Destaque Tudo de Bio

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Originando Vida

Experimento tenta reproduzir origem da vida

John Sutherland, químico da University of Manchester, e seus colaboradores alegam ter descoberto como é que a ribose, o fosfato e as moléculas nitrogenadas (que apresentam nitrogênio na fórmula), conhecidas como bases nucléicas, se uniram pela primeira vez para formar os nucleotídeos – o blocos construtores do mundo do RNA, a partir do qual se acredita que a vida tenha emergido.

“Eu parti do pressuposto de que o fato de estarmos aqui nesse planeta é uma conseqüência fundamental da química orgânica”, afirmou Sutherland ao The New York Times. Seu segredo foi realizar os experimentos em estágios, adicionando o fosfato apenas no passo final. Até agora, sua equipe conseguiu construir dois dos quatro nucleotídeos; a molécula representada na figura nesta página é citosina, a base nucléica que, até agora, os cientistas eram incapazes de combinar com açúcares e fosfatos para formar o nucleotídeo de RNA fosfato de ribocitidina.

Será que esta última descoberta é realmente um avanço ou é apenas mais uma declaração chamativa para atrair o interesse dos aficionados pelos segredos do mundo científico? Jack Szostak, do Massachusetts General Hospital escreveu em um comentário que essa nova descoberta “irá permanecer por anos como um dos grandes avanços na química pré-biótica”.

Essa descoberta também serve como um lembrete de que o ritmo das descobertas científicas nem sempre é tão acelerado como gostariam os cientistas. Em 1871, Darwin postulou pela primeira vez que a vida começou em “uma pequena poça aquecida, com diversos tipos de amônia e sais de fósforo”.

Quase um século depois, Stanley Miller conduziu a bisavó de todas as pesquisas sobre a origem da vida na University of Chicago com seu colaborador Harold Urey; seu experimento deixou os cientistas com mais perguntas do que respostas.

Em 1994, Leslie Orgel escreveu nas páginas da Scientific American que cada vez mais as evidências favoreciam a teoria que a vida começou do RNA, mas ele afirmava, desesperado, que “ainda se desconhece como o RNA veio a existir”. Em 2008, os cientistas ficaram um pouco tontos demais, na Science, alguns resultados menores foram publicados, baseados em frascos esquecidos dos estudos originais de Miller e Urey.

O químico Robert Shapiro, da New York University, que escreveu sobre sua teoria alternativa sobre a origem da vida na Scientific American em 2007, contou à revista Chemistry World que os resultados de Sutherland “não têm absolutamente nada a ver com a origem da vida na Terra”.

Fonte: Scientific American Brasil

Mosquito X Mosquito

Mosquitos transgênicos que não voam podem parar a dengue

Uma nova variedade de mosquitos modificados geneticamente para não voar poderia conter a transmissão do vírus da dengue, segundo um estudo de pesquisadores das universidades de Oxford e da Califórnia. O experimento, publicado nesta segunda na revista Proceedings of the National Academy of Sciences, criou uma variedade de mosquito cujas fêmeas são incapazes de voar devido à interrupção provocada do desenvolvimento dos músculos de suas asas.

Os machos dessa variedade de sintomas visíveis de sua alteração genética mas, quando se acasalam com fêmeas selvagens, os mosquitos fêmea da geração seguinte já nascem sem poder voar. Até agora, o experimento só foi realizado em laboratórios, mas se espera que a nova variedade desses insetos possa ser solta à natureza em 2011.

Segundo indicou Luke Alphey, pesquisador da empresa Oxford Insect Technologies (Oxitec) associada à universidade britânica, essa libertação representaria o desaparecimento dos mosquitos nativos entre seis e nove meses. A febre da dengue, um vírus transmitido pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti, afeta a cada ano entre 50 e 100 milhões de pessoas.

Embora haja estudos em andamento sobre a prevenção e cura da dengue, o uso generalizado de uma vacina contra o vírus ainda levará muitos anos, assegura Alphey. O pesquisador opina que "até então, o controle do mosquito será a única forma de controlar a doença".

"Se reduzirmos o número de mosquitos, poderemos reduzir a transmissão da dengue e com isso a mortalidade de pessoas", ressalta em comunicado outro dos membros do projeto, Anthony James, professor de microbiologia e genética molecular na Universidade da Califórnia.

A proposta dessa equipe representa, além disso, uma alternativa segura e eficiente para combater a dengue frente às inseticidas, "que sempre deixam resíduos tóxicos", acrescenta Alphey.

Os pesquisadores destacaram também que todos os habitantes das áreas tratadas se beneficiariam com a medida, e concordam na possibilidade de aplicá-la a outros espécies de mosquitos transmissores de doenças como a malária ou a febre do Nilo Ocidental.

