Destaque Tudo de Bio

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Nadando na Areia

Pesquisadores afirmam que o Lagarto do Saara nada na areia

Para sobreviver no habitat quente do Saara, o camaleão Scincus scincus, como outras criaturas habitantes do deserto, passa muito tempo debaixo da terra. Mas esse lagarto não fica simplesmente deitado em uma toca - ele viaja rapidamente através da areia. A questão é, como?

Daniel I. Goldman, físico do Instituto de Tecnologia da Geórgia, e colegas formularam uma resposta, usando um sistema de análise por raio-X de alta velocidade que pode gravar o movimento subterrâneo do animal. O camaleão, eles relatam na Science, não rema pela areia, mas sim nada, juntando seus membros às laterais do corpo e fazendo um movimento de ondulação. "É bastante simples", Goldman disse. "Ele faz uma onda viajante pelo corpo, da cabeça ao rabo."

Em outros experimentos nos quais eles arrastaram um cilindro de aço pela areia, os pesquisadores foram capazes de produzir um modelo das forças de arraste e impulso que esse tipo de movimento geraria.

Goldman inicialmente estudou a física dos materiais granulares, que mostram um comportamento complicado - mudando de sólido para líquido, por exemplo. Então, como estudante de pós-doutorado, ele começou a estudar biomecânica. No processo, ele descobriu o camaleão Scincus scincus, "um animal legal que interagia constantemente com o meio granular", ele disse.

A câmera de raio-X mostrou que, enquanto cavava pela areia, o camaleão dobrava seus membros junto às laterais do corpo em meio segundo. "Ele não se parece mais com um lagarto", Goldman disse. "Ele começa a se parecer com uma cobra ou enguia ondulante."

Os pesquisadores descobriram que a velocidade de nado variava de acordo com a frequência das ondulações, cerca de duas a quatro por segundo. Mas de maneira interessante, a velocidade não era afetada pelo nível de compactação da areia. Os pesquisadores determinaram que isso se devia ao fato das forças de arraste e impulso aumentarem na areia compacta e, portanto, a razão dessas forças não ser diferente da em areias mais soltas.

Goldman disse que as descobertas deverão ajudar a compreender como outros animais se movem pelo chão. O modelo de comportamento também pode ajudar a projetar robôs que possam viajar debaixo da terra ou através de cascalho.

O Brilho do Ser Humano

Cientistas afirmam que o corpo humano emite luz

Heytor Victor

Num artigo publicado na revista Plos One, cientistas da Universidade de Kyoto, no Japão, afirmaram que o corpo humano emite luz visível em níveis e quantidades pequenas, aumentando e diminuindo com o passar das horas do dia.
Na verdade, todos os seres emitem uma fraca luz, que segundo alguns estudiosos, é o subproduto de reações bioquímicas envolvendo os radicais livres, tanto é que pesquisas já realizadas indicam que o organismo emite uma luz visível mil vezes mais fraca que aquelas perceptíveis a olho nu.
Mas cuidado para não confundir as coisas! Esta luz é VISÍVEL, diferente daquela forma de luz INVISÍVEL que sai do calor do corpo, a Radiação Infravermelha.Para realizar a pesquisa, os cientistas japoneses se utilizaram de câmeras muito sensíveis que tem a capacidade de perceber um único fóton e de cinco voluntários sadios do sexo masculino. Estes voluntários foram colocados com o peito descoberto em quartos de completas escuridão e foram posicionados de frente para as câmeras.
A exposição dos voluntários se deu de três em três horas, por 20 minutos, das 10h às 22h, e durante três dias.

"Os cientistas descobriram que a luz emitida pelos corpos aumentou e diminuiu ao longo do dia, com a intensidade mais fraca às 10 horas e mais alta às 16 horas, caindo progressivamente depois desse horário. Estas descobertas sugerem que as emissões de luz estão ligadas ao nosso relógio biológico, provavelmente devido à forma como os nossos ritmos metabólicos flutuam ao longo do dia.

Outro fato descoberto no estudo é que o nosso rosto brilha mais do que o resto do corpo. Segundo os pesquisadores, isto pode acontecer porque o rosto normalmente é mais bronzeado que o restante do corpo - pois é mais exposto à luz solar. A melanina, pigmento da pele, tem componentes fluorescentes que poderiam reforçar essa produção de luz.

O pesquisador Hitoshi Okamura, biólogo da Universidade de Kyoto, afirma que uma vez que a produção desta fraca luz está ligada ao metabolismo do organismo, este estudo indica que câmeras que detectam essas emissões poderiam ajudar a detectar condições médicas.

"Se você puder ver essa trêmula luminosidade da superfície do corpo, você poderá ver toda a condição corporal", disse o pesquisador Masaki Kobayashi, biomédico do Instituto de Tecnologia em Sendai, no Japão, que também participou do estudo."

Trecho retirado de Terra Ciência

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Rui Milton: Estudante de Biologia recebe prêmio

Aluno do Terceiro Período de Biologia da Universidade de Pernambuco tem trabalho premiado

Heytor Victor

Quase dezenove anos, universitário e com o primeiro prêmio de sua carreira, ainda como acadêmico de Biologia do Instituto de Ciências Biológicas da Universidade de Pernambuco.
Rui Milton, que está ingressando no quarto período do curso, teve o trabalho ”Estudo de rearranjos gênicos na leucemia linfóide aguda do adulto e do idoso e correlação com o prognóstico” premiado durante a XIII Jornada de Iniciação Científica Pibic/Facepe/CNPq, que aconteceu de 1 a 3 de julho, na Faculdade de Ciências da Administração da UPE (FCAP).
O estudante, orientado pelo professor da Faculdade de Ciências Médicas (FCM-UPE), Raul Antônio Morais Melo, conseguiu o quarto lugar na classificação geral, concorrendo com mais de 300 trabalhos apresentados durante o evento.

Premiado com um notebook e um curso de música, o jovem universitário reconhece que o mais importante prêmio é o reconhecimento e o título.

