Destaque Tudo de Bio

terça-feira, 30 de junho de 2009

A Mandioca e o Cianeto

Mandioca fica mais tóxica com CO2 no ar, diz estudo

Culturas como a mandioca, das quais milhões de pessoas em todo o mundo dependem, tornam-se mais tóxicas e produzem menos em um mundo com mais gás carbônico e secas, dizem cientistas australianos.

Ros Gleadow, da Universidade Monash (Melbourne), testou a reação da mandioca e do sorgo a uma série de cenários de mudança climática para estudar a qualidade nutricional e a produtividade.

Ambas as espécies produzem o veneno cianeto quando suas folhas (e, em algumas variedades de mandioca, a raiz) são esmagadas. O grupo testou as plantas com três concentrações diferentes de CO2.

Com o dobro da concentração atual (380 partes por milhão) de CO2, o nível do composto tóxico da mandioca fica bem mais alto. Entretanto, o aumento é só nas folhas. "Mas a planta não cresce tão bem", disse Gleadow.

Invasão de Joaninhas

Invasão de joaninha asiática ameaça mais de mil espécies britânicas

A 'Harlequin succinea', introduzida para controle de pragas, se tornou predadora.

Uma espécie de joaninha asiática ameaça a mais de mil espécies -- entre elas, 45 joaninhas nativas da Grã-Bretanha, de acordo com cientistas britânicos. A Harlequin succinea, identificada pela primeira vez no país em 2004, se alimenta de várias outras espécies de insetos, inclusive de larvas de outras joaninhas, e frutos.

"A velocidade da disseminação é dramática e sem precedentes", afirmou a pesquisadora Helen Roy, do Centro para Ecologia e Hidrologia da Grã-Bretanha. No entanto, um estudo apresentado na Exposição Científica de Verão da Royal Society indica que parasitas de espécies nativas de joaninhas já estão se adaptando à invasora, conhecida como arlequim. Agora, cientistas querem introduzir uma espécie de ácaro que provoca infertilidade na espécie asiática.

A joaninha-arlequim foi trazida para a Europa para ajudar no controle de pragas de outros insetos. Desde 2005, o avanço da espécie está sendo acompanhado por um programa científico, que conta com a participação de interessados.

"O que descobrimos é que o reduto delas é o sudeste, mas também já alcançaram Orkney, a Irlanda do Norte, o extremo oeste do País de Gales e a ponta oeste da Cornualha", afirmou Roy.

Grande predador

Os pesquisadores também já sabem que o inseto entrou na ecologia britânica como um grande predador. "Como não há nada que ataca essas joaninhas em especial, acreditamos que mil espécies podem ser potencialmente impactadas."

A cientista Remy Ware, da Universidade de Cambridge, estuda medidas que possam conter o avanço frenético das joaninhas-arlequim. Ela afirmou que alguns dos inimigos naturais desses insetos, moscas e vespas conhecidas como parasitoides, estão se adaptando para atacar também a espécie invasora.

Esses insetos botam seus ovos dentro de joaninhas, o que leva à morte delas. "Temos indícios dos últimos dois anos que esses dois grupos podem estar se adaptando para atacar arlequins como um novo hospedeiro", afirmou Ware.

Ácaros

Outro possível predador para os insetos é um ácaro sexualmente transmissível que provoca infertilidade em joaninhas fêmeas. Para acontecer o contágio, é preciso haver fecundação entre duas gerações de insetos. Como as espécies nativas britânicas só produzem uma geração por ano, não há tempo hábil para que o ácaro se dissemine entre elas.Já a joaninha asiática produz até cinco gerações por ano, o que faz dela uma presa ideal para este ácaro. "Não estamos sugerindo introduzir um novo inimigo na Grã-Bretanha. Ele já está aqui e, com tempo, esperamos que ele ataque as arlequins", disse Ware.
O grupo liderado pela cientista de Cambridge está avaliando métodos artificiais para apressar a disseminação do ácaro em joaninhas asiáticas.

Raridade

Zoo do Canadá apresenta filhote de panda-vermelho

Sha-lei nasceu no último dia 13 em Edmonton.
Ela é a quinta filhote da panda Lala.

Sha-lei, rara filhote de panda vermelho, é apresentada à imprensa nesta terça-feira (30) no zoo Vale de Edmonton, na cidade canadense de Edmonton. Quinta fêmea da panda Lala, ela nasceu no último dia 13 e sobreviveu às duas primeiras semanas, que são críticas para os filhotes. A espécie está quase tão ameaçada quanto o panda-gigante: existem entre 2.000 e 5.000 pandas-vermelhos, principalmente na Índia, no Nepal e no sul da China.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Empresa farmacêutica informa primeiro caso de resistência do H1N1 a remédio

Paciente na Dinamarca carrega vírus que resiste a Tamiflu, diz Roche.
Preocupação é que essa característica se espalhe pelos demais vírus.

Um paciente com a nova gripe na Dinamarca mostrou resistência ao antiviral Tamiflu, da Roche, disse um executivo da companhia farmacêutica nesta segunda-feira (29). "Este é o primeiro caso que temos disso (resistência) no H1N1", disse David Reddy, líder da força-tarefa de pandemia da Roche, durante teleconferência com jornalistas, informa a agência de notícias Reuters.

"Existem duas linhas de medicamentos contra o vírus da gripe hoje. Uma delas, a amantadina, impede a entrada do vírus nas células humanas. A outra, de medicamentos como o Tamiflu [cujo princípio ativo é o oseltamivir], tenta barrar a saída do vírus de uma célula quando ele tenta infectar outras", explica Atila Iamarino, biólogo da USP que faz doutorado sobre evolução de vírus como o HIV.