Os países com mais casos de dengue registrados entre 1995 e 2008 foram Brasil, Colômbia, El Salvador, Nicarágua, Guatemala, Honduras, México, Peru e Venezuela. Além disso, a doença se difundiu consideravelmente nos últimos cinco anos na Argentina, Bolívia, Costa Rica e Paraguai.

Fonte: Terra Ciência

Homem Predador

Terra é incapaz de acompanhar atual ritmo de consumo de carnes

No topo absoluto da cadeia alimentar, os seres humanos se dão ao luxo de comer de tudo, mas a um preço elevado: a pesca massiva está levando as espécies marinhas à extinção, e a piscicultura polui a água, o solo e a atmosfera - o que precisa fazer com que mudemos de hábitos. Alimentar a humanidade - nove bilhões de indivíduos até 2050, segundo as previsões da ONU - exigirá uma adaptação de nosso comportamento, sobretudo nos países mais ricos, que precisarão ajudar os países em desenvolvimento.

Segundo um relatório da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO), publicado nesta quinta-feira, a produção mundial de carne deverá dobrar para atender à demanda mundial, chegando a 463 milhões de toneladas por ano.

Um chinês que consumia 13,7 kg de carne em 1980, por exemplo, hoje come em média 59,5 kg por ano. Nos países desenvolvidos, o consumo chega a 80 kg per capita.

"O problema é como impedir que isso aconteça. Quando a renda aumenta, o consumo de produtos lácteos e bovinos segue o mesmo caminho: não há exemplo em contrário no mundo", destacou Hervé Guyomard, diretor científico em Agricultura do Instituto Nacional de Pesquisa Agrônima da França (INRA), responsável pelo relatório Agrimonde sobre "os sistemas agrícolas e alimentares mundiais no horizonte de 2050".

Atualmente, a agricultura produz 4,6 mil quilocalorias por dia e por habitante, o suficiente para alimentar seis bilhões de indivíduos.

Deste total, no entanto, 800 se perdem no campo (pragas, insetos, armazenamento), 1,5 mil são dedicadas à alimentação dos animais - que só restituem em média 500 calorias na mesa - e 800 são desperdiçadas nos países desenvolvidos.

Por outro lado, o gado custa caro ao meio ambiente: 8% do consumo de água, 18% das emissões de gases causadores do efeito estufa (mais que os transportes) e 37% do metano (que colabora para o aquecimento do clima 21% mais que o CO2) emitido pelas atividades humanas.

E, mesmo que seja fonte essencial de proteínas, a carne bovina não é "rentável" do ponto de vista alimentar: "são necessárias três calorias vegetais para produzir uma caloria de carne de ave, sete para uma caloria de porco e nove para uma caloria bovina", explicou Guyomard.

Desta maneira, mais de um terço (37%) da produção mundial de cereais serve para alimentar o gado - 56% nos países ricos - segundo o World Ressources Institute.

Seria o caso, então, de reduzir o consumo de carne e substitui-lo pelo peixe?

Os oceanos não podem ser considerados uma despense inesgotável, estimou Philippe Cury, diretor de pesquisas do Instituto de Pesquisas para o Desenvolvimento (IRD).

O número de pescaodres é duas a três vezes superior à capacidade de reconstituição das espécies. No atual ritmo, a totalidade das espécies comerciais haverá desaparecido em 2050.

Fonte: Terra Ciência

Hora do Planeta 2010

Hora do Planeta ocorrerá em 27 de março e panda é embaixadora

Às 20h30 de sábado, 27 de março, na maior mobilização da Terra contra o aquecimento global, 1 bilhão de pessoas no mundo todo devem apagar as suas luzes por sessenta minutos. No lançamento da contagem regressiva para a Hora do Planeta 2010, Mei Lan, a ursa panda que voltou recentemente para a China após uma missão diplomática em Atlanta (EUA), foi designada como Embaixadora Mundial do evento.

O lançamento da Hora do Planeta 2010 ocorreu em Chengdu - a primeira cidade da China a assumir o compromisso de apagar as suas luzes - e cidade natal da ursa panda Mei Lan. Símbolo da Rede WWF, os pandas gigantes habitam Chengdu há mais de 8 milhões de anos.

Chengdu se une aos mais de 70 países de todo o mundo, incluindo o Brasil, que já aderiram ao "apagar as luzes". Entre eles estão também quatro países de quatro continentes diferentes, que participam pela primeira vez da Hora do Planeta - Paraguai, Mongólia, Madagascar e a República Tcheca.