O Tudo de Bio entrevistou Rui via e-mail sobre Biologia, o prêmio e o futuro, confira a entrevista abaixo:

Tudo de Bio: Porque você escolheu a Biologia?

Rui: Sempre fui muito curioso, e gostava muito de aprender sobre coisas que eram novidades ou não eram bem entendidas, porém, principalmente, sempre imaginei em fazer algum feito que pudesse ajudar a humanidade. A biologia foi o rumo que encontrei para poder chegar a meu caminho.

Tudo de Bio: Em meio a tantos concorrentes, qual o sentimento de ter o trabalho premiado?

Rui: É um sentimento inexplicavel, é a realização e demonstração de uma pesquisa muito interessante e ainda não muito compreendida, porém com um potencial enorme para as pessoas que dela usufruem. É muito bom saber que seu esforço valeu à pena e foi reconhecido.

Tudo de Bio: Qual a dica que você dá as pessoas que desejam um dia cursar Biologia?

Rui: Seja curioso e, principalmente, esteja com a mente sempre aberta para inúmeras possibilidades que estão acopladas ao curso, e antes de tudo, esteja preparado para manipular a vida em seus mais amplos aspectos.


Tudo de Bio: Em resumo, de que se trata seu trabalho premiado?

Rui: Em síntese, trata-se de identificar pequenas anomalias contidas no DNA dos pacientes com leucemia linfóide aguda, sendo que estas podem mudar o rumo do tratamento destes, melhorando assim a qualidade do atendimento e métodos utilizados para tratar o paciente.

Tudo de Bio: E no futuro, O que você espera para si e para o mundo?

Rui: O futuro às vezes me assusta, porém através da Biologia Molecular pretendo ajudar a desvendar segredos que ainda continuam sem respostas, e principalmente que estes tragam benefícios para à humaninade e respeitem os princípios éticos.

O Tudo de Bio parabeniza Rui Milton pela conquista e agradece pela entrevista.

Decifrando DNA

Grupo de cientistas, inclusive brasileiros, decifram o DNA do causador da esquistossomose

O verme parasita Schistosoma mansoni, causador de uma doença que afeta mais de 200 milhões de pessoas no planeta, agora terá de se haver com as armas da biologia molecular. Uma equipe internacional de pesquisadores, incluindo brasileiros de três instituições, obteve a sequência completa do DNA do bicho, incluindo uma lista promissora de calcanhares-de-aquiles que podem, no futuro, servir de alvos para medicamentos ou vacinas.

O feito é relatado em artigo na revista científica britânica "Nature", junto com a análise do genoma de um parente próximo do S. mansoni, o S. japonicum. Entender em detalhes a biologia desses bichos é urgente, uma vez que uma única e antiga droga, o praziquantel, ainda é usada para tratar a infecção pelo esquistossomo. Ela até funciona, mas não impede que as pessoas sejam reinfectadas e apresentam o grotesco inchaço no ventre que deu à doença o nome popular de "barriga d'água".

"Ainda falta muito trabalho [para chegar a novas terapias], mas sem o genoma era muito complicado. Você podia passar meses para conseguir identificar uma proteína. Hoje basta abrir o computador. Então é, sem dúvida, um facilitador", disse ao Site G1 a bióloga Luiza Freire de Andrade, que atualmente faz seu doutorado no Centro de Pesquisas René Rachou, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em Belo Horizonte, e é uma das co-autoras da pesquisa na "Nature". As outras instituições brasileiras envolvidas no estudo são a USP e a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

A melhor maneira de realizar um trabalho tão detalhado quanto a leitura de um genoma completo é fatiá-lo em vários pedaços e convocar colaboradores do mundo todo. Por isso, embora a coordenação da pesquisa tenha ficado com Najib El-Sayed, da Universidade de Maryland (EUA), cada membro da equipe se dispôs a uma análise aprofundada de certos genes do parasita. Andrade, por exemplo, estudou os genes que contêm a receita para a produção das quinases, proteínas que funcionam como sinalizadores numa série de processos do organismo.

"Uma maneira de identificar esses genes é comparar as sequências de DNA do esquistossomo com as presentes em outros organismos cujo genoma já é conhecido. Como eles também têm quinases, a semelhança ajuda a encontrar as quinases do esquistossomo", afirma ela. No total, Andrade identificou mais de 250 proteínas desse tipo, algumas aparentemente exclusivas do verme.

Alvos (não tão) fáceis

Esse ponto é importante porque ele faz parte da "receita" para um bom alvo para medicamentos ou vacinas, explica a bióloga. "Se a proteína é exclusiva do verme, bloqueá-la com um medicamento não vai causar problemas no hospedeiro", diz ela.

Também é interessante que o alvo terapêutico seja importante para a sobrevivência e reprodução do hospedeiro -- é o caso das quinases que participam do processo de maturação dos ovários das fêmeas. "E outro ponto-chave é bloquear uma proteína que não possa ser substituída por outra no funcionamento do organismo do bicho", diz Andrade.

Além das quinases, outro alvo interessante identificado pelos pesquisadores é o sistema que o verme usa para obter certos tipos de gordura. Ele não é capaz de produzi-los sozinho, sendo forçado a "roubá-los" diretamente de seu hospedeiro. Se for possível impedir essa interação, surgirá uma nova arma contra o esquistossomo.

O Álcool e o Cérebro

Ação do álcool em área específica do cérebro é descoberta

Cientistas do Instituto Salk de Ciências Biológicas e da Universidade da Califórnia em San Diego, nos Estados Unidos, descobriram uma área específica para a ação do álcool localizada dentro de proteínas de canais iônicos, que tem papel fundamental em diversas funções cerebrais. O trabalho foi publicado na revista "Nature Neuroscience".

Segundo Paul Slesinger, professor do Laboratório de Peptídeos do instituto, entender melhor como o álcool atua no cérebro pode ajudar em tratamentos para problemas como alcoolismo, uso de drogas ou epilepsia.

Sabe-se que o álcool altera a comunicação entre neurônios. A nova pesquisa é a primeira a identificar que o álcool estimula os canais, chamados de canais Girk, diretamente - e não por meio do resultado de outras alterações moleculares nas células.

