Destaque Tudo de Bio

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Chiclete Anti-Fosfato!

Criado chiclete que reduz fosfato no organismo

Pessoas que fazem diálise por causa de insuficiência renal sofrem riscos de doenças cardiovasculares devido a um acúmulo de fosfato em seus corpos, e os medicamentos tradicionais normalmente são apenas parcialmente eficazes.

Mas um pequeno novo estudo relata que a infusão do medicamento em uma goma de mascar parece reduzir os níveis de fosfato, um mineral. O estudo aparece na edição de março do periódico The Journal of the American Society of Nephrology.

Pacientes de doenças renais crônicas com altos níveis de fosfato no sangue tomam drogas que se ligam ao mineral, segundo os autores, mas apenas cerca de metade deles alcançam benefícios completos.

Como os pacientes também têm altos níveis de fosfato em sua saliva, os pesquisadores tentaram dar a eles um chiclete especial com uma droga que se liga ao fosfato. Pacientes que mascaram a goma duas vezes por dia durante uma hora entre as refeições tiveram quedas significantes do nível do mineral em sua saliva e sangue, com a redução nos níveis sangüíneos durando cerca de um mês.

A goma foi desenvolvida por uma empresa farmacêutica que emprega um dos autores do estudo. Os pesquisadores chamaram os resultados de preliminares e disseram que eles precisariam ser confirmados em um estudo mais amplo.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

HIV Dribla resposta imunológica!

HIV evolui para driblar Sistema Imunológico

Um estudo envolvendo cientistas de vários países demonstrou que o vírus da aids, HIV, está evoluindo rapidamente para driblar respostas imunológicas do organismo. O trabalho, publicado pela revista científica Nature, sugere que, como acontece com o vírus da gripe, eventuais vacinas contra o HIV terão de ser constantemente atualizadas.

Os pesquisadores demonstraram que o HIV é capaz de se adaptar rapidamente para neutralizar moléculas do sistema imunológico controladas por genes conhecidos como Antígenos de Histocompatibilidade Humana Human Leucocyte Antigen, (HLA, na sigla em inglês).

O vírus já matou 25 milhões de pessoas no mundo e outras 33 milhões estão infectadas. Mas o HIV não mata as pessoas com a mesma rapidez. Em média, sem tratamento, uma pessoa vive com o vírus durante dez anos antes de desenvolver a aids.

Algumas desenvolvem a doença após 12 meses e outras após 20 anos. O progresso da infecção está vinculado ao gene HLA, que controla a produção de importantes moléculas do sistema imunológico.

Seres humanos possuem quantidades diferentes do gene HLA e, mesmo variações mínimas, podem ter grande impacto sobre quão rapidamente a aids se desenvolverá.

Os pesquisadores examinaram seqüências genéticas do HIV e genes HLA em mais de 2.800 pacientes em vários países, entre eles, Grã-Bretanha, Austrália, África do Sul, Canadá e Japão.

Eles constataram que mutações que permitem que o HIV neutralize o efeito de um determinado gene HLA são mais freqüentes em populações onde há grande incidência desse gene específico.

Por exemplo, uma forma do gene HLA chamada B*51 é particularmente efetiva em controlar o HIV - a menos que o vírus esteja equipado com uma mutação genética "de escape".

Em seus estudos, os pesquisadores constataram que, no Japão, onde o gene B*51 é bastante comum, dois terços da população infectada é portadora de uma variante do HIV equipada com a mutação.

Na Grã-Bretanha, por outro lado, onde o gene é muito menos comum, entre 15 e 25% dos pacientes são portadores do HIV que sofreu a mutação. O responsável pelo estudo, Philip Goulder, da Universidade de Oxford, disse que resultados semelhantes foram vistos em cada tipo de gene HLA estudado.

"Isto mostra que o HIV é extremamente ágil em se adaptar às respostas imunológicas das populações", disse Goulder.

"Isto é evolução em alta velocidade que estamos vendo em um período de apenas duas décadas".

"A tentação é achar que isso é uma má notícia, que esses resultados significam que o vírus está ganhando a batalha". "Não é necessariamente o caso. Pode ser que, da mesma forma, na medida em que o vírus muda, respostas imunológicas diferentes entrem em ação e sejam mais efetivas".

"A implicação é que, uma vez que tenhamos descoberto uma vacina efetiva, ela tenha de ser alterada freqüentemente para acompanhar o vírus em evolução, assim como fazemos hoje com a vacina da gripe."

PENICILINA: DESCOBERTA E NÃO-DIVULGADA


Alexander Fleming era um biólogo reconhecido bem antes de sua famosa descoberta da penicilina e seu nome apareceu pela primeira vez no jornal New York Times em 18 de maio de 1922, sete anos antes de qualquer notícia sobre a droga. Fleming havia descoberto que as lágrimas humanas possuem efeito bactericida, produzido por uma substância chamada lisozima.

Cientistas hoje sabem que a lisozima é uma enzima, N-acetilmurâmico glicanohidrolase, que destrói as paredes celulares de certos tipos de bactérias. O artigo fez uma alusão literária que seria improvável para um repórter de ciência hoje: "Tennyson, ao que parece, errou quando chamou as lágrimas de "ociosas"."

Então, em 1928, seja por experimento ou por acidente (o registro histórico é incerto), Fleming descobriu o antibiótico num fungo chamado Penicillium notatum. Ele batizou a substância de penicilina e publicou um artigo sobre ela em 1929 no finado British Journal of Experimental Pathology. O New York Times não fez qualquer menção à descoberta.

Em 20 de outubro de 1940, antes da palavra penicilina aparecer no jornal pela primeira vez, foi publicado um artigo de 230 palavras em um compêndio de notícias científicas, sob o título "Uma Nova Sulfanilamida." Em 6 de maio de 1941, uma coluna descreveu seu primeiro uso em humanos "Germicida 'Gigante' Produzido por Fungo" podia-se ler na manchete, com um subtítulo que dizia "Nova Droga Atóxica Pode Ser o Mais Poderoso Eliminador de Germes Já Descoberto".

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

O Número de Neurônios

Cientistas descobrem número de neurônios do cérebro humano

Cientistas brasileiros conseguiram pela primeira vez contar com precisão quantos neurônios existem no cérebro humano. A descoberta que pode mudar, no futuro, o tratamento de doenças associadas ao cérebro foi feira pelos neurocientistas Suzana Herculano-Houzel e Robert Lent, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). As informações são do jornal Bom Dia Brasil.

Os neurocientistas estudaram cérebros sadios de homens entre 50 e 70 anos durante seis anos de pesquisas.