A novidade é preocupante justamente porque, desde o começo, já se sabia que a nova cepa do H1N1 era resistente à amantadina, de forma que o oseltamivir, princípio ativo do Tamiflu, era considerado a única arma relativamente efetiva contra ele. Se a resistência detectada na Dinamarca se espalhar pela população viral, não adiantará mais usar o medicamento para mitigar a infecção.

Esperado

Iamarino lembra que um estudo publicado neste mês na revista científica "Nature Biotechnology" já apontava a possibilidade de resistência ao Tamiflu por parte do H1N1, com base numa análise do material genético do vírus. "Esses dados, porém, dizem que ainda sim o vírus pode ser resistente ao zanamivir, ou Relenza, o outro inibidor de neuraminidase [proteína do vírus que o Tamiflu ataca] usado atualmente", afirma o biólogo.

Ele conta também que é relativamente comum o surgimento de resistência ao Tamiflu durante o tratamento da infecção. "Um estudo japonês encontrou mais de 15% de resistência em crianças tratadas durante a infecção pela gripe normal", diz. Em especial no caso das crianças, o fato de elas terem tido menos contato com o vírus da gripe do que os adultos, a maior duração da infecção e a imunidade mais baixa poderia aumentar as chances de um vírus resistente ser selecionado após os suscetíveis serem eliminados pelo tratamento.

"Resumindo, é esperado que, com o tratamento sendo utilizado cada vez mais, surjam casos de resistência como esse, ainda mais em crianças. A grande preocupação é que o vírus resistente se espalhe. No caso do H1N1 atual, vindo dos suínos, a resistência surgiu sob pressão do tratamento, e frequentemente esses vírus são menos eficientes do que os selvagens [ou seja, a forma original do patógeno], só crescendo favorecidos pelo uso da droga", avalia Iamarino.

domingo, 28 de junho de 2009

Mais é Menos

Estudo: machos com maior qualidade genética têm menos filhos

Um estudo realizado por cientistas da Universidade de Uppsala, na Suécia, e da Universidade de Aarhus, na Dinamarca, mostrou que machos com maior qualidade genética não se dão tão bem na hora de ter filhos. Diferentemente do que se imaginava, são aqueles geneticamente menos favorecidos que acabam vencendo a corrida pela fecundação. A conclusão está em um estudo publicado na edição desta sexta-feira da revista Science.

Na maioria dos animais, as fêmeas procuram cruzar com vários machos em um mesmo período, ainda que uma simples relação possa ser suficiente para fertilizar seus ovos. As fêmeas fazem isso apesar de a poliandria implicar um custo maior, como o risco de contrair doenças sexualmente transmissíveis.

Estimava-se que esse comportamento se daria porque, dessa forma, as fêmeas poderiam escolher entre vários parceiros aquele que tivesse os espermatozóides com melhor qualidade genética.

No novo estudo, o sueco Göran Arnqvist e colegas testaram essa teoria com besouros minúsculos da espécie Callosobruchus maculatus (o popular caruncho-do-feijão) e verificaram que ela não se confirmou. As crias tinham também menor qualidade genética.

Os cientistas observaram que os machos com maior taxa de paternidade eram justamente aqueles geneticamente mais desfavorecidos. "Os resultados apontam que os genes que são bons para os machos podem frequentemente ser ruins para suas parceiras. Em besouros, pelo menos, a poliandria não recompensa as fêmeas com benefícios genéticos", disse Arnqvist.

Segundo o estudo, a explicação para a escolha por parte das fêmeas pode ser por conta de um conflito entre alelos "sexualmente antagônicos", que são benéficos para um sexo mas maléficos para o outro.

Imagem da Semana

Ovelha dá à luz gêmeos de cores diferentes na Austrália

Uma ovelha deu à luz cordeiros gêmeos de cores diferentes, um com pelagem branca e o outro com pelagem negra, na Austrália. Segundo o professor da faculdade de veterinária da Universidade de Sydney Francis Sabbe, o fato é extremamente raro. "Foi a primeira vez que vi algo assim", disse Sabbe à BBC Brasil.

A dupla de cordeiros, apelidados pelos seus donos de "sal e pimenta", surpreendeu os fazendeiros Jan e Brian Cowan. "Sabíamos que seriam gêmeos, mas não que era possível virem com essa combinação", disse Jan à BBC Brasil.

"Sal e pimenta" nasceram de uma ovelha branca da raça Border Leicester e de um carneiro de face e peito negros da raça Suffolk em uma fazenda em Manning Valley, no Estado de Nova Gales do Sul.

Segundo o veterinário dos cordeirinhos, Bec Muir, mesmo sendo um evento raro, o carneiro de pêlo negro poderia daqui a uns meses mudar de cor. No entanto ele explicou que, como o animal tem o focinho e as patas também negros, deve permanecer na cor que nasceu.

