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sábado, 29 de agosto de 2009

Mutação Padrão

Cientistas descobrem padrão de mutação genética em humanos

Um grupo de 16 cientistas da China e do Reino Unido descobriram que cada ser humano tem de 100 a 200 mutações acumuladas em seu código genético, sendo que a maioria não tem efeitos evidentes na aparência ou na saúde. Estes são os resultados da primeira pesquisa direta sobre o padrão de mutação em DNA humano em nível individual, cujos resultados foram publicados nesta quinta-feira pela revista Current Biology.

O estudo demonstra que a maioria destas mutações é inofensiva. Entretanto, conhecer quais são e como se produzem pode ser muito útil, já que "as mutações novas causam todo tipo de doença genética", explica o coordenador do estudo, Chris Tyler-Smith, membro do Wellcome Trust Sanger Institute.

Para chegar a estas conclusões, os cientistas recrutaram uma família chinesa que vive no mesmo povoado há séculos. A equipe analisou dois familiares de sexo masculino separados por 13 gerações e com um antepassado comum que viveu há 200 anos. Para averiguar a sequência de mutação, examinaram o cromossomo "E" dos dois homens, já que este passa intacto de pai para filho, salvo em casos raros nos quais há uma mutação.

Apesar das muitas gerações que os separavam, o DNA era praticamente idêntico, exceto por 12 alterações, das quais apenas quatro eram mutações que ocorreram de maneira natural. "Essas quatro mutações nos proporcionaram o padrão exato de mutação, um em cada 30 milhões de nucleotídeos em cada geração, que é o que esperávamos", explicou Tyler-Smith.

Mutações ocorrem ocasionalmente em cada indivíduo, mas agora, graças aos avanços tecnológicos, é possível averiguar exatamente sua regularidade. "A quantidade de dados gerada seria inimaginável há poucos anos", explicou um dos líderes do projeto, o médico Yali Xue.

Fotografia Molecular

Cientistas fotografam estrutura de molécula pela primeira vez


Cientistas conseguiram obter, pela primeira vez, imagens detalhadas das estruturas químicas de uma molécula, em um estudo que pode auxiliar no desenvolvimento de produtos eletrônicos e até mesmo de remédios em escala molecular. A pesquisa foi conduzida por cientistas da empresa de computadores IBM em Zurique, na Suíça, e publicada na edição desta sexta-feira da revista científica Science.

O novo método desenvolvido permite que eles observem a "anatomia" da molécula, ou seja, as ligações químicas em seu interior. Há cerca de dois meses, os mesmo pesquisadores utilizaram uma técnica similar para medir a carga de um único átomo. Nas duas pesquisas foi utilizado um aparelho chamado de microscópio de força atômica, conhecido pela sigla inglesa AFM.

"Para fazer uma comparação não muito exata, se um médico usa um aparelho de raios-X para visualizar os ossos e os órgãos dentro do corpo humano, estamos usando o microscópio de energia atômica para visualizar as estruturas atômicas que são as 'espinhas dorsais' das moléculas individualmente", diz Gerhard Meyer, um dos autores do estudo.

Tecnologia
O aparelho usado na pesquisa funciona como um minúsculo diapasão. Durante o experimento, um dos "dentes" do diapasão passa a uma distância mínima da amostra de molécula estudada, enquanto o outro "dente" passa um pouco mais longe. Quando o "diapasão" vibra, o "dente" que está mais próximo da amostra vai sofrer uma minúscula alteração em sua frequência, simplesmente porque está se aproximando da molécula.

Comparando a freqüência dos dois "dentes", os cientistas conseguem mapear a estrutura da molécula. Para realizar este tipo de medição é necessária uma precisão extrema. Para evitar que moléculas de gás desgarradas interfiram, assim como outros fatores, o experimento precisa ser realizado no vácuo e sob temperaturas extremamente frias.

O problema encontrado em pesquisas similares anteriores, no entanto, é que a ponta do "dente" do AFM não é fina o necessário em escala atômica, e acabava interagindo com a amostra e comprometendo a obtenção da imagem. Para resolver a questão, os pesquisadores colocaram uma pequena molécula formada por átomos de carbono e oxigênio na ponta do microscópio, tornando-a o mais fina possível.

A amostra usada para ser "fotografada" foi de uma molécula orgânica chamada pentaceno, formada por 22 átomos de carbono, 14 de hidrogênio e que mede 1,4 nanômetros (10-9 m) de comprimento. As informações sobre as interações entre os átomos são então "interpretadas" pelo microscópio, que desenvolve a "imagem" da "anatomia da molécula".

Ponta do iceberg
O líder da pesquisa, Leo Gross, afirmou que os cientistas pretendem agora combinar o método para mensurar as cargas individuais dos átomos desenvolvido por eles com a nova técnica, o que pode permitir que eles descrevam moléculas em um grau de detalhamento sem precedentes. Estas pesquisas devem ajudar particularmente no campo da "eletrônica molecular", auxiliando, no futuro, na criação de estruturas formadas por moléculas individuais que possam funcionar como interruptores e transistores.

Embora a técnica possa traçar as ligações que conectam os átomos, ela não é capaz de distinguir átomos de diferentes tipos. A equipe de pesquisadores pretende agora testar a nova técnica com uma similar chamada de STM (Scanning Tunneling Microscope) para determinar se a combinação dos dois métodos pode descobrir a natureza de cada átomo nas imagens do ATM. Isto poderia ajudar ramos inteiros da química, em particular, a química sintética, usada para a produção de remédios.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Mais "Fumo" nos Fumantes!

Cigarro aumenta em até 70% chances de aterosclerose

As doenças cardiovasculares são a causa de uma em cada três mortes no mundo, e a aterosclerose, mal que pode atingir as artérias de todo o corpo, é a principal delas. De acordo com dados da Organização Mundial de Saúde, a doença é responsável por mais de 50% das mortes nos países ocidentais. Entre os fatores de risco, que incluem o sedentarismo e a predisposição genética, o cigarro é um dos mais significativos, aumentando em até 70% as chances de os fumantes desenvolverem o problema.

Conhecida como a "doença silenciosa", por evoluir sem sintomas perceptíveis e, muitas vezes, levar à morte sem que o paciente tenha a chance de iniciar um tratamento, a aterosclerose consiste no acúmulo de placas de gordura e colesterol (ateromas) nas artérias de médio e grosso calibre, provocando a obstrução ou o bloqueio do fluxo de sangue.

