Destaque Tudo de Bio

terça-feira, 15 de maio de 2012

Eventos: XIX ENGENE

"Tudo de Bio" será tema de resumo em evento científico

por Heytor Neco


Oi pessoal!
O próximo evento em que marcarei presença será no XIX Encontro de Genética do Nordeste que, este ano, acontecerá em Petrolina-PE e Juazeiro-BA, entre os dias 17 e 21 de junho.
A boa notícia é que estarei indo divulgar nosso blog através de um resumo sobre a influência deste na divulgação científica. Irei apresentar este e mais outro trabalho na forma de pôster.
As inscrições ainda estão sendo realizadas, mas infelizmente o prazo de envio dos resumos já encerrou.
Claro que ainda há minicursos e palestras muito interessantes para quem quiser participar sem apresentação de trabalhos.
Para saber mais sobre o evento acesse o site do ENGENE.

Aguardem mais novidades!
Abraços!

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Genes e Carnívoros

Aversão às carnes pode ter explicação genética

  O motivo pelo qual algumas pessoas têm, e outras não, aversão à carne pode ser genético, de acordo com um novo estudo feito na Universidade Norueguesa de Ciências da Vida. Segundo os pesquisadores, a presença de um gene que permite que um indivíduo sinta um odor típico de carnes como a de porco pode determinar a repulsa pelo alimento. "Para essas pessoas, o cheiro da carne é repugnante e lembra odor de urina”, explica um dos pesquisadores responsáveis pela pesquisa.
O trabalho, publicado nesta quarta-feira no periódico PLoS One, é um dos primeiros a mostrar como os genes podem influenciar os nossos hábitos alimentares.
Como explicam os autores do estudo, a capacidade de as pessoas detectarem odores se deve a receptores químicos presentes nas células nervosas do nariz. No total, um indivíduo possui genes ligados a aproximadamente 400 receptores de odor diferentes, capazes de detectar algo em torno de 10.000 cheiros variados. Alguns desses receptores são capazes de detectar a androsterona, um hormônio esteroide encontrado em grandes concentrações nos porcos machos. Estudos anteriores mostraram que cerca de 70% da população mundial possui genes que permitem que uma pessoa sinta a androsterona, o que provoca reações diferentes em cada indivíduo.
De acordo com um dos autores do estudo, Hiroaki Matsunami, os indivíduos mais sensíveis ao odor da androsterona são aqueles que possuem as duas cópias do gene OR7D4, que é justamente o gene ligado aos receptores capazes de detectar o hormônio. Ou seja, devem herdar o gene tanto do pai quanto da mãe. “Para essas pessoas, o cheiro da carne realmente é repugnante, e lembra suor ou odor de urina”, explica o pesquisador. No entanto, como o autor indica, há pessoas com somente uma cópia do gene (e uma variante) que, mesmo sentindo o odor do hormônio, não se incomodam tanto com ele. “Esses indivíduos não acham o cheiro da carne tão desagradável, e muitas vezes o odor é tão fraco que chega perto de se tornar imperceptível”, diz.
A pesquisa — Para chegar a essa conclusão, Matsunami e sua equipe selecionaram 23 adultos saudáveis. O trabalho foi feito em três etapas: primeiro, os autores do estudo adicionaram androsterona em dois de três copos de água e pediram que os participantes cheirassem cada copo e identificassem qual deles tinha um odor diferente. Assim, a equipe concluiu que os que estavam certos eram os indivíduos sensíveis ao odor do hormônio. Em seguida, os participantes tiveram que comer carne de porco moída e cozida com níveis variados de androsterona que era acrescentada à carne e, depois, avaliaram sabor e cheiro do alimento. Por fim, os autores realizaram testes genéticos nos indivíduos.
Os pesquisadores descobriram que todas as pessoas que conseguiram identificar o cheiro da androsterona nos copos de água tinham duas cópias do gene relacionado aos receptores do odor do hormônio. Além disso, esses indivíduos foram mais propensos a classificar o sabor da carne como ruim. Por outro lado, aqueles que possuíam somente uma cópia do gene não identificaram o odor da androsterona e tenderam a considerar o sabor da carne bom.
Segundo os autores, o estudo mostrou que os genes certamente influenciam a capacidade de uma pessoa identificar odores e, consequentemente, interferem nas preferencias por determinados alimentos. Porém, eles lembram que a experiência é outro fator que deve ser levado em consideração, já que, segundo a pesquisa, parte das pessoas que inicialmente não conseguem identificar determinado odor podem passar a senti-lo se entrarem em contato com o cheiro repetidamente.

