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terça-feira, 27 de abril de 2010

Imagem da Semana

Mariposa gigante é fotografada na Índia

Uma mulher foi fotografada nesta quarta-feira, dia 21, exibindo uma mariposa gigante, em Guwahati, na Índia. A indiana segurava um galho de árvore equilibrando o animal de rara cor e tamanho. No norte do País encontraram mais de vinte espécies do inseto, mas seus ciclos ainda estão sendo estudados.

As mariposas são insetos lepidópteros da divisão dos heteróceros. Esses animais possuem antenas diferenciadas de acordo com sua espécie. Assim que pousam, elas deixam suas asas abertas e geralmente tem hábitos noturnos.

Fonte: Terra Ciência

Mancha de Óleo

Nasa divulga imagem da mancha de óleo no Golfo do México

A Agência Espacial Americana, Nasa, divulgou nesta terça-feira uma imagem da mancha de óleo no Golfo do México. O vazamento, correspondente a cerca de mil barris de petróleo por dia, ocorre em decorrência da explosão de uma plataforma de petróleo nos Estados Unidos e pode provocar um desastre ambiental, dizem as autoridades.

A imagem, capturada no dia 25 de abril, foi obtida pelo satélite Aqua. A mancha no mar já chega a 1,5 mil quilômetros quadrados na costa do Estado da Louisiana. A plataforma Deepwater Horizon explodiu e afundou na semana passada, depois de ficar dois dias em chamas. Segundo as autoridades locais, o vazamento de óleo tem potencial para danificar praias, ilhotas e manguezais na costa da região.

A BP vem usando os submarinos, equipados com câmeras, para tentar fechar as válvulas e parar o vazamento a 1,5 km de profundidade. A operação deve durar de 24h a 36h e não há garantias de que ela será bem sucedida. Se a iniciativa falhar, a alternativa seria abrir um poço vizinho ao que está vazando e desviar o fluxo de petróleo, algo que levaria meses.

Onze funcionários da plataforma continuam desaparecidos e acredita-se que eles tenham morrido no acidente. Mais de cem funcionários foram resgatados antes de as buscas terem sido encerradas. Segundo as autoridades locais.

A plataforma realizava perfurações exploratórias 84 km ao sudoeste de Venice, na Louisiana, quando ocorreu a explosão. A empresa também acionou mais de 30 navios e vários aviões para espalhar agentes dispersantes sobre a mancha de óleo, mas os esforços foram suspensos no fim de semana por causa do mau tempo.

Por enquanto, as condições meteorológicas estão mantendo a mancha distante da costa e especialistas esperam que as ondas ajudem a "quebrar" a mancha, permitindo que o óleo endureça e desça para o chão do oceano.

Prioridade
Inicialmente, a guarda costeira acreditava estar lidando apenas com um vazamento residual na superfície, mas depois constatou que havia óleo vazando de canos. No ano passado, a BP foi multada em US$ 87 milhões por não ter melhorado as condições de segurança depois de uma enorme explosão que provocou a morte de 15 pessoas em uma refinaria na cidade do Texas.

O Serviço de Administração Mineral dos Estados Unidos tinha realizado inspeções de rotina na plataforma Deepwater Horizon em fevereiro, março e abril deste ano, sem encontrar nenhuma violação às normas de segurança. A causa da explosão ainda não foi identificada.

Na última quinta-feira, o presidente americano, Barack Obama, disse que seu governo está oferecendo "toda assistência necessária" para o resgate e para os esforços de limpeza na região. Ele descreveu a crise na plataforma operada pela BP como a "prioridade número um" de seu governo.

Fonte: Terra Ciência

Cigarro e Genética

Consumo de cigarro está ligado a fatores genéticos, diz estudo

As variações genéticas individuais têm influência sobre o consumo de tabaco, em especial sobre o número de cigarros fumados diariamente, que supõem um indicador de dependência, concluem três estudos publicados na revista Nature Genetics. "Fumar faz mal à saúde de toda pessoa. Mas é pior para alguns, e as descobertas atuais reforçam nossa capacidade de identificar esses indivíduos e dar a eles novos bons motivos para deixar de fumar", declarou Kari Stefansson, principal autor de um dos três estudos.

Sua equipe da empresa privada deCODE (Islândia), associada a pesquisadores internacionais, descobriu pequenas variações genéticas - uma simples letra ou poliformismo de única base (SNP, da sigla em inglês) do código genético - nos cromossomos 8 e 19 que aumentam nos fumantes o número de cigarros fumados diariamente. Esse número é um indicador da dependência à nicotina e do risco maior de desenvolver câncer de pulmão.

Estas duas pequenas variações genéticas são frequentes. No caso dos fumantes, cada cópia dessas variações está associada a um pequeno aumento da quantidade de cigarros fumados (da ordem de meio cigarro diário), mas também a uma alta de cerca de 10% do risco de câncer de pulmão. Estudos anteriores já apontaram variações genéticas no cromossomo 15 associadas ao risco de ter câncer de pulmão.