De acordo com o angiologista e cirurgião vascular Eduardo Fávero, o tabagismo está intimamente relacionado ao surgimento do problema, por causar inflamação na parede das artérias, o que intensifica a formação das placas de ateroma.

As consequências são muitas: Problemas causados pela aterosclerose variam de acordo com as artérias atingidas, podendo resultar, por exemplo, em infarto do miocárdio, insuficiência renal crônica e até em um acidente vascular cerebral (AVC) nos casos em que há obstrução das carótidas, responsáveis por levar o fluxo sanguíneo em direção ao cérebro - diz o especialista.

Ele lembra que outra região comumente atingida é a circulação dos membros inferiores, o que provoca fortes dores nas pernas ao caminhar e pode culminar na necrose dos membros. E chama atenção, ainda, para o fato de que, nos homens, uma aterosclerose na região pélvica pode resultar em disfunção erétil.

Além do tabagismo, outros fatores de risco para o desenvolvimento da aterosclerose são alimentação inadequada, predisposição genética, sedentarismo, sobrepeso e complicações como diabetes, taxas elevadas de colesterol e hipertensão arterial. "No passado, o sexo também fazia diferença, sendo os homens os mais atingidos pela doença, mas a combinação entre fumo e consumo prolongado de contraceptivos orais, aliados à adoção de um estilo de vida sedentário, cada vez mais frequente entre as mulheres, as torna praticamente tão expostas às doenças quanto os homens", acrescenta o Dr. Fávero.

Para evitar o problema, o especialista recomenda a adoção de uma dieta balanceada, com o mínimo possível de gorduras animais; a prática de exercícios físicos e o controle das taxas de colesterol e da hipertensão.

Para os maiores de 60 anos, são necessárias visitas regulares ao consultório do angiologista, uma vez que, quanto mais precoce for o diagnóstico, maior a eficácia do tratamento, feito com mudança nos hábitos de vida, medicamentos e procedimentos como o cateterismo e as cirurgias endovasculares.

E para os fumantes, o médico é categórico ao afirmar: o mais indicado é mesmo parar de fumar, já que o prejuízo causado pelo tabagismo é diretamente proporcional ao número de cigarros fumados diariamente. A boa notícia é que quem abandona o fumo apresenta uma redução média de 50% do risco de ter aterosclerose após dois anos, em comparação a quem continua fumando.

Raposa-voadora Ameaçada

Raposa-voadora pode ser extinta na Malásia, diz estudo

Cientistas estão pedindo ao governo da Malásia para proibir a caça de um dos maiores morcegos do mundo, o Pteropus vampyrus, conhecido como raposa-voadora. Os pesquisadores dizem que a espécie vai desaparecer da península malaia se o atual nível de caça continuar. Segundo eles, cerca de 22 mil animais são caçados legalmente a cada ano e muitos outros são mortos na clandestinidade.

Em artigo na publicação científica Journal of Applied Ecology, Jonathan Epstein, da organização ambientalista internacional Wildlife Trust, e seus colegas dizem que a espécie pode estar extinta na região já em 2015.

O Pteropus vampyrus pode ter asas com até 1,5 metro de envergadura e são cruciais para os ecossistemas da floresta tropical nessa parte da Ásia.

"Eles comem frutas e néctar e, ao fazer isso, derrubam sementes no solo e polinizam as árvores. Então eles são cruciais para a propagação das plantas da floresta tropical", disse Epstein.

As estimativas mais otimistas indicam que a população de morcegos da espécie Pteropus vampyrus na península malaia gira em torno de 500 mil animais.

Caçada
As raposas-voadoras são caçadas no país para alimentação, remédios e esporte. Os caçadores começam a busca pelos animais ao anoitecer, enquanto os morcegos saem para sua própria caçada noturna. Os pesquisadores fizeram cálculos e chegaram à conclusão que, se as atuais taxas de caçada continuarem inalteradas, serão necessários entre seis e 81 anos para que os morcegos sejam caçados até a extinção.

Os cientistas pesquisaram e coletaram informações do governo da Malásia a respeito das licenças de caça e usaram um programa de computador para prever o destino dos animais de acordo com as variações das taxas de morte e uma série de estimativas da população atual.

Esta foi a primeira vez que a técnica de monitoramento por satélite foi usada para rastrear morcegos na Ásia. O método é geralmente usado para rastrear aves - seu uso para estudar mamíferos é mais raro.

Os pesquisadores capturaram morcegos e colocaram colares em seus pescoços antes de libertá-los. Cada colar enviava um sinal de satélite que permitia que os cientistas rastreassem o animal com ajuda de computadores. A equipe descobriu que os animais viajavam até 60 km por noite em busca de alimentos.

Revisão da lei

As raposas-voadoras são protegidas na Tailândia, país vizinho da Malásia, e partes da Indonésia. "Acreditamos que isto mostra a necessidade de um gerenciamento coordenado para a proteção nos países onde estes morcegos vivem. Está claro agora que eles não são apenas morcegos malaios, eles passam parte do tempo na ilha de Sumatra (Indonésia), na Tailândia e na Malásia", afirmou Epstein.

Os departamentos de proteção à vida selvagem da Malásia foram parceiros do estudo e estão analisando uma revisão nas leis de caça devido aos resultados mostrados pelos cientistas.

Epstein e sua equipe recomendaram a implantação de pelo menos uma proibição temporária à caça para permitir que a população de morcegos se recupere e dê aos cientistas mais tempo para uma análise mais ampla das ameaças à sobrevivência dos animais na península malaia.

De Mãe Para Filho

Técnica pode prevenir que mães transmitam doenças aos filhos

Cientistas americanos desenvolveram um método experimental que, no futuro, pode fazer com que mulheres portadoras de algumas desordens genéticas não transfiram estes problemas aos filhos. O estudo, conduzido por pesquisadores da Oregon Health and Science University, foi publicado nesta quarta-feira no site da revista científica Nature e deve sair na edição impressa da publicação nas próximas semanas.

Segundo os cientistas, o novo método, que por enquanto só foi testado em macacos, poderá fazer com que mulheres com desordens genéticas não transfiram estes problemas aos seus filhos por meio do DNA de suas mitocôndrias.

As mitocôndrias são estruturas encontradas nas células e que são responsáveis pela produção de energia e pelo metabolismo celular. Estas estruturas também possuem seu próprio material genético.

Quando o óvulo de uma mulher é fertilizado pelo espermatozoide durante a reprodução, o embrião herda quase que exclusivamente a mitocôndria da mãe, o que faz com que qualquer desordem que ela possua em seu DNA mitocondrial seja transferida para o filho.