No Brasil, pelo segundo ano consecutivo, o WWF-Brasil promove o evento. Em 2009, milhões de brasileiros apagaram as suas luzes e mostraram que sua preocupação com o aquecimento global. No total 113 cidades brasileiras, incluindo 13 capitais, participaram da Hora do Planeta. Ícones como o Cristo Redentor, a Ponte Estaiada, o Congresso Nacional e o Teatro Amazonas ficaram no escuro por sessenta minutos.

Fonte: Terra Ciência

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Imagem da Semana

Exposição apresenta réplicas gigantes de insetos na Alemanha

Modelos de insetos em tamanho gigante estão sendo exibidos em uma exposição na cidade de Waren, no norte da Alemanha. Os visitantes podem conferir no Museu Mueritzeum réplicas de gafanhotos, besouros e escaravelhos-tigre, entre outros. As informações são da agência AP.
As réplicas possuem 60 vezes o tamanho natural dos insetos e foram criadas pela designer Julia Stoes, de Hamburgo. A exposição com os modelos gigantes já passou por museus de ciência natural da Alemanha, Áustria, Suíça e Finlândia.

Fonte: Terra Ciência

Microorganismo volta à vida!

Microrganismo ressurge após 120 mil anos

Cientistas trouxeram de volta à vida um microrganismo recém-descoberto, após mais de 120 mil anos de hibernação − o que dá esperanças quanto ao ressurgimento de vida dormente em Marte. O minúsculo microrganismo roxo, denominado Herminiimonas glaciei, estava preso sob quase 3km de gelo, na Groenlândia. Foram necessários 11 meses para reanimá-lo, aquecendo-o aos poucos em uma incubadora. O microrganismo finalmente tornou a viver e iniciou a produção de novas colônias com bactérias marrom-arroxeadas.

Os cientistas espaciais estão animados com a descoberta, pois sugere que criaturas alienígenas podem ser reanimadas em outros planetas congelados – especialmente no planeta vermelho. A Nasa revelou no ano passado que colunas de metano, em Marte, poderiam ser produzidas por organismos vivos. Alguns pesquisadores acreditam que, no planeta vermelho, vários microrganismos estejam dormentes sob uma grossa camada de gelo subterrâneo. Uma futura missão espacial poderá desenterrá-los e trazê-los de volta à vida.

A sonda espacial europeia Mars Express localizou outras regiões que potencialmente abrigam formas primitivas de vida alienígena. O mais novo inseto da Terra foi encontrado pela dra. Jennifer Loveland-Curtze e por uma equipe de cientistas da Pennsylvania State University. Essa equipe demonstrou ter uma paciência enorme para reanimar esse microrganismo hibernante.

Primeiro, incubaram as amostras a 2°C, por sete meses, e, depois, a 5°C, durante mais quatro meses e meio. Após esse período, observaram-se colônias de uma minúscula bactéria marrom-arroxeada. O microrganismo H. glaciei é muito pequeno – 10 a 50 vezes menor que a E. coli. Segundo os especialistas, esse tamanho diminuto provavelmente o ajudou a sobreviver nos canais aquosos, situados entre os cristais de gelo e a fina película líquida que os envolve.

Segundo explicações da dra. Loveland-Curtze, microrganismos semelhantes a este podem existir em outros planetas e o estudo desses seres, em condições extremas na Terra, deve fornecer pistas sobre quais tipos de formas de vida poderiam sobrevier em outros locais do sistema solar.

Ao site Skymania News, a doutora deu a seguinte declaração: “Muitos cientistas consideram que o gelo polar terrestre reúne as condições mais parecidas com as encontradas pelas vidas extraterrestres, particularmente onde se detectou água congelada. O gelo polar do nosso planeta pode preservar células microbianas e ácidos nucleicos por centenas de milhares de anos. Essas células estão sendo cultivadas por uma camada de gelo de 750 mil anos e um permafrost de vários milhões de anos.” No entanto, ela complementa: “Neste momento, não podemos afirmar ainda se alguma célula marciana, caso exista, poderá vir a ser reanimada”.

Insetos anteriormente encontrados no Ártico canadense foram despertados após 30 mil anos de hibernação. Um dos maiores estudiosos britânicos sobre Marte acredita que os microrganismos marcianos podem também estar dormentes, aguardando para ser reanimados. Dr. John Murray, da Open University britânica e principal cientista da missão européia Mars Express, descobriu fortes evidências de um extenso oceano congelado, situado sob a poeira localizada perto do equador daquele planeta, onde formas primitivas de vida poderiam surgir como micróbios.