De acordo com o estudo, temos 86 bilhões de neurônios em nosso cérebro. Até então a ciência achava que tínhamos 100 bilhões, mas era um número aproximado, sem comprovação científica.

Os cientistas descobriram também que o nosso cérebro é maior do que o dos primatas, mas isso não significa que somos especiais. O número dos nossos neurônios é compatível com a dimensão cerebral que temos. Outra descoberta importante é que 50% das células que estão na caixa craniana são neurônios, e não 10%, como pensavam os estudiosos.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Gel Anti-Câncer

Cientistas desenvolvem gel que ataca células cancerígenas

Uma equipe de pesquisadores da Universidade do País Basco (UPB) desenvolveu uma nanopartícula que diferencia as células cancerígenas das saudáveis e deposita medicamentos apenas no interior das que se encontram "doentes".

Em nota, a UPV disse que a estrutura é um hidrogel insolúvel em líquidos que detecta as células cancerígenas porque o Ph destas é menor que o do sangue.

Segundo os pesquisadores, a nanopartícula é combinada com ácido fólico, graças ao qual consegue atravessar as membranas das células cancerígenas, e, uma vez dentro delas, se incha devido à diferença de Ph e libera a droga.

Até agora, o problema no uso desta técnica era o tamanho das partículas, que tinham que ser pequenas o suficiente para não obstruírem as veias e artérias.

A equipe da faculdade de ciência e tecnologia da UPV desenvolveu hidrogéis minúsculos e de tamanho homogêneo, que atualmente estão sendo testados pelos pesquisadores das faculdades de medicina da Universidade Complutense de Madri e da Universidade do País Basco.

Iguais e Opostos


Estudo descobre espécies idênticas em oceanos opostos

Pelo menos 235 espécies marinhas vivem nos dois pólos do planeta, separadas por uma distância de cerca 12 mil quilômetros. A afirmação foi feita no Censo de Vida Marinha, um levantamento que começou a ser realizado em 2000 para marcar o Ano Internacional Polar, e será publicado em outubro de 2010. O levantamento envolveu 500 pesquisadores de mais de 25 países.

Cientistas ficaram surpresos ao encontrar as mesmas espécies vivendo nos dois pólos. "Algumas das espécies mais óbvias, como pássaros e baleias migram entre os pólos todos os anos", explicou Ron O'Dor, um dos cientistas que lideraram o censo.

Ele afirmou, entretanto, que a presença de criaturas menores, como minhocas vivendo na lama, pepinos-do-mar e lesmas marinhas nos dois pólos chamou a atenção dos pesquisadores do projeto.

A lesma Cliona limacina (foto), também conhecida como borboleta do mar, foi encontrada nas águas geladas tanto do Ártico como da Antártida.

O'Dor disse que a distância de 12 mil quilômetros entre os dois habitats não representou um obstáculo para a vida marinha, assim como as montanhas não são obstáculo para espécies terrestres.

"Os oceanos são um território mesclado", disse ele à BBC News. "Existem todos os tipos de correntes que permitem as coisas se locomoverem."

Ele também acrescentou que as temperaturas nos oceanos não variavam o suficiente para servir como uma barreira térmica.

"O oceano profundo nos pólos cai a uma temperatura que chega a -1º C, mas o oceano profundo na linha do Equador não passa de 4º C."

"Existe uma continuidade no oceano como resultado de grandes sistemas de correntes, que chamamos de 'cinturão condutor'. Muitos destes animais têm estágios de ovos e larva que podem ser transportados nesta água."

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Raciocínio Animal


Animais são capazes de raciocínio avançado, dizem estudos

Foi revelado hoje na conferência anual da Associação Americana para a Promoção da Ciência (AAAS), realizada em Chicago, que os animais, assim como os humanos, também são capazes de raciocínio avançado. Segundo o pesquisador Edward Wasserman, até mesmo os pombos conseguem identificar uma imagem diferente incluída em um grupo formado por imagens idênticas, o que é uma forma de raciocínio cognitivo abstrato.

Outra pesquisadora, Dr. Elizabeth M. Brannon, afirma que os macacos fazem "matemática de cabeça", adicionando conjuntos de pontos. Suas últimas descobertas sugerem que os macacos também são capazes de subtrair, além de entender o conceito de zero. Brannon diz que, provavelmente, as raízes do raciocínio matemático são compartilhadas por humanos e animais.

O pesquisador japonês Tetsuro Matsuzawa, dono da chimpanzé Ai e do filhote Ayumu, que já são famosos entre as crianças japonesas, afirma que seus estudos mais recentes revelam que os chimpanzés jovens apresentaram um desempenho melhor que os humanos adultos em um teste de memória por ele realizado.

Foram mostrados aos participantes do teste oito números por breves períodos de tempo. Depois disso, os participantes tinham de lembrar os números exibidos.

Os macacos mostraram ter uma melhor capacidade de memória. "O estudo indica claramente que a dicotomia humano-animal está errada", fala Matsuzawa. "O ser humano faz parte do reino animal. Cada espécie de animal desenvolveu sua capacidade exclusiva de inteligência."

O fórum anual da AAAS é considerado o mais importante evento mundial no campo de pesquisa evolucionária e de questões científicas e da sociedade. Este ano, o evento conta com 6 mil a 8 mil participantes de mais de 50 países.

Mosquito sem dengue


Pesquisadores descobrem por que dengue não afeta mosquito

Por mais que a infecção da dengue tenha graves consequências ao ser humano, o mosquito portador e transmissor da doença é imune à ação do vírus graças à ativação de um sistema de defesa ancestral: a interferência do RNA.

Assim afirma nesta quinta-feira uma equipe de pesquisadores da Colorado State University (EUA) na revista especializada PLoS Pathogens, onde explicam que esta descoberta abre uma nova linha de pesquisa para frear a transmissão da doença.

Segundo os cientistas, o mosquisto transmissor Aedes aegypti é capaz de evitar a infecção do vírus do dengue graças ao desencadeamento de uma potente e imediata resposta imunológica.

Após analisar o RNA de mosquitos adultos, os pesquisadores perceberam que as moléculas responsáveis pela resposta imunológica se sintetizam assim que o vírus do dengue entra no corpo do animal.

Os cientistas descobriram que um aumento da resposta da interferência do RNA evita a infecção do mosquito.

A equipe considera que a manipulação genética desse mecanismo pode ser uma arma poderosa para frear a transmissão do vírus aos humanos.

Essa manipulação teria como objetivo interromper a proliferação do vírus no corpo do mosquito.

No entanto, até agora - e infelizmente para o ser humano -, embora suficientemente poderoso para manter o mosquito imune à doença, esse mecanismo não mata o vírus que ele segue transmitindo.