Solução
Para tentar solucionar este problema, os cientistas, que trabalhavam com macacos rhesus, conseguiram transferir cromossomos da mãe para um óvulo doado que teve seus cromossomos retirados, mas que tinha a mitocôndria saudável.

Dessa forma, eles conseguiram fazer com que o óvulo pudesse gerar bebês saudáveis, que não herdaram o problema genético da mãe. O experimento deu origem a dois filhotes de macacos gêmeos que foram batizados de Mito e Tracker.

"Atualmente, são conhecidas 150 doenças causadas por mutações no DNA mitocondrial, e aproximadamente uma em cada 200 crianças nascem com mutações nas mitocôndrias", diz Shoukhrat Mitalipov, um dos autores do estudo.

Entre as doenças que poderiam ser evitadas com a técnica estão algumas formas de câncer, diabetes, infertilidade e doenças neurodegenerativas.

O método, no entanto, pode gerar polêmicas éticas se aplicado em humanos, já que o embrião herda parte do material genético da fêmea que doa o óvulo.

Falhas anteriores
Pesquisas anteriores haviam tentado corrigir estas alterações genéticas que podem causar doenças ao adicionar mitocôndrias saudáveis doadas nos óvulos de pacientes que queriam ter filhos.

Estas tentativas, no entanto, resultaram no nascimento de bebês não saudáveis, provavelmente porque a mitocôndria é tão delicada que foi danificada ao ser transportada de um óvulo para outro.

Como resultado, este tipo de tratamento foi proibido nos Estados Unidos. Segundo os cientistas, o novo método, em que o DNA da mãe foi transplantado para outro óvulo que teve o DNA retirado, mas uma mitocôndria saudável, pode ser a solução deste problema.

Para Shoukhrat Mitalipov, a nova tecnologia está pronta para ser testada em humanos. "Os testes em humanos podem começar em breve, talvez dentro de dois ou três anos", disse. Alguns grupos, no entanto, expressaram preocupação de que este método possa envolver modificações genéticas que podem ser transferidas por diversas gerações.

"O fato de os efeitos deste tratamento poderem persistir por gerações faz com que debates médicos sejam necessários, assim como mais testes", diz Helen Wallace, do grupo GeneWatch, uma ONG que estuda os riscos da engenharia genética.

Mas, de acordo com o professor Robin Lovell-Badge, do National Institute for Medical Research, em Londres, as pessoas não precisariam se preocupar.

"A mitocôndria não confere características humanas específicas. Seria como mudar as bactérias de nosso intestino, o que eu suspeito que ninguém ligaria".

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Tratando o Alcoolismo

Identificado gene que pode levar a tratamento do alcoolismo

Um estudo realizado nos Estados Unidos mostrou que uma variante genética presente em alguns macacos faz com que eles consumam mais álcool durante experiências científicas. Os autores da pesquisa, do Instituto Nacional de Saúde americano em Bethesda, no Estado de Maryland, acreditam que a descoberta possa levar a novos tratamentos contra o alcoolismo em humanos.

O gene, conhecido como fator de liberação de corticotropina (CRF, na sigla em inglês), tem um papel fundamental no sistema que regula a maneira como o ser humano responde ao estresse diário.

Às vezes ele se torna superativo e pode levar a problemas relacionados ao estresse, como ansiedade e depressão. No estudo, publicado na revista especializada Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), os cientistas descobriram que alguns macacos que apresentavam a variante genética bebiam mais, possivelmente para aliviar sua ansiedade.

Como o homem

A chamada forma "T" do gene foi particularmente associada com um maior consumo voluntário de álcool, em bebidas com teor alcoólico equivalente ao de uma cerveja forte.

Segundo Christina Barr, uma das autoras do estudo, os macacos bebiam "muito mais do que o limite". "Alguns chegavam a consumir até quatro ou cinco bebidas em uma hora", afirmou.

Ela contou que, sob o efeito do álcool, os animais se comportavam de maneira parecida com o homem: "Alguns dormiam, outros ficavam mais simpáticos e outros se tornavam mais agressivos".

Os cientistas acreditam que uma variante genética semelhante ao CDF exista nos seres humanos, mas ela pode ser rara. No passado, outros genes foram identificados como associados ao alcoolismo, o que pode levar a tratamentos que diminuem a atividade deles e o risco que trazem para o desenvolvimento da doença.

Cheiro de Pipoca no Ar

Pipoca pode ajudar a evitar câncer, dizem cientistas

A pipoca e outros cereais matinais contém "quantidades surpreendentes" de substâncias antioxidantes conhecidas como polifenóis - que têm potencial de diminuir o risco de câncer e doenças cardíacas - normalmente encontradas em frutas e legumes. O estudo foi apresentado por cientistas da Universidade de Scranton, na Pensilvânia, durante a 238ª Reunião da American Chemical Society (ACS), em Washington.

Os polifenóis são a principal razão pela qual frutas e legumes - e alimentos como chocolate, vinho, café e chá - se tornaram conhecidos por seu potencial para diminuir o risco de doenças. Até agora, acreditava-se que esses cereais eram alimentos saudáveis e ajudavam a combater o câncer e doenças cardíacas por causa de seu alto teor de fibra, mas segundo os autores do estudo, ninguém havia comprovado a alta presença de polifenóis.

"Mas recentemente, os polifenóis emergiram como potencialmente mais importantes. Os cereais matinais, macarrão, biscoitos e salgadinhos feitos à base de grãos (como pipoca) constituem mais de 66% do consumo de grãos na dieta americana", disse o químico Joe Vinson, autor do estudo.

Segundo os cientistas, a quantidade de antioxidantes encontradas em cereais integrais é comparável à encontrada nas frutas e legumes, por grama. Os polifenóis são substâncias químicas encontradas em muitas frutas, legumes e outras plantas, como frutas vermelhas, nozes, azeitonas, folhas de chá e uvas. Conhecidos como antioxidantes, eles removem os radicais livres do corpo.

Os radicais livres são substâncias que têm potencial de danificar células e tecidos do corpo. Os cereais integrais com maior quantidade de antioxidantes são feitos com trigo, milho, aveia e arroz, nesta ordem, segundo Vinson.

Segundo o químico, farinhas integrais também tem alto teor de antioxidantes, salgadinhos de grãos integrais tem ligeiramente menor quantidade de antioxidantes do que cereais matinais e, dentre esses salgadinhos, a pipoca é a mais rica em antioxidantes.

No Futuro...