Em conjunto, esssas variações permitem identificar uma parte bastante importante dos fumantes, cuja saúde está mais ameaçada pelo tabagismo que a média, afirmam os pesquisadores. Outros dois estudos da universidade da Carolina do Norte (Estados Unidos) e de Oxford (Grã Bretanha) também identificaram variações genéticas, entre outros, do cromossomo 15, associadas à quantidade de cigarros fumados.

Fonte: Terra Ciência

Cegonha azul?!

Cegonha azul vira atração na Alemanha

O vilarejo de Biegen, na Alemanha, se tornou lar de uma bela cegonha de plumagem azul. Especialistas não têm certeza de como o pássaro, que normalmente é branco, ficou azul, mas acreditam que ele provavelmente se banhou em tinta ou em água colorida.


As cegonhas viajam grandes distâncias e muitas vezes descansam em lixões, onde o pássaro poderia ter entrado em contato com a tinta. Turistas estão chegando de várias partes da Alemanha para ver a cegonha azul.


Fonte: Terra

De predador a guarda-costa

Brasileiros descobrem inseto que faz predador ser guarda-costa

Pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) descobriram que os insetos herbívoros da espécie Guayaquila xiphias - "parentes" próximos das cigarrinhas e dos pulgões - enganam formigas para garantir sua defesa contra outros predadores. De acordo com os cientistas, os insetos atraem as formigas com uma substância açucarada e depois utilizam uma camuflagem química para evitar o ataque das novas defensoras, conhecidas por serem os insetos mais agressivos da floresta. As informações são da agência Fapesp.

O estudo fez parte da pesquisa de mestrado de Henrique Silveira no Instituto de Biologia da Unicamp, feita sob orientação dos professores José Trigo e Paulo Sérgio de Oliveira. De acordo com a agência, as formigas são abundantes em folhagens de ecossistemas tropicais e seus principais interesses são a busca de açúcar e a predação de outros insetos.

"Para um inseto herbívoro que vive nas folhagens, o risco de ser atacado pelas formigas é muito grande. Uma das formas que eles encontraram para minimizar esse risco é produzir gotículas de secreções açucaradas que induzem as formigas a mantê-los como fonte de alimento, em uma relação semelhante a que temos com o gado de leite", disse Oliveira à agência.

Segundo o pesquisador, assim como um criador de gado está interessado não apenas no leite, mas também na carne, as formigas também costumam matar esses insetos para se alimentar. "Além do açúcar, as formigas estão interessadas em proteínas. Queríamos saber o que impede que as formigas ataquem os insetos herbívoros depois de consumir o açúcar que eles produzem", afirmou.

A pesquisa indica que essa espécie desenvolveu, ao longo da evolução, uma secreção para atrair as formigas e uma camuflagem para essas não a reconheça como presas. Assim, os insetos conseguiram que o inseto mais agressivo de todos fosse seu guarda-costas.

"Normalmente, quando pensamos em uma camuflagem, tendemos a imaginar um recurso visual, como uma mariposa disfarçada pela semelhança de suas asas com a casca de árvores. Mas o universo sensorial das formigas não é visual como o nosso - é predominantemente químico. Elas reconhecem o que tateiam com suas antenas", disse o pesquisador.

Testes
A camuflagem química dos insetos faz com que sua superfície fique quimicamente semelhante à superfície de uma planta. "Ao consumir a substância secretada pelos herbívoros, as formigas os percebem como se fossem glândulas da planta secretando o açúcar", afirmou.

Durante a pesquisa, os cientistas compararam o perfil químico da superfície desse inseto e o da superfície da planta em que vivem e constataram plena semelhança. Os pesquisadores ainda testaram colocar as formigas e o outro inseto em outra planta sem semelhança química com eles, e o resultado foi desastroso, para o inseto.

Os cientistas ainda "vestiram" uma larva, normalmente comida pelas formigas, com a camuflagem química do Guayaquila xiphias e constataram que o animal não foi atacado. "A camuflagem química já havia sido levantada na literatura, mas pela primeira vez demonstramos que um inseto herbívoro que atrai formigas consegue se proteger dos ataques delas por meio desse recurso", disse o pesquisador.

Fonte: Terra Ciência

Alarme de Elefante

Elefantes emitem alarme na aproximação de enxame de abelhas

O zumbido provocado por um enxame de abelhas furiosas é capaz de fazer os elefantes emitirem um som de alarme para alertar seus pares a fugirem antes do ataque, revelou um estudo publicado na segunda-feira.

Os paquidermes não só fogem do som das abelhas, mas também se protegem quando o som de alerta é executado na ausência dos insetos, observaram pesquisadores da Universidade de Oxford, da organização Save the Elephants e do canal Animal Kingdom, da Disney.

A equipe fez estas descobertas durante um estudo continuado com elefantes no Quênia. "Em nossos experimentos, executamos o som de abelhas furiosas para famílias de elefantes e estudamos sua reação", disse Lucy King, do departamento de Zoologia da Universidade de Oxford e da organização conservacionista Save the Elephants, que conduziram o estudo.