Os fazendeiros disseram que os animais são inseparáveis. "Nós os mantemos dentro de um redil próximo à casa para protegê-los das raposas", disse Jan, que disse que o futuro dos cordeiros será ajudar na fábrica de queijos que começou a construir. "Quanto mais filhotes, mais leite."

quarta-feira, 24 de junho de 2009

"Quem OUVE os males espanta"

Música pode ajudar circulação e coração, diz estudo

Pesquisadores da Universidade de Pávia, na Itália, afirmam que o tipo certo de música pode desacelerar o coração e abaixar a pressão sanguínea. Músicas vibrantes como Nessun Dorma, de Puccini, que é cheia de crescendos e diminuendos, são melhores para ajudar na reabilitação em casos de derrames, de acordo com os estudiosos.
Melodias com ritmo mais acelerado aumentam os batimentos cardíacos, o ritmo respiratório e a pressão sanguínea. Já a música com ritmo mais lento gera o efeito contrário nos pacientes, segundo os pesquisadores. A música já é usada em muitos hospitais britânicos por uma terapia barata e fácil de aplicar e também por gerar efeitos físicos perceptíveis no organismo, além de ter um impacto positivo no humor do paciente.
O estudo dos pesquisadores italianos foi publicado na revista especializada Circulation.
Respostas às músicas
O médico Luciano Bernardi e sua equipe de pesquisadores da Universidade de Pávia pediram a 24 voluntários saudáveis que ouvissem cinco faixas de músicas clássicas, escolhidas aleatoriamente, e monitorassem as respostas de seus corpos. Entre as músicas escolhidas estavam a Nona Sinfonia de Beethoven, uma área de Turandot, de Puccini, a Cantata nº 169 de Bach, Va Pensiero, da ópera Nabuco, de Verdi, e Libiam Nei Lieti Calici, de La Traviata, também de Verdi.
Cada crescendo destas músicas, um aumento gradual do volume, "estimulava" o corpo e levava ao estreitamento dos vasos sanguíneos abaixo da pele, aumentando a pressão sanguínea e os batimentos cardíacos, além de provocar um aumento das taxas respiratórias. Por outro lado, os diminuendos, diminuição gradual do volume, causavam o relaxamento, diminuindo os batimentos cardíacos e diminuindo também a pressão sanguínea.
"A música leva a uma mudança dinâmica e contínua - e previsível, até certo ponto - no sistema cardiovascular", afirmou Bernardi. "Essas descobertas aumentam nossa compreensão de como a música pode ser usada na medicina de reabilitação."
Música e silêncio
Os pesquisadores testaram várias combinações de música e silêncio nos voluntários e descobriram que as faixas que alternam entre ritmos rápidos e mais lentos, como óperas, parecem ser as melhores para a circulação e para o coração. As árias de Verdi, que seguem frases musicais de dez segundos, parecem se sincronizar perfeitamente com o ritmo cardiovascular natural, de acordo com o estudo.
"Observamos grandes benefícios (do uso da música) para pessoas que sofreram derrames ou ataques cardíacos. O poder da música é simplesmente incrível", afirma Diana Greenman, diretora executiva da organização Music in Hospitals. A instituição de caridade britânica especializada em levar música ao vivo a hospitais, asilos e casas de repouso, foi criada logo depois da Segunda Guerra Mundial para ajudar os veteranos feridos.
"Já observamos, em pesquisas anteriores, um estado emocional positivo, que pode ser desencadeado ao ouvir música, e que pode ajudar sobreviventes de derrames", disse um porta-voz da associação britânica especializada em tratamento de derrames, Stroke Association.

O Canto do Camudongo

Camundongos machos cantam para seduzir fêmeas, diz estudo

Alguns anos atrás, pesquisadores determinaram que quando os camundongos machos estão fazendo a corte, produzem vocalizações ultrassônicas que apresentam uma estrutura elaborada, semelhante à do canto de pássaros. Mas não se sabia se o canto dos camundongos serve a função igual ao dos pássaros - demarcar território e atrair parceiras.
Kurt Hammerschmidt, do Centro Alemão de Estudo de Primatas, em Göttingen, e seus colegas ofereceram uma resposta parcial à pergunta. Em estudo publicado pela revista Biology Letters, eles reportaram que o canto dos camundongos machos claramente atraía o interesse do sexo oposto.
Os pesquisadores expuseram fêmeas a gravações do canto de machos, a chamados de filhotes pequenos e a sons de controle. Descobriram que as fêmeas só respondem ao canto dos machos, se aproximando da fonte do som. Mas Hammerschmidt disse que os dados traziam também algumas surpresas.
As fêmeas se habituavam rapidamente ao canto dos machos, e só respondiam da primeira vez que ouviam o som.
Hammerschmidt diz que isso pode explicar porque as canções só são importantes quando há machos nas proximidades. Quando uma fêmea ouve uma canção e não avista o macho, ela perde o interesse.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Degenerando Mistérios : Doença de Huntington

Pesquisa decifra causa de doença neurodegenerativa
Gene defeituoso está por trás da doença de Huntington, diz estudo.Como problema é leve, demora para que neurônios sejam afetados.

Cientistas da Faculdade de Medicina da Universidade de Illinois, em Chicago, nos Estados Unidos, desvendaram o mecanismo bioquímico de um gene defeituoso sobre o sistema nervoso para criar a devastação física e mental causada pela doença de Huntington, um grave problema neurodegenerativo. A descoberta foi divulgada na versão online da revista "Nature Neuroscience.