A dengue e, especialmente, sua forma hemorrágica constituem um problema de saúde pública que afeta 100 milhões de pessoas por ano e para o qual não há vacina nem tratamentos preventivos.

Fonte: EFE - Agência EFE

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

"Blogar" faz bem, diz estudo

Heytor Victor

A busca por uma vida mais saudável pode ser um dos motivos do enorme aumento do número de blogs. Estima-se que sejam cerca de 3 milhões por todo o planeta.
Cientistas e escritores há anos conhecem os benefícios terapêuticos de escrever sobre experiências pessoais, pensamentos e sentimentos. Mas, além de servir como um mecanismo para aliviar o stress, expressar-se por meio da escrita traz muitos benefícios fisiológicos.
Pesquisas mostram que com a prática da escrita é possível aprimorar a memória e o sono, estimular a atividade dos leucócitos e reduzir a carga viral de pacientes com aids e até mesmo acelerar a cicatrização após uma cirurgia.
Um estudo publicado na revista científica Oncologist mostra que pessoas com câncer que escreviam para relatar seus sentimentos logo depois, se sentiam muito melhor, tanto mental quanto fisicamente, em comparação a pacientes que não se deram a esse trabalho.
Pesquisadores empenham-se agora em explorar as bases neurológicas em jogo, especialmente levando em conta a explosão dos blogs.
De acordo com a neurocientista Alice Flaherty, da Universidade Harvard e do Hospital Geral de Massachusetts, a teoria do placebo para o sofrimento pode ser aplicada a esse caso. Como criaturas sociais, recorremos a uma variedade de comportamentos relacionados à dor. A reclamação, por exemplo, funciona como um “placebo para conseguir satisfação”, afirma Flaherty.
Usar o blog para “botar a boca no mundo”, expressar insatisfações e partilhar experiências estressantes pode funcionar da mesma forma.Flaherty, que estuda casos como a hipergrafia (desejo incontrolável de escrever) e também o bloqueio criativo, analisa modelos de doenças que explicam a motivação por trás dessa forma de comunicação.
Por exemplo, as pessoas em estado de mania (pólo oposto à depressão, característico do transtorno bipolar) geralmente falam demais. “Acreditamos que algo no sistema límbico do cérebro fomente a necessidade de a pessoa se comunicar”, explica Flaherty. Localizada principalmente no centro do cérebro, essa área controla motivações e impulsos relacionados a comida, sexo, desejo e iniciativa para resolução de problemas. “Sabemos que há impulsos envolvidos na criação de blogs, pois muitas pessoas agem de forma compulsiva em relação a eles. Além disso, o hábito de mantê-los atualizados pode desencadear a liberação de dopamina, os estímulos são similares aos que temos quando escutamos música, corremos ou apreciamos uma obra de arte”, diz Flaherty.

Genes Primatas


Cientistas apontam diferenças entre genomas de homem e chimpanzés

As diferenças entre o genoma humano e o dos chimpanzés são dez vezes maiores do que se achava, segundo um estudo de uma equipe internacional de pesquisadores que permitirá avaliar melhor a separação entre espécies e estabelecer o momento no qual ocorreu a evolução.
O estudo será publicado pela revista "Nature" esta semana em uma edição dedicada ao bicentenário do aniversário do nascimento do naturalista britânico Charles Darwin.
Os autores explicaram que, na última década, tinha-se aceitado que as sequências de DNA de homens e chimpanzés, os parentes vivos mais próximos dos humanos, só diferiam em 1,24%.
A pesquisa demonstra que o percentual é incorreto e que pode ser até dez vezes superior.
O pesquisador Arcadi Navarro explicou à Agência Efe que as diferenças detectadas agora não são pontuais, e sim "elementos funcionais, genes completos que algumas espécies têm e outras não".
A chave da descoberta foi o estudo das chamadas duplicações de segmentos, fragmentos de DNA repetidos ao longo do genoma, que, até pouco tempo atrás, eram difíceis de distinguir e, por isso, não eram levados em conta, e se optava por estudar os genomas mais fáceis de individualizar.Foi o estudo das duplicações de todo o genoma de quatro espécies de primatas -macacos, orangotangos, chimpanzés e humanos- o que permitiu este avanço com o qual foi elaborado o primeiro catálogo específico das regiões do genoma.As duplicações de segmentos são fragmentos do genoma que, devido a mecanismos moleculares muito complexos, em determinados momentos da evolução fizeram múltiplas cópias de si, que foram sendo inseridas em diversos lugares do genoma.
Entre oito e doze milhões de anos foi a época de maior número de duplicação de genes, justamente antes da separação das linhagens de humanos e chimpanzés, ocorrida há seis milhões de anos.
Desde então, estes novos genes adquiriram características próprias que separam evolutivamente o homem do chimpanzé, e, graças a esta mutação, os humanos conseguiram se adaptar a seu entorno, um "oceano de diferenças" onde é preciso buscar os "genes de humanidade" que provocam também suas próprias doenças.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Cruzando e Aprendendo


Heytor Victor

Ciência também se aprende brincando!
Os alunos do 3° período de ciências biológicas da Universidade de Pernambuco(UPE) aprenderam genética brincando nesta terça-feira(10/02/09). O exercício passado pela professora Marília Rocha tinha como objetivo o cruzamento entre animais a partir da seleção de 10 característicaspela equipe. As características foram as mais diversas: houveram equipes que reproduziram animais já existentese também equipes que criaram novas espécies, como o Galus bizarrus (foto).O aprendizado foi sem dúvida garantido. Veja mais fotos abaixo e clique para ampliar!






segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Células-tronco em Gatos

Allyson Andrade

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Participe de nossa enquete, na coluna da direita, e veja esta reportagem da Rede Globo(que nem sempre põe algo que preste, mas desta vez é válido) sobre terapia com células-tronco adultas testada em gatos, caso queira saber mais sobre o assunto deixe seu comentário para que possamos saber como ajudar nossos visitantes.

Minutos de Memória


Um neurônio pode guardar até um minuto de memória, diz estudo

Apenas um neurônio na região frontal do cérebro é capaz, sozinho, de guardar memórias por um minuto e possivelmente mais, revela um estudo realizado por cientistas americanos.

A pesquisa é a primeira a identificar o sinal que estabelece uma memória celular não permanente e a revelar como o cérebro guarda informações temporárias.

Segundo um dos responsáveis pelo estudo, o psiquiatra Don Cooper, o estudo ajuda a entender de que forma o cérebro guarda informações que se alteram constantemente.

Ele também disse que o estudo mostra paralelos entre a forma como o cérebro e os computadores guardam informações.

Memória Permanente

O estudo foi feito no Southwestern Medical Center da University of Texas, em Dallas, e aparece na edição de fevereiro da publicação científica Nature Neuroscience.