"Nós descobrimos que os elefantes não só fogem do zumbido, mas emitem um som de alarme único, enquanto balançam as cabeças", acrescentaram. Segundo as descobertas, publicadas no jornal científico PLoS One, assim como é uma resposta à ameaça, o alarme também pode ser uma forma de ensinar jovens elefantes inexperientes a ficarem alertas.

Ainda precisa ser esclarecido se o som de alerta é uma resposta a outras ameaças, além das abelhas. "Os chamados também dão provas perturbadoras de que os elefantes podem ser capazes de produzir diferentes sons da mesma forma que os humanos emitem diferentes vogais, alterando a posição da língua e dos lábios", disse o doutor Joseph Soltis, do canal Animal Kingdom.

Uma pesquisa anterior já havia demonstrado que os elefantes evitam colmeias na natureza. No ano passado, um outro estudo revelou que os elefantes também evitam passar por cercas que sirvam de suporte a colmeias, reduzindo assim desastrosas incursões a fazendas.

Apesar do couro grosso, elefantes adultos podem ser picados nos olhos ou no dorso, enquanto os filhotes, que têm pele mais fina, podem até morrer em um ataque de abelhas, segundo o estudo.

Fonte: Terra Ciência

Fungo Mortal

Fungo mortal para humanos preocupa biólogos

Uma nova cepa de microfungo, fatal para o homem e presente no Oregon, noroeste dos Estados Unidos, pode estar se propagando para a Califórnia e regiões vizinhas, advertem biólogos americanos.

O Cryptococcus gattii fungi ou C. gattii é encontrado no solo ou em suspensão no ar, e foi identificado pela primeira vez em 2005, mas os casos de infecção por este microfungo ainda são raros.

Ao contrário da gripe e de outras enfermidades infecciosas, o microfungo não representa risco de epidemia, já que não é transmitido em contato entre humanos ou com animais.

Mas "este novo microfungo preocupa porque parece perigoso para indivíduos com boa saúde", disse Edmond Byrnes, pesquisador do departamento de genética molecular e microbiologia da Faculdade de Medicina da Duke University (Carolina do Norte), um dos autores do estudo publicado na revista PloS Pathogens de 22 de abril.

"Normalmente observamos estas doenças fúngicas em pessoas com o sistema imunológico debilitado, como pacientes de transplante ou vítimas da Aids", explicou Byrnes.

A taxa de mortalidade provocada pelo fungo do Oregon foi de 25% nos 21 casos analisados nos Estados Unidos.

O C. gattii infecta pulmões e cérebro, provocando pneumonia e meningite. Os sintomas não aparecem antes de dois meses, sob a forma de febre e tosse persistentes quando atinge os pulmões.
Fonte: Terra

No Futuro...

Spray mata 99% de germes e bactérias utilizando apenas água

Depois do EM1, um novo produto promete acabar com 99% de germes e bactérias de forma totalmente natural, ou seja, dispensando o uso de produtos químicos como detergente, cloro e desinfetante. É o Activeion Ionator, um spray que usa água ionizada para limpar qualquer tipo de ambiente.

O uso é bastante simples. Basta colocar água de torneira na garrafa e borrifá-la nos locais que precisam ser limpos. A ionização acontece automaticamente dentro do equipamento e não precisa de nenhum produto extra.

O Activeion utiliza a eletrólise da água corrente misturada a uma ciência chamada eletroporação para ativar e converter a água da torneira em água ionizada, um poderoso agente de remoção de sujeira e bactérias.

Isso acontece através de um processo de quatro etapas. Na primeira, a água recebe uma leve carga elétrica ao passar pelo gatilho do spray. Em seguida, a água passa por uma membrana de troca iônica, onde a água ionizada é separada em uma mistura de nano-bolhas oxigenadas positivamente e negativamente.

O terceiro passo ocorre quando a água é aplicada em uma superfície e sua carga ajuda a levantar a sujeira, como um ímã. Quando os campos de carga elétrica formados na superfície se rompem, acabam matando os germes e bactérias que ali estavam.

A mesma tecnologia já vem sendo usada em larga escala há alguns anos, como em hospitais e restaurantes interessados em limpar seus ambientes sem apelar para os produtos químicos. O que a empresa fez foi compactar e reduz os custos para tornar o sistema mais acessível.

Ainda assim, não é qualquer pessoa que poderá levar um spray como este para casa. Cada unidade custa entre U$169 e U$329, a depender do modelo. Mas o fabricante se defende dizendo que em contrapartida, os consumidores pouparão com produtos de limpeza por um período de até cinco anos.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Robô-Planta

Robô-planta é usado para limpar rio poluído no México

Tentativas de utilizar energias renováveis surgem o tempo todo, e a invenção de um artista que acredita que o ar e a água são as fontes energéticas do futuro pode contribuir não só para a obtenção dessa energia, mas também para a limpeza de rios e córregos.