Os pesquisadores pretendiam mostrar como o gene ativa uma enzima chamada JNK3, expressada apenas em neurônios, e quais eram os efeitos nas funções da célula. Há décadas, a comunidade científica sabe que pessoas com a doença têm uma mutação em um gene chamado de huntingtin. Segundo o coautor do estudo, Scott Brady, a mutação existe desde o início, mas há alguns aspectos intrigantes na doença.
Os cientistas encontraram nas pequenas concentrações do gene defeituoso um inibidor do transporte de proteínas sintetizadas no corpo da célula para os axônios, local das sinapses (as ligações entre as células nervosas). O menor envio de proteínas resulta em menos atividade dos neurônios. Isso faz com que os neurônios comecem a morrer e explica o aparecimento da doença tardiamente, já que a ativação do gene reduz a transmissão, mas não o elimina completamente. Neurônios jovens têm um sistema de transporte robusto, que é diminuído com a idade. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Animais Bebuns

Os animais ficam bêbados

Um dos vídeos mais populares do YouTube é aquele que mostra animais da África - sobretudo elefantes, javalis e chimpanzés - totalmente bêbados após comerem uma fruta típica da região chamada marula(Se você não viu, o link do vídeo é http://www.youtube.com/watch?v=PVG4XAFJZZY). Apesar do sabor idêntico ao do caramelo, a fruta produz um efeito narcotizante nos bichos. "Desde pequenos, os filhotes de elefante já têm o hábito de enfiar a tromba na boca da mãe só para sentir o prazer ilusório da marula", afirma o biólogo Pedro Farah, da Fundação Rio Zoo. As imagens seriam cômicas se não fossem trágicas.
Há relatos impressionantes de elefantes que, após consumirem cerveja de arroz, provocaram a morte de três pessoas no povoado de Marongi, na Índia, em 2004. Mas os elefantes não são os únicos a perder (mesmo que involuntariamente) a cabeça depois de umas doses. Segundo Farah, outros animais, como cabras, renas e até aranhas, são capazes de atos inimagináveis após consumirem substâncias alucinógenas.
Por outro lado, diferentemente do que alguns imaginam, um pernilongo, por exemplo, não vai ficar de porre simplesmente porque picou alguém alcoolizado. E o motivo é simples: "Nesse caso, o álcool funciona como uma espécie de repelente, que ajuda a espantar mosquitos e pernilongos", diz o veterinário Francisco Vilardo.

Publicidade Exacerbada

Campanha contra o cigarro exagera?
Para alguns cientistas, o lobby antitabagista de hoje exagera no tom dos alertas, o que é tão enganoso quanto mascarar os riscos do fumo, algo que a indústria do tabaco fez durante décadas

Imagine a cena: você é um não- e entra num bar em que os frequentadores soltam constantes baforadas. Aí, alguém bate no seu ombro e diz: "Meia hora inalando por tabela essa fumaça deixa as suas chances de sofrer um ataque cardíaco iguaizinhas às de um fumante inveterado". Rebobine: a cena é a mesma, só muda o discurso da pessoa que dá o tapinha no ombro. "Na verdade, essa exposição resulta em algum grau de prejuízo para a circulação sanguínea, mas não é sabido o quanto esse efeito dura e quais são suas consequências a longo prazo." O que levar mais em consideração, o alarme terrorista ou o aviso sereno?

Apesar de diferentes no teor, esses alertas têm a mesma fonte: um estudo publicado em 2001 no jornal da Associação Médica Americana. A primeira versão é propagada por 65 organizações antitabagistas de diversos países, segundo levantamento do médico epidemiologista Michael Siegel, professor da Escola de Saúde Pública da Universidade de Boston, EUA. A segunda é fruto de uma leitura literal dos resultados da pesquisa. Essa diferença de interpretação motiva a pergunta: o movimento antitabagista está passando dos limites?
Enquanto governos vão fechando o cerco ao hábito que é, inquestionavelmente, a principal causa de morte evitável no mundo, cientistas como Siegel estão preocupados com a maneira como grupos antitabagistas divulgam informações, principalmente para o fumante passivo, sobre o qual há menos pesquisas. É comprovado que quem respira fumaça também tem alguma nicotina no sangue. "Mas o grau em que isso passa a ser nocivo ainda está sendo estudado", diz a psiquiatra Ana Luiza Camargo, do Núcleo de Álcool e Drogas do Hospital Albert Einstein, em São Paulo.

Para Siegel, a alegação de que respirar fumaça por 30 minutos pode fazer um coração saudável entrar em colapso é ridícula. Por defender opiniões como essa, o médico coleciona desafetos. Mas há um cientista de peso que concorda, pelo menos em parte, com ele. O cardiologista Stanton Glantz, da Universidade da Califórnia e um dos nomes mais respeitados na guerra contra o cigarro , liderou estudos que mostram danos do fumo passivo aos vasos e aumento de chance de ataque cardíaco em quem já tem um alto risco. Mas afirma que nem todo mundo que tem um breve contato com a fumaça está na iminência de um enfarte.

Com ressalvas, outros especialistas fazem coro. "É exagerado mesmo dizer isso", afirma Humberto Freitas, cardiologista do Hospital São Camilo, em São Paulo, referindo-se à interpretação distorcida do estudo de 2001. E defende o uso de exemplos cientificamente embasados: "Já está mais do que provado que crianças que convivem com pais fumantes estão mais propensas a desenvolverem doenças pulmonares". Um estudo abrangente da Organização Mundial da Saúde - envolvendo 700 milhões de crianças que vivem com fumantes em casa (cerca de metade da população infantil global) - mostrou que elas têm mais pneumonia, bronquite, asma, infecções do ouvido médio e maior probabilidade de desenvolvimento de doença cardiovascular na idade adulta.

Para o pneumologista Daniel Deheinzelin, do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, questionar tecnicalidades dos estudos é picuinha. "Não acho que o lobby antitabagista esteja indo longe demais. Não cabe discutir metodologia, a informação relevante é que o cigarro mata". O médico João Paulo Lotufo, responsável pelo Projeto Antitabágico do Hospital Universitário da USP, afirma ainda que as campanhas contra o cigarro feitas no Brasil utilizam as informações científicas de maneira correta, sem distorções como aquela do início desta reportagem. "A postura antitabagista tem que prevalecer", diz.
Fonte: Galileu

quinta-feira, 11 de junho de 2009

O 112º Elemento

Tabela Periódica ganha 112º elemento

Elemento superpesado descoberto por cientistas alemães existe apenas por alguns segundos e se desfaz.

