posição de 'Ardi' na evolução humana

No ano passado, um esqueleto fossilizado chamado "Ardi" abalou o campo da evolução humana. Agora, alguns cientistas levantam dúvidas sobre o que essa criatura da Etiópia realmente era, e em que tipo de paisagem vivia.

Novas críticas questionam se Ardi realmente pertence ao ramo humano da árvore evolutiva, e se ele realmente vivia em florestas. A segunda questão tem implicações para as teorias sobre o tipo de ambiente que desencadeou a evolução humana.

O novo trabalho aparece na revista Science, que em 2009 declarou a apresentação original do fóssil de 4,4 milhões de anos a principal descoberta do ano.

Ardi, abreviação de Ardipithecus ramidus, é um milhão de anos mais velho que o fóssil Lucy. Ano passado, foi saudado como uma janela para os primórdios da evolução humana.

Pesquisadores tinham concluído que Ardi andava ereto e não sobre os nós dos dedos das mãos, como os chimpanzés, e que vivia em florestas, não em campos gramados. Ela não se parece muito com os chimpanzés atuais, nossos parentes mais próximos ainda vivos, embora estivesse ainda mais perto que Lucy do ancestral comum entre humanos e chimpanzés.

Esses questionamentos são comuns; grandes descobertas científicas costumam ser saudadas dessa maneira. Até que mais cientistas possam estudar o fóssil, um amplo consenso sobre seu papel na evolução humana pode continuar indefinido.

A descoberta em 2003 dos pequenos "hobbits" na Indonésia, por exemplo, desencadeou um longo debate sobre eles seriam uma espéci à parte da humanidade ou não.

Tim White, um dos cientistas que descreveram Ardi no ano passado, disse que não se surpreende com o debate atual. "Era totalmente esperado", disse ele. "Sempre que se tem algo tão diferente quanto Ardi, provavelmente haverá isso".


Esteban Sarmiento, da Fundação de Evolução Humana, escreve na nova análise que não está convencido de que Ardi pertence ao ramo da árvore da vida que conduz à espécie humana.

Em vez disso, argumenta, ele pode ter vindo mais cedo, antes que o ramo humano se separasse dos ancestrais de gorilas e chimpanzés.

As características anatômicas específicas de dentes, o crânio e outras partes citadas pelos descobridores simplesmente não são indício suficiente de participação no ramo humano, diz ele. Algumas, como certas peculiaridades do pulso e da conexão da mandíbula indicam que Ardi surgiu antes que os humanos se separassem dos macacos africanos.

Em uma réplica por escrito na Science e em entrevista, White discorda de Sarmiento. "A evidência é muito clara de que no Ardipithecus há características encontradas apenas nos hominídeos posteriores e em humanos", disse ele. Se Ardi ainda fosse um ancestral dos chimpanzés, várias características teriam tido de" evoluir de volta" para uma forma mais simiesca, o que White considera "altamente improvável".

Outros especialistas, no entanto, disseram em entrevistas que acham que é muito cedo para dizer onde Ardi se encaixa.

Will Harcourt-Smith, do Museu Americano de História Natural e do Lehman College, disse que não poderia afirmar se Sarmiento está certo ou errado. "Estamos no início" da análise de Ardi, disse ele.

"Até que haja uma descrição mais completa do esqueleto, é preciso ser cauteloso ao interpretar a análise inicial de um jeito ou de outro". Mas ele disse discordar da avaliação de que Ardi seria velho demais para fazer parte do ramo humano.

Fonte: Estadão Ciência

Álcool x Células-tronco

Estudo: álcool mata células-tronco de cérebros de adolescentes

Um estudo em cérebros de macacos produziu a melhor evidência de que grandes bebedeiras podem causar danos duradouros a cérebros de jovens. O maior problema ocorre nas células-tronco destinadas a se tornarem neurônios no hipocampo, a área do órgão responsável pela memória e a noção espacial. As informações são do New Scientist.

Segundo a pesquisa, os cérebros de macacos se desenvolvem da mesma maneira que os de humanos, o que indica que os mesmos resultados seriam encontrados em adolescentes.

O estudo
Chitra Mandyam, do Instituto de Pesquisas Scripps, no Estado americano da Califórnia, e sua equipe deram drinks durante uma hora por dia durante 11 meses a macacos. Dois meses depois, os animais eram mortos e seus cérebros comparados com os de macacos que não consumiram álcool.