A "Planta Nómada" é criação do artista mexicano Gilberto Esparza. Ela consiste em um híbrido entre máquina e planta, que carrega outras plantas e microorganismos do poluído Rio Lerma Santiago, no México.

O projeto se baseia na energia que pode ser retirada de uma célula de combustível microbiológico. Quando os microorganismos carregados pelo robô precisam de alimento, a engenhoca pode "supostamente" se mover na água, sugá-la por um tubo e converter alguns de seus elementos em eletricidade, sendo que parte da água serviria ainda para alimentar as plantas da máquina.

O robô se encontra em exibição no LABoral Art and Industrial Creation Centre, em Gijon, na Espanha, até o dia 24 de maio. Mais iñformações e fotos sobre o projeto podem ser vistas no site www.plantasnomadas.com.

Fonte: Terra Tecnologia

Imagem da Semana

Ataque Feroz

Um fotógrafo amador registrou o exato momento em que um grande crocodilo devorou uma garça descuidada em Boynton Beach, na Flórida, Estados Unidos. A garça recém tinha afugentado uma outra ave na beira de um rio sem perceber que havia pousado sobre a cabeça do réptil. As informações são do jornal britanico The Sun.

O crocodilo, com mais de 4 m de comprimento, percebeu a chegada do seu jantar e devorou a garça rapidamente. Segundo o fotógrafo, a garça "não estava desconfiando do lugar que havia conquistado". "Você tem que ter cuidado aonde pisa", afirmou ele ao The Sun.

Fonte: Terra Ciência

Corredores Ecológicos

Animais silvestres estão mais próximos de humanos

Os animais silvestres vivem cada vez mais perto dos seres humanos porque a zona urbana se aproxima dos últimos fragmentos de mata virgem. A conclusão é de biólogos e pesquisadores da fauna brasileira do interior de São Paulo.

No eixo entre São Paulo, Jundiaí, Campinas e Piracicaba, os fragmentos de reserva de mata estão estrangulados. Os corredores ecológicos são escassos pela degradação ambiental, queimadas e avanço da faixa urbana, segundo a zootecnista e doutora em política ambiental Márcia Gonçalves Rodrigues, do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamiferos Carnivoros (CENAP/ICMBio) de Atibaia-SP.

"Nos últimos 20 anos, a região de Campinas teve uma expansão de sua ocupação territorial muito grande em comparação a outras regiões de São Paulo, o que acaba tornando mais comum cenas de bichos passeando praticamente dentro da cidade, afirma.

Segundo a pesquisadora, avanço do perímetro urbano em direção a áreas de mata virgem registra seu crescimento maior nos últimos 30 anos, o que comprova a necessidade de conservação das sobras de áreas e seus habitantes.

Na região de Campinas, há duas áreas de conservação com significativa presença de animais silvestres: a Mata de Santa Genebra, que ocupa uma extensão de 250 hectares, e o Matão de Cosmópolis, com 173 hectares.

Armadilha fotográfica
Em uma área de 150 hectares no entorno da Refinaria do Planato (Replan), da Petrobras, em Paulinia, distante cerca de 20 km Campinas e a pouca distância de sítios e imóveis comerciais, biólogos estudam a constante presença de mamíferos, roedores, repteis e aves. Para descobrir as espécies do local, quantificar os indivíduos e depois sugerir uma forma de manutenção sem degradação, os pesquisadores utilizam a chamada armadilha fotográfica.

O equipamento detecta a presença de animais de difícil observação. Seu funcionamento é simples. O aparelho é formado por uma câmera fotográfica acondicionada a uma caixa protetora presa por um cadeado para impedir que seja desligada ou roubada.O registro da imagem é ativado por um sensor infravermelho de movimento e calor quando algum animal aproxima-se da armadilha. A tecnologia é semelhante a dos alarmes residenciais.

Onça parda
Quinze armadilhas fotográficas foram espalhadas e captaram imagens que mostram a vida animal sem interferência humana em locais próximos de onde vivem populações superiores a 1 milhão de habitantes. Em um registro no final de fevereiro, uma onça parda ou suçuarana corre atrás de uma capivara, uma de suas presas mais cobiçadas.

A zootecnista Marcia explica que, a partir da fotografia, é possível saber somente através das imagens qual a espécie de animal, sexo, idade, horário de caça, entre outros detalhes.

Nas estradas
Em setembro do ano passado, uma onça parda foi atropelada no km 70 da Rodovia Anhanguera, em Vinhedo. A ocorrência chamou a atenção e causou congestionamento. Uma faixa de uma das vias mais movimentas do Estado de São Paulo teve que ser fechada para os primeiros socorros à onça. Apesar dos ferimentos, o macho sobreviveu aos ferimentos. Ele acabou batizado de Anhanguera.

Durante todo o ano passado, a AutoBan, empresa que administra as rodovias Anhanguera e Bandeirantes, encontrou 76 animais em suas vias - pouco mais que o dobro do ano anterior, quando foram 36 animais recolhidos das pistas. Na última semana, após passarem mais de um mês sob os cuidados da Associação Mata Ciliar, em Jundiaí, um bicho-preguiça e um gavião carcará encontrados caídos nas duas rodovias foram devolvidos à natureza.