Cientistas na Alemanha estão tentando encontrar um nome para o mais novo elemento da tabela periódica, que recebeu o número 112. Depois de mais de uma década de seu descobrimento, o elemento de número atômico 112 (que é a quantidade de prótons do núcleo) foi aceito oficialmente na tabela e recebeu, temporariamente, o nome de "ununbium". Ele é superpesado e altamente instável - existe por apenas alguns milionésimos de segundo e depois de desfaz.
Demorou muito para que a descoberta da equipe alemã do Centro para Pesquisa de Íons Pesados, liderada por Sigurd Hofmann, fosse reconhecida oficialmente pela União Internacional de Química Pura e Aplicada (IUPAC, em inglês). É que sua existência teve que ser confirmada de maneira independente - até agora apenas quatro átomos foram observados.
A Tabela Periódica dos elementos químicos é a disposição sistemática dos elementos, na forma de uma tabela, em função de suas propriedades. É muito útil para prever as características e tendências dos átomos.

Corrida por super-pesados

Hofmann começou sua busca por elementos para a tabela periódica em 1976. Para criar o elemento 112, a equipe usou um acelerador de partículas com 120 metros de comprimento para lançar um fluxo de íons de zinco contra átomos de chumbo. Os núcleos dos dois elementos se fundiram para formar o núcleo do novo elemento.
Estes núcleos muito grandes e pesados também são muito instáveis. Eles começam a se desintegrar pouco depois de formados. Isso libera energia, que os cientistas podem medir para descobrir o tamanho do núcleo que está se desfazendo.
Mas tais experiências resultam em poucas fusões bem sucedidas, e os cientistas precisam de aceleradores de partículas cada vez mais poderosos para realizar experiências mais longas e descobrir os elementos mais evasivos e instáveis.
Equipes de pesquisadores na Rússia, nos Estados Unidos e no Japão estão participando do que Hofmann qualificou como "uma competição amistosa" para descobrir elementos novos e mais pesados.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Super Sônico!


Beija-flor voa mais rápido do que um avião caça, diz estudo

Um estudo da Universidade Berkeley, no Estado americano da Califórnia, revelou que o beija-flor macho atinge uma velocidade proporcionalmente "maior do que a de aviões caça" quando mergulha durante um vôo para impressionar as fêmeas.
O pesquisador americano Christopher Clark usou fêmeas de beija-flor empalhadas para induzir os pássaros a fazerem uma exibição impressionante, que ele registrou com câmeras especiais para capturar objetos em alta velocidade. As câmeras capturavam imagens de 500 quadros por segundo.
As aves da espécie conhecida como Anna, que vivem no sudoeste dos Estados Unidos, atingiram velocidades que cobrem um trajeto 383 vezes o comprimento de seu corpo a cada segundo.
De acordo com Clark, o espaço percorrido medido, levando-se em conta o comprimento do corpo da ave e a velocidade máxima atingida pelo animal, foi "maior do que a de um avião caça com sua câmara de combustão auxiliar ligada (o que ajuda a aumentar a velocidade) ou do ônibus espacial durante a reentrada na atmosfera".
O caça pode chegar a cobrir 150 vezes a medida do seu comprimento em um segundo, e o ônibus espacial, 207 vezes. Mas os caças têm capacidade de acelerar mais e ultrapassar os beija-flores.
Nos últimos estágios de seu mergulho, quando as aves abrem as asas para um vôo ascendente, "a aceleração instantânea dos beija-flores é maior do que a de qualquer organismo de que se registrou previamente manobras aéreas", disse Clark.
E ele atinge essa velocidade sem a ajuda de um poderoso motor de jato, acrescenta. O especialista diz que o estudo é um exemplo de como tais exibições, realizadas com a intenção de atrair uma parceira para o acasalamento, podem ser observadas para verificar os limites das habilidades dos animais.
O mergulho do beija-flor da espécie Anna é mais veloz do que a do falcão peregrino, cuja velocidade máxima chega a cobrir 200 vezes o comprimento de seu corpo a cada segundo. O trabalho foi divulgado na revista Proceedings of the Royal Society B.

sábado, 6 de junho de 2009

Encerramento Especial

Heytor Victor

O Tudo de Bio gostaria de agradecer a todos que acessaram o blog nesta Semana do Meio Ambiente. E que lembrem de tudo o que leram durante esta semana e ponham em prática modos de preservar o meio ambiente.

Exposição

Heytor Victor

Por que no meio da natureza, ainda há tantos inconscientes...

(...) jogados num mar de tristeza, mais parecidos a delinquentes?

Pensem! ;)

Pondo em Prática...

Exposição em zoológico é "aula a céu aberto" sobre meio ambiente

É possível transformar o zoológico em mais do que uma opção de passeio. O espaço pode ser uma sala de aula a céu aberto. A partir dessa ideia, uma equipe de biólogos decidiu realizar uma exposição sobre a biodiversidade em Guarulhos (Grande SP).

Cerca de 50 imagens fazem parte da mostra fotográfica, que está em exibição no Museu de Ciências Naturais do Zoológico Municipal da cidade. A atividade faz parte de uma programação especial para comemorar o Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado nesta sexta-feira.

