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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Material Genético Envelhecendo

Estudo com gêmeos idênticos vê envelhecimento de material genético

Um estudo feito com gêmeos idênticos mostra como o envelhecimento altera o material genético. Os resultados foram publicados nesta quinta-feira (2) da revista especializada “Journal of Human Genetics”.

Os gêmeos idênticos – ou monozigóticos – são gerados a partir da mesma célula e, por isso, compartilham o DNA. Na experiência, a equipe liderada por Jan Dumanski, da Universidade de Uppsala, na Suécia, comparou o material genético pares de gêmeos nas células brancas do sangue.

Os resultados mostraram que, nos indivíduos com mais de 60 anos, houve grandes mudanças no DNA – o chamado rearranjo de genes. Nos mais jovens, essas mudanças foram menores e mais simples. Isso indica que esses rearranjos estão relacionados à idade.

“Os rearranjos recorrentes descobertos aqui são candidatos para defeitos comuns relacionados à idade nas células sanguíneas humanas”, escreveram os autores no artigo. Segundo eles, será possível em breve determinar a idade genética de uma célula, em contraposição à idade cronológica.

O texto afirma ainda que a pesquisa pode contribuir para entender como a idade faz com que o corpo – por meio da medula óssea – perca gradualmente sua capacidade de produzir as células do sangue.

Fonte: G1 Ciência e Saúde

Imagem da Semana

Terra em Alta Resolução

A Nasa divulgou no dia 25 de janeiro uma fotografia que definiu como "a mais incrível imagem em alta definição da Terra", foto captada pelo satélite Suomi NPP, em 4 de janeiro.

Segundo o site G1, "as fotos da Terra são uma tradição da Nasa que começou com a Apollo 17, que tirou uma das mais famosas fotografias já feitas do espaço. Chamada de "Blue Marble" (que significa tanto 'Bola de Gude Azul' quanto 'Mármore Azul', em inglês), ela foi capa de revistas por todo o mundo."

Aranha castrada, mas felizarda!

Aranhas macho se castram durante cópula para elevar chance de paternidade

Algumas aranhas macho se castram voluntariamente durante o processo reprodutivo para aumentar suas chances de procriar, indica um estudo publicado na última quarta-feira no periódico Biology Letters. Os machos rompem seu próprio órgão sexual no meio da cópula, o que permite que continuem inserindo esperma na fêmea mesmo depois de eles próprios já terem se afastado da parceira.

O afastamento rápido após o ato sexual tem uma explicação: as aranhas fêmeas costumam devorar seus parceiros em seguida à procriação. Há até pouco tempo, os biólogos não entendiam o comportamento dos machos, já que a autocastração os deixa estéreis. Mas os pesquisadores agora creem que a autoimolação aumenta a quantidade de esperma colocado na fêmea e dá ao macho mais chances de gerar filhotes.

Castração total
Quebrar a ponta do palpo (um apêndice dos artrópodes) durante o ato reprodutivo é algo relativamente comum em aranhas - acredita-se que como uma forma de impedir que outros machos copulem com aquela fêmea e de proteger o macho do canibalismo feminino.

Mas a castração total não era considerada necessária para evitar esses problemas. Sendo assim, os cientistas tiveram de buscar outras explicações para esse comportamento drástico, conhecido como o "fenômeno eunuco".

Entre as teorias levantadas está a do "melhor lutador" - eunucos (estéreis) são mais agressivos e ágeis se comparados com machos de órgãos sexuais intactos. Mas Daigin Li, da Universidade Nacional de Cingapura, e seus colegas decidiram testar outra hipótese: se a castração resultava na continuidade da transferência de esperma a fêmeas da espécie Nephilengys malabarensis. Os estudiosos dissecaram as aranhas e, com microscópios, contaram o esperma.

Controle da relação
Os resultados mostram que a inserção de esperma do palpo rompido continua mesmo depois do fim do ato sexual. Quanto mais tempo o órgão rompido ficar dentro do corpo da fêmea antes de ser removido, mais esperma é transmitido, e maiores são a chances de paternidade.

Os pesquisadores também descobriram que, ainda que tanto machos quanto fêmeas tomem a iniciativa de quebrar o órgão sexual masLinkculino, o ato sexual tem duração mais curta quando essa castração é feita pela fêmea - o que reduz o potencial reprodutivo da relação.

Sendo assim, os autores do estudo acreditam que a autocastração do macho seja, também, uma maneira de ele controlar a duração do ato sexual e monopolizar a fêmea por mais tempo. No artigo escrito à Biology Letters, os cientistas dizem acreditar que o macho se castre também para se beneficiar do aumento de sua própria agressividade.

Fonte: Terra Ciência

Fluxo de Células Cancerosas

Cientistas conseguem determinar fluxo de células cancerosas

Um grupo de cientistas conseguiu determinar com maior precisão o fluxo de células cancerígenas pelo corpo em tempo real com uma nova tecnologia que pode acelerar a resposta à doença.

A técnica, divulgada nesta sexta-feira na revista "Physical Biology", permite diferenciar as células cancerosas entre milhões de células saudáveis e poderia servir para revelar os mecanismos da expansão de um tumor sólido de um órgão ao tecido de outro.

Por enquanto, estes mecanismos são um mistério para os pesquisadores e uma das chaves na luta contra o câncer, especialmente para os tipos mais resistentes a tratamentos.

Segundo Jorge Nieva, oncologista da Clínica Billings que liderou o estudo, "esta tecnologia permitirá aos cientistas acelerar a descoberta de curas para o câncer. É o que esperávamos para resolver o problema de resistência à quimioterapia".

Outro dos responsáveis da equipe de pesquisadores, o professor Peter Kuhn, indicou que no futuro esta tecnologia permitirá avaliar a evolução da doença em tempo real e realizar mudanças no tratamento em um instante, assim como diagnósticos prévios.

Os testes foram altamente efetivos em pacientes com câncer de próstata, mama e pâncreas, ao detectarem com muita mais precisão células cancerígenas na corrente sangüínea dos pacientes analisados.

Segundo o estudo, a confiabilidade desta nova técnica é muito maior que a de métodos comercializados na atualidade.

Para conseguir esta precisão os pesquisadores usaram anticorpos que se unem a proteínas presentes nas células cancerígenas. Uma vez unidos se expressam nas análises por fluorescência.

Fonte: Terra Ciência

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