Slesinger acredita que o álcool sequestra o mecanismo de ativação intrínseca dos Girk e estabiliza a abertura dos canais. "O álcool pode fazer isso por meio da lubrificação das engrenagens de ativação dos canais", descreve.

O cientista sugere que uma droga que se encaixe no ponto específico de atuação do álcool pode talvez diminuir a excitabilidade neuronal no cérebro, o que resultaria em uma nova estratégia para o tratamento da epilepsia.

Evoluindo o "Micro"

Avanços da nanotecnologia trazem novas esperanças para enfrentar câncer

Tumor de camundongo tratado com bombardeio de nanotubos

Duas pesquisas, publicadas na edição desta semana da revista científica americana "PNAS", mostram formas promissoras de aplicar a nanotecnologia, ciência que permite a manipulação de estruturas incrivelmente pequenas, como forma de atacar o câncer. Um dos trabalhos apresenta uma forma nova e extremamente sensível de diagnóstico de tumores, enquanto o outro revela um tratamento inovador e, aparentemente, com poucos efeitos colaterais - aplicado por enquanto só em camundongos.

A nova forma de diagnóstico está um pouco mais próxima das aplicações clínicas, a julgar pelo artigo de Ralph Weissleder, do Hospital Geral de Massachusetts, e colegas na "PNAS". A nanotecnologia envolve a manipulação de objetos ou materiais na escala nanométrica (equivalente a um metro dividido por um bilhão). No caso, Weissleder e companhia usaram nanopartículas magnéticas que receberam um aditivo especial: a capacidade de aderir a células cancerosas de uma dada amostra (que poderia ser de sangue ou de um órgão operado, por exemplo).

O próximo passo foi aplicar um aparelho de ressonância magnética portátil à amostra. Com isso, em menos de 15 minutos, foi possível detectar a presença das células tumorais, uma velocidade muito superior à disponível para os atuais testes de diagnóstico. O melhor é que o sistema é bastante sensível: apenas duas células de câncer foram suficientes para a detecção com essa abordagem. Isso facilitaria o tratamento precoce da doença.

Nanotubos

Já a equipe liderada por Suzy V. Torti, da Universidade Wake Forest, também nos Estados Unidos, testou o emprego combinado de nanotubos (tubos de dimensão nanométrica) de carbono e radiação em camundongos com uma forma de câncer de rim.

Esses nanotubos conseguem emitir calor quando recebem uma dose de radiação no infravermelho próximo, que não é cancerígena como a radiação gama, por exemplo. Com apenas 30 segundos de radiação, o calor gerado pela combinação foi capaz de destruir os tumores, o que traz esperanças de se usar a abordagem em humanos no futuro.

Darwin às claras

Brasil ganha nova edição da mais completa biografia de Charles Darwin

O naturalista Charles Darwin no fim da vida

Descontada a falta de crença religiosa do agnóstico mais famoso de todos os tempos, a imagem que Charles Robert Darwin projeta é a de um profeta -- com barba branca, olhar pensativo, o pacote completo. Em um rompante de sabedoria contemplativa, Darwin teria comungado com as forças da natureza (decerto montado sobre uma tartaruga-gigante-das-galápagos) e trazido as tábuas da lei da evolução para nós, pobres mortais. Bobagem, dizem Adrian Desmond e James Moore: o pai da moderna biologia evolutiva era um sujeito do seu tempo, tão imerso nas realidades da Inglaterra vitoriana quanto industriais e políticos.

Esse retrato bem mais realista do homem por trás do mito aparece com clareza nas páginas de "Darwin: a vida de um evolucionista atormentado", biografia alentada do naturalista que ganhou nova edição neste ano em que se comemoram os 200 anos de nascimento do britânico e os 150 anos de sua obra-prima, "A origem das espécies".

Como fica mais ou menos claro em se tratando de um tomo de 800 páginas, a palavra chave de Desmond e Moore, ambos historiadores da ciência, é uma só: contexto. Antes de vermos o Darwin barbudo e profeta, vemos um pós-adolescente britânico enfurnado na Mata Atlântica ou brincando de caubói nos Pampas argentinos. Mas vemos, acima de tudo, que a evolução não era só uma questão científica ou (como muitos a retratam) religiosa: também era uma questão política e social.

Explica-se: Darwin não forjou a ideia de evolução do homem a partir de formas mais "primitivas" e simples de vida, embora tenha conseguido, como ninguém antes dele, explicar como esse processo ocorre com o mecanismo da seleção natural. O credo evolucionista que Darwin abraçaria já estava sendo propagandeado como uma arma de radicais políticos e sociais de todos os calibres, herdeiros da Revolução Francesa.

Tais agitadores, como se dizia na época, queriam usar a evolução como arma contra o conservadorismo, o poderio das autoridades eclesiásticas, a moralidade burguesa vitoriana. As razões que levaram Darwin a hesitar na publicação de "A origem das espécies" são complexas, mas Desmond e Moore argumentam de forma persuasiva que, em parte, elas eram políticas. Darwin não temia apenas ser visto como um ateu: também temia, como "cavalheiro respeitável" que era, ver-se associado aos membros menos respeitáveis da sociedade de seu tempo. Ele não tinha nenhuma vocação para radical -- por mais radicais que seus achados tenham sido, no fim das contas.

O livro "Darwin: a vida de um evolucionista atormentado" é da Editora Geração Editorial e pode ser encontrado por R$76,00.

Imagem da Semana

Tubarão de quase 2 metros é encontrado no meio de avenida em Miami

Um tubarão de quase dois metros foi encontrado em uma avenida, na terça-feira (21), em Miami, no estado da Flórida (EUA). A polícia abriu uma investigação para descobrir quem deixou o animal na pista. Aparentemente, ele largou o tubarão na rua, por volta das 19h, após tentativas frustradas de vendê-lo em um mercado de peixes.