Cientistas estudam anfíbio para tratar regeneração de membros

Cientistas da Universidad Nacional Autónoma de Mexico (UNAM) estão estudando a capacidade regenerativa do axolotle - anfíbio com três pares de brânquias externas - para tentar aplicá-la à medicina. O anfíbio, nativo de alguns canais do Lago Xochimilco, na Cidade do México, possui, segundo especialistas, uma das maiores capacidades regenerativas do planeta, podendo regenerar extremidades completas do corpo até pedaços de cérebro.

Essa capacidade chamou a atenção de cientistas de várias partes do mundo, que vêm estudando e modificando seu código genético para encontrar formas de ajudar pacientes que tiveram membros amputados ou sofrem de doenças degenerativas como o Mal de Alzheimer. O Departamento de Defesa dos Estados Unidos já doou mais de US$ 6 milhões a pesquisas sobre o anfíbio de 20 centímetros de comprimento, com a esperança de que algum dia seja desenvolvida uma tecnologia capaz de ajudar, por exemplo, veteranos de guerra.

"No México, estamos tentando identificar as moléculas que ajudam a regeneração, com o objetivo de extrapolar esta capacidade regenerativa aos humanos", disse o biólogo Jesús Chimal, pesquisador da UNAM. "Nas experiências que estamos realizando, às vezes cortamos extremidades dos axolotes e tentamos detectar os fatores que reprimem a regeneração", diz ele.

Astecas

O anfíbio é um velho conhecido dos mexicanos e é chamado de "monstro aquático" por causa de sua aparência física, semelhante a de um girino gigante, com uma longa cauda e quatro patas. Os astecas, que comiam axolotles e os usavam na cura de doenças, acreditavam que o animal era a reencarnação do deus do raio fulminante Xólotl, que teria se metamorfoseado para evitar que fosse sacrificado.

Apesar de estar em risco de extinção, o anfíbio se reproduz com facilidade em laboratório, principalmente na Alemanha e nos Estados Unidos. De fato, hoje em dia há mais axolotes em cativeiro do que em seu habitat natural. Alguns cientistas acreditam que dentro de duas décadas os humanos serão capazes de regenerar suas extremidades como fazem os axolotes, mas outros pesquisadores são mais cautelosos.

"Não se pode falar em prazo, é muito arriscado", disse Chimal, particularmente porque há pesquisas que ainda não foram publicadas e estão em processo de elaboração. "Nos humanos, já vimos casos de regeneração da ponta dos dedos, mas nada além disso. Espero poder ter a sorte de ver, algum dia, a regeneração de um elemento esquelético. Por que eles sim e nós não?", se pergunta o biólogo.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Osso e Cerveja

Cerveja pode fortalecer ossos de mulheres, diz estudo

Mulheres que bebem quantidades moderadas de cerveja podem fortalecer seus ossos, segundo um estudo de pesquisadores espanhóis.

O estudo com cerca de 1,7 mil mulheres, publicado na última edição da revista científica Nutrition, verificou que a densidade dos ossos era melhor em mulheres que bebiam regularmente do que em mulheres que não bebiam.

Mas a equipe de pesquisadores adverte que o efeito pode ser mais ligado a hormônios de plantas presentes na cerveja do que ao álcool.

Especialistas também sugeriram cautela em relação è descoberta. Eles advertem que o consumo diário de mais de duas unidades de álcool prejudica a saúde dos ossos.

A osteoporose, condição na qual a densidade dos ossos fica menor, deixando a pessoa mais suscetível a fraturas, é um problema comum em mulheres após a menopausa.

Força dos ossos
Os cientistas vêm pesquisando possíveis suplementos que possam ajudar as mulheres a manter a força de seus ossos após a meia idade.

Os autores do novo estudo, da Universidade de Extremadura, na Espanha, disseram não recomendar que as mulheres comecem a beber cerveja para fortalecer seus ossos, mas sugeriram que novos estudos sejam feitos com um ingrediente da cerveja chamado fitoestrogênio.

Para a pesquisa, eles recrutaram voluntárias com uma idade média de 48 anos e usaram ultrassom para medir a densidade dos ossos em seus dedos das mãos.

Os resultados foram comparados, levando-se em conta fatores como peso, idade e consumo de álcool.

Mulheres definidas como consumidoras "leves" ou "moderadas" de cerveja - até 280 gramas de álcool por semana, ou o equivalente a até cinco unidades por dia - tinham uma densidade óssea maior na média do que as abstêmias.

O resultado da pesquisa está de acordo com outros estudos anteriores, incluindo um conduzido no Hospital St. Thomas, em Londres, que sugeriu que beber em média oito unidades de álcool por semana pode ser benéfico.

Porém especialistas advertem que é difícil estabelecer um limite certo entre uma dose "saudável" de álcool e uma prejudicial.

O limite máximo estabelecido pelo estudo espanhol, de 35 unidades por semana, é o dobro do máximo recomendado para as mulheres.

Fonte: Terra Ciência

Imagem da Semana

Após 10 anos, elefante ganha prótese e volta a andar

Um elefante voltou a caminhar após receber uma prótese neste domingo no Hospital da província de Lampang, norte da Tailândia. As informações são da agência AP.

Motola, uma elefante fêmea de 48 anos, estava sem caminhar há 10 anos, após ter sido vítima de uma explosão de mina terrestre.

O animal se tornou símbolo da luta pela preservação dos elefantes. Motola mobilizou defensores dos direitos animais ao redor do mundo e uma campanha arrecadou fundos para o desenvolvimento da perna artificial

Focomelia: superação

Homem sem pernas e braços surfa, joga golfe e nada

O australiano Nick Vujicic superou a rara condição genética de nascença que o deixou sem braços ou pernas e surfa, joga golfe e dá palestras sobre superação em todo o mundo.

Cristão fervoroso, Vujicic, que sofre de focomelia, criou a fundação Life Without Limbs (Vida sem Membros, em tradução literal) e já visitou cerca de 20 países em palestras de motivação e religiosas para empresários, estudantes, presidiários, crianças e deficientes físicos.

Desde cedo, os pais de Vujicic tentaram fazer com que o menino tivesse uma vida próxima da normalidade. Por isso, insistiram que, mesmo sabendo que ele seria alvo inevitável de provocações e brincadeiras, ele estudasse em uma escola comum.

Ele conta que teve uma infância difícil, ao perceber que, embora se sentisse normal, não era visto assim. Segundo Vujicic, ainda criança ele cogitou o suicídio, mas encontrou conforto na religião.