Segundo a bióloga do zoológico Iara Perella Cunha, fotógrafos profissionais e amadores registraram os momentos mais excêntricos da vida dos animais que ainda vivem livres nas matas do Bosque Maia, Tanque Grande e outros espaços do município.

"Quando a gente fala de fauna, as pessoas lembram geralmente de mamíferos. Nessa exposição, a gente coloca tanto a parte de aves, répteis, aranhas, todos eles têm uma função dentro do nosso ecossistema. Essa exposição é muito educativa porque mostra esse lado", explica Cunha.

De acordo com ela, alunos de escolas têm visitado o zoológico e eles têm gostado desse trabalho de conscientização. Os professores também podem utilizar o material como fonte de pesquisa sobre o tema, diz Cunha.

"Quando a gente fala de meio ambiente, a gente tem que pensar no lixo, na reciclagem, mas não podemos deixar de fora todas as aves, os mamíferos, répteis, insetos", ressalta a bióloga.

"Exposição fotográfica"
Onde: Zoológico de Guarulhos - Museu de Ciências Naturais - r. Dona Glória Pagnocelli, 344, Jardim Rosa de França, tel.: 0/xx/11/2455-6497
Quando: Ter. a dom., das 9h às 16h30
Quanto: Grátis

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Exposição

Heytor Victor

Será tudo apenas dor de vítimas...

(...) ou será apenas mais uma fúria da natureza?

Essa realmente me deixou com dúvida!

Pensem!

Salvando o planeta...

Deixar a barba por fazer pode ajudar a preservar o planeta(Trecho de livro)

Deixar de se barbear no final de semana pode ajudar a salvar o planeta de um caos ambiental. Quem afirma é Joanna Yarrow, autora de 1001 Maneiras de Salvar o Planeta, da Publifolha.

O livro apresenta sugestões variadas para proteção da Terra. Algumas são simples e implicam em meras modificações nos hábitos pessoais, que, repetidos diariamente, têm um impacto muito grande ao longo do tempo.
Leia abaixo uma seleção de dez dicas simples em meio às 1001 apresentadas no livro que colaboram para a melhoria no ambiente.

1 Compense a emissão de CO2 de suas viagens aéreas

Em breve a aviação poderá responder por 15% da emissão de gases estufa. Por que não diminuir seu custo ambiental? Há companhias especializadas em calcular a proporção de um único assento na emissão de gases de um vôo e neutralizá-la com a compra de créditos de carbono, que são investidos em medidas compensatórias, como plantar árvores. A tonelada e meia de CO2 emitida por um passageiro num vôo entre Londres e Nova York gera um crédito de 15 dólares.

2 Informe

Se você vir qualquer indício de poluição, desde lixo jogado no parque até espuma na superfície dos rios, informe as autoridades locais e o Ibama. Talvez alguém já tenha notificado o problema, mas é melhor pecar por excesso do que por omissão.

3 Gramados luxuriantes

A grama alta retém mais umidade. Por isso, durante o verão, deixe o gramado crescer pelo menos quatro centímetros. Essa providência evitará a aparição de trechos ressecados e diminuirá a necessidade de rega.

4 Compre madeira reflorestada

Os móveis precisam ser de madeira de lei, proveniente de árvores que demoram a crescer, ou podem ser fabricados com espécies que crescem mais depressa, como o pinho e o eucalipto, e que portanto podem ser reflorestadas?

5 Água multiuso

Aproveite a água usada na limpeza matinal do filtro para regar as plantas dos vasos de casa.

6 Deixe a barba no fim de semana

Economize água, espuma e bálsamo deixando de se barbear no fim de semana. Se a sua parceira reclamar, lembre a ela que está em jogo uma causa maior.

7 Não espezinhe a natureza

Prefira tapetes de fibras naturais - como o sisal, o coco e a juta - aos de fibras sintéticas.

8 Proteja as aves
Papagaios, araras e outras aves vivem melhor em seu ambiente natural do que em gaiolas. Se você não comprar esses animais, estará ajudando a sufocar seu tráfico. Use esse dinheiro para passar as férias em uma reserva florestal, sem se esquecer de separar o suficiente para os créditos de carbono. Na reserva, você verá os pássaros soltos, e o seu dinheiro sustentará as comunidades locais, que lutam pela preservação da natureza.

9 Viva o bicarbonato de sódio

Esqueça os produtos de limpeza modernos: além de caros, eles evitam o contato com alguns germes que mantêm nosso sistema de defesa funcionando. Use bicarbonato de sódio, que é muito barato. Ele é bom para limpar tudo e tem ação fungicida.

10 Acorde com o aroma do café

Fuja dos desodorizadores de ambiente e faça sachês com ingredientes naturais, como pão fresco e grãos de café.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Exposição

Heytor Victor
Por que na imensidão do azul, no reflexo do céu...

(...) o homem continua a manchar sua própria imagem?