Usando eletrodos minúsculos, os pesquisadores mediram o processo de formação de memória no cérebro das cobaias.

Os cientistas já sabiam como memórias permanentes são arquivadas.

Este processo, no entanto, leva minutos ou até horas para ser ativado e desativado, e é muito lento para guardar temporariamente informações que chegam rapidamente.

No estudo, os pesquisadores identificaram um outro processo de memória celular, desencadeado por impulsos rápidos de informação que duram menos de um segundo, em células nervosas individuais.

Esse processo pode durar apenas um minuto.

Como um computador

Cooper cita como exemplo o tipo de memória que um crupiê usa quando conta cartas em um jogo de 21 - uma memória que, como bem sabem os donos de cassinos, é sensível aos efeitos do álcool e outras distrações, como o ruído.

(Esta memória) "é mais parecida com a memória RAM de um computador do que com a memória arquivada no disco rígido", disse Cooper.

"A memória no disco rígido é mais permanente e você pode acessá-la repetidamente. A memória RAM é um arquivo temporário que pode ser reescrito e que permite que uma pessoa faça várias tarefas ao mesmo tempo", acrescentou.

O pesquisador acredita que a descoberta tem implicações importantes tratamentos para pessoas com vícios, distúrbios de atenção e perda de memória associada ao estresse.

"Se pudermos identificar e manipular os componentes moleculares da memória, poderemos desenvolver drogas que melhorem a capacidade de uma pessoa de manter essa memória temporária para que ela possa completar tarefas sem ser perturbada", disse Cooper.

"Para pessoas viciadas em drogas, podemos fortalecer essa parte do cérebro associada à tomada de decisões, permitindo que elas ignorem impulsos e avaliem as conseqüências negativas do seu comportamento antes de usar drogas."

O próximo passo das pesquisas, segundo os estudiosos, é identificar a estrutura responsável por reter e regenerar um traço de memória.

Insulina e Alzheimer


Insulina pode ajudar no tratamento de Alzheimer, mostra estudo

Um estudo feito em parceria entre a Universidade Federal do Rio de Janeiro e a Universidade Northwestern, nos Estados Unidos, sugere que insulina pode ajudar a tratar pacientes com Mal de Alzheimer.

O estudo, publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences afirma que a insulina pode ajudar a proteger células do cérebro que são importantes para a função da memória.

A relação entre a insulina e problemas no cérebro é analisada desde que médicos encontraram provas da atividade do hormônio no órgão.

A pesquisa brasileira e americana analisou os efeitos da insulina em proteínas chamadas ADDLs, que se acumulam em pacientes que sofrem de Alzheimer e causam danos nas células.

Os cientistas pegaram neurônios do hipocampo, uma parte do cérebro com papel-chave na formação de memórias.

Estes neurônios foram tratados com um medicamento chamado rosiglitazona, que é administrado em pessoas que sofrem de diabetes tipo 2 para aumentar o efeito do hormônio nas células.

Depois desta aplicação, as células ficaram bem menos suscetíveis a danos quando expostas à proteína ADDLs, o que sugere que a insulina conseguiu bloquear a ação da proteína.

Para o professor William Klein, da Universidade Northwestern, os medicamentos que aumentam os efeitos da insulina no cérebro podem abrir "novos caminhos" para o tratamento do mal de Alzheimer.

"A sensibilidade à insulina pode diminuir com o envelhecimento, o que apresenta um novo fator de risco para o Mal de Alzheimer", afirmou.

Beleza Rara

Heytor Victor

Ontem (08/02/2009) , o Domingão do Faustão no quadro Domingão Aventura exibiu uma matéria sobre leões brancos feita por Lawrence Wahba, mergulhador e documentarista. Embora a aventura não tenha sido submersa, a matéria deu um banho de conhecimento nos telespectadores. O Tudo de Bio traz a matéria pra você em primeira mão.

CLIQUE AQUI PARA VER O VÍDEO


Leia mais sobre os leões brancos abaixo.

"Leões brancos não são albinos e nem uma espécie distinta, apenas a manifestação de um gene recessivo. A última vez que leões brancos foram fotografados na natureza foi em 1950, ap esar de que supostamente foram avistados alguns no Parque Kruger no ano passado, mas não há fotos e nem foram vistos novamente. Existe uma tentativa de reintroduzir leões brancos criados em cativeiro na natureza, e a reserva Umbabat anunciou que alguns filhotes de leão branco nasceram. Continuam raros. Acredita-se que existam apenas trezentos no mundo inteiro."

Texto de: Superinteressante

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Câncer de Fígado

O câncer de fígado é dividido em duas categorias: o primário do fígado e o secundário, ou metastático (originado em outro órgão e que atinge também o fígado). O termo "primário do fígado" é usado nos tumores originados no fígado, como o hepatocarcinoma ou carcinoma hepatocelular (tumor maligno primário mais freqüente que ocorre em mais de 80% dos casos), o colangiocarcinoma (que acomete os ductos biliares dentro do fígado), angiossarcoma (tumor do vaso sangüíneo) e, na criança, o hepatoblastoma.

Apesar de não estar entre as neoplasias mais prevalentes, o câncer hepatobiliar requer alta complexidade no seu diagnóstico e proficiência no tratamento. Porém, de acordo com os dados consolidados sobre mortalidade por câncer no Brasil em 1999, o câncer de fígado e vias biliares ocupava a sétima posição, sendo responsável por 4.682 óbitos.


Epidemiologia

Hepatocarcinoma

O hepatocarcinoma não consta no Brasil entre os dez mais incidentes, segundo dados obtidos dos Registros de Base Populacional existentes. Sua taxa de incidência padronizada por 100 mil habitantes variava de 1,07 em Belém, em 1988, a 9,34, em Porto Alegre, em 1991 em homens; em mulheres de 0,28, em Belém, em 1988, a 7,04 em Goiânia em 1990.


Fig. 1

O sudeste da Ásia, Japão e África do Sul apresentam uma incidência particularmente alta de carcinoma hepatocelular, enquanto que nos Estados Unidos, Grã Bretanha e região norte da Europa é raro encontrar este tipo histológico de tumor, observando-se taxas inferiores a 1 por cada 100 mil habitantes.


Fig. 2


O carcinoma hepatocelular (fig.1, fig.2, fig.3) ocorre em uma frequência três vezes maior em homens do que em mulheres. A faixa etária, com maior predomínio nos Estados Unidos e Europa, está localizada entre a 6ª e 7ª década, enquanto que, nas áreas de grande incidência, o tumor ocorre em pacientes mais jovens, entre a 3ª e 5ª década. A forma fibrolamelar do carcinoma hepatocelular acomete pacientes mais jovens (5-35 anos) e, quando ressecável, o seu prognóstico é tido por alguns como melhor em comparação com os outros hepatocarcinomas.