(Foto: Walter Michot/Miami Herald/AP)

Mariposas burlam morcegos

Mariposas-tigre interferem em sonar para enganar morcegos

Na batalha contínua entre morcegos e mariposas-tigre, um ponto para as mariposas: um estudo mostra que uma espécie de mariposa usa um tipo diferente de técnica de defesa para evitar se tornar comida de morcego. Muitos morcegos usam a ecolocalização - um tipo de sonar de pulsos ultrassônicos - para encontrar suas presas.

As mariposas-tigre produzem cliques ultrassônicos próprios, e antigos estudos mostraram que tais sons têm duas funções. No caso de algumas mariposas que são tóxicas para morcegos, os cliques alertam os morcegos para que fiquem longe delas. No caso de outras, os cliques assustam os morcegos, permitindo que as mariposas tenham tempo de escapar.

Aaron J. Corcoran e William E. Conner, da Universidade Wake Forest, e Jesse R. Barber, da Universidade Estadual do Colorado, mostraram que para a espécie Bertholdia trigona, os cliques exercem uma terceira função. Eles mantêm os morcegos do gênero Eptesicus, que normalmente se alimentariam da B. trigona, acuados ao interferirem em seu sonar.

Os pesquisadores montaram experimentos que eliminavam outras possíveis funções. Por exemplo, se os cliques servissem para alertar os morcegos de que as mariposas eram tóxicas, seria esperado que os morcegos capturassem alguns insetos antes de aprenderem a evitá-los. Isso não ocorreu. Se houvesse um efeito de susto, isso desapareceria à medida que os morcegos se acostumassem com os sons. Mas os pesquisadores descobriram que os cliques ultrassônicos das mariposas funcionavam no longo prazo.

Gravações de áudio mostraram que os cliques das mariposas perturbavam o ciclo de ecolocalização dos morcegos, que normalmente aumenta à medida que o morcego se aproxima de seu alvo. Isso, os pesquisadores dizem, sugere que os morcegos ainda estavam tentando capturar a presa, mas foram confundidos pelos cliques das mariposas.

Inteligência Artificial

Cientista afirma que cérebro artificial pode ser construído em 10 anos

Um cérebro humano artificial pode ser construído dentro dos próximos 10 anos, segundo Henry Markram, um proeminente cientista sul-africano. "Não é impossível construir um cérebro humano e podemos fazer isso em 10 anos", disse Markram, diretor do Blue Brain Project (BBP), à conferência acadêmica global TED na cidade de Oxford, na Inglaterra.

O BBP é um projeto científico internacional, financiado pelo governo suíço e doações de indivíduos, cujo objetivo é construir uma simulação computadorizada do cérebro de mamíferos. Markram já construiu elementos do cérebro de um camundongo. A equipe do cientista se concentra especificamente na coluna neocortical, conhecida como neocortex.

10 mil laptops

O projeto atualmente tem um modelo de software de dezenas de milhares de neurônios, cada um deles diferente, que os ajudou a construir, artificialmente, uma coluna neocortical. A equipe coloca os dados gerados pelos modelos junto com alguns algoritmos - uma sequência de instruções para solucionar um problema - em um supercomputador.

"Você precisa de um laptop para fazer todos os cálculos para um neurônio", disse ele. "Portanto você precisa de 10 mil laptops", afirmou. Em vez disso, a equipe usa um supercomputador com 10 mil processadores.

As simulações já começaram a fornecer pistas aos pesquisadores sobre o funcionamento do cérebro. Elas podem, por exemplo, mostrar ao cérebro uma imagem, como uma flor, e seguir a atividade elétrica da máquina, ou seja, como é feita a representação da imagem.

"Você estimula o sistema e ele cria sua própria representação", disse ele. O objetivo é extrair esta representação e projetá-la, permitindo que os pesquisadores vejam diretamente como o cérebro funciona.

Segundo Markram, além de ajudar na compreensão dos mecanismos do cérebro, o projeto pode oferecer novos caminhos para se entender os problemas mentais. "Cerca de dois bilhões de pessoas no planeta sofrem de distúrbios mentais", disse o cientista, reforçando os benefícios em potencial do projeto.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Lulas Invasoras

Lulas gigantes invadem costa da Califórnia

Milhares de lulas gigantes surgiram na costa de San Diego, no Estado americano da Califórnia, amedrontando turistas, mergulhadores e residentes. As criaturas marinhas, chamadas de lula de Humboldt, são geralmente encontradas nas águas profundas do México e podem medir até 1,5 m e pesar até 45 kg.

No México, essas lulas são conhecidas por atacar humanos. Na costa californiana, os animais ainda estão um pouco distantes da beira-mar, mas a presença pouco comum da espécie nessas praias causou receio entre os banhistas e preocupação entre os especialistas em vida marinha.
Cientistas afirmam que a escassez de alimentos causada pelo aquecimento global poderia explicar a razão da invasão das lulas na costa californiana pela terceira vez em dez anos.
Há quatro anos, uma invasão semelhante atingiu as praias de San Diego. Em janeiro de 2005, centenas de lulas gigantes mortas apareceram nas praias de Orange County, na Califórnia.
Outra teoria defendida por cientistas para a aparição das lulas seria a de que há uma redução no número de predadores naturais, o que facilitaria a sobrevivência dessa espécie.
Pesquisadores acreditam que a Califórnia possa se tornar uma residência permanente para a população de lulas.

Enquete: Ununbium ou Copernicium?