Além disso, aos poucos, conversando com outras crianças, ele afirma ter feito com que os colegas percebessem que, apesar da aparência, ele era igual a eles.

Vida independente

Aos 26 anos, com apenas um metro de altura, Nick Vujicic afirma levar uma vida independente. É capaz de se vestir, se pentear, aliviar as suas necessidades e até se barbear sem o auxílio de terceiros. Em casa, ele costuma pular para se locomover, e usa uma cadeira de rodas quando sai às ruas.

O mais surpreendente talvez sejam os hobbies de Vujicic: nadar, surfar e jogar golfe. Para nadar, ele bóia e utiliza o único pé atrofiado para se projetar. Nas ondas, ele utiliza um equipamento que o prende à prancha. Para jogar golfe, "segura" o taco, com a cabeça.

Fonte: Terra Ciência

Glicina em Cometa

Astrônomos encontram aminoácido em cometa

Cientistas da Nasa (Agência Espacial Americana) encontraram o aminoácido glicina, fundamental na formação de proteínas por seres vivos, em amostras de um cometa. Esta é a primeira vez que se encontra um aminoácido neste tipo de corpo celeste.

As proteínas são formadas por combinações de aminoácidos e, por sua vez, são usadas na formação de várias estruturas dos organismos vivos, de cabelos a enzimas.

"Nossa descoberta sustenta a teoria de que alguns dos ingredientes para a criação da vida se formaram no espaço e foram trazidos à Terra pelo impacto de meteoritos e cometas", disse Jamie Elsila, cientista no Centro de Voos Espaciais da Nasa em Greenbelt, no Estado de Maryland, e principal autor de um estudo sobre o assunto, a ser publicado na revista Meteoritics and Planetary Science.

Para Carl Pilcher, diretor do Instituto de Astrobiologia da Nasa, a análise da equipe de Elsila reforça o argumento de que a vida no universo "pode ser mais comum do que rara".

Coleta especial

As amostras foram colhidas do cometa Wild 2 pela espaçonave Stardust.

Em janeiro de 2004, a nave atravessou a densa camada de gases e poeira que cercam o núcleo gelado do Wild 2.

Na passagem, uma estrutura coletora especial, parecida com uma raquete de tênis e preenchida com um gel espumoso, capturou as amostras das substâncias.

Essa estrutura foi então colocada em uma cápsula que foi separada da Stardust e enviada à Terra com um paraquedas, chegando em janeiro de 2006.

Desde então, os cientistas vinham analisando as amostras para tentar aprender mais sobre a formação de cometas e do nosso Sistema Solar.

Vacina Contra Gripe Suína

Teste com animais valida nova vacina contra a gripe A, diz laboratório

O laboratório Novavax informou nesta terça-feira que um novo tipo de vacina contra a gripe funciona contra o novo vírus H1N1 em animais.

A empresa disse ter desenvolvido a vacina, a partir de partículas semelhantes às dos vírus, em menos de quatro semanas depois de o Centro de Prevenção e Controle de Doenças dos EUA divulgar o sequenciamento genético do H1N1, responsável pela pandemia da chamada gripe suína.

As partículas empregadas imitam o vírus com base no seu sequenciamento genético.

O Novavax disse que a vacina protegeu furões contra a nova cepa pandêmica. Os furões são os animais mais parecidos com os humanos no que diz respeito à contaminação por gripes.

"Os furões receberam uma dose de 3,75, 7,5 e 15 microgramas da partícula semelhante ao vírus H1N1 de 2009, ou um placebo, e receberam o reforço de uma segunda dose após três semanas", disse a empresa em nota.

No quinto dia após a vacinação, disse o laboratório, "os ferrões imunizados com todos os níveis de vacinação tinham eliminado o vírus H1N1 e não apresentavam sintomas da doença", disse a empresa.

"Por outro lado, os animais do grupo de controle, que não receberam a vacina, demonstravam letargia, temperaturas corporais elevadas e espalhavam o vírus até seis dias após a infecção", acrescentou a nota da empresa.

O Novavax precisará da aprovação das autoridades dos EUA para testar a vacina em pessoas. É possível que esses testes durem anos, antes que uma nova formulação da vacina seja amplamente aplicada em humanos.

Os testes clínicos da vacina tradicional para o H1N1 são feitos com o antigo método que usa ovos de galinha. Cinco laboratórios ¿ AstraZeneca's , CSL, GlaxoSmithKline, Novartis e Sanofi-Aventis ¿ estão desenvolvendo o produto para o mercado norte-americano.

O Novavax, com sede em Maryland, tem usado sua nova tecnologia para desenvolver uma vacina contra o vírus H5N1, da gripe aviária.

A maioria das vacinas contra a gripe usa uma versão atenuada ou morta do vírus para estimular o sistema imunológico. É preciso atualizar a vacina todos os anos, para acompanhar a constante mutação das cepas virais, e esse processo, usando os ovos de galinha, leva de cinco a seis meses.

O Novavax cultiva a vacina em células de lagartas em tubos de ensaio, o que o laboratório diz ser mais rápido. O vírus "falso" é incapaz de infectar células e se replicar, embora seja reconhecido pelo organismo como se fosse o vírus autêntico.

A Organização Mundial da Saúde declarou em junho que há uma pandemia do vírus H1N1, que já afetou 180 países. Sanitaristas recomendam que as pessoas recebam duas doses da vacina contra a nova gripe, além da habitual dose única contra a gripe sazonal.

Em julho, consultores do governo dos EUA disseram que 160 milhões de pessoas, ou metade da população norte-americana, deveriam ser vacinadas contra a nova gripe, com prioridade para grávidas e profissionais da saúde. O governo diz, no entanto, que só conseguirá receber 45 milhões de doses até meados de outubro, e cerca de 20 milhões de doses adicionais por mês depois disso.

Fonte: Terra Ciência

sábado, 15 de agosto de 2009

Sintetizando Gametas

Cientistas criaram espermatozóides em laboratório

Uma equipe de cientistas de Newcastle, Inglaterra, anunciou ter criado, pela primeira vez no mundo, espermatozóides em laboratório. Os investigadores acreditam que o seu trabalho poderá ajudar homens com problemas de fertilidade.

Num artigo publicado pela revista especializada Stem Cells and Development, a equipe de Newcastle afirma que, no entanto, serão necessários pelo menos mais cinco anos para que a técnica seja aperfeiçoada.

Os cientistas iniciaram a pesquisa com linhagens de células estaminais derivadas de embriões humanos doados após tratamentos de fertilização artificial.