Consulte a publicação Estimativa 2006 Incidência de Câncer no Brasil (www.inca.gov.br/estimativa/2006/).


Fig. 3

Colangiocarcinoma

O colangiocarcinoma (fig.4, fig.5) é responsável por 5% dos casos de tumor primário do fígado e ocorre geralmente entre a 6ª e 7ª década de vida.

Fig. 4 - Método de diagnóstico: colangiografia através de endoscopia

Fig. 5 - Método de diagnóstico:
ressonância magnética

Metástases Hepáticas

Estudos de necrópsia mostraram que pacientes que morrem de alguma forma de câncer podem apresentar metástase para o fígado em até 35% das vezes durante o curso da doença. Os tipos que mais dão metástase para o fígado são: o carcinoma do pâncreas, o carcinoma colo-retal, o carcinoma de estômago, o carcinoma da mama, o carcinoma do esôfago, o carcinoma do pulmão e o tumor carcinóide.

Metástase Hepática de Câncer de Mama



Metástase Hepática de Câncer Colo-Retal

Tumor carcinóide (Fíguras abaixo). Estima-se que 23% dos casos novos de pacientes com câncer colo-retal apresentem-se já com metástase hepática isolada. Estes casos são tratáveis com cirurgia e a cura pode ser obtida com sobrevida de até 5 anos em até 30% dos casos.

Antes da cirurgia

Depois da cirurgia


Fatores de risco

Hepatocarcinoma

Cerca de 50% dos pacientes com carcinoma hepatocelular apresentam cirrose hepática, que pode estar associada ao alcoolismo ou hepatite crônica, cujo fator etiológico predominante é a infecção pelo vírus da hepatite B e C, que estão relacionados ao desenvolvimento de câncer de fígado.

Em áreas endêmicas, a esquistossomose é considerada fator de risco. Atenção especial deve ser dada à ingestão de grãos e cereais. Quando armazenados em locais inadequados e úmidos, esses alimentos podem ser contaminados pelo fungo aspergillus flavus, que produz a aflatoxina, substância cancerígena ligada ao Hepatocarcinoma, além de doenças relacionadas com o depósito de ferro no fígado. O tempo de vida após o diagnóstico de um paciente com o hepatocarcinoma clinicamente detectável é extremamente curto. Assim considerando, o índice de incidência passa a ser equivalente ao de mortalidade.

O hepatocarcinoma possui a possibilidade de prevenção, sendo essa classificada em primária e secundária. A prevenção primária é baseada principalmente no interrompimento da transmissão do vírus da hepatite B, através da utilização de vacinas. A prevenção secundária depende da detecção precoce do tumor, constando da remoção cirúrgica quando o tumor ainda não produziu repercussão clínica, mas já foi detectado pela dosagem no sangue de um marcador tumoral chamado alfafeto-proteína, que é uma substância produzida em 40% a 70% dos fígados acometidos pelo câncer, mas não pelo fígado normal.

Colangiocarcinoma

O colangiocarcinoma está relacionado com afecções inflamatórias das vias biliares, principalmente com a infestação por um trematódio (clonorchis sinensis), bastante freqüente nos países asiáticos e africanos, entre outros fatores, alguns desconhecidos.

Angiosarcoma

O potencial carcinogênico das substâncias químicas como o cloreto de vinil, os arsenicais inorgânicos e o Thorotraste (solução de dioxido de tório) está associado ao angiossarcoma.


Manifestações Clínicas

Hepatocarcinoma

Os sinais e sintomas dos pacientes com o carcinoma hepatocelular são: dor abdominal (40 a 60%), massa abdominal, distensão (30 a 40%), anorexia, mal-estar, icterícia e ascite (20%). Alguns pacientes poderão evoluir com ruptura espontânea do tumor, caracterizada por dor súbita no hipocôndrio direito de forte intensidade, seguida de choque hipovolêmico por sangramento intra-abdominal.

Diagnóstico

Hepatocarcinoma

Chama muita atenção no diagnóstico do câncer do fígado o pequeno tempo de evolução, ou seja, o paciente apresenta uma doença geralmente muito avançada ao diagnóstico com um tempo de evolução da sintomatologia muito curto. O tempo que o tumor leva para duplicar o volume de massa tumoral é muito curto em comparação com outros tumores, sendo em média de 4 meses no hepatocarcinoma.

A maioria dos pacientes apresenta alguma anormalidade dos níveis das bilirrubinas, fosfatase alcalina e transaminases. Em pacientes sabidamente cirróticos, o aumento brusco da fosfatase alcalina, seguida de pequena elevação das bilirrubinas e transaminases, é sugestivo de malignidade. A alfafetoproteína sérica se apresenta elevada em 75% a 90% dos pacientes com carcinoma hepatocelular. O tipo fibrolamelar não está associado a altos níveis deste marcador.

Nos pacientes de alto risco, a identificação precoce do carcinoma hepatocelular poderá ser realizada facilmente através da dosagem de alfafetoproteína sérica e ultrassonografia hepática. A exatidão da ultrassonografia na identificação de pequenos tumores aumentou de 25% para 90% nos últimos 10 anos.

Metástases Hepáticas

Nos tumores metastáticos colo-retais, pode-se notar em geral um aumento exacerbado da dosagem do antígeno carcinoembrionario (CEA).

Diagnóstico por Imagem

A tomografia computadorizada, quando realizada com contraste endovenoso dinâmico, isto é, com cortes sem contraste, com contraste no tempo arterial, portal e supra-hepático, consegue identificar lesões neoplásicas do fígado com exatidão de 75% a 90%. Porém, lesões menores do que 3 cm têm a sua detecção prejudicada devido à isodensidade do parênquima hepático normal.

O exame através da Ressonância Nuclear Magnética (RNM) não apresenta grande diferença em relação ao estudo pela Tomografia Computadorizada, quanto à capacidade de identificar os tumores hepáticos primários ou metastáticos. Este exame pode definir um pouco melhor a extensão do tumor nos pacientes com cirrose hepática, assim como demonstrar os vasos principais sem a necessidade de administração de contraste venoso e diferenciar lesões císticas.

A laparoscopia permite uma visualização direta e a biópsia do tumor, além de avaliar a presença ou ausência de disseminação peritoneal. Sua eficácia aumenta quando associada à ultrassonografia videolaparoscópica, aumentando o índice de ressecabilidade dos pacientes selecionados para a laparotomia.