Fonte: Terra Ciência

Novo ancestral humano

DNA coletado na Sibéria sugere espécie humana desconhecida

Entre os últimos 5 milhões e 7 milhões de anos durante os quais os seres humanos vêm evoluindo, várias espécies de nossos antepassados coexistiam. Eventualmente, outras linhagens foram extintas deixando apenas a nossa, Homo sapiens, para dominar a Terra. Cientistas pensavam que, ao longo de 40 mil anos, nossa espécie partilhou o planeta com apenas uma outra espécie humana, ou hominídea: os neandertais. Entretanto, nos últimos anos surgiram evidências de que mais espécies de hominídeos viveram entre esse tempo. Indicações de que H. erectus possa ter persistido na ilha Indonésia de Java até 25 mil anos atrás vieram à tona. E também H. floresiensis, pequena espécie humana comumente referida como hobbits, que viveram em Flores, outra ilha do arquipélago indonésio, há 17 mil anos.

Pesquisadores relataram em um artigo na revista Nature que encontraram um quinto tipo de hominídeo que pode ser sobreposto com essas espécies. (Scientific American faz parte do Nature Publishing Group). Diferentemente de todos os outros membros conhecidos da família humana que os pesquisadores têm descrito a partir de características morfológicas dos ossos, o novo hominídeo foi identificado apenas com base no seu DNA.

Johannes Krause e Svante Pääbo do Instituto Max Planck de Antropologia Evolucionária em Leipzig na Alemanha, e seus colegas, obtiveram o DNA de um osso do dedo mindinho fossilizado encontrado na caverna Denisova, nas montanhas de Altai, sul da Sibéria. Foi impossível determinar a espécie a partir da forma e tamanho do osso, ela simplesmente não contém quaisquer traços morfológicos para um diagnóstico. Porém, existem boas razões para acreditar que veio de um neandertal ou de um humano moderno. Por um lado, o osso foi recuperado de uma camada estratigráfica da caverna datada entre 50 mil e 30 mil anos que continha artefatos pertencentes ao chamado Paleolítico Médio e Paleolítico Superior e as indústrias associadas a esses dois grupos. Por outro lado, os neandertais e os humanos modernos eram hominídeos apenas conhecidos por ter vivido na região durante esse período de tempo. Mas a equipe que estudou o DNA extraído do osso de Denisova relatou que existem diferenças significativas nas seqüências do DNA obtido anteriormente a partir do início dos humanos modernos e neandertais.

Pesquisadores se concentraram em um tipo de DNA conhecido como o DNA mitocondrial (mtDNA). As mitocôndrias são as usinas de energia da célula, e têm o próprio DNA, separado do que a abrigava no núcleo da célula e é transmitido de mãe para filho. Como cada célula tem milhares de mitocôndrias, mas apenas um único núcleo, o DNA mitocondrial é mais abundante do que o DNA nuclear e, portanto, é mais provável que seja o último preservado em um osso fossilizado. Até o momento, os cientistas sequenciaram o genoma mitocondrial de dois neandertais e os seres humanos da era moderna, e as seqüências dos dois grupos são bastante diferentes.

Comparando a ordem das “letras” genéticas ou pares de bases, como são chamados, que compõem o mtDNA de Denisova, com as sequências dos humanos atuais e um homem da era moderna, Krause e seus colaboradores descobriram que o mtDNA de Denisova é diferente do dos seres humanos atuais em quase o dobro de pares de bases em relação ao dos neandertais.Uma análise mais aprofundada indicou que o mtDNA do antecessor comum mais recente entre as espécies de Denisova, neandertais e humanos modernos data cerca de 1 milhão de anos atrás (duas vezes mais velho que o mais recente ancestral comum). A equipe diz que essa divergência de data indica que o mtDNA de Denisova é distinto da população do H. erectus, que deixou a África 1,9 milhões anos atrás e também do H. heidelbergensis, ancestrais dos neandertais, que foi ramificada da linhagem principal do homem moderno em torno de 466.000 anos atrás. Como tal, os pesquisadores consideram que o mtDNA de Denisova revela uma migração, até então desconhecida, para fora da África por um grupo desconhecido dos hominídeos. (A equipe ainda não “batizou” formalmente essa nova criatura, mas informalmente se referem a ela como mulher-X).

Fonte: SciAm Brasil

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Rede Assassina

Redes de pesca já mataram milhões de tartarugas, diz estudo

Milhões de tartarugas marinhas foram mortas nas últimas duas décadas após ficarem presas em equipamentos de pesca, de acordo com uma pesquisa mundial publicada na revista científica Conservation Letters. Descrita como a primeira análise global de dados disponíveis sobre o assunto, a sondagem, realizada por pesquisadores da Universidade de Duke, na Carolina do Norte, analisou dados de capturas ocorridas em diversas regiões globais por conta de três equipamentos de pesca: as linhas longas, arrastões e redes.

