quarta-feira, 25 de novembro de 2009

O Polêmico Darwin

Darwin segue polêmico 150 anos após "Origem das espécies"

Mesmo hoje, 150 anos após sua publicação, "A Origem das Espécies", de Charles Darwin, continua a alimentar choques entre cientistas convencidos da veracidade de suas teses e críticos que rejeitam a visão da vida sem um criador.

O atual "Ano de Darwin" ¿ assim chamado porque 12 de fevereiro de 2009 foi o bicentenário do nascimento do naturalista britânico e 24 de novembro, o 150o aniversário de seu livro ¿ foi marcado por uma enxurrada de livros, artigos e conferências debatendo a teoria da evolução, de sua autoria.

Enquanto muitos cobrem terreno que já foi amplamente tratado antes, outros enveredaram por caminhos novos. Mas não há consenso à vista, provavelmente porque a evolução darwiniana é ao mesmo tempo uma teoria científica poderosa que descreve como as formas de vida se desenvolvem através da seleção natural e uma base de filosofias e visões sociais que frequentemente incluem o ateísmo.

"As pessoas estão aceitando e rejeitando a evolução não tanto com base científica, mas como filosofia", disse à Reuters Nick Spencer, diretor do instituto público de estudos sobre teologia Theos, sediado em Londres.

"Hoje os darwinianos mais eloquentes frequentemente associam a evolução ao ateísmo. . à amoralidade e à ideia de que não existe desígnio ou finalidade no universo."

Spencer disse que muitas pessoas aderiram a posições anti-evolucionistas nos EUA e Grã-Bretanha nas últimas décadas "não tanto por rejeitarem a evolução como ciência, embora em muitos casos seja assim que a posição seja apresentada, mas porque a rejeitam como filosofia de vida."

"É perfeitamente possível ser evolucionista e não seguir essa filosofia em relação à vida ¿ ser evolucionista e ainda assim acreditar em Deus, no desígnio e na finalidade da vida", disse.

DÚVIDAS MUÇULMANAS A RESPEITO DE DARWIN

O criacionismo, a ideia de que Deus criou o mundo conforme é descrito na Bíblia, e a visão do "desígnio inteligente", que postula a existência de um criador a quem não é atribuído nome, costumam ser vinculados a grupos protestantes conservadores nos Estados Unidos.

Uma conferência realizada na semana passada em Alexandria, no Egito, tratou da ampla presença de visões anti-evolucionistas também no mundo muçulmano, onde fiéis citam o relato da criação apresentado no Alcorão ¿ que é semelhante ao da Bíblia ¿ para rejeitar o darwinismo como sendo ateu.

O astrofísico argelino Nidhal Guessoum, da Universidade Americana de Sharjah, nos Emirados Árabes Unidos, disse que, segundo pesquisa recente, 62 por cento dos alunos e professores em seu campus disseram que a evolução "não passa de uma teoria não comprovada."

Apenas 10 por cento dos professores universitários não muçulmanos concordaram com essa visão. Guessoum também citou uma pesquisa segundo a qual 80 por cento dos estudantes paquistaneses põem em dúvida a teoria da evolução e muitos professores têm uma visão equivocada da teoria científica.

"Será preciso um esforço longo e sustentado, além de uma abordagem de compaixão" para convencer esses muçulmanos que a evolução não precisa necessariamente desmentir a fé", disse. "''Mais biologia'' não melhora a situação, e ''mais ciência'' não funciona."

Potável?

Cocaína, especiarias e hormônios são achados na água potável

Que tal essa surpresa? Uma equipe de pesquisadores da Universidade Estadual de Washington encontrou traços de especiarias culinárias e condimentos nas águas do estreito de Puget. Richard Keil, professor associado da Universidade de Washington, comanda o programa Sound Citizen, que investiga até que ponto a vida em terra afeta as águas. Keil e sua equipe rastrearam "pulsos" de ingredientes alimentícios que entram nas águas durante os feriados.

Por exemplo, tomilho e sálvia costumam registrar picos durante o Dia de Ação de Graças, a canela durante o inverno, chocolate e baunilha nos finais de semana (provavelmente traços de alimentos consumidos em festas), e ingredientes usados para waffles disparam no feriado de 4 de julho.