Pensem... ;)

APA´s

Áreas de proteção ambiental aumentam no mundo

A proteção de áreas ecologicamente importantes no mundo tem aumentado nos últimos anos, o que amplia a chance de as futuras gerações terem a oportunidade de conhecer diferentes ecossistemas. E o Brasil tem parcela relevante neste avanço, segundo pesquisadores dos Estados Unidos em artigo publicado na revista "Biological Conservation".
O estudo concluiu que 12,8% das terras do planeta estão protegidas hoje, pelo menos no papel. Em 1985, a quantidade era bem menor (3,48%).
A proteção pode se dar por meio da criação de parques e reservas. As classificações podem ser mais ou menos restritivas --do total de 12,8% protegidos, 5,8% estão sob proteção integral (que permite pouca intervenção do homem).
E os cientistas afirmam que "74% da área protegida desde 2003 está no Brasil, algo expressivo para um único país". Com exceção do Brasil, a análise mostra que as áreas protegidas têm crescido a uma taxa baixa desde 2003.
Para Clinton Jenkins, da Universidade de Maryland e um dos autores do estudo, a pesquisa traz um pouco de otimismo para este Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado amanhã. "Definitivamente, há mais terra em áreas protegidas hoje do que nunca, pelo menos no papel", afirma.
O autor, porém, sabe que ainda há muito a fazer. "Ainda existem muitos desmatamentos na Amazônia, vários deles ilegais. Mas as áreas protegidas começam sua vida no papel e, recentemente, o Brasil tem criado mais do que ninguém."
Para que haja sucesso no futuro, diz, é necessário dar apoio público e recursos suficientes para essas zonas protegidas.
Adriana Ramos, do ISA (Instituto Socioambiental), também ressalta a importância de o país implementar as unidades de conservação criadas. Segundo ela, é preciso ficar atento para "a pressão a que elas estão submetidas pelo lado de fora".
"Não dá para pensar em sustentabilidade mantendo as áreas de proteção estritamente conservadas, como ilhas, mas tendo uma ação totalmente predatória do lado de fora. A gente tem que buscar um equilíbrio maior", diz.
Ela também afirma que é necessário avaliar a situação de cada bioma brasileiro, pois há um desequilíbrio entre eles no quesito proteção.
"Há biomas que são realmente bem subrepresentados do ponto de vista de proteção, como o cerrado", afirma.

Pela Convenção da Diversidade Biológica das Nações Unidas, existe uma meta definida pelos governantes de proteger 10% de todas as regiões ecológicas até 2010. Apesar de ter ocorrido um avanço neste sentido, o autor do estudo não acredita que a meta será atingida para todos os ecossistemas avaliados dentro do prazo.

De 14 regiões analisadas, seis ainda estão abaixo da meta. As pradarias de clima temperado, por exemplo, estão aquém do objetivo (somente 3,9% estão protegidos). Segundo Jenkins, esse é um bioma difícil de proteger porque a terra é muito apropriada para a agricultura.
As florestas mediterrâneas também têm situação delicada (7,3% de proteção). "É uma área que tem sido muito ocupada por pessoas, o que também dificulta a preservação", diz. Já as florestas de coníferas de ambientes temperados apresentam a maior proteção (25%).
Lucas Joppa, da Universidade Duke e coautor do estudo, iniciou outra pesquisa para avaliar, agora, como está a proteção dos biomas por país.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Exposição

Heytor Victor

A retórica do dia, retórica para vocês, espero.


Por que estar preso à uma vitrine tendo tanto poder de escolha...

(...) quando tantos são nossa própria vitrine sem poder de escolha?

Deixando Rastros...

Satélite europeu flagra rotas da poluição de navios

Um mapa criado com imagens de satélite obtidas ao longo de sete anos flagrou um dos maiores poluidores ocultos do planeta: os milhares de navios que cruzam os oceanos, invisíveis da maioria das pessoas.
Dois pesquisadores da empresa francesa CLS usaram imagens de radar feitas pelo satélite europeu de monitoramento do ambiente Envisat e produziram uma imagem da densidade das rotas de navios em torno da Europa.
A concentração de navios correspondeu perfeitamente aos pontos críticos de poluição sobre o continente por óxidos de nitrogênio, em geral também associados a áreas de intensa industrialização. Esses compostos lançados no ar, quando combinados com água, podem produzir chuva ácida.
É a primeira vez que dados de detecção por satélite de navios por um período extenso são usados para criar uma visão global dos padrões de tráfego marítimo. O mapa foi feito por Vincent Kerbaol e Guillaume Hajduch. CLS é a sigla para Coleta Localização Satélites, nome da companhia subsidiária da agência espacial francesa CNES e do instituto de pesquisa oceanográfica Ifremer.
Eles usaram imagens feitas pelo instrumento conhecido como Asar, o radar de abertura sintética do satélite. Esse tipo de radar usa o movimento da sua plataforma -no caso, um satélite- para criar uma longa "antena" virtual e produzir imagens detalhadas. O Envisat é o maior satélite de sensoriamento remoto ambiental já lançado até agora.
A densidade do tráfego e a poluição foram particularmente elevadas em torno dos portos de maior atividade no norte do continente europeu, como Calais (França), Antuérpia (Bélgica), Roterdã (Holanda), Bremen e Hamburgo (Alemanha).
Ironicamente, os navios são o meio de transporte mais eficiente em termos de uso de energia e capacidade de carga. Mas, para serem ainda mais econômicos, costumam usar combustíveis de pior qualidade que são grandes emissores de poluentes, como óxidos de enxofre e nitrogênio. O combustível de um navio cargueiro pode ter até 2.000 vezes mais enxofre do que o óleo diesel usado em automóveis na Europa.
A poluição não afeta apenas peixes, pois a maior parte da emissão é feita perto da terra. Graças a isso, várias cidades portuárias sofrem mais com a poluição marítima do que com as emissões de seus próprios carros e indústrias.
Um relatório recentemente divulgado pela agência americana Noaa (Administração Nacional Oceânica e Atmosférica) mostrou que os milhares de navios navegando em torno dos portos do sul da Flórida, muitos deles de cruzeiros, criam uma "preocupação de saúde significativa para as comunidades costeiras".
Segundo Daniel Lack, pesquisador da Noaa e da Universidade do Colorado, os cerca de 51 mil navios mercantes hoje navegando emitem um volume de poluentes particulados equivalente a 300 milhões de automóveis (metade da frota de veículos de todo o planeta). Estatísticas sobre navios em operação são pouco precisas; contando embarcações menores, o número atingiria 90 mil.
Esses particulados são levíssimos, por isso podem permanecer por dias na atmosfera e serem levadas a dezenas de quilômetros de onde foram emitidas. E elas podem causar desde uma irritação nos olhos e no nariz até agravar problemas respiratórios, como asma.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Exposição

Heytor Victor

Duas novas perguntas:


Por que as águas tornam-se espelhos?