As células estaminais foram removidas dos embriões masculinos com poucos dias de vida e armazenadas em tanques de nitrogênio líquido.

As células foram depois colocadas à temperatura do corpo e colocadas numa mistura química que estimulou o seu crescimento. Foram marcadas/rotuladas com um marcador genético para que os cientistas pudessem identificar e separar aquelas que dão origem a óvulos e espermatozóides.

As células masculinas passaram pelo processo de meiose, dividindo pela metade o seu número de cromossomas. As células sexuais (óvulos e espermatozóides) têm apenas 23 cromossomas, enquanto todas as outras células do corpo têm 23 pares de cromossomos, num total de 46.

O processo de criar e desenvolver os espermatozóides durou de quatro a seis semanas.

Os cientistas da Universidade de Newcastle afirmam que os espermatozóides criados no processo alcançaram maturidade e mobilidade, e produziram um vídeo documentando os resultados.

O professor Karim Nayernia, da Universidade de Newcastle e do NorthEast England Stem Cell Institute afirmou que este é um avanço importante, já que vai permitir aos cientistas estudar em detalhe como os espermatozóides se formam e levar a uma melhor compreensão sobre a infertilidade entre os homens.

Esta compreensão poderia ajudar-nos a desenvolver novas formas de ajudar casais que sofrem de infertilidade para que possam ter um filho que seja geneticamente deles.

Isto também permitiria aos cientistas estudar, por exemplo, como as células envolvidas na reprodução são afetadas por toxinas, ou por que crianças com leucemia submetidas a quimioterapia podem ficar inférteis e possivelmente chegar a uma solução.

Fonte: Universia

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

AIDS e Cromossomo X

Estudo mostra que variante do cromossomo X freia aids em mulheres

Um grupo de cientistas descobriu uma variante genética do cromossomo sexual X que freia o desenvolvimento da aids nas mulheres, informou nesta quinta o geneticista Michael Krawczak em Kiel, norte da Alemanha.
A conclusão deste estudo explicaria por que em algumas mulheres infectadas com o vírus HIV a aids demora muito tempo a se manifestar. Krawczak é um dos membros que participou desta pesquisa, que foi coordenada no Instituto Fritz-Lipmann (FLI) em Jena, leste da Alemanha. A descoberta poderia ser de grande utilidade na hora de prever o ritmo como a doença avançará em determinadas pacientes.
O pesquisador explicou que essa variante genética também poderia ser empregada, a longo prazo, para seguir investigando em possíveis medicamentos que combatam a aids.
No caso de algumas pessoas infectadas pelo HIV, podem se passar mais de dez anos desde o contágio e até que seja necessário o tratamento médico, enquanto aproximadamente metade dos pacientes precisam de medicação específica, após um máximo de dois anos.
Para as mulheres que possuem este gene a aids demora quatro vezes mais tempo a se desenvolver, o que significa oito anos em média. Em torno de 15% das europeias possuem este gene, contra 3% das africanas e 50% das asiáticas.
Apesar de se tratar de um avanço em relação à aids, ainda falta esclarecer 85% dos fatores genéticos que influem no desenvolvimento desta doença transmissível.
O estudo completo será publicado na revista americana especializada em genética American Journal of Human Genetics.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Epigenética: Um Novo e Antigo Conceito

Heytor Victor

Vagando neste vasto mundo que é a internet, encontrei esta excelente matéria no site da Revista Galileu. Trata-se de um ramo da genética ainda pouco conhecido entre muitas pessoas. Leiam e apreciem!
Espero que gostem! Aí vai:
Epigenética: a culpa é dos seus pais
Você bebe? Vive estressado? Já ouviu falar em epigenética? Pois devia. Ela é o ramo da ciência que pretende mostrar que hábitos como fumar podem causar distúrbios como a obesidade em nossos filhos

Você pode culpar o azar por não ter herdado os lindos olhos azuis da sua mãe. Ou agradecer por não sofrer da mesma tendência a engordar que o seu pai. Afinal, sabemos que nosso código genético é formado pela mistura do DNA dos nossos genitores.
Mas e se fosse possível transmitir aos filhos as características adquiridas em vida? E se os traumas por que passamos se mostrassem tão grandes a ponto de alterar nossa composição genética?
Cientistas já notaram que crianças nascidas de mulheres que presenciaram o 11 de Setembro demonstram mais chance de desenvolver estresse. E que filhos de fumantes têm maior probabilidade de apresentar obesidade .
A idéia de que o ambiente pode alterar nossa herança celular não é nova e tem nome: epigenética. Nos últimos dez anos, a palavra vem se tornando uma das áreas mais promissoras e intrigantes da ciência. Por trás desse conceito, pode estar a chave para descobrir a influência do ambiente e da nossa rotina na carga genética que passamos para frente.
Por isso, antes de fumar feito uma chaminé, de se enfiar numa guerra ou de levar um dia-a-dia turbulento, continue lendo e descubra como você é o que come, o que bebe, o que experimenta, o que faz. E seus filhos podem ser também.

ESTRESSE GERA ESTRESSE
A psiquiatra e professora da Escola de Medicina de Monte Sinai Rachel Yehuda nem pensava na palavra epigenética quando abriu em Nova York uma clínica para o tratamento de sobreviventes do Holocausto nazista, em 1992. Em pouco tempo, e para sua surpresa, ela notou que muitos dos filhos das vítimas, nascidos anos depois do fim da Segunda Guerra, também apresentavam sintomas de estresse acima do comum, mesmo que suas vidas tivessem pouco dos horrores vividos por seus pais.
"No primeiro momento, eu fiquei convencida de que crescer ouvindo as histórias dos pais havia sido a causa dessa anomalia", diz Rachel no documentário The Ghost in Your Genes (O fantasma nos seus genes), lançado pela BBC em 2006. Porém, as pesquisas de Jonathan Seckl, professor de medicina molecular da Universidade de Edimburgo, na Escócia, jogaram luz sobre outra hipótese.
Ele realizou experimentos com ratos. Os testes mostraram que fêmeas grávidas expostas a hormônios reguladores do estresse geravam filhotes com respostas alteradas a estímulos violentos. Na prática, filhotes de mães estressadas eram mais ansiosos. Para comprovar que a raiz desses efeitos estava nos genes e não na exposição dos ratinhos no útero da fêmea, Seckl prosseguiu seu trabalho com os filhos desses roedores que não foram submetidos diretamente aos hormônios.
O resultado foi a mesma resposta alterada. Os "netos" também apresentavam sinais de estresse. Para o pesquisador, a única explicação plausível é a de que os hormônios mexeram com o "interruptor" de alguns genes e que esse padrão foi transmitido pelo menos até a terceira geração de ratos.
Rachel Yehuda e Jonathan Seckl uniram-se, então, após os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001 para estudar as consequências do evento traumático nos filhos de mulheres que estavam grávidas na época. Até agora, a dupla descobriu um traço intrigante. As crianças apresentam um nível de cortisona (hormônio ligado ao estresse) no sangue mais alto do que a média da população. Daqui a alguns anos eles pretendem examinar os filhos dessas crianças e avaliar se o mesmo ocorrerá.