O estudo do estreito de Puget é um dos diversos esforços em curso para investigar os ingredientes inesperados que encontram lugar no suprimento mundial de água.

Em todo o mundo, os cientistas vêm encontrando traços de substâncias - de açúcar e especiarias a heroína, passando por combustível para foguetes e anticoncepcionais - que podem ter consequências imprevistas para a vida humana e a fauna.

Mares de baunilha?
Quando as especiarias e condimentos são levados de um lar norte-americano pelo esgoto, vão para um centro de tratamento, e a maior parte de seu volume é removido lá. Na área em torno do estreito de Puget, os pesquisadores da Universidade de Washington descobriram que os resíduos de especiais que não são removidos terminam por se despejar nas vias aquáticas que emanam do estreito e penetram a terra.

De todos os sabores identificados nessas vias, a baunilha artificial predomina, diz Keil. Por exemplo, a equipe encontrou em média seis miligramas de baunilha artificial por litro de água analisado. Os esgotos da região contêm mais de 14 miligramas de baunilha por litro. Isso equivaleria a despejar em uma piscina olímpica cerca de 10 vidrinhos de 120 ml de baunilha artificial.

Por enquanto, não existem indícios de que um estreito mais doce e mais temperado seja um problema. "Os salmões, que são capazes de farejar o aroma desses produtos, talvez estejam aproveitando seu ambiente temperado com baunilha", disse Keil.

No geral, disse ele, o projeto de identificação de especiarias se provou uma boa maneira de educar as pessoas, especialmente as crianças, quanto ao fato de que "tudo que fazem se conectar às águas da região".

Drogas ilegais
A conexão entre banheiro e cozinha e a costa também pode abrir caminho a algumas substâncias menos agradáveis, tais como drogas ilícitas, descobriram os especialistas. Depois que uma pessoa usa drogas como cocaína, heroína, maconha e ecstasy, os subprodutos ativos das substâncias são liberados nas águas do esgoto por meio da urina e fezes dos usuários.

Esses subprodutos, ou metabolitos, muitas vezes não são removidos completamente durante o tratamento de esgoto, ao menos na Europa, diz Sara Castiglioni, do Instituto Mario Negri de Pesquisa Farmacológica, em Milão, Itália.

Isso significa que as águas contaminadas por drogas podem penetrar o lençol freático e as águas de superfície, que servem coletivamente como importantes fontes de água potável para a maioria das pessoas.

Em um novo estudo sobre pesquisas anteriores, Castiglioni e seu colega Ettore Zuccato constataram que as drogas ilícitas têm presença "generalizada" nas águas de superfície de algumas das áreas povoadas europeias.

Por exemplo, em um estudo de 2008, cientistas descobriram um subproduto de cocaína em 22 das 24 amostras de água potável testadas em uma usina espanhola de tratamento, a despeito do rigoroso processo de filtragem. Embora ínfimos, esses resíduos podem ser tóxicos para os animais de água fresca, de acordo com o estudo, que será publicado pela revista Philosophical Transactions of the Royal Society A.

Por isso, "não pode ser excluída a possibilidade de risco para a saúde humana e ambiental", alerta o estudo.

Produtos farmacêuticos
Os cientistas também estão descobrindo mais sobre a presença de produtos como compostos farmacêuticos legais e itens de tratamento pessoal, de antibióticos e morfina a filtro solar, em volume cada vez maior nas nossas águas.

Pesquisas anteriores revelaram, por exemplo, que até 20 quilos de produtos farmacêuticos fluem pelas águas do rio Po, na Itália, a cada dia.

Como no caso das drogas ilícitas, traços desses produtos muitas vezes escapam à filtragem nas usinas de tratamento de esgotos. Os produtos também são encontrados em muitas vias aquáticas dos Estados Unidos, e estudos indicam que certas drogas podem prejudicar o meio ambiente -embora não haja indícios até o momento de que prejudiquem pessoas, de acordo com a Agência de Proteção Ambiental (EPA) norte-americana.

Contaminantes
As atuais normas da EPA dispõem que mais de 90 contaminantes sejam filtrados e eliminados dos sistemas de água potável, diz Cynthia Dougherty, diretora do serviço de água da agência.