Os primeiros tinham 50% a 90% menos células-tronco nos seus hipocampos comparados com os que não beberam. "Nós vemos um profundo decréscimo em células vitais", diz Mandyam à reportagem.

Além dos possíveis problemas de memória e de habilidades espaciais, os pesquisadores acreditam que o consumo prematuro de álcool pode levar mais facilmente à dependência quando esses jovens chegarem à idade adulta. Estudos anteriores já indicaram que 41% dos adolescentes que começam a beber aos 12 anos desenvolvem dependência, enquanto que, entre aqueles que começam a beber aos 18 anos, a dependência chega a 11%.

Fonte: Terra Ciência

Bem escondidinhos

Veja a "lagarta cobra" e outros incríveis animais disfarçados

Em uma cena do filme Jurassic Park - Parque dos Dinossauros, os personagens reclamam que durante o passeio pelo parque eles não conseguem ver nenhum dos répteis pré-históricos. Momentos depois, eles descobrem que os gigantes não podiam ser vistos, mas estavam lá o tempo todo. Pois não são apenas os animais ancestrais que sabiam se esconder bem na natureza, hoje em dia muitas espécies são capazes de fazer inveja aos melhores espiões internacionais em matéria de disfarce, capazes até de ficar, literalmente, invisíveis. Conheça alguns dos disfarces mais singulares da natureza.

A lagarta que se disfarça de cobra
À primeira vista, pode parecer uma cobra, mas é apenas uma pequena lagarta com um hábil meio de se defender dos predadores. A Papilio troilus desenvolveu um par de falsos olhos amarelos e azuis para assustar outros animais. Quando se desenvolve, ela perde a camuflagem e se transforma em uma borboleta de asas negras com bolinhas claras. Há lagartas no Brasil que usam o mesmo tipo de imitação que a Papilio troilus.

Sorriso
A Theridion grallator tem apenas alguns milímetros, mas é capaz de confundir seus predadores com um belo "sorriso". "Existem diversas teorias sobre o motivo pelo qual a aranha desenvolveu os traços, um deles é que se pode confundir os predadores" afirma Geoff Oxford, um estudioso em aranhas da Universidade de York. "O predador pensa antes de decidir se quer ou não comer algo que ele não conhece ou está vendo pela primeira vez. A aranha pode ter desenvolvido as variações para escapar no momento em que o predador está decidindo se vai ou não atacar" completa Oxford. O animal vive no Havaí.

A cobra com duas cabeças
Descoberta por uma pesquisa dinamarquesa na Ásia, a Laticauda colubrina finge ter duas cabeças para enganar os predadores. Na verdade ela torce o rabo de uma forma que dá a ilusão de ser outra cabeça. Os estudiosos acreditam que esse "disfarce" seja uma evolução que protege a cobra marinha de ataques enquanto procura por suas presas. Apesar de serem extremamente venenosas, estas cobras são vulneráveis a vários predadores, incluindo tubarões e outros peixes.

"Isto (a estratégia de fingir ter duas cabeças) pode aumentar as chances de (as cobras) sobreviverem a ataques de predadores, ao expor uma parte do corpo 'menos' vital", afirmou Arne Rasmussen, que liderou a pesquisa. "Mas, mais importante, pode impedir o ataque se (os predadores) acharem que o rabo é tão venenoso quanto a cabeça da cobra", acrescentou.

O tubarão invisível
Na verdade, esse animal não se disfarça, e sim desaparece completamente. O truque do "caçador fantasma dos fiordes", como é chamado pelos cientistas, é emitir luz da parte inferior do corpo. Em certa profundidade, onde não há escuridão total, mas também não há muita luz, ele ajusta a emissão da parte inferior com a luz que vem de águas que estão acima dele. Quando a luminosidade do corpo é igual à que vem de cima, ele fica invisível para aqueles que o veem por baixo. Além disso, o animal tem a boca para baixo, o que diminui ainda mais a chance de sobrevivência da vítima.

"Clone"
Outra especialista em disfarces é a aranha Cyclosa mulmeinensis, que vive em Taiwan. O animal costuma "decorar" sua teia com detritos, partes de plantas, restos de presas ou sacos de ovos. Contudo, os cientistas ficavam intrigados com o fato dessas "decorações" terem o tamanho aproximado do animal. Após notarem que as "decorações" também reproduziam as cores da aranha, eles perceberam que elas eram na verdade réplicas. Ela pode ser o primeiro animal no mundo a criar uma réplica de si mesmo em tamanho real para escapar de ataques de predadores.