Novo elemento químico 112 poderá homenagear Copérnico

Há alguns meses, o Tudo de Bio publicou uma matéria (http://tudodebio.blogspot.com/2009/06/o-112-elemento.html) sobre o 112º elemento, que seria denominado Unumbium, que quer dizer 112 em latim, trazemos agora uma nova matéria, cuja fonte é o site Terra Ciência e gostaríamos da opinião dos nossos visitantes na nossa nova enquete localizada no lado direito de nossa home. Leiam e opinem, por favor.
O novo elemento químico descoberto por pesquisadores alemães e representado pelo número 112 poderá ser batizado de "Copernicium", em homenagem ao cientista e astrônomo Nicolau Copérnico (1473-1543) - famoso por ter desenvolvido a teoria heliocêntrica do Sistema Solar. A proposta foi feita pelo Centro de Investigação de Íons Pesados (GSI), na localidade alemã de Darmstadt, responsável por encontrar o elemento 112 da tabela periódica.
O chefe da equipe, Sigurd Hofmann, disse que a ideia é homenagear um "cientista extraordinário, que mudou a visão do mundo". Copérnico é considerado o pai da astronomia moderna por ter sido o primeiro a afirmar que os planetas giram sobre si mesmos e em torno do Sol.
O elemento 112 (que é a quantidade de prótons do núcleo), o mais pesado da tabela periódica - 277 vezes mais que o hidrogênio -, foi descoberto há dois anos pelos especialistas do GSI e há algumas semanas o achado foi oficialmente confirmado pela União Internacional de Química Pura e Aplicada (Iupac). Ele é super-pesado e altamente instável, existindo por apenas alguns milionésimos de segundo e depois de desfaz.
O 112 havia recebido temporariamente o nome de "ununbium" (ou unúmbio, que em latim quer dizer 112). O título "copernicium" tem um prazo de seis meses para ser aprovado, período proposto para que a comunidade científica debata sobre a denominação.

Impressora Rastreadora

Impressoras jato de tinta poderiam rastrear armas biológicas

Pesquisadores da Universidade McMaster no Canadá dizem ter encontrado uma maneira de imprimir biossensores que detectam toxinas e agentes de bioterrorismo utilizando uma impressora jato de tinta.
O funcionamento do Sentinel Bioactive Paper Network é similar ao de uma impressão normal. Mas em vez do cartucho convencional, dois cartuchos conteriam diferentes tipos de "tintas". Uma delas seria composta de nanopartículas de sílica que se fixariam no papel e a segunda, colocada por cima da primeira, conteria enzimas capazes de reagir à presença dos inibidores da acetilcolinesterase (AChE), encontrados em alguns inseticidas, venenos e agentes psicológicos. Conforme a concentração da toxina, a tinta mudaria de cor.
Segundo o site ScienceDaily, essa tinta especial também poderia ajudar no diagnóstico da presença de bactérias, vírus e outros microorganismos que causam doenças, sem a necessidade de instrumentos complexos e dispendiosos.
"Nossa pesquisa mostra que a impressão jato de tinta provê uma nova plataforma para a fabricação de tiras de papel bioativo. Isso permite detectar uma gama muito grande de riscos biológicos que afetam animais e seres humanos. Ela é ideal para esta aplicação porque o sistema é simples, rápido e escalonável, compatível com substratos de papel e propícios a formação de padrões", disse John Brennan, chefe da pesquisa, de acordo com o site WebWire.
Os pesquisadores também descobriram que o papel bioativo tem durabilidade de dois meses após sua "impressão", o que poderia fazer o produto ser estocado e comercializado de forma tão fácil e simples quanto um teste de gravidez.
Seria possível, portanto, ir à farmácia e sair sabendo se está gripado ou se teve uma intoxicação alimentar, por exemplo.
E, pelo seu preço reduzido, serviria para ajudar comunidades carentes a realizar testes essenciais para os primeiros estágios do diagnóstico de uma doença e também para a detecção de água contaminada, noticiou o site TechRadar.
O projeto foi publicado na edição de julho do Analytical Chemistry Journal. O artigo pode ser encontrado em tinyurl.com/nbow87.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Cortando Remédios

Partir remédios pode fazer mal à saúde, explicam especialistas

Você costuma partir os remédios ou abrir as cápsulas antes de engolir? Cuidado. Quando um remédio é cortado, amassado ou triturado, a dosagem pode ser alterada e também a maneira como o organismo absorve o medicamento. Por isso, a recomendação é que o remédio seja consumido da maneira que vem na embalagem.

“Se você fizer uma partição no medicamento, isso pode ter uma dosagem a mais ou a menos. Isso é prejudicial ao paciente”, diz o presidente do Conselho Regional de Farmácia, Carlos Bragança. “Já existem alguns estudos que mostram que quando você corta um comprimido ao meio, ele não necessariamente tem a mesma concentração nas duas metades, podendo ter uma variação muito grande, e consequentemente o efeito vai variar muito”, diz o farmacêutico Helder Mauad.

O professor da Universidade Federal do Espírito Santo diz também que é perigoso quando o remédio é triturado ou quando a substância é retirada da cápsula. Isso muda a maneira como o organismo absorve o medicamento. Alguns remédios são feitos para agir aos poucos, mas quando são triturados, vai tudo de uma vez para o organismo.

“Então isso pode acarretar obviamente a uma overdose, trazendo uma série de efeitos colaterais, e não é atingido o objetivo do tratamento inicial. É muito perigoso”, diz o professor.

Por isso, a orientação é só alterar o remédio se o médico indicar. O professor explica o que fazer se o comprimido for muito grande, difícil mesmo de engolir: “Essas pessoas devem retornar ao médico e ele vai orientar a substituir a apresentação de um comprimido por uma forma líquida”, explica.

De Lua...

Anfíbios preferem se reproduzir na Lua cheia, diz estudo

Os anfíbios sincronizam suas atividades de reprodução de acordo com a Lua cheia, segundo um estudo publicado na última edição da publicação científica Animal Behaviour. Os pesquisadores da Open University britânica perceberam que sapos, rãs e salamandras coordenam seus encontros para procriar.

De acordo com a luz da Lua, um grande número de machos e fêmeas se reúne nos mesmos locais. Dessa forma, eles maximizariam as possibilidades de reprodução e, ao mesmo tempo, reduziriam as possibilidades de serem devorados por predadores. A bióloga Rachel Grant, da Open University, estudava salamandras nos arredores de um lago na região central da Itália em 2005, quando reparou que havia diversas rãs na beira de uma estrada próxima durante uma noite de Lua cheia.

"Embora pudesse ter sido uma coincidência, no mês seguinte, repeti o caminho todos os dias no crepúsculo e descobri que o número de rãs na estrada aumentava quando a Lua estava crescente e atingia um pico na Lua cheia. Depois, voltava a cair", afirmou Grant. Ao pesquisar a literatura científica, ela encontrou poucos registros sobre o comportamento, de forma que acabou retornando ao local em 2006 para uma pesquisa mais detalhada sobre os anfíbios.