A colangioressonância, a colangiotomografia, a colangiografia endoscópica retrógrada ou percutânea transhepática podem ser úteis no diagnóstico e no planejamento do tratamento dos tumores, principalmente das vias biliares.

Tratamento Cirúrgico

O tratamento cirúrgico é o mais indicado nos tumores hepáticos primários, na ausência de metástases à distância e nos tumores hepáticos metastáticos em que a lesão primária foi ressecada ou é passível de ser ressecada de maneira curativa. A eficácia e segurança na ressecção hepática são fundamentadas no conhecimento da anatomia e compreensão da fisiologia do fígado. A indicação de uma cirurgia de ressecção hepática dependerá do estado clínico do paciente e da quantidade prevista de parênquima hepático restante, que deve ser em torno de 10% do peso corporal. Nos pacientes cirróticos, somente os com a classificação de Child A (cirrose inicial) são candidatos a ressecção hepática segura.


Ultrassonografia intra-operatória

Em estudos realizados por Hughes a única contra-indicação absoluta para a ressecção da doença metastática hepática é a impossibilidade de uma garantia de margem de ressecção livre de doença, presença de comprometimento linfonodal e/ou impossibilidade da ressecção da lesão primária. A ultrassonografia intra-operatória tem auxiliado muito na correta indicação cirúrgica, proporcionando a identificação de novos achados em 42% dos pacientes submetidos à hepatectomia.

Nos últimos anos, o INCA vem incorporando novas práticas, tendo aumentado o número de casos de adultos tratados em 300%, com resultados significativos na redução da morbidade (17,5%) e mortalidade (5,2%) por este tipo de câncer. A adoção da embolização portal, que gera um aumento do fígado sadio, a segmentectomia anatômica, preservando mais figado, radioablação destruição dos tumores pelo calor e a re-ressecção (ressecções repetidas) têm contribuído para este avanço técnico-científico. O INCA foi inclusive o primeiro centro público da América Latina a utilizar crioterapia (destruição tumoral pelo frio) na cirurgia hepática.

Crioterapia e Radioablação

Métodos de controle da perda sanguínea intra-operatória

Pode-se diminuir a necessidade de hemotransfusão durante a ressecção hepática utilizando técnicas de exclusão vascular, hipotermia, hipotensão controlada, aspiração ultrassônica, coagulação com argônio ou simplesmente atendo às técnicas convencionais de ressecção.


Tratamento Adjuntivo

A radioterapia nos tumores hepáticos é limitada pela baixa tolerância do parênquima hepático à radiação. A dose tolerada fica abaixo da necessária para uma efetiva ação antitumoral e controle da lesão, mas acarreta alívio temporário de sintomatologia. É necessário avaliar os riscos de lesão do parênquima hepático normal, limitando muito o emprego desta terapêutica.

A droga mais ativa até o momento (quimioterapia) é a Doxorubicina, para o tratamento de tumores primários e as taxas de resposta giram em torno de 10%. O 5-fluoracil, por via sistêmica é a droga mais comumente utilizada de forma isolada ou em associação com o ácido fólico e a Oxiplatina no tratamento de doença colo-retal metastática com respostas em torno de 20% a 30%. A quimioterapia intra-arterial hepática possibilita maior concentração da droga no fígado com menor efeito tóxico sistêmico. Por esta via, o Floxuridine (FUDR) tem sido a droga mais empregada no tratamento do câncer colo-retal metastático para o fígado.

Na quimioembolização emprega-se a combinação de drogas e partículas de gel insolúvel (ex: cisplatinum e lipiodol e espongel), que são infundidas até que haja uma estagnação do fluxo arterial para o tumor, determinando um aumento da concentração local da droga com simultânea isquemia e necrose.

Bibliografia

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Fonte: www.inca.gov.br

Estudo Revelador

Trabalho estima frequência de fatores que podem estar associados ao câncer de mama

Fernanda Marques

As freqüências de fatores que podem estar associados ao câncer de mama foram estimadas em mulheres cadastradas no Programa Saúde da Família (PSF) no município de Teresópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro. Publicado em maio na revista Cadernos de Saúde Pública da Fiocruz, o estudo determinou o percentual de mulheres que apresentavam fatores de risco para a doença sugeridos na literatura científica. Os pesquisadores consideraram não só fatores de risco já estabelecidos (como idade igual ou superior a 50 anos, antecedente pessoal de câncer de mama e casos da doença em parentes de primeiro grau), mas também outros ainda controversos, que incluem aspectos do comportamento. O estudo foi conduzido por Valéria Pinho, do Instituto Nacional do Câncer (Inca), e Evandro Coutinho, da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp) da Fiocruz.

Nas dez unidades do PSF em Teresópolis foram entrevistadas cerca de 700 mulheres, residentes nas áreas urbana e rural. Quanto aos fatores de risco já estabelecidos, a pesquisa mostrou que 36,1% delas tinham 50 anos ou mais; 0,4% já tiveram câncer de mama; e 3,7% relataram casos de mãe, irmãs ou filhas com a doença.

O câncer de mama é o tumor invasivo que mais acomete e mata mulheres no Brasil. A mortalidade elevada se deve ao fato de que mais de 60% dos casos no país são diagnosticados somente em estágios avançados. Para a detecção precoce da doença recomenda-se que todas as mulheres na faixa etária de 50 a 69 anos, mesmo que não apresentem sinais nem sintomas, façam uma mamografia pelo menos a cada dois anos. Para aquelas com antecedente pessoal ou familiar da doença, os cuidados precisam ser redobrados: elas devem fazer a mamografia anualmente desde os 35 anos, mesmo que sejam assintomáticas, como preconiza o Programa Viva Mulher do Ministério da Saúde.

Entre outras variáveis que podem estar associadas ao câncer de mama, mas que a literatura científica ainda considera controversas, cinco tiveram elevada prevalência entre as mulheres entrevistadas em Teresópolis: estar obesa (30%); ter amamentado por menos de um ano (37,4%); apresentar histórico de abortos (38,5%); ter usado pílulas anticoncepcionais por cinco anos ou mais (41,1%); e não praticar exercícios físicos (58,7%).

Pode ser que a relação entre essas variáveis e o câncer de mama não se confirme no futuro. Contudo, a freqüência elevada delas na população estudada merece atenção, na medida em que existe consenso de que estão envolvidas na causalidade de outras doenças, como as cardiovasculares, por exemplo. “Essas variáveis são importantes para a saúde pública em geral”, afirma Valéria. “Elas devem, portanto, ser usadas como temas para ações educativas em saúde da mulher”, conclui a pesquisadora.