Disfarce de pedra
O lagarto Cnemaspis neangthyi imita tão bem seu ambiente que fica quase imperceptível em fendas de rochas e árvores. Descoberto em uma região inóspita do Camboja, ele foi descoberto em uma expedição da Universidade La Sierra e pela ONG Fauna & Flora International (FFI).

Fonte: Terra Ciência

Origem da Vida

Estudo brasileiro reforça hipótese de que vida na Terra veio do espaço

Quantos escudos protetores você precisaria para sobreviver a uma viagem interplanetária de milhões de anos, agarrado a um pedaço de rocha, congelado, sem água nem oxigênio e bombardeado incessantemente por radiação ultravioleta? Se você é uma bactéria da espécie Deinococcus radiodurans, uma superfície rugosa e uma camada de poeira já seriam suficientes. É o que indica o primeiro estudo experimental de astrobiologia feito por cientistas brasileiros.

Os resultados, publicados na última edição da revista científica Planetary and Space Science, dão suporte à teoria da panspermia, segundo a qual a vida pode não ter se originado na Terra, mas em outro ponto do universo, e caído aqui já pronta, trazida por um cometa, meteorito ou coisa parecida. Para isso, uma forma de vida primordial - representada nos experimentos por bactérias - precisaria sobreviver às intempéries do espaço por milhares ou até milhões de anos, dormente, para então renascer na superfície de algum planeta amigável. Como a Terra.

Por mais difícil que isso possa parecer, vários experimentos realizados nos últimos anos demonstram que determinadas bactérias, em determinadas condições, poderiam sobreviver a uma aventura espacial dessa natureza. A isso soma-se, agora, o trabalho do biólogo brasileiro Ivan Gláucio Paulino-Lima, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Ele submeteu colônias de Deinococcus radiodurans a condições similares às encontradas no espaço e comprovou que elas sobrevivem, com relativa facilidade, a doses altíssimas de radiação.

"Uma mínima proteção contra raios ultravioleta é suficiente para aumentar significativamente a sobrevivência desses microrganismos", afirma Lima, que fez o trabalho para sua tese de doutorado. "Do ponto de vista da biologia, os resultados não são tão extraordinários. Colocados num contexto astronômico, porém, as implicações tornam-se importantíssimas."

A mais importante delas é que microrganismos primitivos resistentes, semelhantes à Deinococcus radiodurans, poderiam, sim, sobreviver a uma viagem interplanetária, presos a grãos de poeira ou rocha (micrometeoritos). A simulação foi feita utilizando o acelerador de partículas do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS), em Campinas, capaz de produzir feixes contínuos de radiação em vários comprimentos de onda e diferentes intensidades.

As bactérias foram colocadas sobre uma fita de carbono, cuja superfície rugosa forma uma série de "caverninhas" microscópicas nas quais as bactérias podiam se esconder da radiação - algo bem semelhante à superfície de um micrometeorito, segundo os pesquisadores. Associado a isso, bastou uma camada de poeira, matéria orgânica ou um leve empilhamento de células para que as bactérias mais abaixo sobrevivessem.

No teste mais rigoroso, as bactérias foram expostas a 16 horas contínuas de radiação ultravioleta de vácuo, numa dose equivalente ao que elas receberiam ao longo de 1 milhão de anos viajando no espaço. "É uma radiação de altíssima energia, muito mais forte do que os raios ultravioleta que chegam à superfície da Terra", aponta a pesquisadora Claudia Lage, do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho, que orientou o trabalho de Lima na UFRJ. A atmosfera terrestre filtra os comprimentos de onda mais nocivos da radiação solar. Caso contrário, a superfície do planeta seria esterilizada.

Em média, só 2% das bactérias sobreviveram às sessões de radiação. Parece pouco, mas numa amostra de 100 mil células, isso significa 2 mil bactérias. Mais do que suficiente para inseminar um planeta, como gostam de dizer os astrobiólogos. "É praticamente uma invasão alienígena", compara Claudia.

Na surdina. Uma invasão tão silenciosa que passaria facilmente despercebida mesmo nos dias de hoje. Além de sobreviver às intempéries do espaço, para desembarcar aqui, os micróbios extraterrestres precisariam sobreviver à entrada na atmosfera.