 Fonte: Veja

DNA Humano x Vírus Pré-histórico

DNA humano carrega 'herança' de vírus pre-histórico, aponta estudo

Traços de vírus antigos que infectaram nossos ancestrais há milhões de anos são mais comuns e disseminados em nós do que se pensava anteriormente, aponta um estudo de cientistas americanos e europeus. A pesquisa, publicada no jornal Proceedings of the National Academy of Sciences, mostra que ainda conservamos material genético da era dos dinossauros e abre novos caminhos para os estudos do DNA humano. 

Os cientistas estudaram os genomas de 38 mamíferos, incluindo humanos, roedores, elefantes e golfinhos. Um dos vírus "invasores do DNA" foi encontrado no genoma de um ancestral que viveu há cerca de 100 milhões de anos, e resquícios desse microrganismo foram achados em praticamente todos os mamíferos estudados. Um outro vírus infectou um primata, e assim foi encontrado em macacos, humanos e outros primatas.
O trabalho concluiu que muito desses vírus perderam a habilidade de se transferir de uma célula para a outra. Em vez disso, evoluíram e desenvolveram a habilidade de permanecer na mesma célula, ficando toda sua vida no mesmo local.
Os pesquisadores encontraram evidências de vírus se proliferando tão intensivamente entre os genomas dos mamíferos que compararam com uma doença epidêmica. De acordo com Robert Belshaw, do Departamento de Zoologia da Universidade de Oxford, uma das instituições que conduziram o estudo, disse que se trata de "uma epidemia dentro do genoma dos animais que continua até hoje".
"Suspeitamos que esses vírus são forçados a fazer uma escolha - ou mantêm sua 'essência viral' e se espalham pelos animais e outras espécies, ou se comprometem com um genoma e se disseminam dentro dele", explicou.
O estudo mostra que os vírus envolvidos perderam o gene Env, responsável pela capacidade de se transferir entre células. Conhecidos como retrovírus endógenos, esses microrganismos tornaram-se 30 vezes mais abundantes que suas células hospedeiras.
Segundo Belshaw, essa espécie de vírus não tem efeitos óbvios ou diretos sobre a saúde, mas ele prefere não tirar conclusões precipitadas. "Pode haver efeitos que não estamos enxergando ou coisas das quais poderíamos até tirar vantagem se detectássemos retrovírus em atividade como resultado de uma infecção cancerígena", conclui.

Fonte: BBC/Estadão

 

Teste Genético para Câncer de Mama

Teste genético poderia ajudar a prever câncer de mama, diz pesquisa

Um teste genético poderia ajudar a prever o câncer de mama anos antes de a doença ser diagnosticada, segundo uma nova pesquisa. 

O teste analisa como os genes são alterados por fatores externos, como álcool e hormônios, um processo conhecido como epigenética.
Os cientistas acreditam que uma em cada cinco mulheres possui um tipo de "interruptor genético", ou seja, um elemento que "liga e desliga" genes, que duplica o risco de câncer de mama.
A partir das descobertas, eles esperam desenvolver um exame de sangue simples que possa ajudar a indicar quais mulheres têm maior tendência de desenvolver a doença.

Glóbulos brancos

No trabalho publicado na revista científica Cancer Research, os cientistas do Imperial College London analisaram amostras de sangue de 1.380 mulheres de diversas idades, 640 das quais desenvolveram câncer de mama.
Eles encontraram uma forte ligação entre o risco de ter a doença e a modificação molecular de um único gene, chamado ATM, que pode ser encontrado nos glóbulos brancos.
Os pesquisadores tentaram, então, descobrir o que estava causando esta alteração e procuraram especificamente por um efeito químico chamado metilação, que atua como um "interruptor genético".
As mulheres que apresentaran os maiores níveis de metilação afetando o gene ATM tinham duas vezes mais chance de desenvolver câncer de mama na comparação com aquelas que apresentaram os níveis mais baixos.
Em alguns casos, as alterações eram evidentes até 11 anos antes de a doença ser diagnosticada.

Epigenética

"Sabemos que a variação genética contribui para o risco de uma pessoa ter determinadas doenças", disse James Flanagan, que liderou o novo estudo.
"Com esta nova pesquisa, agora também podemos dizer que a variação epigenética, ou diferenças na maneira como os genes são modificados, também tem um papel."
Flanagan espera que nos próximos anos seja possível descobrir outros genes que afetam o risco de uma mulher apresentar câncer de mama.
"O desafio agora é como incorporar toda esta nova informação aos modelos de computador que são usados atualmente para prever riscos individuais."
Ainda não se sabe exatamente por que o risco de câncer de mama pode estar ligado a mudanças em um gene de glóbulos brancos, mas a equipe prevê que um exame de sangue pode ser usado em conjunto com outras informações, como histórico familiar e presença de outros genes conhecidos de câncer de mama, para ajudar a identificar as mulheres com maior risco de desenvolver a doença.

Fonte: BBC/Estadão

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