Fonte: Agência Fiocruz

Provado e Aprovado

CTNBio aprova comercialização de milho transgênico

Roberto Samora

A Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) aprovou nesta quarta-feira (16/05/2007) a liberação comercial do milho transgênico Liberty Link, da multinacional Bayer .

A aprovação é a primeira no Brasil para uma variedade geneticamente modificada de milho.

O produto, resistente ao herbicida glufosinato de amônio, é uma aposta de boa parte do setor produtivo para ganhos de produtividade e redução de custos de produção.

A liberação precisa agora ser confirmada pelo Conselho Nacional de Biossegurança, composto por vários ministros, que analisa a questão sob o ponto de vista sócio-político.

Os ministros do CNBS terão um prazo de 60 dias para confirmar a liberação do milho.

A assessoria da CTNBio não informou em quanto tempo essa variedade de milho poderia ser utilizada nos campos brasileiros, após uma eventual aprovação do CNBS.

A decisão da comissão sobre o milho geneticamente modificado se deu por 17 votos favoráveis, quatro contra e um pedido de diligência.

No início do ano, uma Medida Provisória aprovada pelo Congresso reduziu de dois terços para maioria absoluta o número de votos necessários para aprovações na CTNBio.

Os votos contrários foram dos representantes dos ministérios do Meio Ambiente, Desenvolvimento Agrário, Secretaria Especial de Agricultura e Pesca, além do representante da sociedade civil para meio ambiente.

A aprovação do milho ocorreu quase dez anos após a Bayer ter protocolado o pedido de liberação comercial, em 1998.

Os integrantes da CTNBio também determinaram um plano de monitoramento do plantio dessa variedade, para verificar, por exemplo, se o produto teria algum efeito nos microorganismos presentes no solo.

A definição favorável ao produto transgênico se deu depois de muita polêmica e discussão. Em uma reunião anterior, representantes de organizações ambientalistas chegaram a invadir o plenário da CTNBio, evitando que o processo fosse votado.

Para o Greenpeace, "a decisão da CTNBio pela liberação de uma semente transgênica sem uma regulamentação prévia dos processos e documentação necessários para garantir a biossegurança do país demonstra o descaso do governo federal com a saúde, meio ambiente e agricultura brasileiros".

Segundo a CTNBio, todos os procedimentos necessários para a liberação do produto foram seguidos.

Atualmente, estão liberados para plantio comercial no Brasil uma variedade de soja e outra de algodão transgênicos.

Fonte: Reuters

Dengue Controlada


Proteômica abre novas perspectivas para compreensão e controle do dengue

Fernanda Marques


Uma pesquisa da Fiocruz vai ajudar a compreender melhor os processos envolvidos na patologia do dengue. O estudo pode, no futuro, contribuir para o aperfeiçoamento das técnicas de diagnóstico e prognóstico, assim como para o desenvolvimento de uma droga específica para a doença. No mestrado em biologia parasitária do Instituto Oswaldo Cruz (IOC), a bióloga Lidiane Martins de Albuquerque identificou dez proteínas plasmáticas (da parte líquida do sangue) que são expressas de forma diferenciada por pacientes com dengue, se comparados a pessoas saudáveis. A participação dessa dezena de proteínas nos mecanismos do dengue constitui uma novidade, na medida em que ainda não havia sido descrita na literatura científica.

Lidiane fez uma análise proteômica do plasma, isto é, verificou quais proteínas eram expressas pelos pacientes com dengue e comparou-as às das pessoas saudáveis. Para essa análise, foram coletadas amostras de sangue de 13 pacientes com dengue grave e de igual número de indivíduos saudáveis. Foram retiradas das amostras as células do sangue e também as seis proteínas mais abundantes do plasma, como albumina e IgG. O material restante foi submetido a duas técnicas: a eletroforese de fluorescência diferencial em gel 2D (DIGE) e a espectrometria de massas. A primeira técnica serviu para separar as proteínas e a segunda, para identificá-las.

Das proteínas diferenciais detectadas por Lidiane, cinco tiveram sua expressão aumentada e as outras cinco apresentaram níveis reduzidos nos pacientes com dengue. “A literatura científica, em geral, descreve que, no dengue, estão envolvidas proteínas conhecidas como citocinas, mas não fomos capazes de detectar nenhuma delas com a metodologia empregada”, diz. “As proteínas diferenciais identificadas podem estar relacionadas ao processo inflamatório desencadeado na infecção pelo vírus do dengue e/ou indicar mecanismos de reparo do dano vascular causado pela doença”, explica Lidiane, que foi orientada pelos pesquisadores Jonas Perales e Ana Gisele C. Neves Ferreira.

Os ensaios foram feitos no Laboratório de Toxinologia do Departamento de Fisiologia e Farmacodinâmica do IOC, que conta com equipamentos de ponta para a realização das técnicas. No caso da espectrometria de massas, o laboratório dispõe de um aparelho de última geração, o único existente na América Latina. O MALDI-TOF-TOF, modelo 4700, é utilizado em diversos projetos da Fiocruz e da Rede Proteômica do Rio de Janeiro, vinculada à Faperj.

A pesquisa de Lidiane durou quatro anos. O projeto teve início quando ela ainda era bolsista de iniciação científica e continuou ao longo de seu curso de mestrado. “Na primeira etapa, fiz a padronização das técnicas, de modo a otimizá-las para o que eu queria estudar”, lembra. Embora tenha analisado poucas amostras – 26 ao todo –, o objetivo de Lidiane foi alcançado. “Estamos diante de dez proteínas que devem ter um papel importante no dengue. A partir desses resultados, podemos fazer outros estudos específicos sobre cada uma delas”, afirma.

As técnicas proteômicas de fluorescência diferencial e espectrometria de massas usadas são caras, o que limita a análise de uma quantidade maior de amostras. “Contudo, essas técnicas revelam o caminho a seguir. Pesquisas posteriores, com metodologias mais rotineiras e maior número de amostras, poderão revelar, por exemplo, se alguma das proteínas diferenciais que encontramos é um bom marcador biológico para diagnóstico do dengue ou até um bom alvo terapêutico”, sugere. Segundo o pesquisador Jonas Perales, a análise proteômica realizada por Lidiane para o caso do dengue pode ser repetida para uma variedade de outras doenças, o que abre muitas perspectivas de pesquisas.

Agência Fiocruz

O Início da Vida

Descoberto gene que pode controlar surgimento da vida

Um grupo de cientistas britânicos descobriu um gene que poderia controlar um dos primeiros momentos da vida humana, quando o espermatozóide fertiliza o óvulo. Os pesquisadores da Universidade de Bath, sul da Inglaterra, batizaram de Hira o gene, que permite que os DNAs dos dois progenitores se unam depois da fecundação.