Fonte: SciAm Brasil

Matança de Camelos

Após virar praga, camelos vão servir de comida para crocodilo

Camelos selvagens que se tornaram pragas na zona desértica do centro da Austrália serão sacrificados para alimentar crocodilos, segundo a rádio australiana ABC. A empresa Arnhem Meats começará a capturar os camelos de Docker River, uma pequena localidade de 350 habitantes que tinha pedido ajuda às forças de segurança após a invasão dos camelos para fornecê-los às fazendas de crocodilos, explicou Tracker Tilmouth, porta-voz da companhia.

Mais de seis mil camelos selvagens estão aterrorizando os habitantes da zona, que fica no famoso deserto de Outback. Segundo cientistas, o número de animais pode dobrar nos dez anos.

No final de 2009, as forças de segurança australianas fizeram uma operação para tentar diminuir o problema. Primeiro, atiraram para o ar para afastar os camelos da localidade. Depois, os mataram e abandonaram os cadáveres para que apodrecessem no deserto.

Tilmouth explicou que, após o acordo comercial, os restos dos camelos poderão ser utilizados para a fabricação de produtos de cosmética, pois sua gordura pode ser transformada em sebo. O projeto da Arnhem Meats prevê ainda qualificar os aborígines de Docker River para que aprendam a capturar os camelos para a empresa.

Os camelos não são originais da Austrália, mas são descendentes dos dromedários, que os colonizadores britânicos levaram em meados do século XIX para ajudar os exploradores a realizar as primeiras travessias pelo deserto de Outback.

Estima-se que um milhão de exemplares vivem atualmente na imensa região desértica australiana. A seca da última década e uma recente onda de calor está obrigando os camelos a competir por água e comida com ovelhas e vacas, e leva a algumas manadas desesperadas a invadir zonas habitadas para não morrer de sede.

Fonte: Terra Ciência

Primeiros Primatas Sem Grandes Cérebros

Crânio antigo revela que primeiros primatas não precisavam de grandes cérebros

Se comparados com os outros mamíferos, os primatas – dos lêmures até os humanos – possuem cérebros enormes. Mas os cientistas ainda não sabem exatamente o motivo – ou mesmo quando – nossos cérebros incharam. Estudo publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences postula que, mesmo sem cérebros grandes, os primeiros primatas eram capazes de realizar muitas tarefas próprias da espécie – um achado que questiona muitas das atuais teorias evolucionistas.

Em se tratando dos primatas em geral, “nos primórdios, não tinham um cérebro excepcionalmente grande”, esclarece Jonathan Bloch, curador-associado de paleontologia dos vertebrados do Museu de História Natural da Flórida (pertencente à University of Florida) e co-autor do artigo. Para explicar a expansão dos cérebros primatas, os pesquisadores apresentaram vários mecanismos possíveis. Por exemplo, habitar árvores deve ter exigido um maior poder cerebral para a coordenação de músculos e articulações na vida fora do chão. As mudanças na dieta, como o consumo de frutas em vez de folhas, também podem ter levado a uma maior disponibilidade de calorias para o desenvolvimento cerebral.

No entanto, Bloch e seus colegas propuseram que o dono do raro crânio de 54 milhões de anos, um Ignacius graybullianus (pertencente a um ramo extinto da árvore genealógica dos primatas), já realizava essas tarefas com um cérebro definitivamente não primata. Não somente o cérebro do I. graybullianus correspondia a dois terços do tamanho cerebral dos menores primatas modernos, como “não se assemelha em nada ao dos primatas”, explica o professor de antropologia evolucionária da Duke University, Richard Kay, que não estava envolvido no estudo, mas foi o primeiro a descrever esse crânio peculiar (em 1989). Segundo Kay, se forçada a comparação com algum animal moderno, “estaria olhando para um ouriço”.

Bloch e sua equipe usaram tomografias computadorizadas de alta resolução para retratar a cavidade cerebral. A partir disto, conseguiram criar um modelo completo do cérebro, usando uma impressora tridimensional. “Chegar a uma construção 3D na íntegra é meio que inacreditável”, exalta-se Bloch.

Uma das maiores diferenças, para Bloch e os outros autores, é a extensa região olfatória cerebral, junto com partes menores do lobo temporal, o que ajuda no processamento visual. “O sentido mais desenvolvido desses animais era o olfato, e não a visão”, ao contrário dos primatas modernos, afirma Bloch.

Embora o I. graybullianus estivesse rumo ao desenvolvimento de um cérebro diferenciado − conforme observa Bloch −, um verdadeiro cérebro de primata não apareceu até o eoceno, 55 a 34 milhões de anos atrás.

As novas descobertas estabeleceram “um importante paradigma”, sentencia Kay. O cientista observa que, até agora, não havia um ponto de partida confiável para a evolução cerebral do primata, restando aos pesquisadores traçar correlações entre a fisiognomonia e o comportamento modernos. Porém, conclui Kay, “não se pode determinar um padrão de evolução sem saber o que aconteceu no passado”.