Outras regiões
A partir daí, ela comparou os seus dados com um estudo detalhado sobre os hábitos de sapos e rãs nas proximidades de Oxford, na Grã-Bretanha, realizado pelo supervisor dela, Tim Halliday, e com dados sobre sapos, rãs e salamandras nas proximidades do País de Gales, recolhidos por Elizabeth Chadwick, da Universidade de Cardiff. "Analisamos os dados e percebemos um efeito lunar em todos os três locais", disse Grant.

O sapo comum (Bufo bufo), por exemplo, chega a todos os seus locais de reprodução, copula e procria por volta da lua cheia. Algo semelhante ocorre no caso da rã comum (Rana temporaria). As salamandras também teriam a vida sexual afetada pelo ciclo lunar, embora os resultados sejam menos evidentes, segundo Grant.

O encontro das salamandras (Lissotriton vulgaris, L. helveticus e Triturus cristatus) tem seus picos tanto na lua nova quanto na cheia, mas elas "parecem evitar chegar ao local de cópula na época de quarto crescente." "Isso poderia ocorrer devido ao campo magnético da Terra estar no seu auge nesta época", afirmou Grant, acrescentando serem necessários mais estudos.

Que Dor Da P _ _ _ _ !

Falar palavrão pode aliviar dor física, diz estudo

Falar palavrões pode ajudar a diminuir a sensação de dor física, segundo um estudo da Escola de Psicologia da Universidade de Keele, na Inglaterra, publicado pela revista especializada NeuroReport.

No estudo, liderado pelo psicólogo Richard Stephens, 64 voluntários colocaram suas mãos em baldes de água cheios de gelo, enquanto falavam um palavrão escolhido por eles. Em seguida, os mesmos voluntários deveriam repetir a experiência, mas em vez de dizer palavrões, deveriam escolher uma palavra normalmente usada para descrever uma mesa.

Enquanto falavam palavrões, os voluntários suportaram a dor por 40 segundos a mais, em média. Seu relato também demonstrou que eles sentiram menos dor enquanto falavam palavrões. O batimento cardíaco dos voluntários também foi medido durante a experiência e se mostrou mais acelerado quando eles falavam palavrões.

Os cientistas acreditam que o aumento do ritmo de batimentos cardíacos pode indicar um aumento da agressividade, que, por sua vez, diminuiria a sensação de dor. Para os cientistas, no passado isso teria sido útil para que nossos ancestrais, em situação de risco, suportassem mais a dor para fugir ou lutar contra um possível agressor.

O que está claro é que falar palavrões provoca não apenas uma resposta emocional, mas também uma resposta física, o que pode explicar por que a prática de falar palavrões existe há séculos e persiste até hoje, afirma o estudo.

"(A prática de) Falar palavrões existe há séculos e é quase um fenômeno linguístico humano universal", diz Stephens. "Ela mexe com o centro emocional do cérebro e parece crescer no lado direito do cérebro, enquanto que a maior parte da produção linguística ocorre do lado esquerdo. Nossa pesquisa mostra uma razão potencial para o surgimento dos palavrões, e porque eles persistem até hoje."

Um estudo anterior, da Universidade de Norwich, mostrou que o uso de palavrões ajuda a diminuir o estresse no ambiente de trabalho.

No Miado do Gato

Gatos ronronam para manipular humanos, diz estudo

Os gatos usam um ronronar específico para influenciar e manipular humanos, de acordo com um estudo feito na universidade britânica de Sussex. Segundo a pesquisa, publicada na revista científica Current Biology, ao contrário do ronronar normal, este outro incorpora um som com uma frequencia parecida com o de bebês humanos.

Karen McComb, que liderou o estudo, disse que a pesquisa foi inspirada em seu próprio gato de estimação, Pepo. "Ele me acordava pelas manhãs com um ronronar realmente irritante", disse ela. "Descobri que outros donos de gatos também passam pela mesma coisa."

Classificação


McComb disse que esse tipo de som, ao contrário de fazer com que os gatos fossem expulsos, geralmente levava os donos a alimentarem os animais. Para descobrir o mecanismo de "manipulação", a equipe de pesquisadores treinou voluntários para gravar todos os tipos de ronronar de seus gatos.

Os voluntários classificaram os sons emitidos pelos animais - alguns eram descritos como mais urgentes, enquanto outros foram classificados como mais agradáveis.

A equipe então relacionou os sons específicos à classificação dada pelos voluntários. Os resultados sugerem que os ruídos mais "solicitantes" estavam relacionados ao ronronar de frequencia mais baixa.

"Quando tocamos as gravações para outros voluntários, mesmo aqueles sem experiência de gatos consideraram o ronronar ''solicitantes'' mais irritantes e urgentes", disse ela.

"Os gatos conseguem produzir um ruído de baixa frequencia usando os músculos de suas cordas vocais, estimulando-as a vibrar", disse ela. "Acreditamos que eles aprenderam a exagerar dramaticamente isso quando sabem que vão gerar uma resposta humana", diz.

Estudos anteriores já haviam apontado semelhanças entre o ronronar dos gatos de estimação com o choro dos bebês humanos.

sábado, 11 de julho de 2009

Imagem da Semana

Zoológico alemão apresenta tigresas quadrigêmeas ao público
Mãe deu à luz bebês sem ajuda de veterinários, afirma parque.Felinas já têm pouco mais de um mês de vida.
Um zoológico alemão apresentou às câmeras, nesta quarta-feira, tigresas quadrigêmeas nascidas há pouco mais de um mês. Confira vídeo clicando AQUI.

A veterinária do zoológico de Braunschweig, Anja Blankenburg, lembra que a mãe dos filhotes, Nina, conseguiu parir os bebês sem nenhuma ajuda nas primeiras horas do dia 5 de junho.
"Quando a minha colega de trabalho chegou, três já haviam nascido e um pouco mais tarde a quarta chegou", explicou ela. Foi a segunda vez que Nina se tornou mãe, de acordo com um comunicado do zoológico, que informou também que o pai, Jelzin, esta muito apegado às quatro "meninas".