O estudo afirma que entre 1990 e 2008 foram registradas 85 mil capturas acidentais de tartarugas. A pesquisa revelou índices particularmente altos de mortes desse tipo no Mar Mediterrâneo e no leste do Oceano Pacífico. Segundo o pesquisador Bryan Wallace, que liderou o estudo, a situação das tartarugas no mundo é um bom indicador sobre as condições gerais da saúde dos oceanos.

De acordo com ele, apesar do alto número de capturas levantado pelo estudo, a quantia representa uma pequena fração do número total. "Porque os documentos que observamos cobrem menos de 1% de todas as frotas, com pouca ou nenhuma informação sobre pequenas empresas, nossa estimativa conservadora é de que o número real de tartarugas capturadas acidentalmente em redes de pesca esteja não em dezenas de milhares, mas sim em milhões", disse ele.

Alternativas
As tartarugas marinhas precisam subir à superfície para respirar. Quando enroscam em uma rede ou anzol, elas não conseguem subir à superfície e se afogam. O estudo afirma que uma mudança nos equipamentos de pesca pode ter um impacto significativo no número de animais capturados e mortos.

Os pesquisadores sugerem, por exemplo, a substituição dos anzóis convencionais, em forma de gancho, pelos anzóis circulares. Além disso, a pesquisa recomenda ainda o uso mais abrangente de materiais conhecidos como dispositivos de exclusão de tartarugas (DET) , que previnem a entrada dos animais nas redes de pesca e permitem que escapem, caso sejam capturados.

Alguns países exigem que as companhias de pesca usem dispositivos para reduzir a captura acidental de outras espécies, mas algumas empresas resistem à ideia alegando que teriam seus lucros reduzidos.

Seis entre os sete tipos de tartarugas marinhas estão na Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas. Acredita-se que o número de espécies da tartaruga de couro, capazes de crescer mais de 2 metros, tenha diminuído em mais de 75% entre 1982 e 96. As tartarugas marinhas sofrem ainda outras ameaças como mares poluídos com sacos plásticos e a perda de seus habitats naturais.

Fonte: Terra Ciência

Cruzando Cromossomos

Fêmeas de lagartos cruzam os próprios cromossomos para procriar

Desde de 1960, cientistas sabem que fêmeas de lagartos da família Teiidae não precisam dos machos para se reproduzir. Do gênero Aspidoscelis, espalhado do México ao sudeste dos Estados Unidos, elas controlam a produção de suas proles sem o DAE (dispositivo automático de entrada) do fertilizador masculino.


Mas como essas e outras 70 espécies de vertebrados que assim se reproduzem conseguem tal feito sem que haja vulnerabilidade genética ou doenças resultantes de uma reprodução assexuada?
“Obscuro” e “tópico de muito especulação”, definiu a equipe de pesquisadores que se comprometeu a responder essa pergunta. Seus resultados foram publicados no dia 21 de fevereiro no jornal Nature.

Esses e outros lagartos são “espécies partenogênicas isoladas geneticamente” explica Peter Baumann, pesquisador-associado ao Stowers Institute para a pesquisa médica em Kansas City, e co-autor do estudo.
Espécies tão diversas como os dragões de Komodo e os tubarões-martelos conseguem se reproduzir assexuadamente se necessário, mas algumas espécies, como esses pequenos lagartos, não têm escolha. “Eles não podem trocar o material genético e essa perda da troca gêneca lhes oferece grande desvantagem em um ambiente de constantes mudanças”, diz Baumann. A menos que um animal consiga recombinar o próprio DNA, ele produzirá uma prole com cromossomos idênticos e com toda fraqueza genética, como a susceptibilidade a algumas doenças ou mutações físicas.

Nova pesquisa realizada por Baumann e sua equipe revela que esse lagarto mantém uma riqueza genética, começando o processo reprodutivo com duas vezes o número dos cromossomos, igual a uma reprodução sexual. Essas espécies, que praticam o celibato, são resultantes de uma hibridização sexual de uma espécie diferente. Os pesquisadores encontraram espécies que poderiam manter uma diversidade sem nunca emparelhar seus cromossomos homólogos (como as espécies que são sexuais fazem somando os cromossomos diferentes dos pais). “A recombinação entre pares de cromossomos irmãos mantém a heterozigose por toda fita”, nota dos autores do estudo conduzido por Aracely Lutes, pesquisadora pós-doutoranda do laboratório de Baumann.

Essa descoberta, da qual até agora não se tinha conhecimento no mundo réptil, significa que “esses lagartos possuem uma maneira de distinguir cromossomos irmãos dos cromossomos homólogos”, diz Baumann. Atualmente pesquisadores estudam a maneira com que esses répteis conseguem realizar isso.

Em primeiro lugar não se sabe precisamente como esses lagartos conseguem duplicar seu número de cromossomos. Baumann suspeita que isso ocorra por causa de duas fases de replicação cromossômica ou que duas células sexuais combinem-se antes de o processo de divisão começar.