Por que ser espelho quando não queremos nos enxergar?

Pensem! ;)

"Desamazônia"

Amazônia perde 197 km² de floresta entre fevereiro e abril, diz INPE

A Amazônia brasileira perdeu 197 km2 de floresta entre fevereiro de 2008 e abril deste ano, área 90,1% inferior à devastada no mesmo período do ano passado (1.992 km2), informou o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) nesta terça-feira (2).
Segundo o INPE, o número --que corresponde a uma área similar ao território de uma ilha como Aruba, no Caribe-- a extensão de floresta destruída no período pode ser muito superior à anunciada, já que vários dias de céu encoberto no trimestre afetaram os cálculos realizados com imagens por intermédio de satélites.
A área devastada foi calculada por meio do Sistema de Detecção de Desmatamentos em Tempo Real (Deter), método que permite uma medição mais rápida --mas que é limitado pelas condições meteorológicas.
Segundo o INPE, como consequência do céu encoberto, os satélites conseguiram observar apenas 20% da Amazônia entre fevereiro e abril deste ano.
A maior parte de novas áreas devastadas no período (142 km2) foi constatada em fevereiro.
Apesar da cautela recomendada pelo INPE sobre os dados divulgados, o desmatamento na Amazônia vem caindo nos últimos meses, segundo diferentes estatísticas divulgadas pelas autoridades ambientais.
No trimestre imediatamente anterior, entre novembro de 2008 e janeiro de 2009, a área devastada na Amazônia foi de 754 km2, com uma redução de 70,2% frente aos 2.527 km2 de floresta que a região perdeu entre novembro de 2007 e janeiro de 2008.
Além disso, a devastação entre novembro de 2008 e janeiro de 2009 foi 60% inferior à medida entre agosto e outubro de 2008 (1.884 km2).
De acordo com os últimos dados oficiais calculados com as metodologias mais precisas do INPE, que não estão condicionadas ao céu encoberto, a Amazônia brasileira perdeu entre agosto de 2007 e julho de 2008 quase 12 mil km2, uma área equivalente à metade de um país como El Salvador.
Essa área de floresta devastada (e transformada em pasto) foi 3,8% superior à perdida no ano imediatamente anterior.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Exposição

Heytor Victor

Para estas imagens trago apenas duas questões:


Por que sob as clareiras do dia, ofuscadas pelo verde das matas, o ser humano continua obscuro?

Por que na claridade causada, pela força das facas, o ser humano continua no escuro?

Pensem! ;)

"Politicagem"...

"Consumo cego" acelera desmate da Amazônia, diz ONG

Marcas famosas de diferentes países usam produtos que podem ser provenientes da destruição da Amazônia. A afirmação está num relatório elaborado pelo Greenpeace.
Não é novidade que a pecuária provoca uma das maiores pressões para o desmatamento na região amazônica. Porém, o que a ONG ambientalista fez agora foi rastrear o comércio de produtos pecuários de fábricas de processamento de carne para a exportação.
E, de acordo com o Greenpeace, o "consumo cego de matéria-prima está alimentando o desmatamento e as mudanças climáticas". A ONG afirma que as investigações mostraram que centenas de fazendas no bioma Amazônia fornecem gado para os frigoríficos das empresas na região.
E, nas vezes em que foi possível obter os mapas das propriedades, as análises de satélite revelaram que fornecimento significativo de gado vinha de fazendas envolvidas em desmatamento recente e ilegal.
"Dados comerciais também mostraram negócios com fazendas envolvidas em trabalho escravo", diz o documento, que será mais bem detalhado hoje.
Além de abordar a questão do comércio de carne, o relatório aponta diversos compradores de couro em outros países que, de certa forma, acabam sendo corresponsáveis pelo desflorestamento.


O documento diz que na China, por exemplo, fabricantes de tênis usam o couro acabado de compradores instalados na Amazônia.

O governo é acionista das empresas que contribuem para a derrubada da Amazônia, diz a ONG. Entre 2007 e 2009, estas empresas --responsáveis por mais de 50% das exportações de carne do país-- receberam US$ 2,65 bilhões do BNDES.
O documento do Greenpeace defende o financiamento da proteção das florestas como forma de resolver o problema.

Semana do Meio Ambiente

Heytor Victor

Ontem (31/05) iniciou-se a Semana do Meio Ambiente e, durante esta semana o Tudo de Bio publicará uma notícia sobre o tema e uma imagem mostrando a situação do ambiente a cada dia. Exposições, palestras e mostras de vídeos estão ocorrendo em todos os lugares e aqui não poderia ser diferente.

Em Pernambuco, o IBAMA e o Projeto Caatinga estão promovendo uma semana de debates, artes plásticas, mostras de vídeos e outras coisas a fim de discutir os novos caminhos para o meio ambiente no estado.

Acessem o Tudo de Bio durante esta semana e surpreendam-se com as imagens mais lindas e intrigantes que pesquisamos na web.

Populares