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Na Fuga da Aranha

Espécie de aranha cria réplica de si mesma para fugir de predadores

Cientistas da Universidade de Tunghai, em Taichung (Taiwan) descobriram uma espécie de aranha, a Cyclosa mulmeinensis, que pode ser o primeiro animal do mundo a criar uma réplica de si mesmo em tamanho real que funciona como estratégia para escapar de ataques de predadores. As informações são do jornal El Mundo.

Alguns animais utilizam formas bastante surpreendentes para escapar dos predadores e muitos se disfarçam para não atrair atenção. Entre as estratégias mais comuns estão o desenvolvimento de algum tipo de funcionalidade que permite distrair o predador e aquisição de uma forma ou padrão que se confunde com o meio.

No entanto, não é comum que os animais criem uma réplica de si mesmos em tamanho real, essa é uma estratégia que tem surpreendido os biólogos.

A Cyclosa mulmeinensis, de acordo com o artigo publicado na revista Animal Behaviour , decora as suas teias como detritos, partes de plantas, restos de presas ou sacos de ovos.

O fato destas "decorações" terem o tamanho aproximado do animal que o utiliza sempre intrigou os cientistas. Por outro lado, os investigadores verificaram que também a sua cor era semelhante à da aranha que tinha tecido a teia. Em resumo, estas aranhas utilizam elementos decorativos com tamanho, forma e aparência semelhantes.

Uma vez que estas réplicas são mais frequentemente atacadas que o próprio animal, parece seguro concluir que "as decorações criadas pelas aranhas Cyclosa funcionam como um sistema antipredatório que substitui a camuflagem. Os benefícios de uma fuga bem-sucedida parecem compensar os custos associados", afirmou o pesquisador I-Min Tso.

No Futuro... A Fórmula da Juventude

Molécula descoberta na Ilha de Páscoa aumenta longevidade de cobaias

Uma molécula encontrada na Ilha de Páscoa (Chile) prolonga assombrosamente a vida de ratos, permitindo que alguns deles vivam mais de 100 anos do equivalente à vida dos seres humanos, anunciaram cientistas nesta quarta-feira. Esta extraordinária molécula - um produto derivado de uma bactéria descoberta em mostra encontrada neste remoto arquipélago do Oceano Pacífico nos anos 70, chama-se rapamicina, em homenagem ao nome polinésio destas Ilhas: Rapa Nui.

A rapamicina surgiu, inicialmente, como um excelente produto para o combate a fungos. Depois foi utilizada para prevenir a rejeição a transplantes de órgãos e, mais tarde, foi incorporada em implantes utilizados para manter abertas as artérias de pacientes com problemas coronarianos. Atualmente é utilizada, também, em testes clínicos para o tratamento contra o câncer.

A última descoberta desta extraordinária odisseia é a possibilidade de que a rapamicina - ou algo semelhante - possa ser utilizada algum dia para aumentar consideravelmente a expectativa de vida dos seres humanos. "Trabalho há 35 anos em pesquisas sobre o envelhecimento e, durante esse tempo, as intervenções nunca tiveram sucesso", disse Arlan Richardson, diretor do Instituto Barshop, um dos três centros que se somaram aos experimentos com a droga.

"Nunca pensei que pudéssemos encontrar algum dia uma pílula contra o envelhecimento humano. A rapamicina tem um grande potencial para tornar isso uma realidade", acrescentou. Durante o estudo, os cientistas intrigados com as sugestões de que a rapamicina inibiria uma enzima vinculada ao envelhecimento nos invertebrados, decidiram acrescentar a droga na dieta de ratos mais velhos.

Nessa época, os roedores tinham 20 meses o que, em termos humanos, equivale a 60 anos. As cobaias fêmeas que ingeriram alimentos com rapamicina viviam 13% a mais que a média, em comparação com as que não recebiam a substância. Os machos que absorviam esta droga viviam 9% a mais.

A mudança era mais assombrosa entre 10% das cobaias que viviam mais tempo. Neste grupo, as fêmeas que consumiam rapamicina viviam 38% a mais e os machos, 28% a mais. A rapamicina também se mostrou eficaz para retardar processos de envelhecimento ou a aparição do câncer, mas não tem nenhuma influência no processo de morte, segundo o estudo.

O projeto, detalhado na revista científica britânica Nature, faz parte de um programa de testes realizado sob a supervisão do Instituto Nacional do Envelhecimento dos Estados Unidos, dedicado a buscar drogas que ajudem as pessoas a permanecerem saudáveis e ativas durante toda sua vida. Anteriormente foram feitos estudos sobre o impacto da rapamicina na longevidade de vermes e moscas. Este é o primeiro estudo sobre a sua influência sobre os mamíferos.

Os cientistas já havia descoberto que mantendo os ratos mais delgados, restringindo sua dieta, poderiam fazer com que vivessem mais tempo. A teoria relativa à rapamicina é que funciona com os mesmos mecanismos moleculares que a diminuição de calorias.

No entanto, num comentário também publicado na Nature, Matt Kaeberlein e Brian Kennedy, dois bioquímicos da Universidade de Washington, advertem as pessoas de meia idade para não se apressarem a ingerir a rapamicina, porque esta droga suprime o sistema imunológico.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Resultado da Enquete

Heytor Victor

Muitos dos nossos visitantes estavam pedindo pelo resultado de nossa última enquete, que foi realizada no mês de abril. A demora se deu pelo fato de um erro durante a elaboração da enquete, que deveria durar apenas duas semanas, mas acabou ficando em aberta até junho, ou seja, dois meses.


Como acreditamos que a enquete já havia sido encerrada em abril, retiramos de nossa página, mas os resultados vocês podem ver agora, com atraso, mas que se aplica muito bem a algum tempo no futuro.