Segundo ele, embora a reprodução assexual possa parecer primitiva e resultante de processos genéticos questionáveis, ela tem seus benefícios. “Se observarmos apenas um indivíduo, esse tipo de reprodução aumentaria muito as chances de uma população em um novo hábitat”, citando o exemplo da cobra-cega de brahminy (Ramphotyphlops braminus) uma outra espécie partenogênica. “Se existe alguma maneira de reprodução sem a ajuda de um macho, isso seria uma vantagem extrema”, tendo em vista que essa espécie de serpente está presente em seis continentes.

Fonte: Scientific American

Imagem da Semana

Exposição apresenta "espírito da vida selvagem" em fotos

Uma exposição que ocorre paralelamente ao Festival Internacional de Ciências de Edimburgo, na Escócia, mostra uma série de fotografias de animais selvagens em seu habitat natural.

A exposição gratuita "Spirit of the Wild" ("Espírito do Selvagem", em tradução livre), do premiado fotógrafo sul-africano Steve Bloom, permanece em cartaz até o dia 16 de maio ao ar livre, em St. Andrew's Square, no centro da cidade.

Entre as imagens expostas, estão um urso cochilando sobre a neve, macacos se refrescando na água, o olhar fixo de um felino, golfinhos saltando e um elefante nadando.

Steve passou mais de 30 anos fotografando animais em todo o mundo e já publicou vários livros, tanto para crianças como adultos. Esta exposição, com 60 fotografias ampliadas, já passou por vários países europeus. As imagens também fazem parte do livro "Spirit of the Wild", publicado pela editora Thames & Hudson.

Seu trabalho - tanto os livros como as exposições - tem como um dos objetivos alertar o público sobre os animais selvagens e as questões ambientais que os afetam.

Fonte: Terra Ciência

Extinto ou não?

Quando declarar uma espécie extinta?

Declarar que uma espécie está extinta e, por isso, cortar gastos financeiros com sua conservação não é uma questão trivial. É uma decisão que os cientistas da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês) têm de tomar ao elaborar, por exemplo, sua Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas. Uma equipe de pesquisadores australianos está tentando adotar uma abordagem mais rigorosa para essa área com a ajuda do dodô.

Pode parecer ridículo estudar a hipótese de gastar dinheiro com a conservação do dodô (Raphus cucullatus), mas essa questão ilustra um problema para os biólogos: determinar quando se deve desistir de uma espécie.

Reduzir prematuramente os gastos de conservação pode levar uma espécie à extinção, mas, por outro lado, investir na conservação de um animal há muito não observado traz o grande risco de desperdiçar um dinheiro que poderia ser gasto com uma espécie ameaçada de extinção.

“Declarar a extinção de uma espécie é uma decisão difícil, pois envolve grandes riscos e grandes incertezas”, diz Tracy Rout, baseado na University of Melbourne\\'s School of Botany, Austrália, que liderou o estudo sobre Conservação Biológica. “Existem diversos casos em que espécies tidas com extintas foram redescobertas – as chamadas espécies Lázaro.”

A Lista Vermelha da IUCN declara que um animal só poderá ser considerado extinto “quando não houver dúvida razoável de que o último indivíduo morreu”.

Mas o significado disso na prática não é claro, diz Rout. Seu trabalho estabelece um critério para tomar essa decisão e se aplica a três espécies: gambá-pigmeu-da-montanha (Burramys parvus), espécie ainda existente na natureza, o pica-pau-de-bico-marfim (Campephilus principalis) espécie possivelmente extinta e os “mortos-como-um-dodô”.

“Em termos de dotação financeira, atualmente as decisões são tomadas de forma arbitrária, variando de agência para agência e de espécie para espécie”, diz Rout. “Nosso método ajudará a tornar esses critérios mais explícitos.” Rout e colegas elaboraram um modelo que utiliza as observações de espécies ameaçadas de extinção – seja pelo número de observações que falharam em detectar uma espécie ou pelo tempo desde que foram vistas pela última vez – para calcular a probabilidade de existência. Em seguida, aplicam essa conclusão a um critério que avalia o custo de manter a conservação com o de interrompê-la prematuramente.

A probabilidade de que o dodô viva em algum lugar é remotíssima. De acordo com o novo modelo, só valeria a pena gastar dinheiro conservando o dodô se o valor da gestão de conservação (valor das espécies atribuído pelos conservacionistas multiplicado pela diminuição na probabilidade de extinção) fosse mais de 17 milhões de vezes o custo da gestão e acompanhamento.

Em contrapartida, as chances de o gambá-pigmeu-da-montanha estar presente no Mount Buller, Austrália, são cerca de 0,55%. Em estudo anterior, essa população foi avaliada US$ 180 milhões e US$ 410 milhões, valor equivalente a 66 pesquisas sobre o animal antes de declará-lo extinto.

O caso do pica-pau-de-bico-marfim é complicado, pois existem alegações controversas de observações da espécie em 2004, 2005 e 2006, o que provocou enormes despesas financeiras com conservação.