Os primeiros 15 minutos são determinantes, já que é neste momento que o gene deve ser ativado e gerar a divisão do óvulo fecundado. No estudo, descobriu-se que a ausência ou a mutação do Hira no momento da fecundação impede o processo de formação do embrião, até mesmo depois de fecundado por um espermatozóide em bom estado.

Embora este gene só tenha sido estudado até agora em moscas, os especialistas acreditam que este processo genético é igualmente importante em todas as espécies que se reproduzem sexualmente, incluindo a humana.

Tim Karr, que lidera o estudo, afirmou ao The Times que "o DNA do espermatozóide deve se combinar com o DNA materno, no primeiro ato da fertilização genética", daí a importância do gene Hira.

Fonte: saúde.gov.br

Novas Descobertas

Biólogos encontram em média oito novas espécies de mamíferos por ano

Um macaquinho (sem a cauda não chega a 20 centímetros) de pêlos escuros nas costas e alaranjados na frente, com uma coroa triangular escura, encontrado na Amazônia, foi batizado de sagüi-anão-da-coroa-preta (Callibella humilis). Um tuco-tuco malhado pode representar uma nova espécie do gênero Ctenomys, já que esses roedores subterrâneos comuns no Rio Grande do Sul são em geral cor de areia ou marrons. Esses são exemplos de mamíferos descobertos de norte a sul do país nos últimos dez anos. De acordo com Yuri Leite, biólogo da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), o destaque do I Congresso Sul-Americano de Mastozoologia (estudo dos mamíferos), realizado em outubro na cidade gaúcha de Gramado, foi “a constatação de que o número de espécies (e gêneros) de mamíferos sul-americanos aumentou absurdamente”.

No Brasil, o país com maior diversidade biológica no mundo, até hoje foram descritos cerca de 530 mamíferos, em geral pequenos. Nossos marsupiais não são cangurus boxeadores de desenho animado: podem ser do tamanho de um dedo, como a catita (Gracilinanus microtarsus), um dos menores desse grupo. A destruição de florestas ameaça a existência desses animais, com 66 espécies em risco de extinção na lista vermelha do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) em 2003. Apesar disso, mais trabalho de campo e novas técnicas de trabalho têm aumentado rapidamente o número de espécies conhecidas.

Leite, Leonora Costa e outros biólogos da Ufes relatam na revista Megadiversidade que são descobertos por ano em média um novo gênero e oito novas espécies de mamíferos. A estimativa é de que nos próximos 20 anos mais do que dobrará o número de mamíferos catalogados na América do Sul. Muitos deles são novos nos registros científicos, mas a maior parte vem de revisões da classificação. No American Museum Novitates de 19 de outubro, Marcelo Weksler, biólogo brasileiro na Universidade do Alasca, Alexandre Percequillo, da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), e Robert Voss, do Museu Americano de História Natural de Nova York, acrescentaram dez gêneros de roedores à América do Sul.

Para um grupo de animais estudado há séculos, é surpreendente que ainda reste tanto por descobrir. Nos últimos 12 anos surgiram no mundo três novas ordens, 94 gêneros (a maioria de reclassificações e 29 novos para a ciência) e 815 espécies (298 novas e 125 da América do Sul). Essa avaliação foi feita pelo norte-americano Jim Patton, da Universidade da Califórnia em Berkeley, que comparou a segunda (1993) e a terceira (2005) edições do livro Mammal Species of the World, de Wilson & Reeder, que lista as espécies de mamíferos conhecidas.

Surgem tantos animais novos porque técnicas de análise mais refinadas distinguem detalhes que antes passavam despercebidos. Animais podem parecer diferentes entre si e pertencer à mesma espécie. Um gato peludo cinzento e outro malhado de pêlo curto são igualmente gatos. Por outro lado, espécies à primeira vista iguais podem ter diferenças invisíveis a olho nu que fazem com que não possam procriar entre si, o que as separa do ponto de vista biológico. Segundo Leonora, a proliferação do número de espécies deriva sobretudo do impacto da análise de diferenças no DNA entre grupos de animais. Além disso, novas técnicas de medição, como a morfometria geométrica, começam a ser mais utilizadas e devem ampliar o conhecimento sobre a biodiversidade.

Régua digital - Tradicionalmente, parte da distinção entre espécies se baseia em medidas tomadas do crânio. O instrumento mais utilizado é o paquímetro, uma régua com dois braços dos quais um desliza para medir distâncias em superfícies curvas ou irregulares. Mas técnicas modernas permitem análises muito mais refinadas e precisas. O grupo de Gabriel Marroig, da Universidade de São Paulo (USP), usa um aparelho parecido com uma caneta que pende de um braço articulado. O equipamento tem um ponto de repouso e traduz qualquer movimento em coordenadas tridimensionais. A caneta, encostando em pontos específicos de cada crânio estudado, transmite essa informação a um computador. Forma-se uma imagem digital que pode ser usada para tirar medidas ou comparar o crânio com o de outras espécies. Marroig usa essa técnica para compreender a evolução dos primatas sul-americanos.

Para atingir uma classificação mais precisa, os pesquisadores somam informações de diversos tipos. Durante seu doutorado Leonora analisou o DNA de marsupiais brasileiros para compreender suas origens e sua diversidade. Para refinar suas conclusões ela agora complementa os dados com observações da morfologia dos animais. Esses resultados ajudaram a aumentar em 70% o número de espécies de marsupiais sul-americanos nos últimos 13 anos.

Além das novas técnicas, o que tem contribuído para o avanço do conhecimento sobre mamíferos é a integração de áreas, promovida por profissionais dispostos a colaborar. Os sistematas, que analisam os dados para pôr ordem nas árvores genealógicas e dão nome aos novos bichos, muitas vezes não são os mesmos que fazem os estudos genéticos ou morfométricos. Por isso, pouco se faria sem esforços conjuntos.

Segundo Leonora, a preocupação com o meio ambiente se tornou mais forte após a Conferência do Rio em 1992 e aumentou o interesse em estudar a diversidade biológica. Iniciativas de conservação como a da União Mundial para a Conservação da Natureza (IUCN) consistem em reunir informações para elaborar listas globais de espécies ameaçadas, alteradas conforme as pesquisas avançam. Pode ser o caso do rato-do-mato-laranja (Rhagomys rufescens), que Yuri Leite e colaboradores mostraram não ser tão raro quanto se pensava. Para encontrá-lo, bastou inovar no método de captura: o que funciona é a antiga técnica chamada pitfall, que não passa de um balde enterrado no chão. “Com base nos dados mais recentes”, diz Leonora, “o Rhagomys deveria ser retirado da lista da fauna ameaçada de extinção”.

Fonte: FAPESP

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