Fonte: Sientific American Brasil

Mundo Planctônico

Mostra em Londres desvenda o mundo desconhecido dos plânctons

O zoológico de Londres abrigará a partir do dia 16 de fevereiro uma exposição de fotos microscópicas dos plânctons, organismos marinhos que têm quase nenhuma capacidade de locomoção e são a base da cadeia alimentar dos ecossistemas marinhos.

Richard Kirby, pesquisador da Royal Society e autor das fotos, explica que os plânctons são peça-chave na sobrevivência dos oceanos, justamente porque servem de alimento para os seres maiores. Além disso, são os plânctons que produzem boa parte do oxigênio presente na atmosfera terrestre e que propiciam aquele cheiro característico do mar.

"Plânctons marinhos são os heróis ocultos da vida na Terra, mas poucas pessoas percebem o quão importante eles são e a séria ameaça que eles estão enfrentando por causa do aquecimento global", disse Kirby à BBC. Segundo o especialista, como esses seres são muito sensíveis a mudanças na temperatura da superfície do mar, eles sofrem muito com as alterações climáticas.

Exposição
As fotos dos plânctons permanecerão expostas até o final do ano como parte das comemorações pelo aniversário de 350 anos da Royal Society, a academia inglesa de ciência. O material também fará parte de um livro que o autor pretende publicar em breve. Kirby levou dois anos para fotografar os plânctons encontrados na costa da Inglaterra.

Richard Kirby, professor da Universidade de Plymouth, será também o coordenador de um encontro do projeto Fronteiras da Ciência em São Paulo em agosto deste ano.

Essa iniciativa reúne centros de estímulo à pesquisa do mundo todo com o objetivo de estimular jovens cientistas a colaborar internacionalmente. A edição de São Paulo do projeto será organizada por uma parceria entre a Royal Society e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e será a primeira do tipo na América do Sul.

Fonte: Terra Ciência

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Um Ano Tudo de Bom, Tudo de Bio!

Um Ano do Nosso Blog

Heytor Victor

Há exatamente um ano estávamos colocando o primeiro post deste blog. Pois é pessoal, o Tudo de Bio está completando um ano na rede. Este projeto desenvolvido por Allyson Andrade e eu tinha como propósito um espaço para downloads de livros para estudantes universitários.
E foi assim que fizemos, mas no mesmo dia percebemos que não poderíamos deixar um espaço única e exclusivamente para downloads mas, que quando acessado tivesse a participação dos visitantes e que houvessem matérias, pesquisas científicas que facilitassem a vida de todos os que nos visitam com o fim de divulgar a ciência na internet.
Nos primeiros dias, claro, foi difícil ter muitas visitas mas com o tempo fomos conquistando nosso espaço na internet a ponto de se tornar um blog indicado e com muitas visitas.
Para vocês verem e comemorarem o sucesso do blog, coletamos algumas coisas relacionadas ao Tudo de Bio na internet, seja no Orkut ou no Google!

Nosso blog nas comunidades científicas da rede e em comunidades de turma de Medicina Veterinária!


Matérias lidas no nosso blog em comunidades de jogos de computador.



Para verem como estamos cumprindo nossa função é só buscar tudodebio ou no Orkut ou no Google!

Abraços e obrigado pelas visitas!

PARABÉNS TUDO DE BIO!

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Tubarão Raro

Tubarão ameaçado de extinção é observado nas Filipinas

Um exemplar da espécie de tubarão Alopias vulpinus, conhecido popularmente por Tubarão Raposa, foi encontrado em Malapascua, uma remota ilha filipina. Segundo os pesquisadores, é muito difícil observar essa espécie em mar aberto.

De acordo com informações da agência Efe, o animal, que é conhecido por sua longa cauda, está em sério risco de extinção. Suas barbatanas são geralmente usadas em restaurantes chineses.

A primeira iniciativa séria para promover a preservação e observar o comportamento do animal foi criada há cinco anos pelo cientista britânico Simon Oliver. Oliver é o fundador do Projeto para o Estudo e Conservação de Tubarões Raposa (TSRCP), nas Filipinas.

Fonte: Terra Ciência

Óleo de Peixe X Esquizofrenia

Óleo de peixe pode prevenir esquizofrenia, indica estudo

Tomar diariamente uma cápsula de óleo de peixe pode impedir o desenvolvimento de síndromes em pessoas com propensão a doenças mentais como esquizofrenia, aponta um estudo de três meses realizado por uma equipe internacional formada por pesquisadores da Áustria, Austrália e Suíça.