domingo, 9 de agosto de 2009

O Mais Poluente Agora Biodegradável

Pesquisadores inventam plástico biodegradável a partir do lixo

Cientistas do Instituto de Pesquisas Tecnológicas de São Paulo (IPT) inventaram um plástico duplamente ecológico. Além de ser feito a partir do lixo de usinas de açúcar e de fábricas de suco, o material é biodegradável, e em poucos meses se desfaz na natureza. A produção do bioplástico começa com a fome de bactérias que vivem no solo. Elas são colocadas em um tanque e superalimentadas. A comida em excesso é transformada em pequenos grãos que são acumulados como estoque de energia. Este material é justamente o bioplástico.

Quando estão bem gordinhas, as bactérias são dissolvidas. O que sobra é um pó, biodegradável, ideal para fazer utensílios e embalagens descartáveis. Ao contrário do plástico feito de petróleo, que fica no meio ambiente durante séculos, o bioplástico vira comida de bactéria de novo, em pouco tempo.

"Ele desaparece em cerca de 6 meses. Sem poluir", explica Maria Filomena Rodrigues, pesquisadora de biotecnologia. Plástico biodegradável já existe, feito de cana-de-açúcar ou de milho, por exemplo. Mas aqui, os cientistas deram um passo à frente. Em vez de usar matéria-prima nobre que pode virar alimento ou combustível, esse novo material dá um destino para resíduos que hoje vão para o lixo, como restos de fruta das fábricas de suco e bagaço de cana das usinas de álcool. Os pesquisadores do IPT trabalham para encontrar uma fórmula para produzir esse tipo de plástico a partir de qualquer material orgânico. “Seria muito interessante porque você contribuiria pra reduzir o volume de resíduos no meio ambiente e, ao mesmo tempo, estaria obtendo um produto com alguma aplicação industrial", afirma Maria Filomena Rodrigues.

Fonte: G1

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Malária: Um Mistério Desvendado

Malária se originou nos chimpanzés!

A origem da malária se deu nos chimpanzés, afirma um estudo feito por cientistas americanos e publicado hoje pela revista Proceedings of the National Academy of Sciences.

O pesquisador Nathan Wolfe afirmou que a descoberta feita em chimpanzés de Camarões e da Costa do Marfim resolve um dos maiores mistérios da medicina.

"Para mim, esta (descoberta) é equivalente microbiológica à da origem do HIV, o vírus de imunodeficiência humana que causa a aids", afirmou Wolfe, do instituto de pesquisas Global Viral Forecasting Initiative.

"Se alguém pensa que o HIV é um só furacão, a malária é um furacão que esteve castigando durante milhares de anos", disse. A malária é causada por um parasita que infecta os glóbulos vermelhos e se aloja no fígado, e se manifesta principalmente nas regiões tropicais.

Os sintomas da doença são febre, diarréia, problemas de respiração e, nos casos mais graves, pode causar danos neurológicos e até a morte. Calcula-se que o parasita infecte cerca de 500 milhões de pessoas e mate mais de um milhão por ano.

Parecidos

Linguagem humana e linguagem de golfinhos têm semelhanças

Especialistas europeus disseram ter detectado semelhanças entre a linguagem humana e a linguagem corporal de golfinhos. Segundo eles, quando golfinhos se movem na superfície da água, tendem a usar sequências mais simples de movimentos, da mesma forma como, entre humanos, as palavras usadas com mais frequência são as mais curtas.

Segundo os pesquisadores da Universidade Politécnica da Catalunha, na Espanha, e da Universidade de Aberdeen, na Grã-Bretanha, as duas espécies seguem a chamada "lei da brevidade" na linguagem, proposta pelo filologista americano George K. Zipf.

"Padrões de comportamento de golfinhos na superfície obedecem à mesma lei da brevidade da linguagem humana, com ambas as espécies procurando os códigos mais simples e eficientes", disse Ramón Ferrer i Cancho, co-autor do estudo, publicado na revista científica Complexity.

Segundo a lei da brevidade, proposta por Zipf e outros, as palavras usadas com mais frequência em uma determinada língua são sempre as mais curtas.

Os pesquisadores observaram o comportamento de golfinhos na costa da Nova Zelândia e verificaram que, seguindo um padrão semelhante, quando estão na superfície da água os animais tendem a utilizar séries simples de movimentos com mais frequência do que outras, mais complexas.

Após as observações, os especialistas identificaram mais de 30 séries de movimentos. Cada série continha entre um e quatro gestos distintos, ou "unidades". Entre as unidades estavam, por exemplo, bater com a cauda, saltar ou cair de lado.

Os especialistas constataram que os golfinhos usam séries compostas de uma unidade com mais frequência do que as séries que envolvem quatro unidades.

"Os resultados mostram que as estratégias de comportamento simples e eficientes dos golfinhos são similares às usadas por humanos com palavras, e são as mesmas usadas, por exemplo, quando nós reduzimos o tamanho de uma imagem fotografica ou de vídeo de forma a economizar espaço", disse Ferrer.

O pesquisador disse que estudos como esse mostram que a linguagem humana está baseada nos mesmos princípios que governam sistemas biológicos "o que nos leva à conclusão de que as barreiras tradicionais entre as disciplinas deveriams er removidas".