Vírus e outros microrganismos são filtrados, e o mesmo se aplica a substâncias inorgânicas como chumbo, cianeto, cobre e mercúrio. Os poluentes gerados pelo uso de fertilizantes, como nitrato e nitrito, são removidos, igualmente.

Além disso, a agência estuda regularmente os novos produtos químicos que podem requerer regulamentação. No momento, há interesse quanto ao perclorato, um produto químico tanto natural quanto artificial usado em fogos de artifício e combustível de foguetes, disse Dougherty.

Annti-Câncer

Cientistas criam implante que elimina tumores em ratos

Cientistas americanos criaram um implante que age como uma vacina e elimina tumores cancerígenos em ratos, revelou um estudo divulgado nesta quarta pela revista Science Translational Medicine. A técnica pode ter vantagens sobre a quimioterapia e a cirurgia e poderia ser aplicada em combinação com outros tratamentos, de acordo com o relatório.

Segundo os cientistas da Universidade de Harvard e do Dana-Farber Cancer Institute, o procedimento que ativa o sistema imunológico também poderia ser usado em outros mamíferos.

O procedimento consiste em implantar sob a pele pequenos discos plásticos impregnados com antígenos específicos que reprogramam o sistema imunológico para atacar os tumores.

Este trabalho mostra o poder de aplicar de forma combinada procedimentos da engenharia genética à imunologia, diz David Mooney, professor de bioengenharia da escola de engenharia e ciências aplicadas da Universidade de Harvard.

"Ao combinar a engenharia com a imunologia, com a colaboração de Glenn Dranoff, do Dana-Farber Cancer Institute, conseguimos um grande avanço no desenvolvimento de vacinas efetivas contra o câncer", acrescentou.

O procedimento dirige o sistema imunológico para lutar contra os tumores e parece ser mais efetivo e complexo do que outras vacinas atualmente em testes clínicos, segundo o relatório. Essas imunizações convencionais extirpam as células imunológicas, as reprogramam para que ataquem os tecidos malignos e as devolvem ao sistema.

No entanto, segundo os cientistas, mais de 90% dessas células morrem muito antes de terem algum efeito. Os implantes de 8,5 mm de diâmetro são permeáveis às células imunológicas e liberam citocinas, que reúnem os mensageiros do sistema imunológico, chamados células dendríticas.

Essas células entram pelos poros do implante, onde ficam expostas aos antígenos específicos do tumor. As dendríticas dirigem as células T, um tipo de linfócitos, do sistema para localizar e matar os tumores, segundo o relatório.

"Inseridos em qualquer ponto da pele, como os anticoncepcionais que podem ser implantados no braço de uma mulher, os implantes ativam uma resposta imunológica que mata as células tumorais", afirmou Mooney.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Código de Barras por DNA

Nova ferramenta rastreia o comércio ilegal de animais silvestres

O comércio ilegal de carne e produtos manufaturados de animais silvestres tem crescido terrivelmente nos últimos anos, graças à grande demanda, aos lucros desmedidos, à falta de fiscalização e à pena mínima aplicada a criminosos presos traficando esse tipo material.

Um dos maiores desafios no combate ao tráfico de carne de animais silvestres é identificar a origem da carne e dos demais produtos. Uma vez que o animal é retalhado, sua carne e couro perdem a individualidade e se parecem com carne e couro de outros animais. Fica difícil saber se a carne é de uma espécie protegida por lei nacional ou internacional.

Uma técnica chamada código de barras de DNA pode ser a resposta. De acordo com artigo publicado na edição on-line da Conservation Genetics, esses códigos podem ser usados para distinguir rápida e inequivocamente a origem da carne ou do couro de várias espécies raras e ameaçadas.

Em vez de analisar o perfil genético completo da matéria orgânica, os autores usaram o código de barras de DNA para observar uma região curta do gene mitocondrial da subunidade 1 citocromo C (COX1). O DNA seria então identificado em um laboratório, a um custo baixo, já que apenas o gene COX1 precisa ser processado.

Os pesquisadores, na realidade, não examinaram nenhuma espécie ameaçada, mas sequenciaram a região do código de barras de 25 mamíferos e répteis facilmente comercializáveis, a maioria embargada pela Convenção para Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas da Fauna e Flora Silvestres (CITES, na sigla em inglês).