De acordo com a pesquisa, o suplemento parece ser tão eficaz quanto o uso de remédios. "A descoberta de que o tratamento com uma substância natural pode prevenir, ou ao menos retardar, a aparição de comportamento psicótico nos dá esperança de que pode haver uma alternativa a drogas anti-psicóticas", afirma o autor do estudo.

Os pesquisadores acreditam que a substância Ômega 3 - presente no óleo de peixe e que já é conhecida por promover corações mais saudáveis - é que produz os efeitos benéficos no cérebro.

Um remédio "natural" seria muito bem-vindo, sustenta a revista especializada Archives of General Psychiatry, já que a medicação convencional anti-psicótica é muito forte e pode apresentar graves efeitos colaterais.

O óleo de peixe, por sua vez, é geralmente bem tolerado pelo organismo e fácil de tomar.

Tratamento
Os pesquisadores testaram o tratamento em 81 pessoas avaliadas com alto risco de desenvolver psicose. O alto risco apresentado pelos pacientes estava relacionado ou a um forte histórico familiar de esquizofrenia e doenças similares ou eram pessoas que já apresentavam leves sintomas da doença.

Para que o teste fosse realizado, metade do grupo tomou o suplemento com óleo de peixe ao longo de 12 semanas, enquanto a outra metade tomou placebo. Nenhum deles sabia qual tratamento estava recebendo.

Os pesquisadores acompanharam o grupo por um ano para saber quantos desenvolveriam a doença. Duas pessoas do grupo que tomava a cápsula de óleo de peixe desenvolveram comportamento psicótico, comparado a 11 pacientes do grupo que recebia placebo.

O time acredita que o Omega 3 altera o processo de transmissão de sinais no cérebro.

Fonte: Terra Ciência

O Mais Ecológico: Trem ou Avião?

Trem ou avião, qual é ecologicamente melhor?

Jet-setters têm má reputação por espalhar gases causadores do efeito estufa na atmosfera superior, mas novo estudo constata que tomar um avião não é pior para o ambiente do que tomar um trem.
Quando a maior parte das pessoas pensa em poluição do ar e emissão de carbono, geralmente consideram apenas o que é eliminado por escapamentos de veículos. Mas um novo estudo publicado na Environmental Research Letters compara o impacto ambiental de diferentes meios de transporte, levando em conta diversos fatores – do aço nos trilhos dos trens aos pneus nas engrenagens de pouso de aeronaves.

Quando comparado a um trem, um avião de grande porte emite, durante sua operação, aproximadamente três vezes mais gases do efeito estufa por passageiro por quilômetro viajado. No entanto, se considerada a infraestrutura existente por detrás do trem e do metrô de superfície, constata-se o aumento efetivo das emissões desses gases em um índice de 155%. Um cálculo similar, realizado com jatos, demonstrou aumento de apenas 31%.

Os dois meios de transporte estão basicamente em pé de igualdade. No entanto, na Costa Leste dos Estados Unidos, onde combustível fóssil gera eletricidade para ferrovias, os trens acabam se tornando maiores emissores de gases do efeito estufa, se comparados a aviões.

Os trens também se mostraram piores quando os autores do estudo consideraram poluentes do ar, como o dióxido de enxofre, causador da chuva ácida. A Boston Light Rail, por exemplo, emite mais de sete vezes a quantidade de dióxido de enxofre por passageiro por quilômetro viajado do que uma típica aeronave de grande porte. Esse resultado deve-se ao fato de o atual combustível das aeronaves conter pouco enxofre, enquanto as usinas elétricas são, hoje, as maiores emissoras de dióxido de enxofre.

A moral da história não é que os viajantes ecologicamente conscientes devam evitar ferrovias, optando por aviões. Em vez disso, deveríamos procurar formas de reduzir as emissões em nossa infraestrutura, usando, por exemplo, cimento com baixo teor de dióxido de enxofre, alerta Mikhail Chester, da University of California, Berkeley, principal autor do estudo.

“Já evoluímos bastante no combate aos poluentes emitidos por carros” afirma Chester, “Isso é bom, mas deveríamos começar a olhar além desses escapamentos”.

Fonte: Scientific American Brasil

Imagem da Semana

Pesquisadores estudam salamandra gigante do Japão

Um grupo de pesquisadores e ambientalistas está pesquisando uma espécie de salamandra gigante, com 1,7 metro de comprimento. Além de seu tamanho, a salamandra Andrias japonicus, conhecida como hanzaki no Japão, chamou a atenção de ambientalistas internacionais e cientistas japoneses pelo seu status de fóssil vivo e pelo fato de não ser atingida por um fungo que está devastando muitas outras espécies de anfíbios no mundo todo.