A pergunta foi a seguinte: "Você é a favor da criação de robôs e outras tecnologias que façam trabalhos humanos?". A enquete contou com 35 votos, dos quais 21 destes tiveram como resposta "Sim", por razões diferentes (17 votaram a favor por acreditar que o campo científico deve ser otimizado cada vez mais e, 4 votaram a favor pelo motivo de que, por serem criadas por seres humanos, as máquinas não representam risco à comunidade científica) e 14 registraram a resposta "Não" por diferentes motivos (10 votos discordaram porque, no futuro, poderia haver um crescente desemprego devido a substituição do trabalho humano pelas máquinas e, 4 votos discordam porque os cientistas tem que usar os livros e pesquisar, sem se ligar muito à tecnologia, que certas vezes é falha).


Agradecemos a todos os que votaram nesta enquete e aguardem nossa próxima pergunta, para mais uma vez discutirmos os assuntos polêmicos em pauta neste vasto campo da Ciência.


domingo, 5 de julho de 2009

Mais Raridade

Raro veado albino é apresentado em zoo na Tailândia

O Dusit Zoo, em Bancoc, na Tailândia, apresentou nesta quinta-feira seu novo morador: um pequeno veado albino de apenas três semanas de idade. As informações são da agência AP.

O animal, do sexo masculino, tem olhos, focinho e patas cor-de-rosa. Os veados albinos são considerados raríssimos, existindo poucos exemplares no mundo.

Bebendo na Faculdade

Jovens que não fazem curso superior bebem menos, diz estudo

Um novo estudo constatou que uma elevação na idade mínima para o consumo de álcool resulta em queda no número de bebedeiras nos Estados Unidos - excetuados os estudantes universitários. Em artigo publicado pela revista Journal of the American Academy of Child and Adolescent Psychiatry, os pesquisadores afirmam que as bebedeiras entre homens de 18 a 20 anos de idade que não estão fazendo um curso superior haviam se reduzido em mais de 30%.

Mas o número se mantém firme e significativo, entre os universitários homens e está em alta entre as universitárias. Em 1984, o governo federal dos EUA decidiu que suspenderia suas transferências de verbas para conservação de rodovias a qualquer Estado que não adotasse a idade mínima de 21 anos para o consumo de álcool e, com o tempo, todos os 50 Estados do país terminaram por se enquadrar à norma.

Como resultado, os especialistas em saúde pública apontam que o número de acidentes fatais em rodovias caiu consideravelmente, entre outros benefícios de saúde. Mas alguns dirigentes de universidades vêm questionando a possibilidade de que a adoção de um limite de idade mais alto para o consumo legal de álcool tenha conduzido o uso de álcool à clandestinidade e encorajado seu uso excessivo. E alguns legisladores estaduais decidiram que a questão merecia ser reconsiderada.

Para o estudo, os pesquisadores estudaram informações recolhidas entre 1979 e 2006, pela Pesquisa Nacional sobre o Uso de Drogas e Saúde. Os números se referem a episódios de consumo excessivo de álcool, definido para fins do estudo como mais de cinco doses.

No geral, os pesquisadores, comandados pelo Dr. Richard Grucza, da escola de medicina da Universidade Washington, constataram que houve uma queda no número de episódios de bebedeira - mudança que atribuíram ao menos em parte à adoção de uma idade legal mais alta para o consumo de álcool.

Mas ainda que essa mudança possa ter dificultado a obtenção de álcool pelos estudantes de segundo grau, ela não fez o mesmo pelos universitários. O fato de que muitos deles coabitam com pessoas que têm o direito legal de adquirir álcool faz com que o produto se torne muito mais acessível, para esse grupo, de acordo com o Dr. Grucza.

O estudo constatou que quase metade dos universitários homens pesquisados e que quase 40% das universitárias reportaram se ter envolvido em bebedeiras.

Vegetar é Viver Mais

Vegetarianos têm menor risco de desenvolver câncer

Os riscos de os vegetarianos desenvolverem câncer é 12% menor em relação ao dos consumidores de carne e a diferença se torna mais marcante nos casos de câncer no sangue, disseram pesquisadores britânicos na quarta-feira.

Pesquisas anteriores já haviam mostrado ligação entre o consumo de grande quantidade de carne vermelha ou processada com uma taxa mais elevada de câncer no estômago. O novo estudo, envolvendo mais de 60 mil pessoas, realmente confirmou haver menor risco de câncer de estômago e de bexiga entre os vegetarianos.

Mas a mais notável e surpreendente diferença foi nos casos de câncer no sangue - tais como leucemia ou múltiplo mieloma e linfoma não-Hodgkin - em que o risco da doença é 45% menor em vegetarianos do que entre os consumidores de carne.

"É necessário realizar mais pesquisas para confirmar estes resultados e encontrar as causas para as diferenças", disse Tim Key, autor do estudo do Centro de Pesquisa da unidade de epidemiologia da Universidade de Oxford, na Grã-Bretanha.

Key e colegas, que publicaram seus achados no British Journal of Cancer, acompanharam 61 mil consumidores de carne e vegetarianos por mais de 12 anos, período em que 3.350 participantes receberam o diagnóstico de câncer.

O estudo investigava 20 diferentes tipos de câncer. Foi constatado que as diferenças de risco independem de outros fatores, tais como fumo, consumo de álcool e obesidade, os quais podem aumentar os riscos de uma pessoa desenvolver câncer.

Imagem da Semana

Bebê leão-marinho aparece ao lado da mãe em Zoológico de Munique

Um bebê leão-marinho nascido no dia 14 de junho apareceu neste sexta-feira ao lado da mãe no seu recinto no Hellabrunn Zoo, em Munique, na Alemanha. As informações são da agência Reuters.

O filhote é um dos dois leões, um macho e uma fêmea, nascidos nos dias 14 e 16 de junho. As crias têm ainda não têm nome.

Este mamífero, que habita regiões de baixas temperaturas, tem gestação de 12 meses. Os filhotes nascem com até 40 cm e aprendem a nadar apenas com 2 meses de vida.

Após o desmame, o leão-marinho se alimenta principalmente de peixes e moluscos.

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