Estudos anteriores constataram que golfinhos se comunicam principalmente por meio de assovios e outros sons. Os especialistas acreditam, no entanto, que eles também usam linguagem corporal quando estão nadando perto uns dos outros. O conteúdo dessa linguagem complexa, no entanto, não foi decifrado.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Imagem da Semana

Vaca dá à luz bezerra com duas cabeças no interior de São Paulo


A vaca Baixinha, da raça holandesa cruzada, deu à luz duas bezerras na manhã desta sexta feira. O fato, que já não é muito comum, chamou ainda mais a atenção da vizinhança do sítio Laranjeiras, no município de Anhumas (560 km a oeste de São Paulo), pois uma das bezerras nasceu com duas cabeças - parte da coluna também se divide em duas antes da ligação com cada formação craniana.
No entanto, o animal viveu por poucos minutos e morreu antes mesmo da primeira mamada. O proprietário do sítio, Antonio Damasceno, 61 anos, conhecido como "Tora", contou que seus familiares ficaram abismados com o acontecido. "Nós percebemos que a vaca estava com dificuldade para expelir o feto, fomos lá pra ajudar e depois de uns 40 minutos, nasceu a bezerra", disse.
"Quando amparamos o animal, percebemos que tinha duas cabeças. Logo depois, nasceu a outra bezerra. Desta vez, foi um animal normal sem exigir muito esforço da vaca, que ainda mantinha a dilatação do parto da primeira cria", explicou.
O produtor rural afirmou que desde criança trabalha no manejo de gado e que esta foi a primeira vez que viu tal ocorrência. "Já vi isso pela televisão, mas pessoalmente, é a primeira vez. Agora quero ver se algum estudioso se interessa pelo animal para fins de estudos", concluiu. Fato idêntico ocorreu em quatro de julho de 2007 no sítio Caravina, de propriedade de Plínio Caravina, onde uma vaca também teve um bezerro de duas cabeças, mas que morreu pouco depois.
O médico veterinário Luís Carlos Vianna, 42 anos, que também é diretor do curso de medicina veterinária da Unoeste (Universidade do Oeste Paulista) em Presidente Prudente afirmou que o fenômeno é muito raro. "Trata-se de uma anomalia provocada pelo cruzamento de gens que apresentam esta formação de um segundo órgão, no caso o crânio. É um caso raro, mas que pode ocorrer espontaneamente. Também não é comum do bovino em partos de gêmeos. Nesse caso, foi uma gestação dupla, mas de placentas separadas, o que resultou nas duas bezerras", analisou.
O veterinário disse ainda que o museu da anatomia veterinária da Unoeste, possui um bezerro com duas cabeças que nasceu há cerca de 20 anos, depois morreu e foi empalhado.

Os Primeiros

Precursor dos mamíferos foi 1º vertebrado a escalar árvores

Análises de um fóssil recentemente descoberto na região de Kirov, na Rússia, indicam que um pequeno precursor dos mamíferos é o mais antigo vertebrado a escalar árvores. O Suminia getmanovi, com cerca de 50 cm de comprimento, foi o primeiro a deixar o solo para se alimentar de folhas e se esconder dos predadores 260 milhões de anos antes do que os cientistas imaginavam que o feito tivesse acontecido. As informações são do site científico Live Science.
O animal, que viveu durante o período Paleozóico (antes dos dinossauros dominarem a Terra), tinha dedos compridos, polegar oposto e uma longa cauda. As extremidades eram maiores em proporção ao resto do corpo - as mãos e os pés mediam quase a metade da extremidade inteira. "É enorme se você comparar com o próprio braço", disse Jörg Fröbisch, paleontólogo do Field Museum, em Chicago, responsável pela descoberta.
Além disso, os cientistas acreditam que os dedos compridos e curvados como garras provavelmente estariam cobertos por uma camada dura de queratina, assim como os pássaros modernos.
Pelo menos uma dúzia dos pequenos Suminia getmanovi foi encontrada na região de Kirov, conforme o jornal português Diário de Notícias. "É relativamente raro encontrar vários animais presos em um único bloco", afirmou Fröbisch. "Temos exemplos de praticamente todos os ossos do seu corpo", explicou o pesquisador.
Segundo Fröbisch, "foi uma surpresa, mas faz sentido" que a primeira subida às arvores tenha ocorrido há 260 milhões de anos. "Era um novo nicho para os vertebrados. Havia comida disponível e evitavam os predadores no chão", informou um comunicado do Field Museum.
O estudo sugeriu ainda que ter as mãos e os dedos maiores, assim como um polegar oposto ao resto, ajudou o animal a escalar, agarrar-se melhor às árvores e, inclusive, poder viver nelas. Esta evolução teria dado ainda ao Suminia getmanovi o posto de primeiro a mastigar as folhas antes de engolí-las. Outros herbívoros limitavam-se a arrancá-las, aproveitando mal os nutrientes.

HIV : Uma Nova Variante

Estudo indica que gorilas podem transmitir aids a humanos

Um grupo de cientistas identificou uma nova variante do vírus da aids em humanos (HIV) que mantém uma estreita semelhança com o vírus que gera esta mesma doença em gorilas, publica hoje a revista "Nature Medicine".
A descoberta, feita depois que pesquisadores estudaram o caso de uma mulher do Camarões, indica que tanto gorilas como chimpanzés podem transmitir aids aos humanos.
De acordo com o estudo, liderado por Jean-Christophe Plantier, da Universidade de Rouen (França), isso obriga a comunidade científica a controlar e a estudar melhor "o surgimento de novas cepas do HIV - vírus da imunodeficiência em humanos -, especialmente na África central e ocidental".
Apesar de desconhecida até agora e de manter uma estreita semelhança com o VIS - vírus da imunodeficiência em símios -, a nova variante do HIV pode ser combatida com os remédios já existentes, explicou um dos pesquisadores, David Robertson, à "BBC".
"Não há motivos para acreditar que o vírus causará problemas diferentes dos que já enfrentamos", disse Robertson, da Universidade de Manchester (norte da Inglaterra).
A possibilidade de a paciente estudada ter sido infectada por uma nova variante do HIV só foi cogitada após os primeiros exames de rotina.
A mulher, de 62 anos, foi diagnosticada com a doença quando chegou à França, em 2004. Mas alguns sintomas, como perda de peso e recorrentes episódios de febre, começaram um ano antes.
A paciente garantiu aos médicos que não manteve contato com gorilas nem comeu carne de símios ou animais selvagens. Mas admitiu que teve vários parceiros sexuais depois que o marido morreu, em 1984.
O HIV foi identificado pela primeira vez nos anos 1980, mas acredita-se que tenha surgido no começo do século XX, na República Democrática do Congo. Ele é a evolução de um vírus similar que afeta os chimpanzés (VIS) e, originariamente, foi transmitido aos humanos por meio da ingestão de carne de animais selvagens.
O caso da mulher camaronesa "não parece um incidente isolado, já que antes de chegar a Paris ela viveu numa área semiurbana da capital do Camarões, Iaundê", segundo o artigo publicado na "Nature Medicine".
Os especialistas da Universidade de Rouen também encontraram indícios de que a variante está adaptada às células humanas.

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