"O esqueleto desta espécie é quase idêntico ao dos fósseis de 30 milhões de anos atrás", disse Takeyoshi Tochimoto, diretor do Instituto Hanzaki, perto da cidade de Hyogo (sudoeste do Japão). "Por isso é chamada de 'fóssil vivo'", acrescentou. "É um 'dinossauro', isto é espantoso", afirmou Claude Gascon, chefe dos programas científicos da entidade ambientalista Conservation International e também um dos líderes do grupo especialista em anfíbios da União Internacional para a Conservação da Natureza.

"Nós falamos de salamandras que geralmente cabem na palma da sua mão. Esta pode arrancar sua mão." A salamandra examinada por Gascon está segura, presa em um tanque no centro de visitação da cidade de Maniwa, a 800 km de Tóquio.

Peixes e parentes
Além de ter 1,7 metro de comprimento, a salamandra gigante tem uma pele semelhante ao couro, uma cabeça grande e coberta de estruturas que provavelmente são sensíveis ao movimento e ajudariam a salamandra a capturar peixes.

A salamandra hanzaki tem dois parentes próximos: a salamandra gigante chinesa (A. davidianus), que tem tamanho e forma semelhantes à japonesa e pode se acasalar com elas; e uma bem menor, a Cryptobranchus alleganiensis, do sudeste dos Estados Unidos.

Geralmente as salamandras gigantes ocupam covas em margens de rio. A ocupação é feita em grupos com um macho dominante, várias fêmeas e alguns outros machos. O macho dominante e as fêmeas liberam na água óvulos e espermatozoides e se movimentam incessantemente para misturar tudo. Os machos não dominantes talvez também liberem espermatozoides, mas o papel deles ainda não está claro.

Quando a água fica mais calma, todos deixam a cova, exceto o macho dominante, que fica para cuidar do ninho e dos filhotes. Fora da época de reprodução, a vida da salamandra é bem tranquila, vivendo da forma mais discreta possível no rio e capturando tudo o que estiver ao seu alcance para se alimentar.

Criaturas como estas certamente já habitavam o planeta quando os dinossauros ainda existiam, e fósseis da família foram encontrados bem longe da restrita área onde são encontrados atualmente. "Acredita-se que elas sejam espécies extremamente primitivas, em parte devido ao fato de serem as únicas salamandras com fertilização externa", afirmou Don Church, especialista em salamandras da Conservation International.

Fonte: Terra Ciência

Predação x Extinção

Píton ameaça cervos chineses de extinção

Na reserva natural chinesa de Datian, uma subespécie de cervo de Eld (Cervus eldi hainanus) e uma subespécie de píton indiana (Python melurus Schlegel), igualmente ameaçadas de extinção, devem viver em harmonia simbiótica. No entanto, segundo a agência de notícias Xinhua, esse já não é o caso.

Sob condições normais, a píton se alimenta de roedores e outros animais que são superpopulosos na reserva e ameaçam os suprimentos de comida do cervo de Eld. No entanto, a recente superabundância de pítons faz com que as cobras transformem o cervo em alimento – e o resultado é a ameaça de ambas as espécies.

Funcionários do parque afirmam que, por razões desconhecidas, as pítons estão procriando de forma muito rápida. Em virtude do baixo estoque de comida, elas parecem estar se alimentando de jovens cervos de Eld. E não se trata de uma situação isolada.

O cervo de Eld, que recebeu o status de animal mais protegido pela China em 1988, quase foi extinto há algumas décadas. Os trabalhos cuidadosos de preservação, no entanto, fizeram com que a população de subespécies aumentasse, passando de 26 animais em 1976 para os atuais mais de 1,6 mil. Funcionários do parque esperam encontrar, anualmente, pelo menos 100 cervatos, mas, até agora, a contagem desse ano está bem abaixo do estimado.

E essa tampouco é boa notícia para a píton. “Uma píton foi encontrada morta em abril de 2008 com a barriga arrebentada por um chifre que havia engolido”, afirma a agência Xinhua.

Como, na China, as espécies são protegidas, os funcionários do parque não podem abater nenhuma das pítons para proteger os cervos. Em vez disso, eles devem capturá-las e removê-las, o que não parece ser tarefa fácil.

Equilibrar as populações dessas espécies pode ser difícil em longo prazo. Em condições adequadas, a população de cervos de Eld cresce apenas 15% (aproximadamente 100 novos cervos) por ano. Em contra partida, uma píton fêmea sozinha pode botar até 50 ovos anuais, compara a agência Xinhau. É uma grande quantidade de pítons, e todas precisarão de alimento.