“Em nosso estudo, as espécies estão dentre as mais procuradas comercialmente na América do Sul e na África”, declarou o autor principal do trabalho, Mitchell Eaton. “Em geral elas são parcialmente preparadas no momento de serem levadas aos mercados urbanos, o que pode tornar sua identificação impossível”.

As espécies examinadas vieram da América do Sul e da África, e incluíam antílopes de pequeno porte, antílopes de chifre curvo, porcos selvagens vermelhos, macacos do velho mundo e crocodilos. As sequências de DNA geradas por esse estudo serão incluídas no Barcode of Life Data Systems, uma base de dados de códigos de barras de acesso livre on-line.

Embora muitas das amostras testadas tenham se degradado durante o processo de curtimento do couro ou por envelhecimento, os pesquisadores descobriram que ainda conseguiam extrair a sequência do COX1 na maioria dos casos. Os autores do estudo concluíram que com pouco esforço e refinamentos simples nos procedimentos de extração de DNA e da reação em cadeia da polimerase (PCR), “dados precisos de sequenciamento do código de barras podem ser obtidos para a maioria dos produtos rastreados por programas de monitoramento de carne silvestre e de investigação de vida selvagem”.

“Há um consenso quanto a usar o mesmo fragmento do DNA, o COX1, para construir uma biblioteca da vida”, informou o coautor da pesquisa, George Amato, diretor do Instituto Sackler de Genômica Comparada, do Museu Nacional de História Natural. “Esse é um exemplo de como a nova tecnologia genética pode transformar a sociedade, usando os códigos de barras para catalogar a diversidade de ecossistemas, monitorar espécies invasoras, procurar agentes patogênicos em alimentos, e fiscalizar o tráfico de animais selvagens vendidos como animais de estimação, entre outras finalidades.”

Essa não é a primeira vez que o DNA é usado para ajudar a identificar produtos ilegais provenientes de animais silvestres. No ano passado, Samuel Wasser, do Centro Americano de Preservação Biológica, introduziu um método genético para rastrear a origem de marfim contrabandeado. No início deste ano, uma pesquisa publicada no Proceedings of the National Academy of Sciences recomendou uma série de normas para os códigos de barras de plantas.

Nova Espécie de Camaleão

Cientistas encontram nova espécie de camaleão na Tanzânia

Uma equipe de cientistas descobriu uma nova espécie de camaleão em uma floresta da Tanzânia ao ver um deles quase sendo engolido por uma cobra. Andrew Marshall, do Departamento de Meio-Ambiente da Universidade de York e chefe da equipe de pesquisadores em campo, disse que a cobra fugiu ao vê-lo, mas antes cuspiu o animal ainda vivo.

Comparando-o com outros dois camaleões semelhantes encontrados depois na mesma região, os cientistas constataram que se tratava de uma espécie até então desconhecida. A confirmação veio após análise genética dos animais.

Em um artigo publicado na revista especializada African Journal of Herpetology, eles batizaram o novo animal de Kynyongia magomberae, em homenagem à floresta de Magombera, onde foi encontrado.

Ameaçado
"As espécies de camaleão tendem a se concentrar em áreas pequenas e, infelizmente, o habitat do qual este novo animal depende - a floresta de Magombera - está ameaçado", afirmou Marshall. "Esperamos que esta descoberta estimule os esforços para dar mais proteção a esta região e a outras próximas."

Essa floresta da Tanzânia abriga ainda os macacos piliocolobus, que estão ameaçados de extinção. Por causa da tática de camuflagem do camaleão, muitas espécies passam despercebidas pelos cientistas. Ainda assim, cerca de duas novas espécies do réptil são descobertas a cada ano no mundo.

"É maravilhoso encontrar uma nova espécie desta maneira", disse Marshall ao jornal britânico The Daily Telegraph. "Eu trabalho na Tanzânia há 11 anos e identifiquei algumas novas espécies de árvores, mas encontrar um ser vertebrado é muito especial."