Em 2003, uma rachadura no escudo protetor do ônibus espacial Columbia foi suficiente para destruir completamente a nave, matando seus sete tripulantes. Da mesma forma, o calor criado pelo atrito com o ar seria mais do que suficiente para pulverizar qualquer organismo preso à superfície de um meteoro ou outro meio de transporte espacial.

Por isso, os pesquisadores especulam que as "invasão" teria ocorrido por meio de micrometeoritos - fragmentos microscópicos de rocha -, grandes o suficiente para transportar bactérias, mas pequenos o suficiente para passar pela atmosfera sem se aquecer. Estudos feitos na Antártida indicam que até 10 mil toneladas de micrometeoritos caem anualmente sobre a Terra, segundo o astrônomo Eduardo Janot Pacheco, do Instituto de Astronomia (IAG) da Universidade de São Paulo, que também assina o estudo. "Formas de vida alienígenas podem estar caindo sobre o planeta agora mesmo", especula Janot.

As evidências fósseis mais antigas de vida microbiana no planeta datam de 2,5 bilhões de anos, segundo Claudia. "O planeta já era perfeitamente habitável naquela idade", diz ela, caso algum microrganismo alienígena tenha mesmo desembarcado por aqui naquele momento.

Talvez a própria Deinococcus radiodurans - que seria, neste caso, o ancestral comum de todas as formas de vida na Terra -, ou algo parecido com ela.

Conan, a bactéria. A Deinococcus radiodurans foi selecionada para o estudo porque, como diz seu nome, é uma espécie naturalmente resistente à radiação extrema. A razão evolutiva para isso, ninguém sabe, pois ela aguenta doses muito mais elevadas do que se registra em qualquer ambiente da Terra. E também é resistente à desidratação - outra características necessária para sobrevivência no espaço.

É encontrada em todo lugar, desde desertos até comidas enlatadas. Já apareceu no Guiness Book como "a bactéria mais durona do planeta", e às vezes atende pelo apelido de Conan. "Ainda bem que não é uma espécie patogênica, senão estaríamos em apuros", conclui Janot.

PARA ENTENDER

A busca pela origem da vida

Evidências genéticas associadas à teoria da evolução (em especial, o fato de que todos os seres vivos têm DNA), indicam que todas as espécies do planeta originaram-se de um ancestral comum, bilhões de anos atrás. Essa forma de vida primordial seria um organismo extremamente simples - muito mais simples do que uma bactéria. Mas como ela se formou? Ninguém sabe. Estudos mostram que algumas moléculas essenciais das células podem se formar espontaneamente na natureza, mas ninguém foi capaz de produzir vida dessa forma até agora em laboratório. A teoria da panspermia não resolve esse problema - apenas desloca-o para outro lugar do universo.

Fonte: Estadão on line

Bronzeado Perigoso

Bronzeamento artificial duplica risco de câncer, diz estudo

O bronzeamento artificial quase duplica o risco do grave câncer de pele melanoma - e quanto mais horas são passadas no bronzeamento, maiores os riscos, de acordo com um novo estudo.

Aqueles que usaram máquinas de bronzeamento tinham 1,74 vezes mais chances de desenvolver melanoma do que os que não usaram. Usuários frequentes - que tiveram mais de 100 sessões ou 50 horas de bronzeamento artificial durante 10 anos - tinham riscos 2,5 vezes maiores do que os não-usuários, segundo o estudo.

Essa correlação, chamada de reação a dosagem, "é muito importante para ajudar na defesa de que esta é uma influência causal", disse DeAnn Lazovich, um epidemiologista da Universidade de Minnesota que é o principal autor do estudo, publicado online na última semana em Cancer Epidemiology, Biomarkers & Prevention.

No ano passado, a Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer, parte da Organização Mundial de Saúde, classificou as câmaras de bronzeamento como carcinogênicas a seres humanos, e a agência FDA dos Estados Unidos está considerando rever as exigências para câmaras bronzeadoras e fortalecer os rótulos de advertência a respeito dos riscos.

O novo estudo comparou 1.167 moradores de Minnesota que tiveram um diagnóstico de melanoma invasivo de 2004 a 2007 com 1.101 indivíduos saudáveis. Sessenta e dois por cento dos pacientes com melanoma haviam utilizado o bronzeamento artificial, contra 51,1% do grupo de comparação.

Fonte: Terra Ciência

Populares