Fonte: Scientific American Brasil

Peixes com Percepção Afetadas

Mudanças químicas em oceano afetam percepção de peixes

Quando você achou que já tinha ouvido tudo sobre as consequências dos gases do efeito estufa, pesquisadores descobriram que níveis mais altos do dióxido de carbono atmosférico podem levar a mudanças na anatomia envolvida na navegação de peixes.

Um estudo de corvinatas brancas demonstrou que peixes em fase de desenvolvimento apresentaram ossos auriculares maiores (otólitos, que não captam sons, mas apenas ajudam os peixes a perceber velocidade e direção) sob maiores concentrações de CO2. Os resultados apareceram na revista Science.

Os pesquisadores criaram peixes em diferentes saturações de CO2, e então examinaram seus otólitos sob microscópios eletrônicos de varredura. O resultado pode ser ruim para os peixes enquanto nadam livremente, destacando, ainda, a natureza imprevisível de mudanças biológicas em águas ricas em CO2, uma vez que era esperado que esses ossos auriculares diminuíssem em vez de se expandirem.

A acidificação do oceano, causada pelo aumento de CO2 na atmosfera, vem ocorrendo mais rápido do que prognosticado previamente. A mudança nas águas marinhas tem retardado o crescimento de corais, além de corroer conchas. Os autores do estudo, entretanto, destacam que “não apenas a acidificação, mas os efeitos específicos dos níveis elevados de CO2 devem ser considerados”.

Embora os pesquisadores ainda não saibam quais serão, para os peixes, os efeitos do supercrescimento dos otólitos, “os peixes se desenvolveram para que seu corpo se tornasse como é”, afirmou David Checkley, principal autor do estudo e professor da Scripps Institution of Oceanography, em uma declaração. “O que se supõe é que alterações de qualquer forma causarão mudanças na dinâmica de como os otólitos ajudam os peixes a se manter em posição vertical, navegar e sobreviver.”

Fonte: Scientific American Brasil

Procriando para não Extinguir

Inseminação artificial permite procriação rara de grou chinês ameaçado de extinção

Há hoje no mundo mais um grou do pescoço branco (Grus vipio), graças ao inovador programa de procriação do zoológico Smithsonian International de Washington, D.C. Acredita-se que pouco mais de 5 mil dessas aves existam no meio ambiente selvagem e esses animais remanescentes não procriam com tanta frequência. Para agravar o problema, pouquíssimos grous fêmea têm nascido em cativeiro nos últimos anos – e esse desequilíbrio tem colocado todo o programa de procriação em risco.


O Programa de Sobrevivência do Grou do Pescoço Branco do Zoológico Nacional Americano recebeu a ave-mãe da China no início do ano, mas a fêmea, de 20 anos, criada por humanos, nunca havia dado à luz e não tinha experiência com outros animais da espécie. De acordo com a Associated Press, ela “não sabia dançar, cantar em harmonia, fazer movimentos de jogar as patas e sequer conhecia outros rituais que são parte do cortejo dos grous”; quando encontrava machos que não viam esses movimentos, acabava sendo atacada.

Os cientistas do Zoológico Nacional Americano decidiram, então, adotar uma tática diferente: inseminação artificial. O processo não foi fácil. “O ornitólogo Chris Crowe aos poucos ganhou a confiança da ave – brincando com ela, sentando-se ao seu lado, adaptando-a a sua presença e toque – e finalmente pôde realizar a inseminação artificial com sucesso, sem a necessidade de imobilizadores ou anestesia”, segundo declaração do zoológico.

O próximo passo foi de igual importância. O zoológico queria garantir que o ovo trouxesse uma ave fêmea, sem a qual o programa de procriação continuaria estagnado. Para atingir o objetivo, a equipe do zoológico desenvolveu uma nova técnica que permitiu a penetração através da casca do ovo e a extração de sangue sem causar a morte do embrião e sem introduzir microrganismos potencialmente fatais. A equipe foi, então, capaz de determinar que a ave era, de fato, fêmea.

A tão desejada fêmea está sendo criada por seus avós paternos, uma vez que a mãe nunca aprendeu habilidades maternas.

Enquanto isso, grous de pescoço branco no ambiente selvagem encaram a periculosidade dos próximos anos. Eles já perderam uma quantidade considerável de hábitat para o desenvolvimento humano na bacia do rio Yangtze e, de acordo com a Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN, da sigla em inglês), seu hábitat pantanoso está atualmente passando por um período de seca com previsão de se estender até 2015, o que já diminuiu a taxa de procriação.

É por isso que o Zoológico Nacional Americano considera o programa de procriação tão importante: em um futuro próximo pode ser necessário assegurar a sobrevivência da espécie.

Fonte: Scientific American Brasil

Populares