Usando apenas observações de campo amplamente aceitas do pica-pau-de-bico-marfim, Rout calcula que teria sido melhor declarar sua extinção em 1965. Considerando as recentes e polêmicas observações, somente em 2032 a espécie será declarada extinta, caso nunca mais seja observada.

“A pesquisa de Rout representa uma tendência crescente em algumas partes do campo de conservação”, diz David Roberts, biólogo conservacionista do Durrell Institute of Conservation and Ecology, da University of Kent, em Canterbury, Reino Unido.

“Atualmente é possível verificar que os critérios da Lista Vermelha da IUCN e todos os outros são quantitativos, enquanto que as declarações de extinção são muito mais qualitativas. Existe um grande nível de incerteza”, diz Roberts, que forneceu a Rout alguns dados sobre o pica-pau-de-bico-marfim.

“Há uma grande movimentação no sentido de que incorporar processos de tomada de decisão e de economia nas decisões sobre conservação”, acrescenta. “Esse sistema irá, pelo menos, tornar o estudo mais transparente, pois estamos trabalhando com espécies específicas”.

Andrew Solow, diretor da Marine Policy Center no Woods Hole Oceanographic Institution, Massachusetts, diz que estudos desse tipo estão começando a ter impacto sobre as práticas de conservação. Solow, coautor de um paper com Roberts sobre a extinção do dodô, acrescenta: “Os recursos são escassos e sempre é bom quando que você puder aplicá-los de forma melhor.”

Fonte: SciAm Brasil

Polidactilia

Menino que tinha 31 dedos se recupera após cirurgia na China

O menino de seis anos que nasceu com 15 dedos nas mãos e 16 nos pés passa por período de recuperação em um hospital de Shenyang, província de Liaoning, na China. A criança, que foi submetida a uma cirurgia em 23 de março para remover os 11 membros adicionais, deverá sair do hospital em 12 de abril.

O menino nasceu com polidactilia (má-formação que causa o desenvolvimento de dedos extras). A mãe do garoto, de sobrenome Liu, contou ao portal informativo Sina.com que seu filho era alvo de brincadeiras de mau gosto e provocações de seus companheiros na creche, o que tinha feito com que ele se tornasse retraído, e por isso a família decidiu realizar a operação.

A criança não queria ir à escola por conta das provocações, andava sempre com as mãos nos bolsos e se negava a tirar os sapatos. Além disso, tinha dificuldades para segurar talheres e não podia escrever corretamente, já que alguns dos dedos eram presos a outros.

Os médicos que o operaram disseram que intervenções como essas devem ser feitas cedo, para que as crianças se adaptem a seus "novos" pés e mãos. Além de ter os dedos excedentes amputados, o menino teve mãos e pés reconstruídos.

O cirurgião encarregado da operação, Tian Lijie, já tinha experiência neste tipo de operações, mas nunca tinha feito uma em uma pessoa com tantos dedos.

Segundo o livro Guinness dos Recordes, as pessoas com mais dedos do mundo são dois rapazes indianos (Pranamya Menaria e Devendra Harne, de 4 e 15 anos, respectivamente), que têm 25 dedos cada, seis a menos que o pequeno chinês operado.

Fonte: Terra Ciência

Insetos...

Contaminação de insetos por resíduos tóxicos ameaça espécies

Por todo o mundo as plantas carnívoras estão em declínio, vítimas da perda de hábitat, extração ilegal e da poluição ambiental. Mas agora um novo fator veio à tona: muitos insetos, alimentos para essas plantas, podem ser tóxicos.

Segundo nova pesquisa realizada por Christopher Moody e Green Iain da Bournemouth University, na Inglaterra, insetos podem ser contaminados com metais pesados, como cádmio, e, quando ingeridos por alguma planta carnívora, podem afetar o crescimento delas.

A pesquisa foi publicada em fevereiro no American Chemical Society Journal, Environmental Science & Technology.

Como parte de suas pesquisas, Moody e Green alimentaram uma determinada espécie de planta carnívora, chamada Sarracenia leucophylla, com larvas contaminadas com níveis elevados de cádmio e cobre. Embora as plantas absorvam o cobre sem maiores danos, pois a substância é de fato importante para seu crescimento, o cádmio acumulado em seus sistemas “foi relacionado a uma redução da biomassa”. (Em outras palavras, as plantas não crescem bem quando há uma grande quantidade de cádmio em suas raízes.)

O cádmio é bastante utilizado em fertilizantes, revestimentos metálicos, eletrônicos, baterias e outros tipos de produtos. Por cauda do descarte inadequado desses resíduos, os metais pesados podem se acumular no meio ambiente e, portanto, nos insetos.

Obviamente, isso exige novas pesquisas antes que possamos afirmar de forma conclusiva que o cádmio é tóxico para plantas carnívoras, mas as descobertas de Moody e Green sugerem ser importante limitar a exposição das plantas que se alimentam de insetos ao cádmio.

Fonte: Scientific American

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