Fonte: Terra Ciência

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Genoma do milho


Cientistas concluem sequenciamento genético do milho

O sequenciamento completo do genoma do milho, anunciado nesta quinta-feira por pesquisadores americanos, representa um avanço com importantes repercussões no setor agroalimentar e bioenergético, considerando o aumento demográfico e o aquecimento global.
Em um contexto de crescimento da população mundial e de mudanças climáticas, o milho - terceiro produto mais cultivado no mundo, atrás do arroz e do sorgo - é a base de uma grande variedade de produtos, que vão desde os cereais para o café-da-manhã até a pasta de dentes e o etanol.
Os 150 especialistas em genética de diferentes centros de pesquisa que participaram da iniciativa, coordenada pela Universidade de Washington, em St-Louis (Missouri, centro), identificaram os 32 mil genes dos dez cromossomos que formam o genoma do milho, que é o mais conhecido entre as plantas.
Como base de comparação, o genoma humano tem 20 mil genes divididos em 23 cromossomos, que são os suportes da informação genética. O código genético do milho é colossal: com 2,3 bilhões de bases de DNA, seu tamanho se aproxima do código humano, que tem 2,9 bilhões.
Cerca de 85% dos segmentos de DNA se repetem sem que os cientistas saibam ainda por quê, e o número de genes semelhantes em diferentes lugares do genoma complica o sequenciamento, destacam os pesquisadores, cujo trabalho será publicado nas revistas científicas americanas Science, Anais da Academia de Ciências (PNAS) e PloS Genetics.
Como costuma acontecer no caso das plantas, o milho tem dois genomas separados e misturados, que refletem uma evolução de milhares de anos. Conhecido pelo homem há pelo menos 10 mil anos, o milho descende do teosinto, planta originária da América Central.
Além disso, o milho tem 1,6 mil genes únicos e inexistentes nas outras plantas conhecidas. "As empresas produtoras de grãos e os especialistas em genética do milho vão se debruçar sobre estes dados para encontrar seus genes favoritos", destaca Richard Wilson, diretor do Centro de Genoma da Faculdade de Medicina da Universidade de Washington, que coordenou o estudo financiado pela Fundação Nacional das Ciências e os departamentos de Agricultura e Energia americanos.
"Ter o genoma completo do milho vai facilitar o desenvolvimento de novas variedades, com um rendimento superior ou mais resistentes ao calor extremo ou à seca", acredita.
Fusheng Wei e Jianwei Zhang, pesquisadores do Arizona Genomics Institute (sudoeste) e co-autores do trabalho, destacam que "o mundo enfrenta uma demanda alimentar crescente e uma demanda de biocombustíveis para combater o aquecimento global".
Segundo dados da ONU, a produção alimentar precisará aumentar 70% ao longo dos próximos 40 anos para alimentar uma população mundial que alcançará os 9,3 bilhões de pessoas em 2050.
Avanços como o sequenciamento do genoma do milho "são a única maneira de alcançar estes objetivos de produção alimentícia", ressalta Colin Kaltenbach, da Universidade do Arizona.

Imagem da Semana

Cientistas encontram rinocerontes de Java no Vietnã

Um grupo de cientistas encontrou, com a ajuda de cães adestrados, sete rinocerontes de Java em uma selva do Vietnã, uma espécie que era considerada extinta desde 1998, quando um caçador matou o que seria o último exemplar nesse país, informou hoje o Fundo Mundial para a Natureza (WWF).
A responsável de imprensa do WWF no Vietnã, Julianne Becker, explicou que em colaboração com as autoridades começaram a usar os cães dia 10 de novembro para recensear a população de rinocerontes no parque nacional, cujo nome preferiu não revelar para proteger a esta espécie.
Becker informou que até o momento localizaram e marcaram sete exemplares.

A WWF trabalha na proteção do rinoceronte de Java no Vietnã desde que se descobriu sua presença e adverte que o principal perigo que afrontam provém dos caçadores furtivos e da agricultura que transforma seus habitats naturais em campos de cultivo.
Trata-se de animais muito sensíveis à atividade dos humanos, se alimentam de plantas e vivem em lugares lamacentos e no Vietnã ficam em estado selvagem entre uma e duas dezenas, segundo os cientistas.
Hoje sobrevivem cinco classes de rinocerontes e todos eles em perigo de extinção: o branco e o negro - ambos naturais da África -, o indiano de um só chifre, o de Sumatra de dois chifres e o de Java.

Fonte: Terra Ciência

 
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